Notas iniciais
Meu note voltou e a fic também!!! lol
Enfim, sem mais delongas, descubram o que a Lenalee estava fazendo... sem comédia neste cap, ok?

Era fascinante; o modo como eles captavam as imagens ia muito além das transmissões que os golens faziam, conseguindo uma definição de tirar o fôlego. A exorcista praticamente havia feito um curso de cinema ai, tamanha sua avidez por detalhes acerca da tecnologia daquele século, tão avançada e surpreendente. O que seus amigos na Ordem não diriam com um desses computadores em mãos?

Uma explicação sobre os diferentes tipos de lentes foi interrompida por um alvoroço perto da tenda onde o elenco se arrumava para as cenas/ um garoto desconhecido gritava injúrias para Allen até ser repreendido por Kanda. Uma parte das câmeras focalizava avidamente o momento, mas o grupo que conversava com a menina lhe disse que a função deles tinha terminado e que se ela quisesse poderia ajuda-los a guardar os equipamentos.

Se ela tivesse um olho como o de Allen, provavelmente nem teria começado a falar com eles assim que ele e Haruhi foram se trocar, mas ela não tinha.

Agora ela estava longe da praça, cercado por cinco nível três e sem a menos possibilidade de pedir ajuda aos seus companheiros sem atrair os alunos para a luta.

Vamos Lenalee, pense! berrou ela mentalmente, analisando o terreno: era uma rua residencial com construções de no máximo dois andares, mas a três quarteirões dali ela sabia que havia uma avenida e o início de um movimentado centro comercial, então era de extrema importância evitar aqueles lados o máximo possível.

As criaturas riam, pois dada à desvantagem numérica era certo que iriam saborear o espetáculo que seria a garota se desfazendo com o veneno deles. Ela resolveu atacar e rezar para que o olho de Allen se ativasse, com ela se aproximando aos poucos da praça onde eles estavam.

-Queridinha, porque não acabamos com isso de uma vez? – disse um deles.

-Sim, sim, prometemos que a sua morte vai ser rápida e indolor! – riu um outro.

-Dark Boots, vamos mostrar para eles porque não podem subestimar a única garota desta missão – disse ela num sussurro, com um brilho mortal nos olhos.

O primeiro nem teve tempo de reagir, explodiu com o golpe certeiro que ela deu em sua cabeça; dois dos quatro restantes foram em sua direção em busca de retaliação. Ela não queria ser vista por nenhum civil, mas sua principal vantagem era o ar, não deixando escolha a não ser pegar impulso e partir para o céu.

Infelizmente, ambos os perseguidores eram capazes de segui-la.

Ela foi atacada com uma série de golpes e chutes, o que indicava que os dois não possuíam nenhuma habilidade especial, pelo menos aparente. Mas ela tinha experiências negativas com o tipo para ter certeza de que tinha de derrota-los sem se deixar atingir. Sua mente trabalhava freneticamente se lembrando das lições que teve logo na infância.

Flashback On

Em um espaço amplo, vários homens treinavam; lutas corporais, com espadas de madeira, criando talismãs, correndo, escalando, rastejando... e de longe uma menina aparentando uns onze anos de idade e um homem com uma taça de vinho na mão e uma vistosa cabeleira ruiva observavam as atividades. A pequena estava irritada.

-Porque ninguém nunca quer treinar comigo?! Já que tenho que lutar, preciso me preparar para isso! – sua irritação só aumentou ao ver o homem rir.

-Crianças não deviam lutar, ainda mais se estão destinadas a se tornarem mulheres bonitas.

-Ninguém impede a General Cloud de lutar e treinar e ela é uma mulher bonita! – insistiu ela.

-De fato, uma mulher belíssima – comentou ele, com um ar meio sonhador – mas com a personalidade de uma mãe, o espírito de um macho e um olhar gélido como o dia mais frio do inverno. – nesse momento passos estridentes surgiram atrás deles e uma voz autoritária e ao mesmo tempo sensual ralhou:

-Quem tem espírito de macho Marian??! – a loira era um monumento de ódio e a figura peluda em seu ombro esquerdo chiava.

-O dia fica mais belo com sua presença! – bradou ele, abrindo os braços – O que acha de irmos para um canto mais reservado degustar um bom vinh....

