Anelli Vongola

7 Brisas suaves


A morena olhava pela janela do trem e era estranho ver que estava novamente em Tóquio, nasceu em Shibuya e sua casa não ficava nem uma hora de distancia de onde havia parado magicamente, e isso era outra coisa que estava intrigando a pequena ladra. Suspirou pesadamente e reparou que sua bolsa estava ainda consigo e que a acetona que lá continha havia vazado e naquele momento já havia evaporado, mas mesmo assim se esforçou para tentar sentir o perfume daquele produto destinado a remoção de esmaltes.

Relembrava-se do ocorrido de horas atrás e graças a ele estava dentro daquele trem voltando para casa. Não sabia se era uma boa ideia voltar. Não haveria ninguém em sua casa lhe reconfortando, nem mesmo havia o que se fazer em Namimori. Talvez o destino a tivesse levado para Tóquio por algum motivo e quem sabe dizendo para ela permanecer ali. Mas lá estava ela, sentada em uma cabine de trem de volta para aquela tão pacata cidade que deveria chamar de lar.

Flashback

– Sabe como posso ir para Namimori?

– Namimori? Hum... Onde fica isso?

Os olhos azuis se arregalaram olhando para a mulher a sua frente, que de um olhar confuso passou a sorrir e lhe estendeu a mão para que se levantasse.

– Eu nunca fui muito boa em geografia, mas podemos dar uma olhada em um mapa, fora que conheço várias pessoas que vivem viajando.

– Certo...

Foi seguindo a mulher de jaleco e reparando como o tecido branco flutuava conforme o vento batia, assim como os fios negros dela; era uma bela imagem deveria admitir, mas teve que parar assim que sua guia fez o mesmo. Ao olhar melhor reparou em uma ruiva na frente desta e da cientista coçar a cabeça e rir sem graça.

– Né Je... Você sabe onde fica Namimori?

– Namimori? Por que quer saber de um lugar tão remoto quanto esse? Não tem nenhuma balada.

A ruiva de óculos deu um peteleco na morena de jaleco e esta reclamou, mas deveria concordar com a fala dela, realmente... Namimori não havia nada de atrativo para quem quer que fosse, ainda mais para ela que era uma rata da cidade e da noite.

– Não é pra mim! Essa menina disse que é de lá, estou tentando ajudá-la a voltar!

Então os olhos amarelos finalmente perceberam uma terceira pessoa presente e direcionou seu olhar a ela, reparando nas roupas que esta usava.

– Não parece ser alguém do interior

Takashima teve que sorrir, considerou aquilo um elogio, afinal, ela própria achava que se vestia muito bem.

– Eu nasci em Tóquio

– Tem até o dialeto daqui... Bem, o que esta fazendo longe de casa? Viagem de escola?

A morena parou para pensar um pouco, não seria inteligente dizer que um furacão a levou até ali e não sabia o que estava acontecendo, certamente seria internada em uma clinica psiquiátrica. Então resolveu fazer o que sabia de melhor: Mentir.

– Na verdade eu peguei o trem errado, eu queria ir para o meu bairro, mas acabei me perdendo no meio do caminho, e fui andando sem rumo até pensar que seria uma boa ideia parar para descansar na grama... Aqui parecia ser tão relaxante.

As duas cientistas se entreolharam parecendo não muito crentes na historia, mas a morena deu de ombros fazendo com que a ruiva suspirasse e tivesse de fazer o mesmo.

– Deve ter andado um bocado, aqui é longe da estação de trem...

– Eu... meio que não queria chegar tão cedo assim...

– Nesse caso, eu te levo!

A morena respondeu energética arrancando o jaleco do corpo jogando na ruiva ao seu lado e agarrando o pulso da estudante saindo correndo e arrastando a outra enquanto a que ficou para trás gritava e protestava.

X-X-X-X-X

A lava jorrava por todo o canto, e as grandes montanhas avermelhadas às vezes se desintegravam, rolando por si imensas rochas que se desfaziam no mar quente. O cenário era inóspito e pouco se podia ver além disso, se não fosse por um castelo negro em cima de um rochedo e algumas criaturas o sobrevoando. Tudo pareceria uma descrição de um lugar inventado, do verdadeiro inferno, mas a verdade é que aquilo era o paraíso para os seus habitantes. Inferno era o que passaram longe dali.

Aquele local era seguro, poucos se aventuravam a ir nele, tamanha era a dificuldade de se sobreviver naquelas condições, mas nos últimos tempos portais se abriram em todos os cantos da terra vermelha. Por mais que estivessem seguros enquanto levassem vantagens por conhecerem o local e sobreviverem a este, mas as coisas pareciam mudar. E tudo o que um rei precisaria naquele momento seria isso.

A terra dos dragões já não era mais segura.

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Misth foi andando os corredores do seu prédio de forma lenta e muito nervosa pelo ocorrido de mais cedo e sua chave quase sofreu com aquilo. A madeira da porta ainda havia algumas gotas de sangue, o que assustava muito dos vizinhos, e as luzes estranhamente estavam acessas.

A dona dos fios brancos jurou a si mesma que havia apagado todas as luzes, mas novamente a voz infantil lhe veio à mente e isso fez com que chutasse a porta com força a abrindo e pisou dentro do apartamento molhando o carpete de madeira. Seus olhos vermelhos ficaram arregalados e a boca aberta. A mala preta da escola escorregou de seu ombro até alcançar o piso e olhava para tudo surpresa, para segundos depois a mais plena raiva lhe ocorrer.

Tudo estava em perfeita ordem. Não a sua perfeita ordem. A de uma pessoa normal. Os livros estavam na prateleira, toda a louça guardada, e até um novo telefone estava na mesinha ao lado do sofá, que por sinal era roxo, já que nem se lembrava do formato deste, tamanha era a bagunça que este abrigava antes do atual incidente.

Caminhou a passos rápidos para dentro do apartamento ao ouvir um barulho vindo do banheiro e sua ira assassina já lhe fez pegar a cadeira da cozinha. Não iria simplesmente matar quem havia feito aquilo e invadido seu espaço, iria trucidá-lo, torturá-lo para só depois de vários dias pudesse matá-lo da forma mais lenta e dolorosamente possível.

Abriu a porta com um chute e se não fosse por seus instintos assustadoramente bons, teria largado a cadeira na cara de quem quer que fosse sem nem olhar o infeliz. Mas lá estavam seus reflexos ninjas e a boca aberta em surpresa novamente.

– Gustavo!

– Me encontrou – o mais velho riu e se levantou da banheira retirando as luvas de borracha amarela – Vai pegar uma gripe assim, tome um banho irmã, depois conversamos.

Com um beijo na testa da menor e um sorriso gentil, o homem deixou o banheiro deixando a albina dentro do mesmo a observar o ótimo trabalho que ele estava fazendo ali.

– Melhor que uma empregada...

Retirou as peças de roupa pouco a pouco e encheu a banheira pronta para mais um banho.

X-X-X-X-X-X-X-X-X

Os olhos verdes se abriram lentamente e fitaram um lustre gigantesco amarelado e ouvia vozes bem baixas, quase murmúrios que aos poucos ia formando alguma coisa que o loiro pudesse entender. E foi ai que ele percebeu que não estava em casa, muito menos na escola. Levantou-se assustado e de forma rápida, o que fez tudo girar, e este voltasse a cair no sofá caríssimo vermelho.

– Vejo que acordou finalmente.

O sorriso do idoso a seu lado era medonho. Primeiro porque ele não possuía dentes alguns e aquela faixa nos olhos não era nenhum pouco amigável. Outro susto e uma petrificação fez com que voltasse ao mundo dos sonhos.

– Vejo que não...

– Foi isso que atingiu aqueles homens que atacaram na escola?

– Parece que sim... É extremamente poderoso, mais que as joias dos anéis Vongola... Nem se quer parece ser daqui.

