Aneurysm

31 Capítulo 31 - Where Are You?


Notas iniciais
Me desculpem pela demora queridos! Acabei de finalizar esse capítulo. Estava tão ansiosa para postar, que nem revisei. Me desculpem se encontrarem algum erro! Boa leitura!

Fernanda estava ensopada, soluçava por conta do choro, seu estava sangrando e sua camiseta rasgada. Kurt nem mesmo esperou que ela dissesse o que havia acontecido, puxou-a pela mão para que entrasse.

Guiava a menina até o banheiro quando Alice saiu do quarto.

— Nanda, o que aconteceu? – ela perguntou assustada.

— Eu... – Fernanda voltou a chorar.

— Ai meu Deus... Vem comigo. – Alice a acompanhou até o banheiro e fez um gesto para que Kurt voltasse para a sala.

Fernanda sentou-se na borda da banheira, ainda chorava baixinho. Alice abriu a farmacinha e tirou de lá uma caixinha de primeiros socorros. Deixou a torneira da banheira aberta enquanto ajudava a amiga a tirar as roupas molhadas. Apenas com as roupas de baixo, Fernanda entrou na água.

— Então... Está mais calma? – perguntou Alice enquanto tirava da caixinha um pedaço de algodão.

— Uhum... – murmurou Fernanda.

— Acha que já pode falar sobre o que aconteceu? – Alice molhou o algodão com alguns remédios e entregou á amiga, que assentiu com a cabeça.

“Fernanda caminhava pela Sunset Strip, em direção ao Kick Ass Bar, onde Duff a esperava. O GnR havia conseguido um show de última hora. Ela entrou numa rua a esquerda, para pegar um atalho, mas ao notar o quão deserto estava, resolveu voltar e continuar seu caminho pela avenidas. Então foi abordada por dois homens.

— Ei, aonde pensa que vai belezinha? – perguntou um deles, parando em frente à menina.

Ela não respondeu, desviou do homem que estava em sua frente e continuou seu caminho. Então um deles segurou seu braço.

— ME LARGA! – gritou Fernanda, tentando se soltar. O outro homem tampou sua boca, para que ela não pudesse chamar ajuda. Então enfiou a mão no bolso de sua saia, tirando de lá todo o dinheiro que levava.

— Quanto tem aí? – perguntou o homem que a imobilizava.

— 10 pratas. – respondeu o outro. Nesse momento Fernanda conseguiu soltar um dos braços e, por impulso, deu um murro no homem que a prendia. Ele socou o rosto dela de volta, fazendo-a cair no chão.

— Ah, agora você vai aprender a ficar quieta! – falou o segundo homem, indo em direção à menina caída enquanto desabotoava as calças. Fernanda levantou num salto, seu nariz estava sangrando, mas ela não pareceu notar, tentou correr, mas foi segurada pela camisa, rasgando a mesma. Desesperada, deu uma tapa no rosto de quem a segurava, fazendo com que soltasse sua roupa, então correu novamente, o mais rápido que pôde. Saiu da rua escura, voltando para a Sunset Strip. Não parou de correr. Começou a chover.”

— Vim direto para cá... Estava mais próximo do que o bar e eu não queria ficar sozinha em casa.

- Ai Nanda... Que horrível. Ainda bem que nada de grave aconteceu com você. Olha, termine de tomar banho. Vou te arrumar outra roupa, certo?

Fernanda assentiu com a cabeça e Alice abriu a porta e saiu do banheiro. Entrou no quarto, que ficava bem em frente, dois passos era o bastante para que entrasse no mesmo. Caminhou até o armário e o abriu, pegou uma calça de moletom, uma camiseta e uma toalha. Voltou para o banheiro e entregou as roupas a amiga.

— Aqui está Nanda. Vou ligar para o Kick Ass e tentar falar com o Duff. Você vai dormir aqui hoje tá bom?

— Tá certo... Obrigada Ali.

Alice sorriu e saiu do banheiro novamente. Agora seguiu para a sala, sentou-se no sofá, ao lado do telefone e discou o número do Kick Ass Bar, torcia para que Duff ainda estivesse lá. Kurt estava sentado ao lado dela, ainda preocupado por não saber o que havia acontecido.

Kick Ass Bar, boa noite! – disse uma mulher com voz enjoada no outro lado da linha.

— Ah, boa noite! Duff McKagan está aí? – perguntou Alice.

Um minuto... OH DUFF! É PRA VOCÊ!

Alguns minutos depois, Duff pegou o telefone.

Alô, quem é?

- Duff? Sou eu, Alice.

Alice, Fernanda está com você? Ela ia vir para cá mas...

- Sim, ela está. E vai dormir aqui hoje. Passa aqui amanhã cedo.

- Tudo bem. Aconteceu alguma coisa?

