Angel
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Se for concretizado, colocarei o link aqui.
Meu site: https://suzanahcanto.weebly.com/roteiro.html
CENA 1 — O NASCIMENTO
ÂNGELA: Mais um pouquinho, mãe!
MÃE: (entre gritos e choros) Eu não vou conseguir!
PAI: Vai sim, meu amor! Não desista!
ÂNGELA: É!!! Escuta teu marido!
(Mãe dá o grito final e nasce o bebê)
MÃE: Aw, é um menino! (dá selinho no esposo)
PAI: Será Pedro!
ÂNGELA: (dança e rodopia para frente do palco, falando para o público) Eu sou a guardiã do menino Pedro! Sou a anjo mais feliz do mundo! (quarta parede)
(Mãe dá outro grito e Ângela volta para sua posição, preocupada)
PAI: Outro??
MÃE: Você, pequenino, vai se chamar Lucas!
ÂNGELO: Hum, nome bonito.
ÂNGELA: (se assusta) Ah, não! Você de novo, não! Não acredito que vou ter de trabalhar com esse demônio! (saindo do palco)
ÂNGELO: Anjo Ângelo Pereira da Silva de Oliveira Fagundes, para você! Já conversamos sobre seu temperamento, Ângela! (segue a Ângela)
ÂNGELA: Vá se ferrar! (sai do palco)
ÂNGELO: (Olha para cima) O que foi que eu fiz, meu Deus do céu?! (sai do palco)
CENA 2 — BRIGA
(Na sala de casa, a mãe está amamentando Lucas, enquanto o pai dá a mamadeira para o Pedro)
MÃE: (desmanchando-se em sorrisos) Nunca imaginei que haveria de ter gêmeos! É uma pena eu não poder produzir leite o suficiente para amamentar os dois ao mesmo tempo.
PAI: Não se preocupe, meu bem! Com as doações de leite, Lucas e Pedro não passarão fome! Aliás, amanhã é a vez do Pedro, né Pedrinho!
(Enquanto os pais se deleitam, Ângela e Ângelo observam as crianças)
ÂNGELA: (constrangida de tanta fofura) Esses pais bobos são todos iguais, BLÉ!
ÂNGELO: (admirando a cena) Eu acho essa cena fofa! Um ambiente calmo, tranquilo e amoroso. Você tem razão, são bobos mesmo!
ÂNGELA: Mesmo concordando comigo, você não concor…..(se interrompeu)
(O pai sentiu cheiro de queimado e deixou Pedro deitado no sofá)
ÂNGELA: Ai, ai! Pais de primeira viagem! Vem cá, meu afilhado! Sua anjinha da guarda está aqui!
ÂNGELO: Cuidado, Ângela! A mãe pode nos ver!
ÂNGELA: Vai nada! Olha só para ela: encantada com o seu afilhado Lucas!
ÂNGELO: Ângela…
ÂNGELA: Relaxa, Ângelo! A mãezona aqui, não vai perceber um bebê flutuante!
(Ângela pega o Pedro, coloca-o no carrinho e dá a mamadeira para ele)
ÂNGELA: (falando fofamente) Eu sei que você ainda está com fome, Pedrinho!
ÂNGELO: Quem diria que minha colega de trabalho de milênios falaria de uma forma tão doce!
(Ângela resmunga enquanto repete o Ângelo disse)
ÂNGELO: Ângela, você está apertando demais a mamadeira do Pedro… Deixa que eu faço.
ÂNGELA: (se afasta de Ângelo) Você cuida do seu afilhado que eu cuido do meu!
(Ângelo tenta pegar o Pedrinho, mas Ângela não deixa e aperta, ainda mais, a mamadeira contra a garganta dele)
ÂNGELA: Ele engasgou! (Dando tapinhas no bebê)
MÃE: (preocupada) Pedro?
ÂNGELO: Põe no berço!
ÂNGELA: Ele vai morrer!
ÂNGELO: Não dá tempo!
(Ângelo agarra o bebê das mãos da amiga coloca-o, às pressas, no carrinho a tempo da mãe chegar com o Lucas no colo)
MÃE: QUERIDO, ME AJUDA! O PEDRO ESTÁ SEM AR!
(o pai voltou depressa na sala, pegou o Pedro e deu tapinhas nas suas costas)
PAI: Ele tá respirando!
