Angel Being Pampered [Hiato]

9 Legião de Extraterrestres


Notas iniciais
Olá people, como prometido tô aqui!!! Como tô caindo de sono, confesso que não revisei esse cap de modo decente... se encontrarem erros na grafia, repetição de palavras ou vírgulas estranhas, me avisem!
Pra recompensar os outros dois caps, um pequeno e outro mediano, esse tem um tamanho respeitável!
O nome de capítulo fará sentido, eu garanto!

Saindo do centro comercial, dois estudantes chamavam muita atenção; apesar de novos, eram bonitos e vestiam uniformes de rico. Um tinha um semblante sério, cabelos castanhos e usava óculos, já o outro era mais alto, com cabelos negros e espetados, além de um sorriso animado no rosto que contrastava com a shinai que carregava ameaçadoramente sob o ombro.

-Satoshi, ainda não entendi para onde estamos indo e porque temos que andar. – reclamou o menor.

-Andar faz bem para a saúde e já expliquei mil vezes que nossos anikis estão fazendo um filme!

-Não tenho a menor vontade de ver uma gravação de um filme de ficção científica.

-Acho que não é esse gênero aí não. – respondeu Satoshi, coçando a cabeça de modo pensativo.

-Só pode ser – retrucou o outro em resposta – pra ter no elenco aquele alien...

-YASUCHIIIIIIKAAAA! – berrou o outro, dando um violento golpe na cabeça dele, causando um galo bem feio.

-Satoshi, como você é mau – retrucou Yasuchika, aos prantos como um bebê – não precisava ter batido tão forte...

-Você sabe muito bem que não pode falar assim do Mitsukuni-san, é impossível o Taka-nii ter errado na educação dele! – bradou o garoto, ignorando totalmente a dor do amigo.

E assim, um garoto dolorido e emburrado seguia ao lado de um garoto animado e cheio de vida em direção à praça onde vários alunos do Ouran faziam um live action. Satoshi tentou puxar assunto durante o percurso, mas como Yasuchika só respondia com monossilábicos ele bateu nele com a shinai mais duas vezes, aumentando a infelicidade do menino.

Afinal de contas, estava andando sob o Sol forte para ver o alien que era obrigado a chamar de irmão e ainda apanhava do imbecil do Satoshi no caminho!

Mas seu mau humor foi embora dando lugar ao espanto e ao mesmo tempo admiração ao ver sombras estranhas no chão e procurar sua fonte: eram vultos se movendo rapidamente de um lado para o outro. No céu.

Puxando a manga do Satoshi de modo insistente (tomando o devido cuidado de se manter longe do maldito pedaço de bambu dele), finalmente conseguiu fazer com que ele acompanhasse seu olhar e ficou plenamente satisfeito ao constatar a expressão de completa surpresa que ele fez.

-Yasuchika, você tinha razão! – berrou ele de modo inesperado.

-O quê? – perguntou o outro, franzindo o cenho ao tentar achar um significado para as palavras do amigo.

-É mesmo um filme de ficção científica! Que bem feito!

Ele ficou tão chocado que perdeu até as forças; até que ponto Satoshi podia ser tão idiota? Porque nem em mil anos aquilo era um live action planejado por otakus histéricas que frequentam um Host Club.

-Vamos ver mais de perto! – disse o moreno, levando o outro pelo braço.

-Não, nós vamos é chamar a polícia! – berrou em defesa, pegando seu celular.

Depois de levar o quarto golpe de shinai na cabeça em menos de trinta minutos, achou melhor ficar quieto enquanto ainda tinha células vivas no cérebro.

Eles foram entrando entre as ruas quietas e bem cuidadas do bairro residencial onde estavam, observando a briga cada vez mais de perto; pelas exclamações de Satoshi, o menor decidiu tirar seus óculos e realmente prestar atenção no que acontecia. E levou um susto.

Quem lutava de modo solitário era uma garota; com um vestido amarelo que ele reconheceria a quilômetros de distância, ela voava pelos céus e usava uma bota muito estranha, da qual saíam chamas e reflexos avermelhados. Seus combatentes eram criaturas altas e bizarras, com armaduras metálicas negras e corpos desproporcionais que também voavam.

Ele a viu atacar, recuar, se esquivar de uma série de golpes e ser atingida (aparentemente não tinha sido nada sério, mas a menina se dobrou de dor e tocou o ombro lentamente) e então com uma explosão de som, ela já estava metros adiante, destruindo uma das criaturas estranhas com um só golpe. Ela era forte, tinha chances de vencer.