- Conversamos amanhã. Tchau! Se cuida. – então ela desligou, deixando um Duff preocupado no outro lado da linha.

— O que aconteceu? – perguntou Kurt assim que Alice colocou o telefone no gancho.

— Dois caras a arrastaram para um beco, mas só levaram o dinheiro que tinha... Ela conseguiu fugir. Ainda bem né?

— Sim, mas porque não explicou tudo para o Duff logo?

— Não queria que ele ficasse mais preocupado do que está e viesse correndo para cá.

— Acredite, ele já ficou mais preocupado do que já estava.

Ouviram a porta do banheiro se abrir, permaneceram em silêncio até que Fernanda chegasse à sala.

— Como o Duff está? – ela perguntou.

— Bem. Mas estava preocupado com você... – Alice respondeu.

— Ele vem aqui?

— Não. Ele vem amanhã, você precisa descansar Nanda.

Fernanda não disse nada, sentou-se no sofá, ao lado de Kurt.

— Seu nariz parou de sangrar? – perguntou ele.

— Acho que já... – Fernanda respondeu, tirando o algodão que ainda estava no seu nariz.

— Acho melhor você deixar o algodão aí mais um pouco, só por precaução. – disse Alice se levantando. – Vou fazer alguma coisa pra’ gente comer tá? – ela saiu em direção à cozinha. Ao chegar lá se lembrou de um pequeno detalhe: Não havia muita coisa nos armários (Na verdade, apenas pasta de amendoim e cereal), nos últimos dias em que ela e Kurt estavam em casa, a única refeição que faziam juntos era o café da manhã. O trabalho não facilitava as coisas, o curto intervalo que tinham os obrigava a almoçar em qualquer lanchonete suburbana. Ás vezes ela pedia uma pizza e eles jantavam juntos, mas isso só era possível nas noites em que Kurt não sumia por horas, o que se estava se tornando cada vez mais constante.

Ela voltou para a sala e disse:

— Gente, vamos pedir pizza, não tem nada aí.

Fernanda e Kurt assentiram com a cabeça.

***

Após o jantar, o sono veio quase que instantaneamente. Fernanda adormeceu no sofá, antes mesmo de Alice avisa-la que iria dormir na cama com ela. Teve pena de acorda-la, pois seu sono parecia tranquilo, a cobriu com um cobertor e foi para o quarto.

Kurt estava deitado na cama, foleando um caderninho que havia encontrado nas coisas de Alice. Se a menina tivesse olhado com atenção, assim que entrou no quarto, saberia que aquilo se tratava de um antigo diário.

— Estou preocupada com Nanda... – disse ela enquanto tirava a roupa e colocava o pijama que estava em cima da cama.

— Por quê? – perguntou ele sem tirar os olhos do que tinha em mãos.

— Ora, por causa disso tudo... O Duff não devia deixa-la andando por aí sozinha.

— Hum...

— Kurt, você está me ouvindo?

— Estou. Por quê? – ele a olhou. Ela o encarou por alguns instantes.

— Nada... – disse enfim, dentando-se ao lado dele. – O que está lendo?

— Nada. – ele disse fechando o caderno.

— Ei, isso é meu. ‘Tava mexendo nas minhas coisas de novo? – Alice tomou o caderno dele e colocou na gaveta da mesinha ao lado da cama.

— Desculpa... – ele riu.

— Tá rindo de que?

— Nada.

— Fala! O que você leu?

— Nada demais, besteira. Esquece isso.

— Ah... Tá. – ela falou um pouco seca, e virou para o outro lado, ficando de costas para ele. Passaram alguns minutos em silêncio. Alice sentiu Kurt mexer no seu cabelo.

— Preciso te falar uma coisa... – ela disse.

— O que?

Ela ficou de frente para ele novamente, o olhava nos olhos. Por um momento hesitou em contar, mas não queria mentiras na relação entre eles.

— É que... No acampamento, eu... Eu não sei como te falar isso. Mas não foi o que parece ter sido...

— Não tagarela, fala logo.

— Tá bom... Eu beijei o Axl. Mas, antes que você fale alguma coisa, não fiz isso porque queria, ele me disse que me deixaria em paz se eu...

— E você acreditou nisso? – Kurt a interrompeu.

— Está chateado?

— Nossa claro que não! – ele sorriu irônico.

— Você podia ficar feliz pela minha sinceridade. – ela sorriu sem graça.

— Certo, estou felicíssimo.

— Para com isso, você não é nenhum santo.

— Eu nunca disse que era.

— Tá vendo eu não devia ter te contado nada... – ela se virou, encarando o teto com os braços cruzados.

Depois de mais alguns minutos em silêncio, dessa vez um pouco constrangedor, foi a vez de Kurt o quebrar.