O idoso falava analisando a joia verde entre seus dedos e a queimadura na mão do que dormia. Pelo que tinha de experiência sabia que aquele menino e aquela pedra viram sofrimento de mais, sacrifícios de mais. Por isso era tão forte. O homem com quem conversava ajeitou o chapéu preto e voltou a sentar-se na cadeira olhando para o tabuleiro de xadrez, começando a mover as peças.

– Aquele menino... Parece ser um ótimo rapaz, vai dar um bom 11º Vongola.

– ... é sua vez Talbot

– É Sato-san não é? Ele terá tanto trabalho... Além de ter que reunir seus guardiões precisara encontrar os anéis... Se bem que um está bem aqui.

– O que fará com essa pedra?

– Um anel, o que mais? Acha que um colar ficaria mais bonito? – Riu o velho movendo sua peça no tabuleiro.

– É um poder impressionante...

– Não é mesmo? Mas o rapaz desmaiou logo em seguida... Terá que ajudá-los no treinamento Reborn.

Flashback

O barulho de algo quebrando se fez presente e os olhos verdes tiraram sua atenção da pedra em sua mão a guiando para onde seus ouvidos detectaram tal som e qual sua surpresa ao ver ali o homem que há instantes atrás disse como ele era sortudo por quase morrer queimado além de morrer em suas mãos.

– Ora... Vejo que é mais sortudo do que pensei, ou azarado, já que me encontrou.

O sorriso maldoso, e a faca sendo mostrada assustaram por alguns segundos o loiro, mas logo sua face se tornou tão raivosa quanto a de um cão de briga; erguendo-se do chão apertando a esmeralda em sua mão queimada. Já havia visto mortes demais naquele dia, a de alguém que considerou muito importante, e não iria tolerar mais nenhum desacato naquela escola. Quem sabe depois daquele dia não seria convidado a fazer parte do comitê disciplinar?

– Não... Esse é o seu dia de azar.

– Tem coragem moleque, mas ela vai acabar hoje.

Ryuji sabia judô muito bem, por isso se colocou em posição de defesa e ficou esperando o ataque do outro, sem soltar o que estava em sua mão.

– Muito bonita essa pedra aí – disse o homem de capuz avançando em sua direção em uma velocidade assombrosa.

A raiva e as imagens de tudo que havia ocorrido para que aquele brilho verde estivesse na sua palma no exato momento, percorreram sua mente, e ao fechar os olhos sentiu um calor agradável o envolvendo e parecia que estava ouvindo e cheirando a tudo. Quando seus olhos se abriram tudo pareceu em câmera lenta e estava enxergando muito bem na escuridão que a tempestade causou.

Seu corpo todo estava envolvido por chamas verdes que saíam da pedra e pareciam lhe tornar mais forte, acabou sendo atingindo pelo outro, mas por alguma razão não sentiu dor alguma, era como uma armadura. Olhou para seu agressor e não evitou o sorriso quando viu este dando um salto para trás.

– Mas o quê... Isso mataria qualquer ser humano!

– Eu disse que quem estava sem sorte era você

Olhou para sua mão e decidiu testar os novos poderes, ergueu-a e se concentrou nela vendo o brilho verde aumentar nessa região. Saiu correndo para atingir o outro, mas este desviou com facilidade o chutando no estomago que nesse momento não estava protegido pela aura esverdeada.

O loiro acabou cuspindo sangue e acabou desmaiando, perdendo toda a energia que havia acumulado na mão. A visão que antes estava perfeita foi aos poucos o deixando e logo em seguida estava com o rosto a centímetros do maior que praticamente cuspia em sua face enquanto o ameaçava com a voz rouca e baixa.

– Parece que a sua sorte te abandonou.

Outro soco e dessa vez o corpo do guardião do trovão estava quase fundido uma árvore. Pode jurar que o barulho de algo quebrando não era o de galhos, pela dor que sentia. Quando pode abrir os olhos novamente foi arremessado para o chão e teve sua barriga pisoteada diversas vezes até o gosto metálico voltar ao seu paladar e os lábios se tingirem de rubro. Tentou fazer um ultimo esforço, mas seu corpo não o obedecia, era como se todos os ossos de seu corpo houvessem quebrado.

Depois de o recém-chegado a terras nipônicas estar quase desmaiando pela dor, a atenção do encapuzado foi para sua mão e tentou arrancar dela a pequena pedra verde e esse foi o estopim para que a energia verde o envolvesse e o vento se tornar tão forte a ponto de arrastar o que estava em pé a alguns metros de distancia. Os trovões voltaram a cantar e se aproximavam cada vez mais e descargas elétricas pareciam sair de seu corpo. Por alguma razão toda aquela dor sumiu e o rosto de Midori apareceu em seu consciente.

Tentou fazer o que estava tentando antes, mas dessa vez não correu, já que suas pernas pareciam ter se esforçado demais apenas para mantê-lo em pé. Acumulou a energia em sua mão e deu um soco no ar. Pareceria bobagem que aquela energia corresse junto ao vento e atingisse seu adversário dando centenas de choques até que este caísse inconsciente no chão.

Os trovões ficavam mais fortes e pareciam estar caçando alguma coisa, ou alguém e só paravam quando esse fato parecia ocorrer. Yamazaki não parecia saber o que estava acontecendo, já que seus olhos se tornaram nebulosos e mal se movia. Tudo pareceu voltar ao normal quando os céus voltaram a se silenciar e ao chão o corpo magro se encontrou.

X-X-X-X-X

Lambly abriu a porta e viu o corpo pequeno jogado no chão perto da porta com as mãos e os joelhos sangrando. Akio enfiou sua cabeça para dentro vendo a tal loira que havia confundido seus sentimentos e ter duvidas sobre sua sexualidade, mas logo tais pensamentos pararam ao ver o sangue que escorria e o vento que repentinamente ficou mais forte e os trovões pareciam se mover pelo campus. Aquilo definitivamente era estranho.

Viu a morena de cachecol verde envolver o corpo pequeno em seu colo e ir andando pelo corredor, só parou quando olhou para trás mirando os olhos alaranjados e se pôs a falar, continuando tão autoritária quanto a minutos antes.

– Vai congelar se ficar ai... Venha comigo...

Foi andando, e por mais que estivesse com medo do que aconteceria se seguisse aquele ser com seios enormes, não conseguia parar de pensar que a pessoa que mexeu consigo estava sendo levada junto. Queria ao menos conhecer melhor tal loira e para isso deveria certificar-se da segurança da mesma, mas parou de andar assim que seus olhos captaram o idoso que antes batia no homem que tentou o ameaçar e que agora limpava as mãos olhando para a pessoa que o desafiou. Com certeza estava morta.

– Pegue esse herbívoro e leve com você. – o idoso falou e foi andando como se nada fosse deixar uma colegial desmaiada no corredor de tanto apanhar.

– Você pega ela. – A morena ditou e foi andando seguindo os passos do mais velho.

Akio não teve outra alternativa a não ser fazer o que lhe era mandado, e estranho repentinamente todo aquele barulho de fenômenos naturais terem cessado como mágica. Olhou para fora e viu alguns corpos no campus o que lhe surpreendeu, mas o grito dizendo para ir logo o fez engolir em seco e ir arrastando o corpo da tal mascarada consigo.

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Sato e Ethan caminhavam lado a lado pelos corredores congelados e estranhavam toda aquela situação. Mas o próximo chefe da família Vongola ainda estava intrigado com a mudança de temperatura em seu colega, jurou ter visto chuva dentro dos olhos azuis deste, mas tentava não pensar naquilo. Parecia que aquela semana seria muito estranha e tudo parecia ter se dado inicio com as palavras de seu mestre sobre ir conhecer a família Vongola.