MÃE: Graças a Deus! Por que você demorou tanto?! (sentou no sofá)
PAI: (sem graça) A gente esqueceu o bolo no forno e ele queimou. Eu tentei recuperar, mas não deu.
MÃE: Isso é o de menos, meu amor. O importante é que você salvou o Pedrinho! Você, papai, é o herói dele, e o meu também! (beija na face do Pai)
ÂNGELO: Não se preocupe, a culpa não é sua. (a abraça)
ÂNGELA: (desvia) Claro que não! A culpa é sua! (sai do palco)
CENA 3 — SACADA
(Ângela está olhando para o céu da noite na ponta do palco, com os bebês atrás, dormindo. Ângelo entra em cena e chega na Ângela.)
ÂNGELA: Por quê?
ÂNGELO: Ahn?
ÂNGELA: (triste) Por que sempre me colocam para trabalhar com você?
ÂNGELO: (sério) Deus sabe o que faz. Um complementa o outro! Somos uma boa dupla.
ÂNGELA: (ri em sarcasmo) Uma boa dupla?! Você já esqueceu os nossos séculos de trabalhos juntos?!
Você lembra daquelas irmãs?! As duas estudaram pra medicina e sabe quem foi que passou?? A SUA AFILHADA! Aposto que foi um dedo seu!
E aqueles gêmeos indígenas?? Por que só matou O MEU AFILHADO??
E o que eu acho PIOR: aquele casal de irmãos que foram atropelados! Eu vi você protegendo SOMENTE a sua afilhada! Os dois foram submetidos à cirurgia. E...e… (segura o choro e treme) meu afilhado não resistiu! (chora com as mãos no rosto).
(Ângelo vai em sua direção e coloca sua mão no ombro de Ângela)
ÂNGELO: Que bom que colocou sua raiva para fora.
ÂNGELA: (retira a mão do parceiro com brutalidade) Eu não preciso da sua compaixão! (Dá um soco no peito do parceiro)
ÂNGELO: (não sente a dor do soco) Olha, vamos deixar o passado de lado. É um novo trabalho, novas almas, e novos desafios pela frente! Vamos parar de brigar a cada trampo. Pelo menos na Era do Pedrinho e de Lucas! Parceiros? (Estende a mão)
(Ângela apertou a mão de Ângelo e sai do palco, sem graça)
CENA 4 — DESENVOLVIMENTO
(A família passa um dia da semana no parque. Os meninos estão se divertindo na maior árvore do parque)
PAI: Muito bem, filhão!
PEDRO: (sorriso de orelha a orelha) Obrigado, pai!
(Lucas, que está de mão dada com Ângelo, treme ao olhar para a árvore)
ÂNGELA: Ângelo! Solta a mão do menino! Tá dando aura de medo pra ele!
ÂNGELO: É muito perigoso! Ele pode cair e quebrar um braço, uma perna, quem sabe até a cabeça!
ÂNGELA: (sem graça) O Lucas precisa do guardião dele. Tanto na segurança dele como na autonomia também! (Ela toca, de leve, no ombro do Pedro) Vá ajudar o seu irmão!
(Pedrinho se curva e estica o braço para ajudar o Lucas)
PEDRO: Vem, Lucas! Eu te ajudo!
LUCAS: (tremendo) Sei não, Pedrinho!
(Ângelo sorriu de orelha a orelha, o que deixou Ângela envergonhada, soltou a mão do Lucas e deu um pequeno empurrão em suas costas)
LUCAS: Eu tô indo, Pedrinho!
PAI: (segura o Lucas) Deixa eu te ajudar, filhão!
(O pai foi até onde conseguia e depois o Pedrinho o puxou para si)
MÃE: Eu sabia que ia conseguir, Luquinhas! Ah, eu preciso tirar uma foto! (procura na bolsa)
ÂNGELO: (sorrindo) Obrigado pela ajuda!
ÂNGELA: (disfarçando a vergonha) Eu só fiz isso pra nenhum ser melhor que o outro! Não é bom competição entre irmãos!
ÂNGELO: Mesmo assim, obrigado! Se não fosse por você eu teria o segurado no chão!