Mas então um deles usou de uma estratégia desleal e a atacou por trás, a lançando para baixo com uma força aparentemente extrema e assustadora; o impacto do corpo da garota revelou que ela caiu em alguma construção e sem pensar em nada específico os dois correram automaticamente para lá, ao mesmo tempo em que a criatura descia com tudo para dar mais um bote.

Pouco antes de a alcançarem, eles ouviram um segundo impacto e logo imaginaram que ela tivesse sido atingida pela criatura; Yasuchika cerrou os punhos, pois sabia que algo com aquela velocidade e força não deixaria a menina viva. Por isso foi com um misto de alívio e descrença que eles reconheceram a figura dela em pé com dificuldade em meio à névoa dos escombros do que foi parte de um sobrado.

Escondidos atrás dos restos de uma parede, eles assistiram bem de perto ela partir para cima de outro monstro esquisitão, que apenas ergueu seus braços e congelou as pernas da menina, que aparentavam ser o foco de suas habilidades. Ela despencou sobre o ombro que tinha machucado antes, fazendo seu corpo se contorcer pela dor.

Mal se ergueu o suficiente para ficar sentada e ela teve seus braços congelados também. Então, para o assombro e horror dos dois garotos, as criaturas começaram a falar.

-Agora podemos conversar mais civilizadamente, não é garotinha? – chiou o que a golpeara no ombro

-Vocês não sabem o que é ser civilizado, suas bestas! – cuspiu ela em resposta, deixando os dois enfurecidos.

-Vamos ver quem não é civilizado quando a fizermos urrar de dor como um animal. – disse o que congelava as coisas. Ambos riram, risadas gélidas, mecânicas e assustadoras; Satoshi e Yasuchika não conseguiam mover um único dedo, muito menos piscar.

Viveram muitos anos com uma criação digna dos mais antigos guerreiros para reconhecer com facilidade a expressão que a garota fez, para logo em seguida fechar os olhos; ela aceitava sua derrota e desistia de sua vida. Eles tinham que fazer alguma coisa.

Então surgiu uma figura estranha por trás do monstro mais distante deles, o que prendeu ela; ele usava o mesmo uniforme que seus irmãos e seu cabelo era tão claro que refletia a luz do dia intensamente, mas isso não era de longe o mais impressionante.

E sim o fato de seu braço esquerdo ter subitamente se transformado em um braço disforme, mecânico e com garras, que ele usou para atingir a cabeça da criatura e causando assim sua morte. Tudo o que ele disse foi ‘Edge End’.

O outro demorou a reagir e então foi tarde. Ao ver que só ele havia restado, foi em direção à menina que tinha conseguido quebrar o gelo logo que seu carcereiro foi destruído; mas não conseguiu completar seu objetivo, pois um outro garoto mais alto e com um cabelo longo surgiu pela direita da visão dos meninos e o atacou em uma velocidade sobre humana com uma espada, mas a criatura conseguiu se defender.

Enquanto o albino tirava a menina dali, levando-a delicadamente pelo colo, o outro começava um combate de tirar o fôlego, pois sua técnica com a katana era belíssima e impecável. Não demorou nada para ele se livrar do monstro, atravessando-o do ombro esquerdo ao quadril direito. O outro garoto já estava de volta.

-Como ela está? – perguntou ele com uma voz rude.

-A entreguei para os finders, eles disseram que as queimaduras em seu ombro e braços são graves, mas que ela ficará bem.

-Tsc. Komui vai nos matar. – o albino suspirou, parecendo cansado.

-Temos de voltar antes que sintam nossa falta. – disse ele, e ambos foram embora.

Os dois meninos se encararam e em um acordo silencioso seguiram os colegiais. Logo ficou claro que eles iam em direção à mesma praça que era o destino deles próprios antes de avistarem a luta. E, para a completa surpresa de ambos, seus irmãos mais velhos surgiram saudando os dois estranhos.

-Yu-chan! Al-chan! Pensamos que vocês já tinham ido embora! – berrou o menor com uma voz alegre, estridente e muito infantil. Yasuchika segurou um rosnado de raiva.

-É que eu esqueci... meu celular em algum lugar e voltamos para procurar, não é Kanda?

-Tsc. – disse o outro apenas, cruzando os braços com uma expressão hostil.

-Bom, se não achar é só comprar outro, nééééé? – disse ele com um sorriso enorme.

-É Hani-sempai, acho que farei isso mesmo.

-Satoshi, Yasuchika, saiam das sombras. – disse o mais alto com uma voz pausada e grave.