– Hey Sato... Olha isso

O moreno mais baixo apontou para a janela e os olhos verdes compartilharam da mesma visão que os de azuis. Trovões pareciam estar correndo atrás de algo, na verdade, parecia mais como se Zeus estivesse arremessando seus raios em algum mortal e toda vez que errava arremessava novamente mais a frente, na direção que tal humano ousou correr. Teria ficado lá se entretendo com o outro moreno se um som de algo caindo não tivesse chamado à atenção de ambos.

Se olharam e engoliram em seco, concordando mutualmente a seguirem o barulho. Tudo em silencio, sem precisar que fosse dito uma única palavra. Caminharam pelo corredor e vozes puderam ser ouvidas, mas as palavras de nada eram distinguidas já que soavam tão baixas e longínquas.

Conforme se aproximavam o barulho de algo caindo se repetiu e mais algumas palavras antes de o som voltar o ocorrer, só que esse era mais surdoque os anteriores. A porta de uma das salas foi aberta e de lá saiu um homem de terno com seu chapéu, segundos depois um idoso com um galo enorme na cabeça parecendo reclamar.

– Pare de chorar dame-Tsuna, não envergonhe a família na frente do futuro chefe.

– Futuro chefe? – Tsuna parecia surpreso e olhou na mesma direção que seu antigo mestre e percebeu a presença dos dois rapazes morenos.

– Reborn-san, devo presumir.

– Exatamente, seu mestre falou sobre mim?

– Disse que é o melhor hitman do mundo... Que no dia que o encontrasse ficaria impressionado

– E está?

– Muito senhor. – Sato curvou-se perante o homem e Tsuna voltou a se embasbacar pedindo para que o outro não fizesse aquilo.

Ethan olhava a cena totalmente perdido. Hitman? Família? Olhou para o maior e teve certeza de que não conhecia o de cabelos encaracolados, caso contrário não estaria tão assustado como estava no momento. Foi dando passos para trás pronto para fugir caso algo sobrasse para si, mas o sorriso de canto do homem de terno fez com que paralisasse até a alma.

– Esse é um de seus guardiões?

– Um amigo, não tenho guardiões senhor... Nem se quer sou da família para tal preocupação.

– Né Reborn, deixe-o em paz, temos que encontrar Lambly e Hibari-san, aposto que ele esta destruindo toda a escola.

– Hibari? – Pela primeira vez Ethan se pronunciou naquela conversa de grupo e teve a atenção voltada toda para si. – O famoso Hibari? Aquele do comitê disciplinar?

– Esse mesmo, e ele estava vindo aqui e ele definitivamente odeia grupos, tomem cuidado rapazes.

Tsuna estremeceu só de se lembrar das más manias de seu guardião da nuvem que não importasse quantos anos se passassem, nunca mudariam. Ethan olhou para Sato e este devolveu o olhar acompanhado de um sorriso confortante e gentil.

– Vai ficar tudo bem

– Bem... Acho melhor nos seguirem... Aparentemente todos congelaram menos vocês... E até descobrirmos o motivo sugiro que nos sigam.

Por mais que o futuro guardião da chuva parecesse confuso com a situação, o sorriso do colega de escola lhe confortou um pouco, e ao ver este seguindo aqueles dois estranhos, teve de fazer o mesmo.

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Os corredores negros pareciam não ter fim, o piso branco contrastava com as paredes e com a própria bota do que caminhava apressado pelo local. Nunca odiou tanto aquele lugar quanto naquele momento. Precisava chegar logo à presença de seu pai e avisar dos ocorridos.

O moreno era seguido por mais cinco homens fardados com o emblema do país, todos sérios e preocupados com os recentes eventos. Depois de tantos anos de paz, repentinas invasões eram muito estranhas e estressantes de mais para jovens que nunca haviam erguido suas espadas. Estressante de mais para um país que ainda tentava se reerguer. Estressante de mais para as mulheres que não conseguiam ter muitos filhos.

Foi-se a era de ouro. O tempo em que dragões eram respeitos e culpavam sua quase extinção aos humanos. Odiava-os mais do que tudo. Como se aqueles contos de fadas pudessem ter sido tiradas da mente de algum ser humano. Nenhum deles era inventado, todos existiram no passado e essa é a justificativa de mesmo com os anos passando não houve a criação de mais nenhuma, só repetições. Todos foram embora para de volta a seus reinos, ou tentar arrumar um lugar para eles onde nenhum homem pudesse pisar.

A forma física entre os senhores de dragões eram a mesma, se não fosse a diferença estrondosa de poder e de defesa, fora que cuspiam fogo. Mas a semelhança deles com os tais inimigos era absurda, e aquilo só enfurecia cada vez mais os cidadãos daquele reino. O próprio príncipe se dispôs a acabar com qualquer um que ultrapassasse aqueles portais, mas recentemente o número deles vinha aumentando de forma que nem seu exercito daria conta se continuasse naquele ritmo.

Os guardas em frente da sala do rei deram espaço e empurram as imensas portas toda talhada e detalhada de cor café. Apesar da aparência assustadora, era muito bela. Assim como aqueles olhos roxos do herdeiro do trono.

– Meu pai. – O príncipe se curvou, assim como os que o seguia. – Trago notícias.

– Diga-as meu filho...

– Conseguimos conter o grupo invasor, eram mais de vinte... Temo que estas pestes tendem a aumentar o grupo a cada invasão.

O rei suspirou e caiu na cadeira massageando as têmporas. Não aguentava mais aquela situação, viveu anos de paz e mesmo vendo constantemente os desastres do passado, eram tempos de paz.

– Deixe-me a sós com meus filhos... Até os guardas...

Todos se curvaram e foram se retirando lentamente da sala até restar os dois homens. O herdeiro se ergueu e fitou seu progenitor sério. Há dias não olhava diretamente para seu rei, nem se lembrava das rugas na testa deste e tremeu, vendo que a idade já avançava e por algum motivo negava até presente momento.

– Tenho uma missão para você meu filho... E eu só confio em você para tal... Se conseguir fazer isso será um herói!

– Não desejo ser um herói meu pai... Tudo o que desejo é o tempo de paz de volta...

– E teremos... Se obtivermos sucesso

– Farei tudo. Absolutamente tudo... Diga o que preciso fazer.

O sorriso triste do mais velho ficou evidente, os olhos se encheram de lágrimas e um aperto no peito podia ser sentido a quilômetros de distancia. Sentia como se o que estava prestes a dizer era como mandar seu querido para a forca.

– Preciso que atravesse o portal.

– O quê? O que esta dizendo meu pai?!

– Parece loucura eu sei... Mas preciso que você feche esse portal... que destrua esses portais... só assim estaremos todos seguros...

A tristeza era evidente nos olhos do idoso. E o filho entendeu a razão. O portal não podia ser destruído por dentro, apenas por fora e caso isso ocorresse era como uma porta, se destruída não havia mais como voltar e tal pensamento quebrou seu coração, mas era um príncipe que jurou acima de tudo lealdade a seu país e se isso significasse exílio eterno pela proteção daqueles que jurou proteger, assim faria.

– Eu farei...

– Eu tentei... juro que tentei... mas todas as vezes eu era impedido por alguém... diziam que eu estava cometendo suicídio ao sair... Se precisar de alguém para lhe acompanh—

– Eu irei sozinho... mais ninguém precisa ser sacrificado.

E as palavras que o rei não queria ouvir foram ditas da boca de seu herdeiro. Seu único herdeiro. As lágrimas rolaram e do trono se levantou abraçando com força o homem que criou desde que nasceu.

– Eu... eu...

– Tudo bem pai... – retribuiu ao abraço falando calmo, amava seu rei, aquele que o criou e amou. — O senhor fez muito mais sacrifícios por mim... por seu povo... é minha vez de fazer algo por esse reino... tudo que eu quero é a segurança deles... e eu nunca seria um rei tão bom quanto o senhor caso fosse no meu lugar.