(Ângelo, Lucas, Pedrinho e Ângela no mesmo galho da árvore. Os dois anjos observam os dois irmãos conversando entre si)
CENA 5 — PROGRESSO
(Ângela e Pedrinho caminham pelo pátio no recreio)
ÂNGELA: Pedrinho, Pedrinho. Você deveria comer no refeitório ao invés de espernear para a sua mãe comprar esses bolinhos idiotas!
(Pedrinho dá uma mordida com gosto)
VALENTÃO: Ei, moleque! Passa esse doce! (pega o doce de Pedrinho logo depois)
PEDRO: (tremendo) Eu tenho que fugir!
ÂNGELA: (agarra o Pedrinho) Nananinanão! Ele pegou o seu lanche! Ele merece uma lição!
(Pedrinho chuta a canela do valentão)
VALENTÃO: Ai minha perna! Você vai ver, seu pirralho! (empurra o Pedrinho para o chão)
PEDRO: (urra de dor) Ai minha perna!
ÂNGELA: PEDRINHO! Ele torceu o tornozelo! Ele vai ver só! (agacha e segura o Pedrinho)
(Ângela arregaça as mangas, que não tem, e anda em direção ao valentão. Mas é impedida por outro anjo)
ANJO: O que pensa que vai fazer com o ele?! Eu sou o guardião dele!!
ÂNGELA: (fica com raiva) Então trate de cuidar do seu afilhado que ele tá atrapalhando a vida do meu!
ANJO: (recua, com medo) Vo-você não tá entendendo! Você não tá vendo a montanha de músculos que é o meu afilhado?! Nem-nem eu consigo consigo controlá-lo!
ÂNGELA: Então deixa comigo!
ANJO: Não!!
(Os dois ficam se empurrando e xingando um ao outro)
ÂNGELO: Já chega, não é, esquentadinhos? (separa ambos)
ÂNGELA: (feliz e aliviada) Graças a Deus, Ângelo! Você não sabe o que aconteceu!
ÂNGELO: (analisa a cena) Ciente…
ANJO: (tremendo) Como ele sabe?
ÂNGELA: Ângelo é muito esperto!
(Ângelo vai até o valentão e sussurra para devolver o doce)
VALENTÃO: (coça o ouvido) De novo essa mosca no meu ouvido!
ANJO: (assustado) Eu disse! Ele é indomável!
ÂNGELO: Entendo. Ângela, você sabe o que fazer. (ele abraça o anjo com força)
ANJO: (desesperado) Não faça nada com o meu afilhado! Ele é minha responsabilidade! Me solta!
(Em meio aos gritos do anjo, Ângela vai até o valentão e aperta o seu ombro)
VALENTÃO: Ai! Que dor horrível!!! O que tá acontecendo?!
ÂNGELA: Devolve essa mer… Oh, anjos não falam palavrão! Devolve o lanche do meu afilhado! AGORA!
VALENTÃO: Toma esse doce idiota! (Joga o doce no Pedrinho e foge)
ÂNGELA: Corre pra ajudar o seu afilhado!
(Ângelo solta o anjo e o mesmo sai correndo em busca do seu afilhado)
ÂNGELA: Obrigada mais uma vez, Ângelo! O Lucas tá bem?
ÂNGELO: Tá, sim. Aproveitei que ele tá no refeitório sossegado e vim dar um passeio rápido para relaxar.
ÂNGELA: (sem graça) Bom, aproveita o seu passeio relaxante que vou levar o Pedrinho pra enfermaria….tchau.
ÂNGELO: Tchau!
CENA 6 — INCIDENTE
(Pedrinho e Lucas estavam no parquinho, brincando no trepa trepa)
LUCAS: Pedrinho, você não me alcança aqui no topo!
PEDRO: Ah, é?! Eu vou te pegar!
ÂNGELO: Parece bem tranquilo, hoje. Pouca gente…
ÂNGELA: Relaxa! Pouca criança encrenqueira, de manhã cedinho, os pais ali do lado vigiando… O que pode dar errado?
ÂNGELO: Tem razão. Mas, por precaução, irei fazer uma ronda nas ruas próximas do parque! (sai do palco)
ÂNGELA: Tudo bem. Vai lá, eu cuido dos meninos!
(Pedro e Lucas falando e brincando no palco)
PEDRO: Hey, Lucas! Eu consigo ficar em pé no trepa-trepa!
