Notas iniciais
Novo capítulo recém saído do forno. Perdoem os erros.Lembrem-se que nos avisos estava: HentaiEntão. Capítulo beeem caliente. Aproveitem.

Rolei na cama pela quinta feira desde que tinha deitado na intenção de dormir. Bufei, frustrada pelos motivos de minha insônia. A volta da minha mãe era o primeiro. Eu não tinha certeza se poderia agir normalmente, como se nada tivesse acontecido. Não que fosse sair correndo e gritando que os filhos do namorado dela – e o próprio namorado – eram bruxos. Ela iria me internar sem hesitar.

E o segundo motivo era o mais óbvio de todos. Felipe Glen. A lembrança do seu beijo ainda queimava na minha mente. Poderia parecer infantil dizer isso, mas tinha sido o melhor. E eu nunca tinha ficado tão excitada assim com um simples beijo. Nunca tinha pensado em ir além de um beijo. Balancei a cabeça com força, expulsando as imagens que invadiram meus pensamentos. Me sentei, brusca e respirei fundo, sentindo meu corpo se esquentando.

Precisava de água.

Levantei da cama em um salto, fazendo a minha camisa gigante de dormir do Mickey Mouse parecesse duas vezes maior. Passei a mão por minha trança mal feita e fechei os olhos por um segundo. Pelo menos, se eu encontrasse com Felipe, não estaria mais descabelada. Mordi o lábio inferior e abri os olhos, assustada pelo sentimento que tomou conta de mim. Abri a porta e pisquei alguma vezes para que a minha visão se acostumasse com a claridade.

Olhei para os lados com medo de dar de cara com os ausentes irmãos Glen. Eu não via Rafael, Gustavo, Sophie e Marie o dia inteiro também. Apenas no almoço. Mas nem nas horas das refeições, Felipe apareceu. Será que algum dos Glen sabia do nosso beijo. Esperava que não. Caso contrário, teria que separar mais uma briga. Fiquei tentada a passar no quarto de Demétria e ver se estava tudo bem com ela, mas me segurei, pois já estava nos últimos degraus.

Andei calmamente até a cozinha e abri a geladeira, pegando a primeira garrafa de água gelada que encontrei. Segurei o impulso de jogar aquele líquido no meu corpo quente. Suspirei, colocando a água no copo. A mesma pergunta passava na minha mente a todo momento. Por que os Glen não me matavam e pegavam o anel? Seria muito mais fácil que esperar a minha decisão de continuar a maldição ou passá-la para um só irmão.

Guardei a garrafa de volta na geladeira e voltei para a sala, na intenção de voltar ao quarto. Mas, ausência de música me deixou curiosa. Será que Aurora estava tocando hoje? Caso não estivesse, eu aproveitaria o momento sozinha e iria pesquisar sobre o anel e as suas mudanças de temperatura. Aquele anel era bipolar. Tanto quanto a dona.

Andei com cuidado, tentando reconhecer o caminho e fazendo o máximo para não me perder. Quando parei na frente da grande porta de madeira, eu tive certeza que não tinha ninguém tocando. Mas isso não significava que estivesse vazia. Abri a porta em silêncio e o anel se esquentou, avisando que eu não estava sozinha. Ao mesmo tempo, Felipe levantou os olhos verdes do grosso livro que estava lendo.

Eu fiquei paralisada apenas o encarando. Não conseguia recuar, nem avançar. Só ficar ali parada feito uma idiota. E ele tinha uma intensidade no olhar, como uma cobra esperando a sua presa dar o próximo passo antes de dar o bote. Felipe estava sentado em uma poltrona vermelha, em frente a uma lareira que eu nem sabia que existia. Parecia que eu estava em um lugar diferente de que estava ontem. Mas um rápido olhar para o canto da sala, me deu a visão do piano e a certeza que estava no lugar certo.

O anel continuou quente em meu peito e eu suspirei, por ter sido tão burra. Realmente, o anel só se esquentava com Felipe. Eu só não sabia o porque ser especificamente com ele. Pro inferno que eu gostava dele. Era algo a mais. Engoli em seco, debaixo do seu olhar fixo. Ele realmente precisava ter me beijado com tanta vontade ontem?

“Hum”, eu disse depois de tanto tempo em silêncio. “Me desculpe por ter interromper.”, passei a mão por meu blusão, nervosa e voltei a encará-lo. Ele não desviou os olhos de mim. “Eu só queria ver se descobria alguma coisa nova sobre o anel.”

