Angel Being Pampered [Hiato]

26 Entre O Tédio E A Tensão


Notas iniciais
Oi.
Devia ter voltado semana passada, mas como me tranquilizaram por review e principalmente MP, fiquei segura para fazer as coisas com mais calma. E cá estou eu.
Nunca terei palavras suficientes para expressar toda a minha gratidão com o carinho que recebi, sério, não os conheço pessoalmente, mas tenho certeza de que são pessoas maravilhosas.
O cap tem lá pelas 1000 palavras, mas por hora não consigo escrever mais que isso... só para lembrar, paramos no momento em que Allen, que se encontra "brigado" com Lenalee e Kanda, é finalmente tomado pelo Décimo Quarto, Neah. Eles estão numa praia da família de Hani-sempai e seu irmão, Yasuchika, trouxe Road como convidada.
Enfim amores, boa leitura!!

O resto da viagem se passou de modo estranho: Allen agia com a sua natural cortesia e seus momentos de maldade mascarados por uma aura pura, mas por puro instinto os hosts se sentiam um tanto quanto desconfortáveis na presença do amigo britânico. A amiga de Yasuchika, a senhorita Road, disse estar sentindo um mal estar e passou o dia seguinte inteiro na cama. Como conhecidos de longa data, ele foi vê-la em seu quarto, mas todos julgaram que ela estava realmente se sentindo mal, pois o pôs para fora em questão de segundos.

Haruhi observava tudo calada.

Parecia até mesmo o Kyoya-sempai, quieta num canto e com os olhos pregados em cada mínima frase, movimento ou olhar – na verdade, parecia um dos antigos Bookmen, que julgavam fazer um bom trabalho oculto em sombras. Isso é claro, até o dia em que Ele mudou as coisas.

Um dos motivos iniciais para querer estabelecer contato com Allen fora por causa Dele, mas é claro que o exorcista havia inventado histórias a respeito de sua vida. Mas ainda sim sonhava com o dia em que conheceria o jovem ruivo, exorcista e ‘caolho’ que mudou o modo como os seus registram o mundo. Afinal de contas, o cara era uma lenda – lembrando-se disso, se sentiu até mal por tentar apenas se ater aos fatos e ignorar o resto.

Balançando a cabeça para espantar seus devaneios, ela focou em seu problema atual: longe de casa e de seus contatos, ela tinha que lidar não com um, mas com dois dos mais poderosos Noahs – sendo que um deles possui habilidades e motivações desconhecidas mesmo após vários anos.

Mentalmente exausta, ela levanta para fazer o que sabe melhor em situações como esta: comer. Acenando brevemente para um Kyoya-sempai absorto nos cálculos do clube, ela se sentou e começou a enfiar goela abaixo um bolo de morango; por bem ou por mal, se entenderia com Hani-sempai mais tarde.

Um ruído baixo a assustou – sua mente rodando entre Noahs, Akumas e tudo que envolvesse matéria negra, ela se levantou abruptamente e virou; encarando-a de modo curioso e reprovador estava seu frio sempai... com um gato negro aos seus pés. O bicho ronronava e essa era a origem do som. Constrangida, ela ergueu a cadeira que caíra com o movimento exagerado e pousou os olhos sobre o bichinho.

-De quem é o gato, Kyoya-sempai?

-Não faço ideia. – ele tornou a olhar para a prancheta em mãos e digitar rapidamente uma série de números em sua calculadora.

-Ele parece gostar de você. – continuou a garota, embora soubesse que puxar assunto com ele era na maior parte do tempo inútil.

-Não ganho nada para paparicar gatos. – murmurou de modo cortante.

-Já teve bichos de estimação?

-Não.

-Não gosta de animais?

-Não desgosto, mas não posso dizer que gosto.

-Hum...

-Qual é o problema Haruhi? – ele estava se irritando e ela notou isso.

-Estou entediada.

-Então procure Tamaki e os gêmeos e me deixe em paz; tenho certeza de que aqueles idiotas podem lhe atormentar até seu tédio passar. – conhecendo uma situação perigosa quando se via em uma, ela deu uma última garfada no bolo e saiu dali, a procura do King.

O loiro estava enfiado num projeto, aos olhos da menina bem “ambicioso”, junto de Hani-sempai, Mori-sempai e sua cadela, Antonietta; Haruhi não fazia ideia de como o bicho fora parar ali. Depois de observar por cerca de dez minutos eles simplesmente fazendo uma réplica da Torre de Pisa com embalagens de macarrão instantâneo, o “lámen pebleu”, ela desistiu e foi atrás dos gêmeos. Mas se deteve; se até mesmo Tamaki-sempai estava entediado o bastante para se envolver numa atividade que não fosse espalhafatosa, nem queria pensar no que os irmãos estavam fazendo. Irritada, marchou em direção à copa em busca de mais comida.

O Host Club era como uma família. A máxima do presidente, repetida até a exaustão se aplicava em momentos como esse; todos sentiam algo de errado com Allen e não sabiam muito bem o que fazer... e o clima ficava chato demais para se juntarem em alguma atividade decente (o que para seus companheiros de clube era um conceito bem relativo e questionável), restando a todos se entregarem a qualquer coisinha pra matar o tempo.

Para seu azar, o corpo de Allen ainda era o de um exorcista do tipo parasítico e por isso até mesmo Décimo Quarto precisava comer em quantidades elevadas e a intervalos pequenos.

Mas, antes que ela dissesse algo, ele juntou uma pilha de alimento apressadamente nos braços e rumou para a área dos quartos – quando notou a menina e seu olhar interrogativo. Suspirando, deu de ombros fazendo tudo que pegou balançar de modo perigoso e deu o famoso sorriso tímido do exorcista, embora ele não chegasse aos olhos do Noah.

Dando espaço para passar, ela se deu conta do motivo de seu desconforto: o sinal era fraco, mas ela treinada o suficiente para sentir – em algum lugar daquela praia, tinha uma Innocence completamente desconhecida até então.

Notas finais
Com o tempo vou recuperar o ritmo.... espero que me acompanhem nessa!
Beijos!! (*--*)//