Anel Dos Seis
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Acabei de escrever, então se tiver alguns erros, não liguem, por favor.
Ah, Temos notas finais hoje, hem. Leiam
“Quero te levar a um lugar e te contar o porque de eu querer o anel.”
Olhei para Felipe, tentando ver o significado por trás daquelas palavras. Eu não sabia se deveria confiar nele. Mas, até agora, Felipe nunca tinha mentido para mim. Tinha até levado um soco por causa disso tudo. Meu olhar caiu na pequena marca no canto de seu lábio e então, desviei, antes que ele percebesse.
“Por que eu deveria confiar em você?”, questionei cruzando os meus braços e fechando a cara. Foi bom me afastar de seu toque. Era quente demais. Mas, pelo seu elemento, deveria ser frio, certo? “Você mesmo disse que só quer o anel.”
“Errado”, ele deu um meio sorriso e se recostou no corrimão da escada. “Eu disse que queria o anel, mas não que era só isso.”
Engoli em seco, enquanto ele me olhava de cima a baixo. Aquela tensão estava novamente estalada no ar, fazendo o ato de respirar quase impossível. Maldito. Odiava quando ele me deixava sem palavras. Ninguém nunca me deixava sem palavras. Desviei meus olhos dos dele. Me sentia muito exposta ao encará-los. O silêncio ficou tão incomodo, que eu disse a primeira coisa que veio a minha mente.
“Onde vamos?”
Felipe sorriu.
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Felipe estacionou sua picape na porta do cemitério local. Eu bufei. Tinha que imaginar que ele me levaria a um lugar desses. Afinal, o parque de diversão tinha sido um disfarce. Ser bonito, engraçado e encantador também. Eu já sabia a verdade, então porque ele não poderia me levar a um cemitério? Ah, por ser DESUMANO?
Encarei o loiro sentado ao meu lado, pronta para perguntar se ele iria me matar e arrancar o anel, mas as palavras ficaram presas em minha garganta quando vi seu expressão. Nunca tinha visto Felipe tão tenso em minha vida. Mentira. A última vez que tinha visto aquilo, foi quando seus irmãos o cercaram e disseram que ele traidor.
Fiquei olhando para Felipe, tentando imaginar o que se passava por sua mente. Se a minha estava uma bagunça, a dele deveria estar um furacão. Eu queria que minha mãe estivesse ali. Assim, eu não ficaria tão preocupada. Eu queria que meu pai estivesse aqui. Mesmo ele sendo um idiota no quesito presença, ele ainda era um bom ouvinte. Mas, ao lembrar da minha situação, percebi que meu único bom ouvinte, era o garoto que estava sentado ao meu lado.
“Felipe”, chamei tocando em seu braço.
Ele pareceu acordar de um longo sonho e me deu um sorriso preguiçoso. Coloquei uma mexa de meu cabelo atrás da orelha, segurando o impulso de prendê-lo. Alguns fios do cabelo loiro de Felipe estava tampando seus olhos verdes. Eu tinha errado novamente. Ser bonito, engraçado e encantador não era um disfarce. Era parte da essência dele.
“Vamos?”, ele perguntou abrindo a porta e saindo. Eu saí logo após. Me encolhi em meu suéter, mesmo não estando frio. “Sei que não é o melhor lugar para um segundo encontro, mas você precisa saber de algumas coisas que meus amados irmãos não te contaram.”
“Fico imaginando onde você me levará no terceiro encontro”, eu divaguei enquanto entrávamos e passávamos pelos túmulos. Tentei ao máximo não pisar, mas era quase impossível. Felipe andava calmamente como se ali fosse um lugar que frequentasse sempre. Talvez realmente fosse. “Em um enterro?”
Felipe riu.
“Ah, você estragou a surpresa.”, ele disse. Então, sem que eu esperasse, ele parou na minha frente. Foi tão súbito que não deu tempo de eu parar. Meu corpo trombou com o dele e os nossos rosto ficaram a centímetros de distância, mesmo ele sendo mais alto que eu. “Você não imagina em que encontro eu vou beijá-la?”, ele sussurrou.
Meu corpo se arrepiou, mas dessa vez não foi por causa do frio ou por estar em um cemitério. Os olhos verdes de Felipe pareciam queimar. Aquela não era a primeira vez que aquilo acontecia e eu sabia que não seria a última. Eu me sentia presa em um filme romântico, só não sabia se gostava disso ou se queria vomitar. Naquele momento, eu só queria uma coisa.