Felipe não disse nada, apenas me encarando. Sinceramente, isso estava começando a me irritar. Até que ele desviou seu olhar de volta para o livro e o fechou. Fiquei tensa. Aquilo não era um bom sinal. O bagulho do livro sendo fechado me fez dar um salto, mas minhas pernas continuavam congeladas, me prendendo naquela armadilha. Ai, Jesus.

“Sente-se, Rocky”, ele disse sem nenhuma flexão na voz.

Tinha certeza que aquilo não era um pedido nem uma sugestão. E como se eu fosse uma simples marionete, andei até a poltrona vermelha sangue e me sentei. Ela era macia. As chamas da lareira iluminaram metade do rosto de Felipe, tornando aquele momento bastante macabro. Ele pôs os cotovelos nas coxas e pousou o queixo nas mãos, me estudando com aqueles olhos felinos. Intimidada, coloquei os meus pés na poltrona e abracei as minhas pernas. Os olhos de Felipe desceram por minhas pernas, observador, e parou em um ponto, antes de voltar para os meus olhos e dar um sorriso malicioso. Demorou alguns segundos para eu entender que estava apenas de calcinha e sutiã por baixo do blusão. Irritada e envergonhada, abaixei as pernas.

“O que você quer?”, eu perguntei irritada.

Felipe nem piscava.

“Essa é uma pergunta muito redundante quando você já tem a resposta, Rocky.”, ele se levantou e eu fiquei tensa. “Se você me fizesse essa pergunta a uns três anos atrás, eu teria muitas respostas. Mas hoje, não.” Andou passando a mão pela mesinha ao seu lado, até parar atrás de mim. Respirei com lentidão agonizante. Até que escutei a sua voz em meu ouvido. “Eu só quero duas coisas nesse momento. Você e o anel.”

Assustada com a declaração de Felipe, dei um salto da poltrona e fiquei de pé, o encarando. Aprendi que nunca se deve dar as costas para o inimigo, certo? Fiquei encarando os olhos felinos de Felipe, enquanto ele soltava um riso. Seus cabelos estava despenteados, como se tivesse passado a mão por eles muitas vezes. Cruzei os braços e fiz minha melhor expressão de frustrada até que ele parou de rir.

“Realmente, Rocky.”, ele disse ficando sério. “seu senso de humor foi embora.”, ele balançou a cabeça. Deu um passo a frente, mas eu recuei. Não com medo dele. Com medo de mim mesma. “Ok”, ele deu de ombros e apontou para o livro que tinha fechado. “Você veio aqui para saber mais sobre o anel, certo?”, levantou uma sobrancelha, esperando a minha resposta. Só que eu não disse nada. Ele sorriu. “Bem, eu descobri algo.”, ele ficou sério e pôs os braços na parte de trás da poltrona em que eu estava. “Sabe o porque dele se esquentar? Quando o guardião, no caso você, está perto de alguém com segundas intenções, no caso eu, ele esquenta. Como um alarme.”

Minha boca pendeu aberta quando ele contou isso. Era tão óbvio. Eu tinha sido uma idiota por ter pensado que o motivo dele se esquentar com Felipe, era por eu gostar dele. Felipe era perigoso. E até o meu anel mágico tentava me avisar disso. Mas eu estava cega.

Felipe, suspirou com a minha ausência de resposta e caminhou até a estante mais próxima. Acompanhei os seus movimentos com os olhos. O que, diabos, ele estava fazendo? Felipe sobiava enquanto passava os dedos pelos livros, distraidamente. Até quer parou o dedo em cima de um grosso livro azul e o puxou. Cocei os meus olhos, não acreditando no que eles me mostravam. Mas, a estante estava se mexendo e atrás havia um quarto secreto.

Eu fui movida pela curiosidade e quando percebi estava ao lado de Felipe, encarando um quarto com as paredes pintadas de azul escuro. Uma pequena cama de solteira virada de frente para a porta/estante. Os lençóis estavam remexidos. Então era ali que Felipe andava se escondendo quando sumia? Vi uma escrivania ao lado da cama com outro livro aberto. Não sabia que Felipe gostava tanto de ler.

“Gostou?”, Felipe perguntou entrando e se sentando na cama. Fiquei parada, admirando o quarto secreto. Nunca tinha entrado em um. Felipe acendeu uma luminária pequena que estava ao lado do livro. “Entre.”

