Ane Desejos e Descobertas.
3 Sentimentos e pressentimentos.
Notas iniciais
Acordei, levantei e fiz o ritual de sempre, não quis tomar café Charles me deixou na escola e com aquela cara de preocupação me fez prometer ligar se eu não passasse bem, tentei tranqüilizá-lo que já estava bem, mas isso não o convenceu e iria pedir para a escola ficar de olho em mim, ligaria para a senhora Smith assim que chegasse a delegacia, isso me fez ficar um tanto irritada, mas disse que tudo bem.
Minha primeira aula foi cancelada então fui para a sala de musculação o professor Neill estava livre então fui treinar, quando entrei na sala percebi que Edward e seus irmãos estavam treinando, pela parede de vidro vi que eles riam a conversa parecia ser agradável até eu chegar e entrar no mesmo recinto, não sei o que fiz a ele para agir dessa maneira, foi impressionante a mudança de fisionomia da alegria ao horror, em silencio e uma agonia em meu peito fiz meus exercícios com muita dificuldade, minha vontade era sair gritando, mas agüentei não tinha feito nada a ele, terminei fui para o vestuário feminino as meninas já estavam de volta da educação física, encontrei minha conhecida Ângela e Jessica, nos cumprimentamos me troquei e sai não queria ter que encarar a cara e as piadinhas da Melissa e suas amiguinhas.
Tive aula de inglês, no intervalo meus amigos foram para o refeitório e eu fui para embaixo das minhas adoráveis arvores centenárias, li um pouco, meus torturantes pensamentos não me deixavam raciocinar direito tudo em que tentava pensar o que vinha em minha mente era a repulsa que Edward Cullen tinha por mim, tive minha ultima aula, pedi para sair um pouco antes usei um pouco de teatro e consegui, fui caminhando para meu trabalho começou cair uma leve chuva puxei meu capuz, tentei andar um pouco mais rápido e não percebi um carro se aproximando virei era a irmã de dele Alice Cullen sorriu e me ofereceu uma carona, agradeci e apontei que já estava chegando ela sorriu era um sorriso inexplicável, hipnotizante era a palavra certa, ela era tão linda quanto seu irmão, fechou a janela e seguiu ainda bem que o irmão não estava com ela, pensei como Deus às vezes é tremendamente injusto enquanto uns ou poucos tem tanto outros ou a maioria não tem nada, veja esses Cullens possuem beleza a extrema riqueza, acho que a vida deveria ser igual para todos.
Trabalhei, comuniquei a senhora Newton que amanha seria meu teste e não viria trabalhar, pedi a ela que não contasse a ninguém nem mesmo ao Mike era surpresa, ela concordou e desejou boa sorte, Charles veio me buscar fomos comer fora, não me opus não estava animada para nada, o de sempre um relatório completo sobre meu dia e meu estado de saúde, fomos para casa cedo e dormi um pouco melhor, mas fiz uso dos antigripais, o dia começou bem pelo menos para mim o sol brilhava, era raro isso, mas magnífico, levantei, me troquei e desci, preparei o café para mim e Charles conversamos um pouco, dicas para não ser reprovada, Jacob ligou desejando boa sorte e no final da tarde ele queria ter boas noticias, eu agradeci e então partimos.
Charles me deixou no lugar de provas e foi fazer algumas coisas relacionado ao seu trabalho, fiz minhas orações, e fui para o exame, inacreditável passei com louvor, agradeci meu avaliador, e esperei por Charles com muita ansiedade para contar lhe a novidade, ele chegou na hora combinada de longe já sabia pela minha cara o resultado eu lhe mostrei a carteira e ele me deu um grande e caloroso abraço, quase chorei com essa atitude, pensei como sua filha era boba estava perdendo grandes momentos da vida longe desse grandioso pai.
Votamos para casa, subi para tomar um banho e esperar Jacob ele viria saber a novidade pessoalmente, estava louca para contar lhe o bom trabalho realizado comigo e o quanto eu era grata ao meu super amigo, esse sim era meu verdadeiro amigo, estava no meu quarto lendo um dos meus livros da saga crepúsculo e ouvi um carro estacionar em frente à casa, levantei e fui até a janela Charles já estava lá fora cumprimentando o Billy e o Jacob, desci rapidamente e fiquei parada na varanda esperando Jacob virar para ver o que eu segura nas mãos, Billy acenou para mim e Jacob se virou com aquele sorriso maravilhoso veio até mim e me pegou com se eu fosse algo leve, me abraçou e me girou no ar dizendo:
___Eu não disse que conseguiria sua boba, parabéns.
___É você disse, muito obrigado graças a você sou agora uma mulher motorizada, agora da pra me por no chão você ta me sufocando Jacob.