— Às vezes penso que você sente alguma coisa por ele, mas não que admitir para si mesma.

Ela não respondeu. Aproximou-se e beijou os lábios dele com carinho. Ainda de olhos fechados disse:

— Pare de pensar errado... — abriu os olhos e sorriu de leve. Afastou-se um pouco e virou de costas para Kurt, ele virou para o lado oposto e assim adormeceram.

***

Na manhã seguinte, Alice estava sozinha na cama quando acordou. Levantou e caminhou até o banheiro, lavou rosto. Sentia-se cansada, não dormira bem na noite passada. Ao chegar à sala, encontrou Fernanda sentada no sofá, lendo o jornal.

— Bom dia! – disse ela ao ver Alice.

— Bom dia... Onde está o Kurt?

— Não estava em casa quando acordei. – respondeu Fernanda.

— Que horas são?

— Onze e meia...

— Onde diabos ele foi? Porque nunca está em casa? Porque nunca me diz nada? Ora merda!

— Calma Ali, senta aí, relaxa. Eu ia preparar um café pra gente, mas não tinha, então resolvi esperar você acordar...

— Podemos ir no Heaven... Ainda ‘tá dolorida? – perguntou Alice sentando-se ao lado da amiga.

— Só um pouco, mas estou bem melhor. – Fernanda sorriu.

— Fico feliz que nada de muito grave tenha acontecido com você, Nanda... Precisa tomar mais cuidado, não devia sair andando sozinha por essas ruas escuras.

— Eu sei... Foi descuido. Ou falta de sorte, sei lá. – ela riu.

— Espero que você tome juízo e não cometa o mesmo erro, tomei um baita susto, menina... – disse Alice se levantando do sofá. – Ei, liga pra casa dos caras da banda, diz pro Duff que a gente está indo pro Heaven daqui a pouco e vamos nos encontrar lá. Ele deve estar querendo falar com você também...

— Tudo bem...

— Eu vou tomar um banho. – e saiu em direção ao banheiro.

— Certo Ali. – Fernanda tirou o telefone do gancho e discou o número da casa onde Duff e seus colegas de banda moravam. Após cinco chamadas, pôde ouvir a vós de Steven no outro lado da linha.

— Alô? – disse ele.

— Steven? Sou eu, Nanda. O Duff tá acordado?

— E aí, Nanda? Como ‘cê tá menina? O Duff tá preocupado com você.

— Alice me disse... Então, ele está aí?

— Está, espera um pouco. – depois de alguns minutos, ela pôde ouvir a voz de um Duff sonolento no telefone.

— Nanda? Nanda, como você tá?

***

Enquanto sentada na banheira, Alice não podia para de se perguntar onde Kurt estava agora. As saídas misteriosas dele irritavam-na e a preocupava, ao mesmo tempo. Ao lembrar a confissão da noite passada, imaginou que talvez ele tivesse ficado chateado, não pôde deixar de se arrepender de ter contado. “Manter aquilo em segredo não iria mudar muita coisa”, ela pensou.

Ouviu Fernanda batendo na porta do banheiro, tirando-a de seus devaneios.

— Alice, está viva? Vamos logo! – disse ela.

Alice não sabia quanto tempo havia se passado desde entrou ali, costumava ir ás nuvens sempre que tinha algo em mente que a incomodava.

Depois de se enxugar e enrolar a toalha no corpo abriu a porta do banheiro. Encontrou uma Fernanda mal-humorada sentada ao pé da cama.

— Você falou com Duff? – perguntou enquanto caminhava até o armário.

— Falei. E, com você demorou, tomei a liberdade de pegar outra roupa emprestada. Agora troca logo de roupa está com fome.

Depois de prontas, saíram pra encontrar Duff. Caminharam em silêncio até o destino. Durante todo o percurso, Alice desejava encontrar Kurt no caminho, coincidentemente. Ao adentraram no café, foram recebida pela sorridente Ashley de sempre.

— Olá meninas! Pensei que estivessem acampando ainda. – disse ela.

— Voltamos mais cedo. – Alice respondeu.

— Entendi... Ah! Tem alguém esperando vocês. – ela fez um gesto com a cabeça, apontando para uma mesa no fundo. As meninas sorriram e se dirigiram até lá.

— Olá Duff e... Axl, que surpresa, não esperava te ver aqui. – Alice deu um sorriso torto. Não havia falado direito com Axl desde o episódio do beijo, as coisas haviam ficado meio constrangedoras entre eles, pelo menos no ponto de vista dela.

Notas finais
E aí, gostaram? = Eu, particularmente, não gostei muito desse capítulo, mas precisava postar algo logo e isso foi o melhor que pude. Espero muito que tenham gostado. Tentarei postar o próximo o mais breve possível, coisas importantes talvez aconteçam no capítulo 32. Beijos!!