Sempre que escolhia o dia para passar entre os mortais, Marlene buscava encontrar uma data especial. Anjos não possuíam festas ou comemorações e isso era a única coisa que a chateava nessa vida. Então, em seu dia como mortal, buscava vivenciar aquilo que não poderia em sua vida angelical: natais, fins de ano e, seu favorito, Halloween. Era uma bela ironia que ela estivesse vestida de anjo, podendo ser literalmente si mesma na terra.

Ao entrar naquele pub, o som alto de rock deixando-a tonta e os corpos frenéticos a empurrando, Marlene sorriu e se esqueceu de sua longínqua existência.