Que Felipe Glen me beijasse.
E por um segundo eu pensei que ele realmente iria fazer isso. O modo como nossos olhares se prendiam, como eu não conseguia me afastar dele. Como meu coração disparou em um pequeno segundo. Caramba, porque eu nunca fugia daquela tentação. Os lábios dele estavam tão perto e eram tão tentadores. Respirei fundo e balancei a cabeça. Ele tinha me levado até ali para me dar respostas, não para me deixar sem palavras.
“Um dia, Rocky Days.”, Felipe disse voltando a andar. Seu meio sorriso presente nos lábios que eu tanto queria beijar. “Mas, hoje, vamos dar um passeio.”
Eu assenti, sem palavras e recomeçamos nosso caminho por entre os túmulos. A noite estava realmente fria e eu me encolhia cada vez em meu suéter. Novamente, eu e Felipe tínhamos saído sem que nenhum dos seus irmãos tivesse visto. Mas nós dois sabíamos que quando voltássemos, eles estariam nos esperando. Revirei os olhos, com cuidado para que Felipe não visse. Odiava levar bronca.
“Você disse que queria saber sobre a nossa maldição, certo?”, Felipe disse parando ao lado de um túmulo. Ele tinha os olhos fixos nas palavras cravadas na pedra. “Eu herdei os meus poderes do meu avô : Dereck Glen. Mas, a nossa maldição começou a anos atrás.”
Felipe se sentou ao lado do túmulo e suspirou. Eu continuei em pé de braços cruzados. Seus olhos estavam distantes, assim como no carro. Passei a língua pelos lábios e esperei que ele continuasse. Não entendi o porque dele ter me trazido ali. Talvez só quisesse um motivo para visitar seu avô. Então, juntou o útil ao agradável. Ele levantou os olhos para mim e foi novamente como se ele visse a minha alma. Olhei para os meus pés, incomodada.
“Você tem medo de mim, Rocky?”
A sua pergunta me surpreendeu, incluindo seu tom de voz. Era como se fazer aquela pergunta doesse. O encarei e balancei a cabeça. Não, eu não tinha medo dele. Mas tinha medo do final dessa história. E se eu realmente estivesse atraída pelo vilão? E se ele realmente só quisesse o anel e estivesse me enganando? Franzi os lábios. Felipe suspirou novamente e encarou o túmulo de seu avô.
“A história de minha família começa em 1880.”, ele deu um sorriso triste, enquanto meus olhos se arregalavam pela quantidade de tempo em que a família levava a maldição. “Muito tempo, eu sei. Mas, a culpa é dos meus antepassados, Richard Glen e Meredith Salem. Sim, ela era uma bruxa. Mas, uma bruxa branca. Eles se amavam, mas o pai de Meredith não aceitava. E Meredith morreu ao dar a luz ao seu quinto filho, esse ódio chegou ao auge. Ele amaldiçoou todos os descendentes de Richard Glen com a maldição da lua. Eles teriam poderes extraordinários, mas suas vidas seriam miseráveis. E toda a mulher, quando dessa a luz ao quinto elemento, morreria.”
Era por esse motivo que a mãe de Felipe tinha morrido? Mas, nas minhas pesquisas tinha aparecido que ele tinha morrido de câncer. Será que era isso o que tinham contado a Marie para que ela não sentisse culpa? Eu sentiria culpa se soubesse que minha mãe tinha morrido no meu parto por causa de uma maldição.
Eu me vi parada em frente a Felipe sem nenhuma palavra. Em minha mente se passavam imagens de mulheres morrendo ao verem o rosto de seu quinto filho. O rosto de Sophie, Aurora e Marie. Afinal, elas estavam presas nessas maldição. Então, a raiva me tomou. Como Felipe poderia ser tão egoísta? Seus irmãos tentando salvar pessoas e ele querendo todos os poderes para ele?
“Você não pensa nas suas irmãs?”, eu rosnei dando um passo na direção de Felipe. Ele se levantou rapidamente. “E seus irmãos? Não vê que está prendendo eles a uma vida solitária? Que eles não podem amar sem pensar na perda?”