Charles deu uma tossida como aviso a Jacob que estava empolgado de mais, Billy riu e fomos até eles:
___Parabéns Ane, lembra que eu disse que não era por ser meu filho mais Jack era o melhor para te ajudar.
___E eu lembro, obrigado Billy.
Charles como uma cara de não agüento tanto convencimento disse:
___Ok, Ane também fez por merecer não adiantaria o melhor instrutor se o aprendiz não fosse capaz, alem do que eu estava muito ocupado, por isso pedi ao Jacob.
Rimos e todos concordamos não queríamos contrariar o xerife, convidei Jacob para entrar, Charles me pediu para aguardar um segundo e perguntou o que eu achava da caminhonete do Billy, eu ri e disse:
___Acho legal, afinal foi ela que me ajudou a conseguir minha carteira de motorista, ela é tão importante nesse processo quanto o Jacob.
___Ok, mas não é isso que eu estou perguntando.
___O que quer saber então, mas detalhe sobre ela pergunte ao dono.
___Estou perguntando você gosta.
Perguntando ao dono, mas não era eu o dono o que Charles queria dizer com isso, olhei para ele como um cara de como assim e disse:
___Charles eu não sou o dono da caminhonete.
___Agora é, comprei ela do Billy para você já faz alguns dias, não queria contar antes de você ter sua carteira em mãos, surpresa gostou.
Não me contive de alegria pulei para frente de Charles dei lhe um abraço tão forte quanto ele me deu antes, e disse:
___Não acredito você está falando serio, ela é minha mesmo, obrigado muito obrigado Charles você é a pessoa mais maravilhosa que eu conheço.
___É um presente pelo seu merecimento, aproveite com cuidado.
___Pode acreditar que eu vou aproveitar, é demais.
Billy me entregou a chave dizendo que o carro era velho, mas em ótimo estado de conservação e Jacob havia dado mais um trato nela, eu agradeci e chamei Jacob para dar uma volta comigo no meu carro novo, novo para mim, Jacob com todo aquele entusiasmo aceitou de primeira, Charles deu toda a recomendação de sempre pediu para não irmos longe, eu concordei entramos na caminhonete e prometi que faria o jantar a moda brasileira por isso não demoraríamos.
Foi o máximo aquela noite, Jacob me ajudou na cozinha fazendo o purê que ele disse ser o melhor dos estados unidos, riamos de tudo nem percebi que as horas passaram e eles tiveram que ir, agradeci mais uma vez ao Jacob e ele só acreditaria em meus agradecimentos se eu fosse visitá-lo mais vezes a partir de agora eu não teria mais desculpa, nos despedimos e eles partiram, Charles e eu entramos, estava já na varanda quando tive aquela sensação de ter alguém nos observando olhei para trás mas nada vi, Charles perguntou o que foi eu disse que não era nada só queria olhar mais um pouco minha caminhonete, entrei fui direto pro meu quarto, olhei pela janela, mas nada vi a não ser aquela floresta misteriosa e escura, é de dar muito medo.
Pela primeira vez desde os acontecimentos que me deixaram até doente consegui dormir bem, uma paz em meu peito, orei e nem percebi que dormia, acordei com Charles batendo em minha porta desejando bom dia e que já estava saindo, agora eu não precisava mais dele afinal tinha meu próprio carro, o de sempre levantei um pouco mais tarde do que antes, escovei os dentes me arrumei um pouco mais do que de costume, tomei minha vitamina de cereais, peguei minha mochila entrei no meu carro, incrível aquela sensação, esqueci de ligar para casa contando a novidade, agora sou uma pessoa motorizada posso ir e vir, eu ria sozinha na cabine da picape tinha até um radio liguei e funcionou muito bem.