– Não diga besteira Halaka... Você seria o maior rei de todos... o mais bravo e valente... o mais gentil... o povo estaria em ótimas mãos, diferente de mim que esta desesperado tendo que jogar seu próprio filho na cova dos leões.

O jovem não pode evitar se sorrir e segurar as mãos enrugadas entre as suas beijando-as.

– Leões podem ser domesticados... nunca se esqueça pai... eu poderia rejeitar... mas não o farei... eu nunca te desapontaria.

– Você não me desapontaria mesmo que dissesse não meu filho...

– Eu sei. – beijou novamente as mãos cansadas e abraçou o pai contendo as lágrimas. – Eu sei...

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Os passos eram lentos e moles, já havia anoitecido e Takashima continuava na rua. Havia chegado à Namimori há pelo menos 3 horas, a forte chuva fez com que ela e centenas de nipônicos se abrigassem no terminal de trem. Ficou ali até o céu clarear e não tinha nenhum lugar para voltar. Não queria ir até a escola, nem para casa onde com certeza seu pai estaria com algum advogado com uma preocupação que esteve ausente todos os anos em que viveu apenas ela e sua mãe.

Olhou ao redor, entrou em algumas lojas e com a mão leve levou consigo algo para comer. Estava completamente entediada quando viu algo brilhar em um dos becos perto de si. A curiosidade foi gritante e caminhou até lá com precaução pronta para lutar caso fossem alguns suspeitos ou idiotas brigando. Qual sua surpresa ao ver um rapaz lindo sair do meio daquele brilho e olhar ao redor antes de sair andando na direção em que ela olhava.

Escondeu-se rápido atrás de uma caçamba assim que percebeu que o moreno se viraria e pensou não ter sido vista, já que esperou um minuto antes de olhar de volta e perceber que já não havia mais ninguém ali. Podia colocar a culpa na tristeza, falando que ela estava fazendo com que tivesse alucinações com deuses gregos, ou será nipônicos? Aquele cabelo negro e pele branca davam para questionar, mas ele não possuía olhos puxados... um estrangeiro com certeza.

Quando caminhou na direção que viu a luz, reparou em um pequeno espelho quebrado, ele parecia ser muito antigo pelos traços dele, mas ao tentar toca-lo uma forte ventania começou e seus olhos ficaram hipnotizados naquela cena. Seu coração batia rápido e imagens de furacões, do céu ficando negro e do vento forte dando indícios de tempestades vieram à sua mente.

Ouviu um miado e rapidamente soltou a peça que terminou de se espatifar no chão. Olhou na direção do som e um gato caçava algo para comer dentro de um saco plástico, fazendo com que a morena se levantasse e pegasse o pequeno felino nos braços e lhe entregasse o presunto do resto do lanche que havia roubado.

– Bom apetite...

Deixou o pequeno comendo ali e seguiu seu caminho novamente, saindo do beco e com a sensação de estar sendo seguida.

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Sato estava na varanda de sua casa tomando um ar fresco tentando se acalmar dos últimos acontecimentos. Se ele mesmo não estivesse presente podia jurar que tudo não passava de um sonho louco, ou então era um engano. Sabia da família, sabia que tinha ligações sanguíneas, mesmo que distantes, com o antigo 9º chefe da Vongola, mas entre saber isso e estar tendo que assumir tal cargo era muito diferente.

Virou sua cabeça para o lado e visualizou o pequeno loiro que ele e seu pai acolheram na noite passada, não havia acordado ainda e as mãos e joelhões estavam enfaixados, mesmo que um tal de Ryohei tivesse usado as chamas do sol nas feridas, preferiu as enfaixar. Ainda não acreditava totalmente naqueles poderes restaurativos, mas de certa forma o agradecia, já que apenas com aquilo a temperatura do loiro foi voltando ao normal.

Se levantou e caminhou até a cama onde o loiro dormia, segurando em sua pequena mão e olhando para este.

– Desculpe Pablo... eu não queria ter lhe envolvido nisso... – Suspirou e voltou a sacada olhando para a lua e as estrelas, como se estas pudessem lhe dizer o que fazer.

Flashback on

A varanda ao estilo japonesa abrigava o moreno com longas madeixas e olhos azuis, assim como empregada vestida de quimono servindo chá e o maior hitman do mundo. Ambos estavam em silencio até que a nipônica curvou-se e assim se retirou do lugar arrastando a porta de papel que logo foi aberta novamente por dois idosos, um assustador, diga-se de passagem.

– O chá está delicioso...

Disse o convidado sorvendo o liquido. Ele aparentava estar calmo como sempre, mas seu interior estava em erupção, estava confuso como todos ali, mas devia começar com uma fala para quebrar aquela tensão e assim poder começar um diálogo entre eles e os donos da casa.

– É de maçã com canela e extrato de cerejeiras. – disse o líder da família Vongola sorrindo docemente e sentou-se na frente do moreno. – Desculpe por te trazermos aqui.

– Tudo bem...

– Sato-kun, o que aconteceu em sua escola, as invasões tem ocorrido em vários lugares... e estamos lutando contra isso, mas aparentemente não temos poder para lidar com eles.

Diante da fala do portador de chapéu preto com uma listra laranja, os olhos verdes ficaram arregalados em total choque. Nunca imaginou que aquela poderosa família, aquele hitman, não pudessem lidar com algum problema. Seus olhos passaram para os outros dois tentando encontrar qualquer indícios de brincadeira, mas nada encontrou, apenas três olhares sérios e preocupados.

– Bem... Até agora. – o velho com os olhos vendados disse atraindo a atenção de todos e este acabou rindo. – Vocês viram o que aquele menino fez, ele não sabe nem se quer controlá-la, mas acabou com eles, sobrou nada nem para um interrogatório!

– Ele?

– Sim, um estudante de sua escola... Sato-kun... ser um líder de uma família não é fácil, eu só consegui esse feito por causa de meus amigos... meus guardiões... eles eram minha força e minha vontade, mas infelizmente perdi dois deles... então eu entenderei se você não quiser se arriscar a entrar nessa mundo.

– Dame-Tsuna!

– Não Reborn! Ele é apenas um colegial, nós somos os Vongolas, se não conseguimos lidar com isso, como adolescentes podem?

Reborn calou-se por um segundo, e aquilo era um milagre, mas ele não deixou aquilo barato. Transformou Leon em uma arma e apontou para a testa do dono do titulo de líder da maior família da máfia.

– Espero que tenha um desejo Dame-Tsuna

– Eles... como estão? – A atenção voltou ao moreno de olhos verdes e pareceu acalmar a situação, fazendo com que a arma fosse abaixada e Talbot se aproximou sorrindo, colocando na mão do mais jovem um anel branco.

Sato estava confuso até então, mas seus olhos se arregalaram novamente e abriu sua mão vendo o pequeno objeto. Ele era tão pesado e gelado. Sentia como se toda sua mão fosse petrificar e mesmo assim o acessório continuava belo e leve, não pesado como era.

– Por que é tão pesado?

– É o peso do seu poder... o peso de suas obrigações... o peso que este anel carrega, é o mesmo que o portador dele carrega... talvez por não ser seu ele esteja te incomodando tanto.

– Foi ele que causou aqueles congelamentos?

– Aparentemente não, esse anel não faz nada se não estiver nas mãos de seu dono... e Tsuna não o usou, ele estava em uma caixa até agora... Só agora que ele entregou a mim... E eu entrego a você.

– Por que a mim?

– Porque aparentemente já te escolheram como líder, até fortes guardiões você já tem. – o velho acabou rindo e Sato pode observar um loiro se levantando e cambaleando dentro da sala do lado da varanda.

Em poucos minutos a porta foi aberta por um homem de terno que parecia aflito e chamou aos homens mais velhos.

– O que tiver que dizer diga agora, está na frente do futuro líder da família. – ditou Reborn.

– Irie Shoichi acaba de falecer... e o anel do sol Maré não foi encontrado.

Todos ficaram petrificados sobre tal revelação.