“Todos perdemos alguém na vida, Rocky”, ele olhou de mim para o túmulo. “Meu avô me entendia. Eu quero os poderes para mim, e quero livrar meus irmãos desse fardo. Mas, eles não querem que eu carregue isso sozinho.”, ele fechou os olhos e balançou a cabeça. “Eu não posso me livrar dos meus poderes assim, Rocky”, ele estalou os dedos. “Eu os herdei do meu avô e é a única coisa que me faz lembrá-lo. Se ter uma vida infeliz e solitária é o preço que eu tenho que pagar, ok, eu aceito.”
“E se você se apaixonar?”
A pergunta saiu dos meus lábios antes que eu pudesse impedir. E não sei o porque de tê-la feito. Mas, isso fez com que Felipe abrisse os olhos e me encarasse. Nossos olhos ficaram presos e a tensão se tornou palpável. Me senti como uma garota se 10 anos e meu rosto começou a queimar, mesmo que não aparecesse. O olhar de Felipe ficou rígido quando ele respondeu.
“Então terei que conviver com a dor da solidão.”, ele olhou para o túmulo de volta para mim. “É melhor do que ver a mulher que eu amo morrendo por uma maldição que minha família carrega. E saber que eu não pude fazer nada para impedir.”
“Você pode destruir o anel”, eu disse me aproximando. Ele abaixou os olhos e eu toquei em seu ombro. Um rastro de eletricidade passou por meus dedos. “As lembranças dos bons momentos com seu avô sempre estarão com você.”
“Papo clichê com Rocky Days?”, ele sorriu. Eu sorri de volta. Então seu sorriso se dissolveu e ele pegou o celular para olhar a hora. “Acho que está na hora de irmos dormir. Sabe, estou sentindo saudades da minha colega de quarto”, ele levantou uma sobrancelha.
“E eu estou com dor nas costas de dormir no chão.”, também levantei uma sobrancelha.
“Então, façamos um acordo.”, Felipe propôs. Percebendo que eu ainda estava com a mão no ombro dele tirei. “Metade do quarto e a cama. Mas, nada de produtos femininos na penteadeira do banheiro e nem pedaços de cabelo no ralo.”
Eu sorri e estendi minha mão. Ele não hesitou em apertá-la.
“Temos um acordo, Felipe Glen”
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“Wow, espere um segundo”, Demétria respirou fundo. “Ele te levou para um parque de diversão? Que fofo. Ain, eu queria estar com você. Talvez um desse anjos pudessem me fazer feliz. Já que você escolheu com quem quer ficar, certo?”
Me sentei na cama e olhei para o amontoado de lençóis que estava no chão onde Felipe tinha dormido. Mais uma vez, eu tinha acordado de manhã e ele não estava mais no quarto. Suspirei e balancei a cabeça com a pergunta de Demétria. Eu queria ficar com Felipe? Mesmo sabendo da maldição e de sua vontade sem limite de ter o anel? Eu sempre tive uma queda por Bad Boys, mas será que chegava a esse ponto? Será que eu pararia de fazer perguntas? Estavam me irritando.
“Eu não escolhi ninguém, Demétria.”, eu respondi arrastando as palavras. “Afinal, não tem ninguém para escolher.”
“Como assim não?”, ela perguntou ultrajada. “A dois dias você estavam contando sobre a beleza dos irmãos Glen e como adoraria ser bígama. Hoje você está... séria. É como se...”, ela parou e eu encolhi os ombros. Demétria era bastante inteligente quando queria. “O que você está me escondendo?”, antes que eu pudesse dizer algo, ela soltou um grito. “OMG! Você transou com um deles? Rocky Days Gonzales, você perdeu a virgindade?”
Meus olhos se arregalaram e eu dei um salto da cama. Se Demétria estivesse na minha frente, eu teria dado um tapa nela. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa para me defender, bateram na porta. Eu saltei até lá e abri, encarando os olhos verdes e duros de Rafael. Fiz um sinal para que entrasse e apontei para o celular. Ele assentiu e se sentou.
“Demi, depois nos falamos.”, eu olhei nervosa para Rafael, me perguntando se eles tinham super audição. Rezei para que Demétria não desse outro grito daquele. “É que está na hora do almoço e estão me gritando.”
“Não ouse desligar esse telefone, Rocky Days.”, ela gritou. Fechei os olhos maus uma vez. “Me responda antes. Com quem foi que você foi para cama?”
