Anel 666

1 One-shot


Notas iniciais
Essa é a primeira fanfic não original que eu público, então não sei se ficou boa! Escrevi essa história num dia meio ruim, então ficou meio deprimente... Ah, e tem algumas coisas que são diferentes de alguns fatos do anime, pelo menos eu acho... Não lembro direito do final, então acho que alguns fatos não encaixam... Mas chega de conversa,vamos logo de uma vez. OBS: Para quem não lembra, "shishou" seria algo com metre ou mentor.

Dizem que o anel 666 é um anel horrível e amaldiçoado. Seu usuário passaria por 666 situações de azar, mas se o dono do anel sobrevivess e a tudo issk, aconteceria algo que iria fazer tudo ter valido a pena. Nunca acreditei nisso. Azar... sorte... o que realmente quer dizer isso?Tudo isso é algo psicológico. Uma ilusão criada pelas mentes humanas para ter uma desculpa sobre a competência ou a incompetência de alguém. Isso me faz lembrar a frase que o meu estúpido shishou com cabelo de abacaxi gosta de falar "A mentira esconde a verdade, a verdade esconde a mentira...", creio que isso pode descrever um pouco meu ponto de vista. Pelo menos, antes de te conhecer, isso poderia descrever o que eu achava que era a sorte e o azar, uma mentira escondida na verdade...

Observo meu anel e lembro o que shishou disse quando me deu ele. "Tome cuidado, não caia na armadilha do anel...". Naquele momento, não entendi o que ele quis dizer, pensei que eram simples palavras sem valor, simples loucuras que vinham na cabeça dele por ter ficado tanto tempo trancado naquela prisão. Talvez eu devia ter sido mais cuidadoso e ter o escutado melhor.

Desvio o olhar do anel e observo o céu, é tão lindo. Pergunto-me se seus olhos são desse azul belo e tão amplo. Paro de pensar nisso e encaro a imensa sala principal da mansão dos varia. Ela é tão grande e luxuosa, mas ao mesmo tempo, tão fria e com um toque tão ameaçador.

A situação de azar 660 foi ter entrado na Varia.

Paro de pensar nisso e olho o anel novamente... Dizem tantas coisas sobre ele, mas pode, realmente, um anel amaldiçoar seu dono com tais desgraças...? Eu achava que era impossível. Talvez não fosse. A frase do cabeça de abacaxi tem realmente um sentido profundo ."A mentira esconde a verdade, a verdade esconde a mentira", afinal, qual é realmente a verdade por trás de tantas lendas...? De repente, escuto o som de passos seguidos pelo ranger da porta sendo aberta. Sinto uma brisa fria em minhas costas. Olho para trás e te vejo com seu habitual sorriso cínico.

A situação de azar 661 foi ter te conhecido.

"Ushishishi. O que está fazendo, Frog?", você pergunta enquanto anda em minha direção, provavelmente porque queria matar o tédio que sentia.

"Nada que seja de sua conta, senpai", respondo friamente, enquanto guardo meu anel no bolso e começo a andar em direção a porta. Não quero ficar na mesma sala que você.

"Ushishishishi. Se estou perguntando, é porque me interessa e se isso me interessa, então você tem a obrigação de me falar. Ushishishishi. Esqueceu que sou um príncipe?" , pega suas facas e atira em mim. Afinal, quantas facas você tem, para elas nunca acabarem?

"Pare de me esfaquear, falso príncipe.", reclamo com meu, também habitual, jeito indiferente.

"Quem que é o falso príncipe?" , você se irrita. Sinto outras facas sendo jogadas nesse estúpido chapéu que me obriga a usar. Se vai esfaqueá-lo, porque tenho que usa-lo?

A situação de azar 662 foi ter que ser obrigado a usar esse chapéu idiota que você me deu.

"Isso dói, senpai. Pare de me esfaquear", reclamo, sem alterar minha expressão ou tom de voz. Isso te irrita ainda mais. Sem dor ou sangue, não tem graça para você.

"Cale a boca, Frog. Todos sabem que você não sente dor. Ushishishishi. Chega ate a ser entediante."

"Então pare de me esfaquear e me deixe em paz, senpai", continuo andando em direção a porta e saio da sala.

Ando pelos corredores e começo a pensar no que você disse. Entediado, né...? Também lembro do que Squalo-senpai falou quando entrei na Varia. "Pelo menos agora você não vai ter ninguém com quem ficar fazendo suas idiotices, maldito príncipe!". Ele se referia a Mammom, não? Com Mammon você não ficava entediado, né, senpai?Todos comentavam sobre isso quando entrei no esquadrão para substitui-lo, vocês eram muito íntimos...

A situação de azar 663 foi saber sobre sua relação com Mammon.

