Angel Being Pampered [Hiato]
28 Claws Dawn - Garras da Alvorada
Notas iniciais
Tô aqui postando um cap pra vocês - ele tá curto porque não consegui recuperar o pique pra escrever coisas longas (ainda mais com luta no meio, vocês sabem que sou péssima com lutas) e porque ia ficar informação demais num cap só.
De qualquer forma, espero que curtam o cap, tem informações novas nele, mas acho que algumas de vocês já esperavam que isso fosse acontecer...
Aquele não era um nível três qualquer: ele estava a poucos passos de se tornar um nível quatro, precisava apenas matar mais alguns poucos humanos e outros akumas mais fracos; num estágio tão avançado, no geral o Conde não deixaria a máquina tão livre assim, guiaria seus movimentos de maneira a despertar uma versão ainda mais terrível e cruel.
Mas era um Akuma baseado num assassino em série de crianças, uma criatura particularmente cruel que assinou o contrato para trazer de volta a alma de uma de suas jovens vítimas, que se foi por perda de sangue antes que ele conseguisse completar seu ritual insano.
Por isso, era naturalmente mais arredio, mais ambicioso, mais sedento de sangue; ali, num colégio cheio de jovens superficiais onde exorcistas e outras máquinas se disfarçavam entre os estudantes... ali era o lugar ideal para fazer as vítimas que marcariam sua transformação. Com um golpe só teria almas, akumas e testaria suas novas habilidades como um nível quatro em exorcistas famosos por terem destruído vários akumas que se julgavam indestrutíveis.
O primeiro passo seria se livrar da pirralha que o viu – talvez por conta da matéria negra que emanava, talvez por puro terror, o fato é que ela desmaiou antes mesmo que ele tocasse nela. A criatura soltou um riso de deboche e deleite, armando suas finas e afiadíssimas garras.
-Detesto atrapalhar seu momento, mas não aconselho que toque nesta garota. – disse uma voz atrás de si.
Ele se virou esperando encontrar um exorcista, mas tudo que viu foi outro moleque. Definitivamente tinha um porte arrogante, mas nenhum sinal de Innocence nele – já era praticamente um homem, desenvolvido demais para lhe interessar; no passado jamais mataria alguém como ele, mas sem dúvidas procuraria saber se tem irmãos ou irmãs menores. Afinal de contas possuía um rosto tão bonito, mesmo com óculos.
Mas ele tinha visto demais e teria de ser eliminado. Apenas mais um passo em direção a sua forma em nível quatro.
Rindo, o Akuma foi em direção ao garoto com passos vagarosos, as garras mirando sua jugular. O outro parecia indiferente a demonstração da armadura maligna e negra e o encarava como se fosse um espetáculo desinteressante que ele via por educação. Aquilo irritou o monstro.
E ele avançou.
Alguma coisa caiu sobre sua cabeça, o que por um milésimo de segundo o assustou – afinal de contas, podia ser um ataque de um exorcista. De repente, se deu conta de que o garoto podia ser o que chamavam de finders se fazendo de isca e que ele caíra na armadilha.
Mas era apenas um gato. Um animal de tamanho médio, corpo esguio, pelo brilhante e olhos âmbar. O Akuma rosnou e o bichano corajosamente devolveu a ofensa.
-Interessante. – murmurou o garoto.
-Você acha é? – debochou a criatura – Então assista como acabo com seu amiguinho, vai te dar uma ideia do que vou fazer com você... e com a bonitinha ali. – ele apontou para o corpo abandonado de Renge, cujo mínimo movimento do tórax indicava que ainda estava viva.
-Sinto em lhe informar, mas ela é uma importante cliente de meu Clube, regular e extremamente fanática, gasta uma boa quantidade de dinheiro conosco toda semana. – ele deu uma pausa e ajeitou os óculos – Portanto, não posso deixar que a mate.
Aquilo era no mínimo hilário para o Akuma; e ele riu, riu de um modo insano e cruel. Em seus anos de vida, desde que era apenas um humano, já viu vítimas de todos os tipos: as covardes que imploravam, as fracas que entravam em choque, as rebeldes que gritavam, as destemidas que tentavam se salvar... e as que tentam bancar as heroínas, que acham que não só vão conseguir se soltar dele como também irão derrota-lo.
Nenhum tipo jamais escapou e nenhum foi tão idiota e prepotente quanto este garoto.
-Você – disse o estudante, cortando sua crise de riso – me importunou durante esses dias, prove que tem alguma utilidade maior que a de agora. – foi só quando o gato miou em resposta que o Akuma se deu conta de com quem o outro falava; detestava ser ignorado, então acabaria com aquilo de uma vez.
Mas, contrariando todo e qualquer bom senso, o gato estava levando aquela ordem a sério – para ser mais claro, estava aumentando de tamanho e ficando com a pele eriçada e dourada. As patas que antes eram um peso leve na nuca da máquina, estavam enormes e queimavam sua couraça de matéria negra. Queimavam como.... Innocence.
O Akuma não durou muito após se dar conta disso, pois segundos depois sua cabeça foi arrancada pelo felino. Encarando o jovem que assistia a tudo, pela primeira vez com uma nota de assombro em seu olhar severo, a criatura disse:
-Eu sou Claws Dawn e como sua Innocence, lutarei ao seu lado. – e ele voltou a ser um simples gatinho, que foi em direção ao dono miando de fome.
Em uma cena de bondade inédita, o jovem Ootori pegou o animal no colo e foi em direção a sua cliente desmaiada... afinal de contas, aquele animal era no mínimo interessante. Mal percebeu ele, que de dois pontos diferentes do colégio, duas sombras observavam a tudo pelas janelas de modo voraz.
Notas finais
Só perdem para os coelhos no quesito "animais que amo", sério mesmo.
Amanhã é o show do Super Junior, tô surtada demais pra pensar em coisas pra dizer!! Beeeeeeeeeijos!!
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