Desliguei.
Estava parada de costas para Rafael, pedindo a todos os anjos do céu para que ele não tivesse escutado. Quando me virei para ele, seu rosto estava corado e seus olhos baixos. Senti meu rosto queimando. Ele tinha escutado. Limpei a garganta e andei até ele. Rafael se levantou.
“Só vim ver se você estava bem”, seu olhar caiu para o anel e eu entendi. Ele queria verificar se Felipe tinha ou não cumprido o seu plano de me arrancar o anel. “Sua amiga é bem... excêntrica.”, ele sorriu.
Revirei os olhos.
“Demétria é excêntrica com E maiúsculo.”, balancei a cabeça e me sentei olhando para a tela do meu celular. “Mas, eu sinto falta dela. Gostaria que ela estivesse aqui. Acho que me ajudaria a manter a cabeça no lugar”
“Então traga-a”
Encarei Rafael como se ele fosse louco.
“O que?”
Ele deu de ombros.
“Se isso irá te fazer mais feliz e confortável”, ele deu de ombros novamente. “Pode trazê-la. Me dê o endereço que amanhã sua amiga estará aqui.”
Antes que eu pudesse me segurar, dei um abraço apertado em Rafael. Afinal, ele estava me dando uma das maiores alegrias desde que cheguei ali. Demétria logo estaria ali. Eu sabia que ela não poderia saber de nada. E nem se pudesse. Eu não contaria essas coisas a minha amiga. Ela me internaria. Rafael riu. Então, escutando alguém limpando a garganta. Me separei de Rafael e encarei outro par de olhos verdes.
Felipe estava encostado na porta de braços cruzados, aparentando estar confortável. Mas seus olhos estavam duros como pedra. Rafael se levantou e eu também. Nunca tinha visto aquele olhar nele. Meu olhar deslisou por seu peito exposto e senti meu corpo se esquentando. Ele estava de bermuda e o cabelo úmido. Talvez estivesse na piscina. Pensei em alguma coisa para dissipar aquela tensão.
“Adivinha, Felipe.”, eu andei até ele com meu melhor sorriso. Demorou alguns segundos para ele desviar o olhar do irmão e me encarar. “Demétria está vindo para cá.”
“Sua amiga?”, ele perguntou franzindo o cenho.
“Sim”, eu sorri. Então o olhei de cima a baixo. “Estava na piscina?”
Ele sorriu e seus olhos se aqueceram.
“Vim te chamar para dar um mergulho comigo.”, então ele desviou o olhar para o irmão novamente. “Se não estiver ocupada, é claro.”
Antes que eu pudesse responder, Rafael se levantou. Era incrível como eles eram tão parecidos e tão diferentes. Os olhos deles pareciam esmeraldas e os cabelos fios de ouro. Só que os de Rafael eram moicano e os de Felipe caíam perfeitamente por seu rosto. E eu não me sentia tão atraída por Rafael, mesmo ele tendo um corpo bem... desenhado.
“Já estou de saída.”, Rafael disse saindo do quarto. Felipe deu alguns passos para trás. O suficiente para que o irmão passasse sem o tocar. “Mais tarde eu pego o endereço dela com você, Rocky.”
“Tudo bem.”, eu disse e ele se foi. Encarei Felipe que olhava o irmão descendo a escada. “Essa tensão vai ficar sempre? Afinal, vocês dois são irmãos.”
Felipe me encarou e deu de ombros. Então sorriu.
“Terceiro encontro.”, ele pegou minha mão e a beijou. “Vá se vestir, milady. Eu a espero na piscina com seu melhor biquíni.”
Revirei os olhos e senti Felipe me puxando com força contra o seu corpo.
“Se você revirar esses olhos mais uma vez para mim, eu juro que faço você se arrepender.”, ele sussurrou e me soltou. Eu tive que me segurar para não cair. “Vá se vestir. Te espero na piscina. E não demore.”
E antes que eu pudesse xingá-lo, ele fechou a porta. Franzi os lábios e pus a mão em meu peito, sentindo meu coração pular. Estava ficando cada vez mais difícil me controlar. Balancei a cabeça para expulsar imagens da minha mente e eu fui tomar banho. Saí do banheiro com meu biquíni sem alças preto de bolinha branca.