Ele não terminou a frase, pois o macaquinho da mulher pôs-se a correr atrás dele, com Tim em seu encalço. A menina esqueceu a frustação inicial e riu com a cena.

-Se isso te ajuda – disse uma voz atrás de si – lembre-se de que todo inimigo, por mais preparado e experiente que seja, sempre tem um padrão de batalha, de golpes. – a garota se virou para ver quem era e sorriu.

-Obrigado Marie! – disse ela, visivelmente com o ânimo renovado.

-Só não dia ao Supervisor que andei te dando dicas de como lutar sim?

Eles riram e ela passou a observar os golpes que cada um dava com muita atenção.

Flashback Off

Ela ainda se lembrava daquela lição simples, mas valiosa e por essa razão tratou de coloca-la em prática: observou os golpes do akuma desviando de todos, à procura de um padrão. Não foi difícil encontrar; depois de algum tempo ela percebeu que a cada seis socos que ele dava com punhos alternados, tentava lhe dar um chute, abrindo algumas brechas em sua defesa.

Era só prestar atenção e ataca-lo quando ele se preparasse para chuta-la.

Então um dos golpes a atingiu ou no ombro de raspão e ela sentiu a ardência se espalhar por todo o braço esquerdo; encostar no ombro era doloroso demais, mas ela descobriu que suas roupas permaneciam intactas e portanto o ataque só afeta seu corpo. O cheiro de carne queimada nublou sua visão por alguns instantes e a fez sentir náuseas, mas ela manteve o foco na luta, uma vez que não havia ninguém ali que pudesse ajuda-la.

Por essa razão, ela atacou e destruiu o outro primeiro com uma única explosão de velocidade com seu tipo cristalino seguido de um impacto fatal no tronco dele, para se concentrar no akuma que causava queimaduras. Não possuía nenhum golpe que não causaria danos às construções abaixo deles e ao mesmo tempo a mantivesse longe dele; dois braços a prenderam por trás e Lenalee foi jogada contra um telhado brutalmente e, respirando com dificuldade, ela conseguiu se esquivar do segundo ataque, acertando um chute certeiro no meio da criatura, que se explodiu com o impacto. Agora restava enfrentar o que causava queimaduras e o que permaneceu silencioso durante todo o tempo.

Por via das dúvidas, ela partiu para cima do que continuava no solo se preparando para criar um turbilhão com suas botas e despedaça-lo nele. Como se estivesse sorrindo, ele mostrou seus dentes compridos e afiados e ergueu as mãos para frente.

Nenhum golpe visível surgiu, mas suas pernas foram paralisadas por algo parecido com gelo, mas que não se rompia por mais que ela forçasse. Sem forças para manter-se no ar seu corpinho despencou com tudo no chão, o ombro queimado protestando com violentas pontadas de dor pelo contato no asfalto.

Mesmo assim o material em suas pernas, que ela não conseguia decidir exatamente o que era, não tinha sofrido um único arranhão. Sua Innocence a protegia, mas ela temia que ele causasse algo para sua pele.

Mal terminou de pensar nisso e o monstro a prendeu no chão, grudando seus braços e pernas já presas em uma camada fina e que refletia a luz, machucando também seus olhos. Agora não era só o ombro que ardia, suas mãos e pulsos também já sofriam irritações e pinicavam.

-Agora podemos conversar mais civilizadamente, não é garotinha? – chiou o que causava queimaduras.

-Vocês não sabem o que é ser civilizado, suas bestas! – cuspiu ela em resposta, deixando os dois enfurecidos.

-Vamos ver quem não é civilizado quando a fizermos urrar de dor como um animal. – disse o que a prendeu em repostas. Ambos riram, risadas gélidas, mecânicas e assustadoras.

É o meu fim. Maninho... me perdoe. pensou ela, fechando os olhos e se resignando com seu destino.

Notas finais
Bom, já que vocês não parecem gostar muito da Lenalee, acho que ninguém vai sentir falta né? Ou vai? Huhuhu...
Vou revisar o próximo cap agora, mas como tenho quase certeza de que não escrevo nada muito útil até o domingo, vou deixar para posta-lo no fim de semana mesmo,assim vocês não ficam tão orfãs...
Ah, e tem um(a) leitor(a) novo(a)!!! Seja bem vindo fantasminha, deixe um review nem que seja pra dizer oi!
Beijos fofis! (*-*)/