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Como houve uma tempestade no dia anterior e vários alunos seus, a grande maioria, estava quase com hipotermia em pleno fim do verão as aulas foram canceladas em uma semana, o que era bom para manter a ordem e seus alunos e professores pudessem melhoras da saúde.

O que não se aplicava a família Vongola, no presente momento Sato Nakamura, Akira Costelle, Hiitazura Akio, Ethan Jones e Ryuji Amazaki se encontravam no pátio de uma dos milhares de mansões da família e em frente a estes estavam nada menos do que o melhor hitman do mundo, o velho Talbot, a séria Lambly, o amável Basil e a doce I-pin, cada um de frente para um dos novos guardiões.

– Vocês devem estar confusos sobre o que esta acontecendo, mas eu gostaria de lhes dizer que contamos com vocês. – os mais velhos se curvaram, e esse ato assustou os jovens colegiais, tais palavras vindas de um idoso tão gentil era estranho e de certa forma assustador.

– Bem... eu não entendi direito a explicação que deram ontem, sério mesmo? Máfia? Guardiões? Olha... eu tô indo para a minha casa que eu ganho mais e—

Foi impedido por um par de peitos bem na cara do moreno de olhos azuis, que se dirigiram para os verdes da mulher que lhe olhava séria e seu anel brilhava com uma aura verde e de seu bolso retirou uma pequena caixa de mesma coloração aparecendo um touro com armadura logo em seguida fazendo com que os jovens desse um passo para trás, ou dez no caso do senhor Jones.

– Essas são as boxes, elas podem auxilia-los na hora da luta, há poucas delas do céu, mas o anel dessa categoria pode abrir qualquer outra, mas seu poder é inferior comparada com a original. – Disse Basil segurando uma caixa igual a da mulher, só que azul.

– A personalidade de vocês vai definir que tipo de chamas lhe pertence – Talbot comentou tomando uma xicara de chá, parecendo desinteressado.

– Esses são anéis de categorias baixas. – jogou para cada um dos presentes um anel de coloração diferente, menos Ryuji que não recebeu nenhum. — Para liberar a chama de vocês é necessário que mostrem sua determinação, só assim conseguiram abrir essas box. – disse Reborn ajeitando a aba do chapéu e sentando-se em uma cadeira. – Há alguns tipos de caixas, as que guardam armas, outras seus animais, outras servem apenas para guardar algo... Como uma caixa comum. – Reborn relembrava no dia da batalha do futuro em que lhes foi apresentada esse ultimo tipo (1).

– Senhor Reborn... eu não recebi nenhuma. – disse meio sem jeito o recém-chegado ao Japão.

– Oh claro, já ia me esquecendo da sua. – Disse Talbot entregando-lhe um anel completamente diferente da dos demais chamando a atenção dos mesmos.

– Como foi nos roubado o anel do Trovão da família Vongola e precisaríamos de uma pedra tão forte quanto a anterior e você a conseguiu... este é seu anel oficial, os demais serão lhes passado no dia da nomeação do novo líder. – voltou a falar o hitman levantou-se da cadeira e caminhando. – Parece que será o único a treinar a sério, os demais, me sigam!

Todos obedeceram à ordem e no jardim ficou apenas o loiro e uma morena parecendo que havia ficado nervosa com a última citação do dono da casa.

– Vou te treinar até cada fibra do seu corpo doer... não permitirei que o sucessor do antigo guardião do trovão o desonre! – disse brava dando inicio ao treinamento. Ou ao desconto de sua raiva.

Não seria um bom dia para Ryuji.

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Takashima estranhou os portões da escola estarem fechados e um cartaz colado na grade negra explicando o motivo para o mesmo estar daquela forma.

Senhores pais ou responsáveis,

Devido à tempestade de ontem a noite vários alunos e docentes se encontraram incapacitados no final do dia, como eram grande maioria e com medo que aqueles que não foram contaminados por tal enfermidade ficassem expostos, decidimos adiar as aulas por uma semana, na qual serão reposta as aulas em finais de semana. Maiores informações serão esclarecidas no dia XX/XX. Pedimos desculpas pela confusão causada.”

Duas semanas de folga, foi o que passou na cabeça da morena que já ia caminhando para longe quando levou um susto e deu dois passos para trás. O homem misterioso que saiu do meio da luz estava bem ali. Pode ver pela primeira vez aqueles olhos roxos e eram tão intensos e frios que podia sentir sua alma sendo repartida em mil pedaços, mas este logo dirigiu tal olhar para o mesmo cartaz que lia anteriormente e foi andando como se nunca tivesse encarado alguém em sua vida.

Duas perguntas passavam na cabeça da garota, a primeira era “o que diabos foi isso” e a segunda era “ele estuda aqui?”, mas a segunda parecia ser respondida como um “não” pelo fato do moreno não estar vestindo o uniforme, mas ele podia ser um aluno transferido por isso não possui ainda o mesmo, e tal pensamento fez seu coração bater de forma rápida, mas não no bom sentido. Seu corpo todo tremia e seus joelhos encontraram o chão da mesma forma que um vento forte soprou arrastando seu corpo para longe e tivesse que proteger seu rosto.

Quando seus olhos azuis se abriram novamente, pode jurar ouvir um alto bater de asas e uma espécie de cauda negra sumir entre um dos prédios. Mesmo com medo correu naquela direção e pode ver, mesmo que não nitidamente, a forma de um dragão voando no céu azul, bem, a forma que era descrita nos livros de fabulas.

Isso... fábulas... Ela deve ter batido a cabeça em algum momento para estar delirando por tanto tempo.

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– Trovão, tempestade, chuva e agora sol… parece que nossos inimigos sabem muito bem onde estão se enfiando... Só faltam mais três chamas... o que eles estão pretendendo?

– Provavelmente nos irritar, Byakuran está como louco procurando quem fez aquilo... está assustador, muito pior de quando nos enfrentamos no passado.

Tsuna suspirou cruzando as mãos, ali estavam ele e seus guardiões, a família Millefiore, a Varia, menos Xanxus, ele não pisava fora de seu escritório desde a recente morte de Squalo, todos os técnicos aliados da família (2), a Família Shimon, todos os arcobalenos, menos Reborn que disse que devia começar logo o treinamento da próxima geração, fora é claro todos os aliados de longa data (3). Estavam apenas esperando a família Cavallone chegar para começar de fato a reunião.

A mesma foi interrompida quando o telefone tocou e Bianchi atendeu, logo em seguida sua boca se abriu e os olhos se arregalaram, sua mão tremia e em pouco tempo o telefone encontrou a base, e parecendo que viu um fantasma a mulher comunicou o motivo da ligação.

– Dino... Dino foi levado...

Todos agradeceram por Hibari não estar presente. Mas ninguém conseguiu pronunciar nenhuma palavra depois daquilo. O ar pesou.

– Eles estão se movendo mais rápido... – o hitman da névoa comentou e todos olharam para os guardiões da névoa e da nuvem presentes.

– Encontrem Hibari. – Tsuna falou duro já se levantando da cadeira colocando as luvas.

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Com seu irmão em casa não podia servir miojo de jantar, e enquanto ele estivesse limpando a casa ficaria encarregada de fazer as compras para poder servir um jantar digno uma vez na vida desde que foi morar sozinha. Estava distraída com sua música que em uma esquina qualquer um corpo se trombou ao seu e foram ambas parar no chão. Misth certamente já teria começado a gritar, se o que visse em cima de si não a calasse.

Nada mais nada menos que uma bela morena totalmente colada a si, a fazendo sorrir de forma maliciosa.

– Ora ora quanta presa!

– Você também está vendo?

A morena ergueu a cabeça da platinada de maneira bruta e os olhos vermelhos viraram duas bolas tamanha a surpresa que lhe passou ao ver um réptil voando.

– Mas o que diabos...? Uma pipa?