Estava terminando de ajeitar a parte de baixo, quando escutei a porta do quarto se abrindo. Se eu não estivesse em frente ao espelho da penteadeira, teria soltado alguma piada para Felipe. Mas quando encarei os olhos azuis de Gustavo, me perguntei se hoje seria o dia em que todos os irmãos Glen me visitariam.
“Rocky”, ele me chamou.
“Sim”, eu parei de pentear o meu cabelo e me virei para encará-lo.
Ele entrou no quarto e parou a poucos passos de mim. Franzi os lábios, estranhando o seu comportamento. Me levantei, piscando algumas vezes. Seus cabelos negros estavam secos, deixando os cachos bagunçados. Percebi o quanto Gustavo parecia pálido em contraste ao seu cabelo escuro. Ele estava vestido, ao contrário do que eu via normalmente.
“Alguma coisa errada, Gustavo?”, eu perguntei me irritando com seu silêncio.
Ele respirou fundo, ainda olhando para o meu anel.
“Rocky, você não pode dar o anel para o Felipe.”, ele disse se aproximando. Dei um passo para trás. “Ele não é uma pessoa que você tem que se envolver.”, ele pausou e abaixou os olhos por um momento. “Eu queria fazer isso de um jeito mais... suave. Mas, pelo jeito como as coisas estão, acho que não tenho tempo.”
“Do que você está ...”
Minhas palavras foram cortadas quando senti os lábios de Gustavo conta os meus. Meus olhos se arregalaram e eu congelei. Os lábios dele eram rudes e frios contra os meus. Então sua língua começou a forçar entrada. Eu me remexi, querendo sair dali. Mas, Gustavo deveria estar entendendo errado. Envolveu um de seus braços em minha cintura e me puxou com força contra o seu corpo. Força demais. Estava me sentindo esmagada. Era difícil respirar.
Com meus olhos ainda abertos, pude ver a cena a seguir se desenvolvendo. Felipe entrou como um raio no quarto e me encarou. Antes que eu pudesse pensar em alguma coisa, ele segurou no ombro de Gustavo e o tirou do meu alcance. Agradeci mentalmente. Mas antes que eu pudesse respirar em paz, Felipe acertou um soco em Gustavo.
“Puta merda.”, eu xinguei e segurei os braços de Felipe antes que ele pudesse acertar mais um soco em Gustavo. Ele nem me olhou. “Felipe, pare. Vocês estão quites, ok?”
Mas, ele não me deu atenção.
“Se você encostar nela mais uma vez, eu juro que quebro todos os seus dentes, moleque.”, Felipe berrou para Gustavo que estava caído no chão. Eu estava na frente de Felipe, mas ele não me olhava. “Ela é minha. Só minha.”, ele continuou gritando.
“Isso ela tem que decidir.”, Gustavo disse se levantando.
Odiei o fato deles estarem falando de mim, como se eu não estivesse presente. E Felipe dizendo que eu era dele. Se não fosse um momento tão violento, eu poderia ficar emocionada. Antes que eu pudesse dizer algo, Felipe me empurrou na cama e Gustavo foi para cima dele. Caramba, eles estavam lutando por mim. Ou seria pelo anel. Putz, eles estavam brigando. E eu sabia que briga de elementares não seria só soco e chute.
Enquanto eles rolavam pelo chão, eu pensava em algo para que aquilo parasse. Por impulso, minha mão roçou no anel de prata em meu peito. Então, uma ideia me alcançou. Peguei o anel e o apertei com todas as minhas forças. Subitamente, Gustavo e Felipe pararam de brigar e começaram a gemer de dor. Eu andei até eles.
“Rafael”, gritei com todas as minhas forças. “Rafael”
Quando escutei passos na escadas, finalmente soltei o anel. Gustavo olhou para a porta derrotado e pronto para levar uma bronca. Felipe me encarou com um meio sorriso e um pouco de sangue saindo de dua boca. Eu balancei a cabeça e ri. Apesar de tudo, eu ri.
Notas finais
Hey, enquanto eu escrevia, fiquei pensando. Quais seriam os atores que vocês pensam que poderiam representar cada personagem. Deixe aqui nos comentários. Para não gastar a mente de vocês, só digam os atores que representariam:
Rocky-
Felipe-
Gustavo-
Rafael-
Demétria-
Sophie-
No próximo capítulo, eu pergunto o restante dos personagens. Beijos.
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