LUCAS: (se levanta) An, é? Eu também!
LUCAS: Pedro! Meu pé prendeu!
PEDRO: Eu vou te ajudar! (desequilibriou e caiu, porém segurou na barra do brinquedo)
(Lucas e Pedro estão, constantemente, se equilibrando para não cair)
ÂNGELA: Ai meu paizinho do céu! Eu tenho que ajudá-los! (ela dá o impulso, mas fica paralisada)
ÂNGELA: (coloca as mãos no peito) Estou sem ar! Eu não consigo me mexer! Mas que sensação de essa Déjà Vu??
ÂNGELA: Eu tô com medo! (vira o rosto, envergonhada)
ÂNGELA: (endurece a postura) NÃO! Pedro é meu afilhado e eu não vou te decepcionar!
(Pedro e Lucas caem do brinquedo e Ângela o agarra a tempo)
PEDRO: (respiração forte) Ufa! Que sorte a minha!
ÂNGELA: (desdém) Hum, sorte!
LUCAS: (grita) AI MINHA PERNA! SOCORRO! (todos olham para ele)
(Todos correm em direção ao Lucas, deixando a Ângela na mesma posição, sozinha, olhando o que está acontecendo)
MÃE: Lucas, meu filho! Vai ficar tudo bem!
PEDRO: (chorando) Lucas…!
ÂNGELO: (entra no palco) O QUÊ?!
ÂNGELA: (assustada) Ângelo?!
MÃE: Amor, leva ele para o carro!
(Pai pega o Lucas no colo e sai do palco. Deixando só os dois anjos)
CENA 7 — DESCOBERTA
(Mãe, pai, Pedro, Lucas e Ângela no quarto dos meninos)
LUCAS: Mãe, eu não quero usar isso!
MÃE: Lucas, o médico disse que você torceu a perna. É claro que precisa, meu amor!
PAI: Obedeça a sua mãe.
LUCAS: (chateado) Tá bom…
ÂNGELA: Que bom que nada mais grave aconteceu!
(Ângela sai andando do quarto e vai para outro compartimento da casa)
(Pedro, Lucas, Mãe e Pai saem de cena)
ÂNGELA: (cautelosa) Oi, Ângelo. O Lucas está bem, tá? Está até brigando com os pais. Ele é um garoto muito forte!
ÂNGELO: (desdém) Eu sei…
ÂNGELA: (assustada) Ângelo! O que está fazendo?!
ÂNGELO: (fechando a mala) Recebi uma carta de Deus me convocando para uma reunião. Provavelmente serei suspenso por algumas décadas. (passando por Ângela sem expressar nenhuma emoção)
ÂNGELA: (indignada) Isso é injusto! Eu sei que você errou muito com os meus afilhados, mas…!
ÂNGELO: (raiva) Eu errei?! (larga a mala no chão fica empurrando-a)
ÂNGELO: Você não se lembra, né?! É tudo culpa sua! Eu sempre te protegi de ser expulsa da Agência Apadrinhada porque eu tenho pena de você!
ÂNGELO: (grita) Você se faz de forte, mas é fraca para proteger seus afilhados! Eu só pedi UM momentinho para você cuidar do meu afilhado! UM MOMENTINHO!
ÂNGELA: (gagueja) Do-do que você tá falando?!
ÂNGELO: Quer saber, eu vou contar! Sempre que seu afilhado corre perigo real, você congela! E no final….e no final você perde a memória! Eu pensei que se eu levasse a culpa você pudesse ter raiva de mim e, com isso, tomaria mais cuidado! Se tornaria mais forte! Mas parece que eu me enganei!
ÂNGELA: Ângelo…?
ÂNGELO: (irritado) Sabe aquela sua afilhada que não passou em medicina?? Sabe por que ela não passou? Porque ela teve uma crise de ansiedade muito forte e foi parar no hospital! E você? Você não fez nada! Tampava os ouvidos só para não ouvir os gritos dela!
E os gêmeos lá de Mato Grosso?? A onça era muito rápida! Eu fiz o meu afilhado puxar o seu! Mas o coitado estava paralisado de medo, assim como sua anjo da guarda, que acabei largando o seu para salvar o Cauã!
