Aneurysm
11 Capítulo 11 - Alice?
Notas iniciais
Boa leitura!
– Incomoda bastante. – a menina disse ríspida, visivelmente chateada, levantando-se e seguindo para o quarto, batendo a porta assim que entrou. Fernanda resolveu não a seguir, talvez a menina quisesse ficar sozinha.
O tempo passou. Kurt não chegou. Alice não saiu do quarto. O relógio na parede marcava oito e cinquenta. Fernanda havia adormecido, ali mesmo no sofá. A TV permanecia ligada. Alice finalmente saiu do cômodo, dava passos leves para não acordar a amiga. A menina vestia uma calça jeans justa e uma camiseta xadrez, que originalmente pertencia a Kurt, que por ser muito grande, havia-se feito um nó na cintura, deixando a mostra uma pequena parte da barriga da ruiva.
A menina abriu a porta sem fazer o mínimo ruído, fechou a mesma andou pelo hall do andar em direção à escada. Quando chegou no hall de entrada do edifício avistou Axl do lado de fora, tragando um cigarro. Andou em direção a ele que, assim a viu, abriu um sorriso.
– E aí, Ali – ele disse quando a menina estava a menos de um metro dele.
– Oi, Axl – respondeu ela sorrindo. Mesmo depois de o que aconteceu... Ou melhor, quase aconteceu na noite passada, algo nele atraia ela.
– Então... Aonde quer ir? – ele perguntou levando o cigarro que tinha entre os dedos ao lábios.
– Não sei. Estou aqui a um dia. – ela riu.
– Bem, posso sugerir o melhor hambúrguer da cidade? – ele sorriu a olhando nos olhos.
– Claro! – ela respondeu.
– Vamos então. – ele jogou o cigarro no chão, pisou em cima do mesmo e pegou a mão de Alice. Caminharam de mãos dadas pela Sunset Boulevard até o tal lugar.
***
Enquanto isso, Kurt vagava pelas ruas da cidade. Pensava sobre o que Alice havia comentado mais cedo, apesar de parecer indiferente a o que a menina falava, ele prestou atenção em cada palavra. “Nem parece que ante ontem estávamos saindo de Aberdeen, contando apenas com a nossa sorte.” , as palavras dela ecoavam em sua mente. De fato, as coisas estavam indo rápido demais... Seria aquilo bom? Ou ruim? Para Alice, parecia muito bom. Mas, e para ele?
Então, lembrou-se da hora, abandonando seus questionamentos. Já havia saído da casa de Fernanda a um bom tempo, era melhor voltar. Até porque estava ficando tarde. Caminhava de volta para casa quando avistou, em uma lanchonete na Sunset, cabelos ruivos que não lhe eram estranhos.
“Alice?” pensou.
Notas finais
Beijos e até o próximo capítulo!
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