Meu coração se acelerou, mas eu entrei. Felipe se levantou, com um sorriso no rosto e passou por mim. Seu braço roçou no meu, fazendo com que meu corpo todo se arrepiasse. Ainda de costas para a estante, a escutei se movendo novamente. A escuridão me envolveu, mas o sentimento de estar ali com Felipe foi mais forte. Eu me virei, pronta para confrontá-lo e senti o ar saindo dos meus pulmões. Ele estava parado a poucos centímetros de mim, seu olhar tinha tanta intensidade que eu me sentia quase exposta.

“Então.”, ele disse cruzando os braços e ponto uma perna na estante/porta. “O que achou?”

Olhei ao meu redor, como desculpa de desviar os nossos olhares.

“Bem, legal”, dei de ombros. “É a sua batcaverna?”

Felipe riu.

“Quase isso.”, ele se desencostou e voltou a se sentar na cama. Seus olhos estavam presos nas páginas do livro aberto. “Meu avô me mostrou esse lugar pouco antes de morrer. Venho aqui quando quero pensar.”, ele suspirou. Eu engoli em seco. E como saía dali? Felipe levantou os olhos para mim, sério. “Rocky, vou ser sincero com você. Minha intenções não são puras. Nem com você, nem com o anel.”, meu coração se apertou e eu soltei o ar que nem sabia que estava segurando. “Mas, depois que te conheci melhor, estou realmente reconsiderando a ideia de uma vida solitária.”

Fiquei confusa. Ele queria ou não o anel? Ele me queria ou não? Continuei em silêncio, parada o encarando. Eu não sabia o que fazer. Eu não sabia o que dizer. Aquele era o garoto que eu gostava. E eu estava em lugar fechado com ele. Momento antes, eu tinha levantado pensando nessa possibilidade. E agora que estava acontecendo, eu não conseguia me mexer. Muito bom, Rocky Days. Ótimo.

“Podemos tentar de novo?”

A voz de Felipe me acordou dos meus pensamentos distante. Pisquei e dei um passo para trás, assustada ao perceber o quão perto ele tinha ficado perto em pouco tempo. Sua mão estava estendida na minha direção. Eu a olhei com desconfiança. Mas quando encarei seus olhos verdes, eles estavam sérios, me provando que não tinha nenhum truque. Pelo menos, ele não estava deixando transparecer.

Hesitante, dei um passo a frente e apertei a sua mão. Depois disso, eu não sei bem o que aconteceu. Poderia ser o clima que nos envolvia, ou a eletricidade que fez nossos corpos se arrepiarem naquele simples toque. Mas, quando dei por mim, estava com os lábios de Felipe sobre os meus e suspirando em seus braços.

Minhas mãos percorreram seu corpo com urgência, enquanto ele pressionava seu corpo no meu. Aquela atração era irreversível. Eu não pensava em nada. Apenas sentia. Sentia os lábios de Felipe deslizando por minha cavícola e meu pescoço. Sentia suas mãos apertando a minha bunda. Sentia sua ereção em minha barriga. Sentia calor. Sentia vazio. Sentia o Felipe.

Nos afastamos, respirando com força. Meu coração batia tão acelerado que doía. Aquilo era totalmente novo para mim. Minha pele parecia mais sensível. Aquele blusão estava me dando calor, além de pinicar a minha pele. Como se lesse os meus pensamentos, Felipe deu um passo a frente e voltou a me beijar. Ágil, tirou meu blusão me deixando vestida apenas pelo meu conjunto de lingerie preta.

“Linda”, ele sussurrou me olhando de cima a baixo.

Ele mordeu o lábio inferior e deu um passo a frente. Eu queria que ele me tocasse de novo. Mas a vergonha me deixou muda. Ele deixou nossos rosto perto o suficiente para eu sentir a sua respiração bater em meu rosto. Seus olhos pareciam ter uma luz florescente. Um alerta. Ele moveu as próprias mãos para a camisa e a tirou.

A visão do abdômen de Felipe, nunca me decepcionava. Parecia que a cada vez que eu o via, estava mais bonito. Os ombros largos, a cintura fina, com uma pequena trilha de pêlos que começavam no umbigo e sumia no cós de sua calça de moletom. Meu corpo se esquentou mais ainda. Levantei minhas mãos na intenção de tocá-lo, mas ele foi mais rápido.