Eu não gosto de falar o que aconteceu com o casal de irmãos. (pega a sua mala)
ÂNGELA: Ângelo, espere…!
ÂNGELO: Quem diria que eu, com o histórico perfeito de vidas, repetiria a autaguarda angelical! (sai de cena)
(Ângela vai para o meio do palco)
ÂNGELA: Meu grandíssimo Paizinho celestial! Hoje me foi revelado muitas coisas! Estou envergonhada, Senhor! Acredito que o Senhor quis me reprovar várias vezes, porém Ângelo o convencia do contrário! Talvez ele acreditava em meu potencial, mas eu o decepcionei! Ele fez tanto por mim, meu Pai! Por favor, te suplico, me coloque no lugar dele!
CENA 8 — DÉCADAS NO FUTURO
(Mãe deitada em trabalho de parto com o Pai e o filho)
MÃE: (dor) Eu não vou conseguir!
PAI: (nervoso) Calma querida, você consegue!
ÂNGELA: (empolgada) Viu, Felipe? Você vai ganhar um irmãozinho! (aperta os ombros dele de leve)
(A mãe grita muito alto e o Pai pega o bebê)
MÃE: É um menino!
ÂNGELA: (alegre) ÂNGELO…! (vira para o lado)
ANJO: Quem?
ÂNGELA: (decepcionada) Oh, seja-bem vindo. Me chamo Ângela. (estende a mão)
ANJO: (retribui) Prazer, Ângela. Será um júbilo ser seu colega de trabalho pelos próximos setenta anos!
ÂNGELA: Igualmente! Irei lhe ensinar como adaptar seu afilhado na família Balbino e na sociedade!
ANJO: Estarei em boas mãos, senhorita Ângela! Muito obrigado!
CENA 9 — FINAL
(Felipe está sentado, tomando uma bebida. Ângela está em pé atrás dele)
MÁRCIA: (entra em cena) Oi, boa tarde! Tem gente sentada aí? (segurando uma bandeja)
FELIPE: (envergonhado) Não, não! Pode sentar!
MÁRCIA: Que bom! O shopping está tão cheio!
FELIPE: (envergonhado) É, pois é! Desculpa perguntar, mas qual o seu nome? (pergunta numa repentina coragem)
MÁRCIA: (envergonhada) Márcia, e o seu?
FELIPE: Fe-felipe!
ÂNGELO: (entra em cena) Parece que fazemos mesmo uma boa. (sorri)
ÂNGELA: (surpresa) Ângelo é você! ME PERDOE!
(Ângela corre até o Ângelo e pula em seus braços, chorando)
ÂNGELO: (emocionado) Eu também senti sua falta! (retribui o abraço)
ÂNGELO: Obrigado por ter ido a autaguarda no meu lugar.
ÂNGELA: Não, não! Eu que devia ter ido mesmo! Eu melhorei muito! Estou tão orgulhosa do Felipe! (limpa as lágrimas)
ÂNGELO: Por falar no Felipe. Era para eu ser o afilhado do irmão do dele, mas eu já estava com uma senhorinha. Sorte que a alma gêmea do Felipe nasceu depois da morte dela. Márcia é gente boa, vai gostar dela!
ÂNGELA: Como você sabe?
ÂNGELO: Você não viu o fio vermelho?
(Ângelo e Ângela se afastam para destacar o fio vermelho do casal conversando)
(Ângelo e Ângela voltam para o meio do palco)
ÂNGELA: (estende a mão) Será um prazer trabalhar com o meu antigo colega de trabalho!
ÂNGELO: (retribui) Será uma honra ser, novamente, seu colega de trabalho. Ou melhor, amigo!
Notas finais
A tradição oriental ligada à esta lenda, diz que todas as pessoas, desde o nascimento, levam amarrados ao dedo mindinho da mão esquerda, um fio vermelho que se conecta ao companheiro de alma. É um fio indestrutível . (A lenda do fio vermelho do destino - greenMe Brasil)
Anjo da guarda: Em cristianismo, de acordo com algumas denominações cristãs, Deus envia um anjo para proteger os crentes. Argumenta-se que a Bíblia sustenta em algumas ocasiões a crença do anjo da guarda: "Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei". (Êxodo 23, 20) ( Anjo da guarda ?“ Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org))
Fale com o autor