Angústia

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Fic escrita em português de Portugal. Quem não gostar, por favor não leia.
É minha primeira songfic, que me veio à cabeça quando estava a ouvir a nova versão de "Pegasu Fantasy" de Saint Seiya Omega. (*-*)
A fic é de romance, os sentimentos de uma mulher que ama um cavaleiro. (E vocês perguntam: o que isso tem haver com a canção? Não sei explicar. Eu até achei que tinha a ver, mas opiniões variam muito.)
Sobre os personagens: eu primeiramente pensei eu utilizar Seiya de Pégaso, mas depois pensei que a situação combina com qualquer cavaleiro... então, o meu concelho é que sempre que eu referir "ela" e "ele" pensem no vosso casal favorito de Saint Seiya.
E, para terminar, peço desculpas se os pronomes "ele" e "ela" se repetirem muito durante a leitura. Perdoem-me também pelos erros, se houver.
Deixem a vossa opinião num comentário ^^
Boa leitura ♥



"Queima o cosmo do teu coração

E faz milagres acontecerem

Em uma galáxia distante

Juraste nunca mais te ferir."


“Não vás.” – Ela pediu, mesmo sabendo que era inútil pedir. Ele partiria para longe dela de novo.

Ele sempre partiria. Mesmo que as suas pernas não se conseguissem movimentar mais, ele partiria com a sua armadura às costas, e ela ficaria na angústia, com o coração nas mãos, a rezar para que ele voltasse vivo.

Sempre nas esperanças que quando ele regressasse, não partisse mais. Que ficasse ao lado dela para sempre.

Mas aquela manhã não ia ser diferente.

Ainda sentada na cama, ela sentiu o vento matinal frio que entrava pela janela entreaberta
tocar-lhe o corpo desnudo. No entanto, não teve forças para se cobrir com o lençol.

Ele, já levantado e devidamente vestido, tinha acabado que colocar a armadura às suas costas.

“Tenho que ir.”

“Fantasia de Pégaso! Sim, é apenas um sonho.

São asas de um coração que ninguém pode roubar.”

E ele partira mais uma vez. Mais uma vez, ela ficara mergulhada na angústia e frustração de nunca o poder ter realmente.

Ele acabaria sempre por partir de armadura às costas, como se esta fosse as suas asas, para cumprir o seu dever como cavaleiro, que era o único motivo pelo qual o seu coração batia.

Era um herói que lutava pelo bem na Terra. Um cavaleiro.

E nesse momento, enquanto as lágrimas inevitáveis caiam, ela sentiu-se a pior pessoa do mundo por desejar que o coração dele não fosse tão fiel àquela armadura.

“Saint Seiya! Todos os jovens são…

Saint Seiya! Heróis do amanhã!”

“Não corras tão depressa!” Agora, cinco anos passados, ela aprendera a ultrapassar a ausência dele. Agora, gritava preocupada com o menino que ficava cada vez mais parecido com o pai. “Vais cair!”

Mas o menino continuava a correr. E aqueles movimentos estranhos que ele fazia enquanto corria marcavam o início do acontecimento que lhe iria partir o coração. Aquele menino começava a mostrar cada vez mais interesse e talento para seguir os passos do pai.

Chegaria um dia, em que aquele menino abriria as suas próprias asas e partiria.

Um dia, seria aquele pequeno menino a lutar para que o bem continue a reinar a Terra.

Tudo o que ela desejava agora, era que esse dia fosse bem distante.

“Olá.” Ela ouviu a voz que não ouvia há tanto tempo.

Ele estava ali, ele estava vivo. Foi impossíveis as lágrimas não caírem.

Ela lembrara-se de quanta saudade sentia dele.

O menino parou de correr quando notou que a mãe estava a chorar.

“Quem és tu?” O menino pergunta, enquanto se colocava á frente da mãe. “Fizeste a minha mãe chorar!”

O homem com a armadura às costas ajoelhou-se e acariciou a face do menino.

“Olá, garoto.”

Eles podiam ter sido uma família normal. Eles podiam ter sido tão felizes se ele
tivesse ficado.

E eles poderiam ser uma família feliz agora, recuperar o tempo perdido, se ele ficasse.

Mas ele não ficaria.

“Saint Seiya! Como Pégaso…

SaintSeiya! Agora, bata as suas asas!”

“Mãe… eu gostei dele. Porque é que ele não fica?” O menino pequeno perguntava ao ver, ao lado da mãe, o seu pai partir de armadura às costas.

A mulher ao seu lado pensou na resposta que lhe poderia dar. Tudo o que menos queria era que o filho ficasse a odiar o pai.

Bastou apenas uns segundos para concluir que a melhor resposta era simplesmente a verdade.

“Porque ele é um herói.”

O menino não podia estar mais orgulhoso do pai.

“Um dia quero ser como ele.”

Talvez um dia, quando o mundo estivesse nos conceitos certos na mente dele, o menino se arrependa de ter dito aquelas palavras em voz alta para a mulher que já sofrera o bastante.

Mas, de qualquer das maneiras, quer aquelas palavras tivessem sido ditas em voz alta ou não, ela já sabia que tal ia acontecer.

Aquele dia chegaria. E tudo o que ela iria dizer àquela agora pequena criança é exactamentea mesma coisa que ela diz ao homem que sempre parte com a armadura às costas.



Serás sempre bem-vindo aqui.

Notas finais
Disse tanto nas notas iniciais que não tenho nada para por aqui >.
Espero que tenham gostado!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.