Me segurou pelos ombros e me virou, pressionando minhas costas em seu peito. E sua ereção também. Senti sua boca em minha nuca e eu pegando fogo. Então, suas mãos agarraram minha trança e habilidosamente começou a desmanchá-la.

“Gosto do seu cabelo bagunçado.”, ele sussurrou em meu ouvido, rouco. “Eu te conheci assim. Eu te desejei assim. Eu te beijei assim.”, ele me virou novamente. “e eu vou fazer amor com você assim.”

Sem que eu me desse conta, Felipe me jogou na cama. Ele parou em pé ao meu lado e me olhou de cima a baixo. O vi novamente como uma cobra pronta para dar o bote. Ele pôs os dedos no cós de sua calça e a puxou para baixo. Meu olhar foi atraído para o volume de sua cueca preta box. Comecei a respirar com mais rapidez. Ele jogou a calça do outro lado da sala e deitou seu corpo em cima do meu. Seu rosto pairou diante do meu.

“Hoje você é minha Rocky Days.”, ele declarou. “Vou te fazer gemer meu nome o mais alto possível. E vou te mostrar que quando quero alguma coisa, eu consigo.”

Eu não sabia ao certo se ele estava falando do anel ou de mim. E não deu tempo de pensar. Ele voltou a me beijar. Sua língua invadiu a minha boca e o calor voltou a me invadir. Ele se mexia devagar por cima de mim. Seus lábios voltaram a explorar meu pescoço e descendo em direção aos meus seios. Seu dedo brincou com a alça, enquanto tinha um meio sorriso malicioso em seus lábios.

“Fale alguma coisa, Rocky”, ele me pediu, olhando em meus olhos. Abri a boca, mas tudo o que eu saiu foi um suspiro. Então, tornei a fechar a boca e balancei a cabeça, envergonhada. O sorriso de Felipe aumentou. “Tudo bem. Logo você dirá algo. Ainda bem que essas paredes são aprova de som.”

Ele deslisou as mãos por minhas costas e eu tive que arqueá-las para que ele pudesse chegar ao fecho do meu sutiã. Felipe o abriu rapidamente. Anos de prática, pensei. Rapidamente ele o jogou sem se importar onde. Então, sua boca foi para o meu seio esquerdo. Eu arqueei as costas soltando um gemido e segurando em seu cabelo.

Sua língua brincava com o meu seio, enquanto sua mão massageava o outro. Eu gemi, como ele previu. Sentir aquela ereção em minha perna não facilitava o ato de pensar. Ele mordeu e eu gemi mais alto. Meu corpo estava tendo reações desconhecidas. Felipe soltou o meu seio esquerdo e foi para o outro. Sua boca era quente e habilidosa. Eu tinha que me lembrar de respirar. Eu não conseguia nem lembrar o meu nome.

Felipe começou a descer, beijando minhas barriga em uma tortura lenta. Até que chegou em minha intimidade. Eu fiquei tensa. Não sabia se estava preparada para isso. Afinal, éramos crianças. Eu só tinha 16 anos. E Felipe só tinha 17. Eu poderia pará-lo, se quisesse. Sabia que Felipe não faria nada sem meu consentimento. Antes que eu pensasse nos pós e nos contra de seguir, sentir minha calcinha sendo retirada.

Oh, Deus.

“Tão linda.”, ele repetiu com a cabeça no meio das minhas pernas. Então, senti seu dedo passando por minha intimidade, lentamente. Eu gemi. “E tão minha.”

Eu não sabia como descrever a sensação da língua de Felipe em minha intimidade. Era desconcertante. Era excitante. Eu comecei a gemer cada vez mais alto, conforme o meu corpo se esquentava mais. Comecei a sentir algo diferente em meu corpo. Algo que eu realmente nunca tinha sentido. Minhas pernas ficaram tensas e um tipo de formigamento começou a se instalar vinda de minha barriga. Não, não era da minha barriga. Era de lá.

Segurei os cabelos de Felipe com mais força, assustada com todas aquelas sensações juntas. Aquele era o efeito de Felipe em mim ou o efeito do meu corpo ao toque de Felipe. Rangi os dentes, não querendo que aquilo se liberasse. Mas parecia inevitável. Eu poderia gritar para Felipe parar. O problema era que eu não queria que ele parasse.

“Deixe vir, querida.”, ele sussurrou e me encarou com os felinos. “Pra mim.”