– Não! É de verdade

A morena saiu correndo e a platina fez o mesmo tentando a alcançar.

– Mas me diga... Como pretende o alcançar aqui da terra?

– Uma hora ele terá que aterrissar

– E como pretende fazer isso se ele esta quilômetros na nossa frente? Mais fácil nós nos cansarmos do que ele.

Enfim a garota portadora dar íris azuis parou de correr ofegante olhando a outra que estava bem calma, tirando o sorriso safado nos lábios.

– Pode comer lá em casa se quiser... acho que é melhor pra saúde se manter longe de algo que pode te comer.

Talvez aquilo se aplicasse a ela, foi o que passou na cabeça da provinda de Tóquio.

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Akira se encontrava paralisada, se é que tremendo como uma vara ao vento podia ser considerado “paralisada”, contra uma parede enquanto o idoso da noite anterior estava a sua frente. Sabia que Apolo havia o enfrentado e perdido feio e que o mais velho não sabia que ela tinha dentro de si duas personalidades, e que não foi a presente que o desafio e nesse momento temia por sua vida.

– Você é forte, mas desperdiça muita energia e luta muito mal... e só por causa do bebê lhe ensinarei a lutar como se deve.

Parou de tremer e tudo pareceu ficar em silencio, apenas o zumbido dos ventos do lado de fora se fazia presente, assim como a pequena morena sentia o chão desaparecer entre seus pés.

– Hum?!?

Que belo dia para treinar... Ou apanhar.

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Akio estava exausto em um dos dojos. Nunca pensou que lugar contra uma garota seria tão difícil assim, ainda mais uma idosa. A mulher de tranças sorriu de leve e estendeu a mão para o garoto se levantar, e ele aceitou de bom grado mancando um pouco por causa da dor provocada pelas sucessivas quedas. Ele lutou no passado e nunca achou que seria tão difícil assim entrar em combate. É... pessoas da máfia eram realmente diferentes.

– Quer dar uma pausa?

– Não... vamos continuar. – E se colocou em posição de lutar recebendo um sorriso em resposta e outro golpe em poucos segundos.

Segundo Reborn aqueles que não possuíam um anel próprio não conseguiria lutar corretamente, mas um corpo e mente fortes iriam ajudar muito e enquanto o anel não estivesse em seu dedo deveria se esforçar o máximo para conseguir ao menor lutar corpo a corpo.

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Ethan aproveitou a primeira deixa para sair correndo e se parecia que ele estava morrendo segundos atrás, nesse momento toda a vitalidade lhe percorreu o corpo e lá estava ele quase a escapulir da mansão, se não contasse com o fato de que algo interrompesse seu caminho.

Caiu de bunda no chão e ao se recuperar do impacto e olhar para cima viu um homem idoso com olhos amendoados e segurando uma espada de madeira nas mãos.

– Hey, volte aqui! – gritava um pobre Basil e ao ver o idoso que parou o futuro guardião acabou se curvando e sorrindo de leve. — Aaa boa tarde Takeshi-kun

– Boa noite Basil-kun. – Yamamoto sorriu de forma gentil e aquela espada de nada combinava com ele. – Estava treinando esse fujão? – acabou rindo do apelido que deu ao menor.

– Sim... ele será o novo guardião da chuva...

– Da chuva? Hum... quer isso para treinar? – apontou para seu próprio dedo, o anel da chuva da família Vongola ainda brilhava, mas de forma fraca, como se estivesse sofrendo tanto quanto sue portador.

– Ya-Yamamoto! Por favor, não faça isso! Ele está treinando apenas lutas por enquanto!

Ethan odiava que o tratassem como criança, odiava que mandassem nele, mas naquele momento estava simplesmente desinteressado pela conversa dos dois portadores do anel da chuva. Parecia um encontro de idoso de “traga sua chuva e seja jovem outra vez”.

– Bem... se esforce bastante e brinque com seus amigos. – Yamamoto sorriu e acariciou os cabelos negros do menor. – Se me dão licença, preciso falar com alguém...

E assim o pequeno mimado foi vendo o portador da espada saindo até desaparecer entre um dos inúmeros corredores. Pensava que iria se irritar com aquele comentário, mas parecia bem calmo. Então aquele era o poder da chuva?

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Tsuna estava no carro indo em direção onde a família Cavallone foi atacada para averiguar o caso e tomar uma providência. Seu semblante era sério e fechado, assim como os braços cruzados em frente do peito demonstravam sua irritação. Era o chefe de uma família importante, se não a mais, da máfia, mas isso não tornava a morte de alguém menos dolorosa, ou que os problemas não o atingissem como uma bala.

Quando era jovem tudo parecia tão grande, sempre tão desesperador. Seja no amor, seja nas batalhas, o tempo foi lhe amadurecendo e vendo que nem tudo é o fim do mundo, mas mesmo que rugas estivessem estampadas em seu rosto e o coração já quase parando pela idade, não conseguia ver uma saída para aquela situação que havia começado anos atrás e no momento estava avançando de uma forma assustadoramente rápida.

Ainda não havia superado a morte de seu braço direito nem de seu escandaloso guardião do trovão, se bem que ambos podiam ser considerados escandalosos. E com esse pensamento seus olhos castanhos se fecharam e uma tristeza tomou seu coração. Não havia mais ninguém para gritar... Por mais que ambos tivessem amadurecido, e muito, às vezes em alguns momentos rolava uma nostalgia e as personalidades fortes de ambos vinham à tona e então... Só restava o silencio.

O choro dos bebês na madrugada era um dos únicos barulhos que escutou que de certa forma o agradavam, não eram tiros nem explosões, eles vinham de alguém amado e então o líder da família se sentia mais em paz, e ele sempre se dispunha a ir cuidar do choro, mas quando o silencio reinava outra vez ou quando o telefone tocava anunciando mais um problema, ele queria estar de volta na casa de sua mãe, lotada de gente.

Preferiria todos comendo sua comida e o deixando quase sem nada, preferia ter que consertar novamente mais um telhado e janela, preferia ter que arremessar I-pin no céu quantas vezes fossem necessárias, preferiria toda aquela loucura onde nem se podia respirar àquele silêncio constrangedor. Onde se fala muito mais nele com a alma do que com a boca, e dela não saem mentiras, não saem risadas. Tudo que ele desejava no momento era aquela paz boa, mesmo com tantos problemas e inimigos.

Mas todo seu pensamento foi interrompido quando um barulho muito alto veio do lado de fora e o motorista fez uma manobra que arremessou o idoso primeiramente para frente, para depois ser jogado de volta ao banco quando o carro parou. Ao se recuperar do susto inicial saiu de seu veículo e lá estava uma cratera na frente do automóvel e um homem parado e encapuzado, vestido da mesma forma que aqueles que invadiram a escola na noite anterior.

– Não me parece tão incrível quanto os boatos dizem...

E em poucos segundos o local foi se enchendo e os olhos castanhos foram se transformando em laranja conforme as luvas eram postas na mão nua.

– E por isso mesmo trouxe vários amigos para lidar com um idoso nada incrível.

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– Obrigada pelo jantar... estava delicioso e seu irmão é muito legal – Takashima comentou colocando as mãos no bolso recebendo uma risada como resposta.

– Está dizendo que não sou legal?

– Entenda como quiser. – sorriu de canto olhando a platinada a sua frente.

Aquele momento de descontração foi arruinado quando um barulho e uma espécie de terremoto abateu aquela região fazendo ambas as garotas perderem o equilíbrio e tentarem segurar uma na outra tentando mantê-lo. Ao final disso puderam ver o céu escurecendo e um vento forte soprando, da mesma forma que luzes mais adiante.

– Mas o que diabos...

– Vamos lá.

– Mas o quê? ‘Tá querendo morrer mesmo né? Primeiro vai atrás de um dragão e agora quer ir para o que parece ser o fim do mundo?!