Acabo chegando na cozinha da mansão. Abro um pouco a porta, lentamente, descubro que tem alguém ali. Provavelmente devem ser alguns assassinos de baixa patente. Penso em entrar para tomar algo, mas de repente, escuto seu nome sair da boca de um dos assassinos que estavam lá.

"Bel-sama anda diferente dêsde um tempo atrás...", fala um deles.

"É mesmo... Dêsde a morte de Mammon-sama ele tem estado um pouco estranho", comenta o outro.

"Ele deve ter ficado muito afetado com isso. Afinal, eles eram muito próximos", complementa por fim.

Fecho lentamente a porta e continuo andando pelo corredor. Não importa o quanto eu tente fugir desse assunto, sempre aparece alguém para ressuscita-lo. Noto que já me afastei o bastante da cozinha e olho para o lado, vendo o céu através da janela. Começo a sentir algo em meu peito... Dói... Queima... Arde... Coloco a mão onde tem essa ferida invisível. Essa ferida que nunca se cicatriza.

A situação de azar 664 foi descobrir que isso dói mais do que suas facas.

Tiro a mão de meu peito e continuo andando, como se nada tivesse acontecido, com minha expressão indiferente. Mesmo que por dentro eu esteja a ponto de colapsar... Observo melhor e lugar e percebo que fui para a entrada da mansão, porém não me importo com isso. Caminho até a porta e saio, dirigindo-me ao bosque que rodeia a propriedade. Vou com passos lentos, aproximando-me de uma arvore e apoiando-me nela, enquanto encaro o céu.

De repente, escuto uma risada vindo da direção das portas. Como a algum tempo atrás, você aparece novamente para tentar me matar.

"Bel-senpai. Poderia parar de me perseguir por ai? É um pouco incomodo", falo indiferente.

"Ushishishishi. Um príncipe não precisa perder seu tempo perseguindo plebeus", responde rindo e anda em minha direção.

"Precisa de alguma coisa, falso príncipe?", pergunto de uma vez. Não quero ficar conversando com você, não iria suportar.

"Só estou com tédio." ,diz, pegando suas facas.

"Não estou com vontade de brincar com você agora, senpai", falo de uma vez enquanto tento me afastar de você.

"Não pense que vai escapar assim tão facilmente, Frog", você sorri e lança as facas em mim, como sempre faz.

"Bel-senpai, nos não poderíamos jogar alguma coisa mais criativa? A única coisa que você sabe fazer é ficar jogando suas estúpidas facas em mim" , mantenho-me indiferente e tiro as facas do meu braço e do estúpido chapéu.

"Cale a boca, Frog! Como ousa falar assim com um príncipe?", irrita-se mais ainda e joga suas facas no estúpido chapéu.

"O céu é tão lindo...", falo distraído, imaginando como seria se seus olhos fossem dessa cor.

"Estúpido sapo. Pare de ficar prestando atenção em coisas desse tipo", reclama, enquanto atira mais facas em meu ombro e braço.

"Né, senpai... Qual é a cor dos seus olhos?", acabo deixando a pergunta escapar, mas mesmo assim, minha indiferença não muda.

"Ushishishishi. Não é da sua conta. Príncipes não precisam responder perguntas estúpidas”, comenta sorrindo, enquanto volta a brincar de tiro ao alvo com o estúpido chapéu.

“Mammon-senpai sabia qual era a cor dos seus olhos, não é, Bel-senpai?”, comento um pouco decepcionado por você não ter respondido minha pergunta.

Você para de rir e seu sorriso desaparece. Sua expressão fica mais seria e pensativa. Isso sempre acontece quando falam sobre ele, não é...? Depois de alguns segundos, seu sorriso volta e sua risada quebra o silencio que tinha entre nos.

“Talvez... Mas isso também não é da sua conta, Frog. Ushishishishi”, você responde por fim, ao terminar a frase, atira mais algumas facas em mim.

Talvez...? Então quer dizer que sim... Mesmo que eu não deveria sentir nada por você, porque dói tanto?

“Então tá, senpai... Acho que isso é tudo, cansei desse jogo de levar facadas”, falo indiferente e tento me afastar de você.

A situação de azar 665 foi descobrir que tinha tantas coisas sobre você que eu não sabia, e não conseguia entender.

Mesmo com minha expressão indiferente, continua doendo. Essa dor no meu peito não passa, se intensifica. Mesmo que eu me afaste das pessoas e me isole, parece que persiste.

Continuo vagando pela mansão, não tenho nada para fazer mesmo. Ando com passos longos e rápidos, ate que escuto uma voz me chamando.

“Vooooooooi! Fran! Venha logo, temos uma missão, maldito idiota!”, grita meu outro estúpido senpai.