Então, como se as palavras de Felipe fosse uma ordem, eu deixei o efeito do orgasmo tomar conta de mim. Meu corpo se relaxou e minhas pálpebras ficaram pesadas. Não, eu não poderia dormir agora. Felipe se levantou e foi até a escrivania, abrindo a primeira gaveta. Eu sabia o que ele iria pegar, então fechei os olhos e pus meu braço por cima deles, envergonhada.

Escutei o bagulho da embalagem sendo aberta e da cueca saindo de seu corpo. Senti meu corpo se despertando novamente com a expectativa de mais. O silêncio tomou conta do quarto, até que eu escutei os seus passos vindo em minha direção e senti o colchão se afundando onde ele havia se sentado.

“Rocky”, ele chamou baixinho.

“Hum”

“Você quer continuar?”, ele perguntou. Sua mão deslizou para a minha coxa. Meu corpo parecia estar atento a todos os seus toques e respondendo a todos. Envergonhada para responder em voz alta, eu assenti. Felipe riu. Mas era um riso terno. “Então pode, por favor, olhar para mim?”

Mordi o lábio e tirei o braço do meu rosto, lentamente. Abri os olhos me seguida, encarando as esmeraldas de Felipe Glen. Ele acariciou o meu rosto e sorriu.

“Não vou mentir.”, ele disse. “Isso vai doer. Mas o momento em que você quiser parar, é só me falar, ok?”

“Tudo bem”, eu sussurrei.

Felipe ficou sério, deitando seu corpo em cima do meu. Ele colocou os cotovelos na cama, para equilibrar o seu peso por cima de mim. Com aquela perfeição em cima de mim, eu tinha certeza que, independente da dor que fosse vir a seguir, eu não diria para ele parar. Lembrei das palavras de Demétria. Quanto mais tensa eu ficasse, pior. Mas, esse era o menor dos problemas. Era só olhar nos olhos de Felipe que eu relaxava imediatamente.

Antes que eu pudesse pensar, Felipe entrou. Eu soltei um grito alto o suficiente para acordar metade do estado. Sorte das paredes serem aprova de som. Felipe me encarou com os olhos arregalados e o senti começando a sair, mas eu segurei em seus ombros, balançando a cabeça.

“Continue.”, eu sussurrei.

Felipe parou por um momento, olhando nos meus olhos. Talvez ele estivesse pensando se deveria sair de vez ou me escutar. Então, movido pelo instinto masculino, ele continuou. Doeu, mas logo a minha dor foi substituída por prazer. Eu não soltava grunhidos de dor. Eu soltava gemidos de prazer. Eu gemi o nome de Felipe. Pedi para ele não parar. Arranhei suas costas com o máximo de força que eu tinha.

Então, senti o formigamento recomeçando, ao mesmo tempo que o corpo de Felipe ficou tenso. Ele começou a acelerar o movimento e gemer junto comigo. Só que o gemido dele era algo mais animalesco, como um rosnado rouco. Senti minhas pernas ficando tensa e eu gemia mais alto. Palavras incompreensíveis saíam de minha boca. Então, senti a liberação do meu segundo orgasmo. Felipe se moveu mais duas vezes e parou, dando um último gemido.

Nós dois nos olhamos, respirando com força e totalmente suados. Sorrimos. Então, ele saiu de dentro de mim. Doeu um pouco, mas eu não reclamei. Minha intimidade latejava. Fiquei encarando o teto enquanto Felipe tirava a camisinha.

“Vou jogar isso fora, ok?”, ele disse.

Voltei a encará-lo. Tinha algo diferente em seus olhos. Era como se ele quisesse dizer alguma coisa, mas não pudesse. Eu assenti, pois sabia que tinha o mesmo brilho nos olhos. Esperei ele entrar no banheiro ( que eu não tinha notado a existência até ele abrir a porta) e ouvir o barulho do chuveiro.

Me levantei, sentindo minhas pernas tão moles quanto macarrão e olhei para o lençol. Tinha uma mancha de sangue. Fui até o canto do quarto e peguei minha calcinha e o blusão e o vesti. Tirei o lençol manchado e o coloquei ao lado da cama. Senti minhas pálpebras pesando. Meu quarto parecia estar a metros de distância.

Então, me deitei e fechei os olhos. Desejando que essa noite não fosse um sonho.

Notas finais
O que acharam da primeira vez de Rocky com Felipe?Comentem. E no próximo capítulo a volta de Rita Days e com uma grande novidade. Alguém arrisca o que seja?