-Incrível Taka-nii, só você mesmo! – disse Satoshi, saindo de trás da árvore onde estavam e saltitando em direção ao irmão mais velho; Yasuchika recolocou os óculos e cerrou os dentes, arrastando os pés em direção ao grupo.

-Chika-chan! Que bom ver você! – disse Hani-sempai.

Em circunstâncias normais ele o atacaria de imediato, mas naquele momento havia questões pesando bem mais em sua mente.

-Você! – berrou ele apontando de modo acusatório para Hani-sempai – Você está aumentando o número de aliens a sua volta, e agora uns outros mais estranhos ainda estão atacando a gente! É tudo sua culpa!

Satoshi bateu nele com a shinai, dessa vez no ombro para o alívio (?) dele.

-O que quer dizer com isso, Yasuchika? – perguntou Mori-sempai, mais uma vez exibindo sua voz impressionante e no geral ausente.

-Eu vi! A menina de cabelo curto matando aquelas coisas e – disse ele, dessa vez apontando para Allen e Kanda – esses dois matando aquelas coisas também, com armas e poderes estranhos e garras... são todos extraterrestres igual a ele!

Um silêncio carregado pairou sobre todos eles. Allen então sorriu e deu um passo a frente.

-Você é o tão famoso irmão do Hani-sempai? Que gracinha! Meu nome é Allen Walker, muito prazer. – disse ele, com um aceno discreto e um sorriso gentil e cintilante. – E este é o Kanda-sempai, que estuda junto com o Hani-sempai e o Mori-sempai.

-Oh! Muito prazer sempais! Eu sou Satoshi Morinozuka e ele é o Yasuchika Haninozuka, desculpem seus maus modos, faço o possível para educa-lo rigorosamente! – disse o irmão de Mori-sempai estufando o peito.

-Imagina, lembro que quando tinha a idade de vocês também gostava muito de brincar dessa forma... se eu, o Kanda-sempai e o Hani-sempai somos de outro planeta, de onde o Mori-sempai veio? – para qualquer um Allen estava apenas entrando na brincadeira, mas Yasuchika conseguia reconhecer a provocação por trás do sorriso cínico dele.

-Takashi-san é uma pessoa respeitável, ao contrário de vocês e do meu irm...

-YAAASUUUCHIIKAAAA! – berrou o outro, dando batendo com tanta força nele com a shinai que Allen se sobressaltou – Não seja rude com os sempais!

-Tudo bem, sem problemas. – respondeu o exorcista, com sua máscara de gentileza inquebrável – Vejo que gosta de kendô.

-Sim! Eu sou o capitão do Clube de Kendô do ginasial, Walker-sempai e tenho de dizer que as habilidades de Kanda-sempai são admiráveis, o esperado de um amigo do Taka-nii!

Allen estava dividido entre a surpresa com a novidade do “Walker-sempai” já que era do primeiro ano e ninguém o chamava assim, a improbabilidade de o garoto aparentemente não ter notado ou não se importar com o fato de que Kanda usava essas habilidades para destruir monstros e a simples ideia de que Kanda ou Mori-sempai fossem capazes de criar laços de amizade reais com alguém, tendo e vista o vocabulário limitado de um e o inexistente do outro.

-Sabe o que seria uma ótima ideia? O Kanda fazer uma demonstração pra vocês, já que ele é um destaque do Clube de Kendô do colegial! – sugeriu Allen, pelo simples prazer de tornar a vida do samurai mais complicada. Satoshi vibrou com a hipótese.

-Você faria isso Kanda-sempai?! Nossa que máximo! – disse ele com os olhos brilhando de emoção e excitação.

-Por favor Kanda. – disse inesperadamente Mori-sempai.

-Tsc. – respondeu ele, claramente cedendo.

E assim, todos esqueceram o incidente anterior, menos Yasuchika, que se remoía assistindo o estranho garoto branco manipulando a todos.

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Notas finais
Teacher Kanda, ai que divo! (*-*)
Como lembro do Yasuchika no anime, mas acho que o Satoshi não apareceu e não sei se alguém aí leu o manga, coloquei a capa do capítulo 30 pra vocês terem uma ideia de como ele é!
Queria agradecer o apoio de vocês (e deixar claro que carinha de Gato de Botas ou de cachorro que caiu da mudança não funcionam comigo porque sou má.mas amo vocês mesmo assim) e também ao leitor fantasminha, que adicionou a fic aos seus favoritos! Obrigado e ainda gostaria de saber quem você é!
Beijos flores! (*---*)//