“Estou indo, estúpido comandante”, suspiro ando em direção ao meu irritado e escandaloso senpai, que não parava de gritar alguns xingamentos.

Começamos a andar, nos dirigindo a saída da mansão, onde estava atá há alguns minutos atrás. Ficamos andando em silencio até finalmente chegarmos a porta. De repente, aparece um outro assassino de baixo nível.

“Squalo-sama! Temos um problema com Xanxus-sama!” ,grita o outro,enquanto se aproxima.

“De novo? O que ele quer dessa vez?”, grita o comandante estúpido, irritado. Dá para notar a aura assassina que emana dele.

“Ele... Ele disse que queria vinho de qualidade. Parece que ele não gostou do vinho que temos aqui na mansão”, fala o outro, nervoso.

“Vooooooooooooooooi! Aquele maldito! Como ousa ser tão exigente?” , exaltasse Squalo-senpai, correndo em direção a sala onde o chefe está.

Sou obrigado a esperar até que ele resolva esse assunto. Fico observando as coisas ao meu redor, tentando me distrair um pouco até que meu estúpido senpai volte.

“Ushishishi. Vai para uma missão agora, Frog?” , fala uma voz que vinha de tras de mim.

“É, senpai. Mas parece que vou ter que ficar esperando o estúpido comandante resolver alguns problemas que o chefe esta criando”, respondo meio distraído, enquanto olho para o corredor por onde o Squalo-senpai tinha ido.

“Ushishishishi. Parece que o chefe está sendo problemático de novo”, você comenta, após escutar o barulho de uma explosão vinda da sala do chefe.

Ficamos alguns segundos em silencio. Quando, finalmente, começo a escutar um grito vindo do corredor.

“Vooooooooooooooooi! Vamos logo, seu maldito!”, diz o estúpido comandante enquanto corria em direção a porta, ainda irritado.

“Estou indo, Squalo-senpai”, grito indiferente seguindo-o calmamente. “Até mais, Bel-senpai”, falo para você, sem me virar para.

“Ei, Frog”, escuto me chamar. Viro-me, desinteressado para ver o que queria. “Não morra”, você diz enquanto sorria e a porta se fechava.

Paro de andar. Fico encarando a porta fechada, ainda com um semblante indiferente. Mas... Nesse momento, quando te vi sorrir, notei algo. Naquele momento em que você sorriu e novamente, senti aquela dar em meu peito, descobri...

A situação de azar 666 foi descobrir que te amo...

Escuto meu outro senpai idiota me chamar. Dou as costas à mansão varia e volto a andar na direção oposta...

Alguns dias depois, ocorreu uma luta entre a Varia e a Vongola contra Byakuran... No final, Mammon-senpai ressuscitou graças a chefe dos arcoballenos...

Agora, estamos aqui, ouvindo a explicação dos arcoballenos de que, graças a nossa vitória, tudo isso vai ser como se nunca tivesse acontecido. As lutas, as mortes, a tristeza... Tudo vai desaparecer... Literalmente. O passado, o futuro, o presente... As dimensões paralelas. Tudo que ocorreu vai ser como se nunca tivesse ocorrido, afinal, se mudarmos o passado, mudamos o presente e o futuro juntos.

Aproveito o momento do reencontro e despedidas entre os arcoballenos e a comemoração pela vitória na luta e vou falar com você. Aproximo-me um pouco, vejo que você está com Mammon-senpai, parece estar feliz, seu sorriso não mostra tanto sarcasmo como normalmente...

“Acho que isso é um adeus, Bel-senpai...”, falo, indiferente. Não quero que nesse provável ultimo encontro que tenho com você, eu pareça tão lamentável.

“Ushishishi. Adeus, Frog”, você diz distraído, como se não ligasse. Tudo bem, não é? Eu sou apenas um substituto, alguém que tentou ocupar o lugar de um antigo membro, apenas isso.

Viro-me e vou para outro lugar, para vocês poderem conversar melhor depois de tanto tempo... Agora me pergunto... A sorte realmente existe? Essa é a minha sorte? Minha recompensa por ter passado por todas essas 666 situações?

Esquecer de tudo e ter uma vida normal? Essa é minha sorte? Esquecer de você? Creio que a pessoa que inventou essa lenda ou verdade, o que for, a pessoa não deveria saber exatamente a definição da palavra “sorte”... Deveria ter escutado as palavras do cabeça de abacaxi... Acabei caindo nessa estúpida armadilha do anel...

Notas finais
Então...ruim? Legal? Horrível? Poderia ser pior?Mandem reviews e falem o que acharam. Se vocês gostarem, talvez eu escreva outra fanfic ou publique uma outra que eu tenho guardada ,tudo depende de vocês!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!