– Eu não tenho muita coisa a perder mesmo. – disse a morena séria antes de sair na direção da iluminação.

Misth suspirou e correu atrás dela. Não era todo dia que encontrava uma garota bonita dando sopa por aí.

– E eu nem li meu mangá yaoi hoje... – reclamou baixo enquanto corria.

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– Bem... é isso por hoje, amanhã voltem bem cedo. – Basil disse sorrindo vendo o estado dos estudantes. Todos estavam acabados.

Tão acabados que nem repararam a mudança brusca no tempo e como o olhar de seus supervisores passou para ele e assim se mantiveram nervosos e preocupados.

– Acho que melhor darmos uma carona para vocês.

– Seria ótimo! – se adiantou Ethan antes que mais alguém negasse “por educação”. Ele estava pouco se lixando. Estava cansado, foi arrastado para aquele lugar e o mínimo que podia receber em troca era uma carona.

– Não precisa se incomodar Basil-sama, ainda há muitos ônibus nesses horários. – Sato curvou-se em mostra de respeito recebendo um olhar indignado do futuro guardião da chuva.

– Não será nenhum incomodo Sato-san, vou pedir para um motorista os acompanhar. –sorriu gentil e foi caminhando na direção de um dos homens de terno próximos do portão que se comunicou usando o rádio com os demais. – Já está vindo, por favor aguardem um pouco.

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Do alto de uma torre de energia e na forma humana, Halaka observava toda a luta a quilômetros de distancia de si, tudo isso graças a sua incrível visão e achava patético aquilo ainda não ter terminado, mas achou que o velhinho até que estava se saindo bem contra tantos, ainda mais de um grupo que era capaz de enfrentar alguém de sua espécie e tal lembrança fazia seu sangue ferver.

Saltou da torre de metal alto o bastante para seu corpo tomar outra forma e poder alçar voo e ir à direção daquilo que observava.

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O carro preto que transportava os adolescentes estava regado pelo silencio, um olhando no rosto do outro, todos menos Akira, que permanecia com os olhos grudados em seu colo, as mãos agarradas nos joelhos e o cabelo negro lhe tapando a delicada face. Mas quando o barulho de uma explosão se fez, todos olharam na direção da janela assustados tentando descobrir que estava acontecendo.

Basil saiu do carro assim que deu a ordem para o mesmo parar e foi atendido. Carregou a arma e ele e mais dois homens foram caminhando na direção das luzes.

– Não saiam do carro. – Ditou o guardião da chuva e foi indo.

Ethan suspirou e relaxou no estofado e tanto Ryuji quanto Akio o olharam confusos e indignados. Akira estava tímida de mais para fazer qualquer movimento e o coração do futuro líder batia muito rápido vendo o céu se tingir de outras cores.

– Eu vou ajudar. – Ryuji falou rápido já saindo do carro.

– Espere! – o dono dos longos cabelos negros saiu do carro apressado tentando impedir o loiro. – Você o ouviu, é para ficarmos aqui!

– E eu ouvi o que eles disseram sobre o meu anel! Se eles estão enfrentando caras como os de ontem, o único que pode vencer sou eu!

– Você está cansado e mal sabe controlar esse poder, se formos lá só vamos atrapalhar.

– Vocês não vão, eu vou.

– Jamais permitiria que alguém despreparado corresse tantos riscos, mesmo que fosse o homem mais preparado da face da Terra, o que não é, eu permitiria tal loucura!

Antes que o recém-chegado ao Japão pudesse discutir mais algo, duas garotas desconhecidas passaram ao lado deles indo na direção do que parecia ser uma batalha. A platinada não era de total estranha e quando a reconheceu o loiro congelou e se escondeu atrás do futuro líder da família assustado e quando seus olhos verdes se encontraram com os vermelhos dela e um sorriso maldoso foi visto, Ryuji tinha certeza que morreria naquele momento, isso se não fosse sua antiga salvadora. A futura guardiã do sol saiu do carro com os dedos entrelaçados e o olhar preocupado vendo as duas jovens correndo.

– E elas você deixa? – Disse Akio que acabou de sair do carro olhando a cena.

– Temos que impedi-las

– Ela é o demônio! Vai morrer se tentar algo!

Sato nem deu ouvidos ao loiro, apenas correu atrás delas com o intuito de tirá-las da linha de fogo e as colocar em um local seguro. Agradeceu por ser muito veloz e por estar na frente delas com os braços abertos impedindo a passagem.

– Não devem ir lá!

– Sai da frente, Kuso!

– É perigoso!

– Meu cú é perigoso, agora sai!

Enquanto a atenção do moreno estava focada na platina, a esperta futura guardiã da tempestade continuou sua corrida e já podia ver alguns homens encapuzados caídos no chão e outros atacando um idoso que parecia muito cansado, mas mesmo assim continuava a lutar. Quando um homem veio correndo em sua direção com uma espada, se colocou em posição de luta. Ela sabia Kendo, havia feito aulas durante antes e era a melhor da turma.

Mas os momentos eram rápidos de mais e nem mesmo Sato conseguiria a tempo empurrar o corpo dela para que esta não fosse atingida. Seria um milagre ela sobreviver depois daquele ataque, mas mesmo assim ela permanecia a postos com a fé e a coragem.

O que foi totalmente inútil quando ela foi banhada com o sangue do mesmo que o atacava e viu um vulto negro se movendo acabando em segundos com todos os demais, deixando apenas o idoso intacto, que olhou na mesma direção que os olhos azuis e dos demais espectadores e nada mais nada menos surgiu do que um jovem de cabelos negros e olhos roxos com os dedos manchados de sangue. Não o seu.

Takashima deu um passo para trás reconhecendo o rapaz e emudeceu quando tentou pronunciar alguma palavra. Todos olhavam na direção dele, que nada mais fez do que tirar um lenço do bolso e começar a se limpar.

– Não fiquem no caminho. – a voz forte do jovem se fez presente e o mesmo deu as costas caminhando.

– Espere! – disse o idoso sendo amparado por Basil. – Quem é você?

E o silencio foi sua resposta, mas uma risada ao fundo fez com que todos, até mesmo o dono das íris roxas, se virassem e vissem o velho Talbot sorrindo de orelha a orelha com a boca quase sem dentes. Conforme ele caminhava, muitos se assustavam com a velocidade que aquele senhor podia adquirir, já que sempre ele se moveu tão lentamente e novamente a mesma reação quando as mãos enrugadas tomaram as do jovem rapaz.

– Não é todo dia que se vê um príncipe por aqui!

E foi a vez do moreno se assustar e andar para trás retirando a espada, que até o momento não foi utilizada, e colocar a lamina no pescoço do homem a sua frente.

– Como sabe de mim?

– É bem fácil reconhecer um dragão, ainda mais um da realeza! E você me lembra muito alguém que eu conheci... o que facilitou muito, seu nome era Prust se não me engano.

– Meu avô...

O queixo do jovem príncipe caiu e todos os demais pensaram que ambos que conversaram haviam batido a cabeça em algum momento e estavam a delirar. Menos a morena. Ela viu a forma de dragão do outro e caminhou na direção dele.

– O que era aquilo da onde você saiu? – disse firme, o olhando fixamente.

– Um portal... – respondeu o jovem desinteressado.

– Portal?

– Acho melhor irmos conversar na mansão... Esta esfriando e daqui a pouco a policia vai chegar... e não queremos problemas não é?

O velho foi empurrando o casal na direção dos outros guardiões que ainda estavam embasbacados olhando o ocorrido, mas quando os olhos roxos captaram a luz verde do anel de Ryuji, automaticamente pegou de forma rude a mão dele analisando a pedra e surpreendeu o loiro no caminho.

– Hey!

– Onde conseguiu essa pedra?

– Me deram ela, me solta seu maluco!

– Impossível...

– Midori me deu, ela a confio a mim.

– Midori? É o nome da nova rainha? Como conseguiu ir lá e... como ela está?

Os olhos verdes miraram o chão e relaxou seu corpo, aquela lembrança era muito triste ainda para ele, e dessa forma sua voz saiu fraca.

– ... morta...

–... É o novo rei de Trovão então?

– Não... eles são uma republica agora

– República? – surpreendeu-se o dragão – Passamos um tempo longe e tanta coisa muda...

– O que estão fazendo tricotando? Vamos logo. – o velho foi empurrando a todos de volta para o carro e assim todos ficaram exprimidos em seus respectivos assentos.

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Após uma longa discussão em uma ampla sala repleta de sofás onde praticamente todos os assentos foram ocupados, se encontrava o convidado de honra que ocupava um só para si de frente para o velho que conhecia seu parente e desinteressado em qualquer outro. Mesmo que esses outros fossem o líder da máfia, o futuro líder da máfia, o melhor hitman do mundo e vários colegiais bonitos.

– Está tentando me dizer que vários dos seus estão sendo mortos e precisam de anéis mais fortes do que os que possuem no momento?

– Exatamente.

– E com esse anel branco misterioso serão capazes de fechar todos os portais abertos?

– Isso.

Os olhos roxos se reviraram e de sua boca saiu um suspiro cansado. O corpo esguio, mas cheio de músculos definidos, foi erguido e com as mãos no bolso foi caminhando na direção da saída.

– Onde está indo?

– Embora, eu vi o desempenho de vocês na luta e eu estou muito melhor sozinho.

– Não vai conseguir fechar nenhum portal sozinho!

– E pelo que vejo nem vocês conseguem, fora que só possuem um anel forte o bastante e um pirralho o usa e nem sabe manuseá-lo!

– Hey! Não sou pirralho. – manifestou-se o loiro.

– Calado. – recebeu um golpe no estomago da platinada que já estava de saco cheio de ficar naquela sala, ao menos havia muitas garotas bonitas, principalmente uma certa morena com busco enorme.

– Eu não confio em humanos, qual a prova que vão cumprir a palavra de vocês? Homens são gananciosos, quando estiverem com o poder vão achar mais interessante invadir outros reinos e ter mais poder ainda.

– Olha, é uma boa ideia... – comentou bem baixo Ethan, que foi ouvido por quase todos da sala e logo se calou e escondeu-se do olhar julgador dos demais.

– Viram... não me atrapalhem... se fizerem isso eu mesmo arranco o pescoço de vocês.

Quando estava prestes a sair a porta foi aberta por um dos seguranças da mansão que se curvou em respeito e falou constrangido, porem de forma seria.

– Senhor Sato, há alguém que deseja vê-lo imediatamente.

– Eu? – O moreno apontou para si mesmo confuso e recebeu um acenar de cabeça positivo.

Quando o mesmo caminhava na direção da saída, um pequeno loiro adentrou parecendo nervoso e emburrado, estava extremamente fofo com aquela expressão, e a blusa grande que lhe cobria apenas metade das coxas e as mangas que eram o dobro de seu braço denunciavam que aquela vestimenta não pertencia ao loiro. Mas de qualquer forma, o pequeno atraiu o olhar de todos da sala. Alguns corações bateram mais rápido e até mesmo o desconfiado e odiador dos humanos estava estupefato diante da beleza do loiro.

– Então estava aqui idiota? Seu pai está te procurando meia cidade e me acordou para ajudar, enquanto eu congelava você estava aqui no bem bão.

E assim o moreno recebia sua bronca e apanhava um pouco no processo e puxava o mesmo para fora nem se importando que outros olhavam a cena ou que a casa nem era sua para sair invadindo os cômodos alheios, mas sua passagem foi impedida quando seu braço foi segurado com força e a manga erguida, para assim sua pequena mão ser acobertada por maiores e serem levados a lábios de um desconhecido.

– Irei ajudar... – disse o dragão após beijar a mão do invasor e deixar todos os presentes surpresos, menos Talbot, este riu com gosto e aplaudia a cena.

– Excelente!

O moreno de olhos roxos tirou uma adaga do cinturão com a mão livre e foi se aproximando da mão que ainda segurava as pálidas e geladas de um certo loiro, que se assustou com o movimento soltando um gritinho e tendo seu corpo abraçado e puxado para trás, para que sua mão saíssem do alcance do outro, por um certo futuro líder da família Vongola.

Entretanto, a lâmina furou a palma da mão do próprio usuário recebendo algumas exclamações do público, e logo a mesma foi guardada e o punho fechado deixando que as gotas rubras alcançassem o chão pouco a pouco. Depois daquele momento a voz grave do príncipe se fez e este abriu a porta se retirando.

– É o máximo que irei ajudar...

O velho joalheiro se aproximou e abaixou-se onde havia caído as gotas e as retirou do mármore, e qual a surpresa de todos a verem uma pedra vermelha brilhante e muito bela.

– o mais puro material... isso valeria uma fortuna no mercado negro... pena que ele deu uma amostra tão pequena – lamentou-se Tabolt. – Bem, temos um ótimo material aqui...

– Ótimo?

– Sim... Lembram-se da luta contra a Família Shimon? Os anéis deles eram bem mais fortes porque sangue caiu sobre elas, sacrifícios foram feitos... isso torna algo forte.

Tal discuro fez com que Ryuji relembrasse da própria conversa que teve com a raposa que agora habitava em seu anel, e não pode evitar de olhar para a joia verde que brilhava.

– Bem... – continuou o discurso — certamente essas novas pedras só seriam tão forte se houvessem fortes motivos para serem assim... e ser um príncipe de um reino onde sua raça foi quase extinta... carregar esse fardo... ter o sangue dos nobres que sempre lutaram na guerra defendo seu povo, vendo seu auge e sua decadência... isso é o maior sacrifício de todos... esse sangue que corre nas veias do jovem príncipe é uma fonte preciosa de poder. – sorriu satisfeito analisando a pedra rubra.

– Mas e então? Ela é de que chama?

– Não podem ver? Tempestade! Uma tão forte que pode ser comparada a um exército de dragões alçando voo, voando nas chuvas, arrastando tudo por ai – dizia empolgado e satisfeito, assustando alguns e fazendo outros sorrirem. – E acho que temos uma ótima candidata...

Os olhos do idoso recaíram sobre a morena de olhos azuis que se assustou, e todos fizeram o mesmo a analisando.

– Mas antes preciso que me devolva meu martelo, eu preciso dele para trabalhar – estendeu a mão e fazia movimentos com os dedos para receber logo o material.

Os demais olharam confusos, não haviam visto a garota pegar nada e achavam novamente que o joalheiro havia surtado, mas novamente tiveram que calar seus pensamentos ao verem o martelo dourado ser entregue para o homem de idade.

– Vou começar meu trabalho agora mesmo...

Era um dia cheio como outro qualquer.

OoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoO

Aaaa mal acredito que acabei D: eu me esforcei tanto! Escrevi um pouco aqui, um pouco ali, tinha as coisas na cabeça, mas não conseguia passar pro papel, mudei umas cem vezes várias partes do que eu havia imaginado para chegar ao resultado que chegou.

Espero que não me matem pelas novas mortes xDDD

E esse cap foi o especial da guardiã da tempestade e eu realmente espero que tenha parecido isso D: se não me perdoe eu tento melhorar D: mas coloquei todos os personagens, e o meu foi o que teve a menor participação, então não reclamem dos seus xDD nem parte própria ele teve, tadinho xDDD

Mas continuando continuado~ espero que tenham gostado e continuem acompanhando. Eu descobri que minhas aulas começam esse mês, não no próximo então... eu vou me esforçar bastante para escrever o próximo capítulo de maneira rápida para que eu não fique muito tempo afastada como fiquei da ultima vez.

Um super beijo e até a próxima

Bjs

sz

ps: Obrigada Stefany por betar :3


esta é a Takashima, guardiã da tempestade =D