Cheguei à escola o estacionamento já estava cheio, estacionei minha picape próximo as escadas que dava entrada para o ginásio de esportes afinal não teria muita aula hoje, treinaria e iria embora mais cedo estacionei muito bem, ao sair do meu carro dei de cara com uma das amiguinhas de Melissa e seu namoradinho imbecil que disse:
___Que carrão em Ane, é importado deve ter custado uma fortuna.
Os dois riram, mas meu bom humor estava em alta e só virei e agradeci, sai rindo tinha visto minha turma que me aguardava nas escadas não perderia mais meu tempo ali, cumprimentei a todos:
___Bom dia turma e daí perdi muita coisa ontem.
Mike surpreso disse:
___É por isso que não foi ontem trabalhar também queria te ligar, mas minha mãe não deixou disse que você tinha uma surpresa para nos contar.
___É eu agora sou uma pessoa habilitada, chega de andar a pé.
Ângela, Benn, Tyler e Jessica me parabenizou e entramos, minha primeira aula foi de língua inglesa, Edward já estava lá ao me ver entrar fez aquele jeito de me dar nos nervos, cheguei até a carteira sentei cumprimentei o, mas ele nem sequer deu um sinal com a cabeça respondendo, Jessica estava sozinha sem Ângela então perguntei:
___Jessica, Ângela não vai assistir essa aula hoje, posso sentar com você.
___Claro, ela vai fazer umas aulas extras de cálculo hoje.
Peguei minha mochila, levantei e tive que olhá-lo ele nem respirava, me olhou também e virou para frente, pela primeira vez fiquei sozinha com Jessica conversamos, ou melhor, ela falava e eu escutava e concordava, sem tirar os olhos dele, o meu Deus o que eu tinha feito para causar tanta repulsa nele, não é só pelo fato de eu ser uma Zé ninguém, não ter nada a oferecer de bom nem mesmo meus conhecimentos, afinal na aula de laboratório é sempre ele quem faz eu só escrevo, isso já seria um motivo e tanto, mas é só pedir para trocar de parceiro, eu nem mesmo preciso dessa aula, só estou nela para preencher meu currículo, vou conversar com a senhora Smith e pedir dispensa.
A aula passou rápido, e fomos para a fatídica pelo menos para meu parceiro, ao chegar ele já estava lá, pensei em ir embora, mas seria estupidez da minha parte, sentei bem encolhida no meu lugar, não olhei para ele, mas dessa vez o silencio entre nós foi quebrado por ele:
___Bom dia Ane, porque não quis sentar comigo na aula anterior.
___Está falando comigo Edward Cullen.
___É acho que estou, tem mais alguém com seu nome aqui.
___É acho que não, mas devia me avisar quando fosse falar comigo para eu não perder mais tempo te cumprimentando em sala de aula.
___Desculpe, sei que não estou sendo legal, mas acredite assim é melhor.
___Melhor, para quem, um pouco de educação, não é pior para ninguém.
___Como eu disse sinto muito, mas fiquei preocupado com sua ausência ontem na escola, não avisou ninguém que ia sair da cidade, parabéns pela sua habilitação.
___Como sabe que eu sai da cidade, ninguém sabia o que eu ia fazer ontem nem mesmo onde eu trabalho.
___Foi fácil, eu liguei para a delegacia e me disseram o que seu pai foi fazer com você.
___Que estranho eu pedi para Charles não contar a ninguém, se um dos meus amigos ligasse para lá.
___Não fique brava, é porque não estava se sentindo bem na terça então achei que tivesse ido ao medico, só fiquei surpreso porque meu pai e seu pai são bons amigos não teria porque ele ter levado você a outro hospital.
___Hã, tudo bem não to brava só surpresa, porque se preocupou comigo se mal fala comigo, ou melhor, finge que nem êxito, já que está falando comigo agora porque amanha ou talvez alguns minutos seguintes você simplesmente não me enxergar mais, pode me dizer o que eu te fiz.
Ele respirou e virou para frente, o professor veio até nós e queria saber o motivo do aborrecimento, eu disse que não era nada então com um olhar estranho que Edward lançou para ele, sem explicação ele foi falar com os outros alunos, olhando pra ele perguntei:
___Vai me dizer por que agi assim comigo.
Ele estava rígido como uma estatua, então respirei fundo e disse:
___Acho que não, agora eu sei por que os outros alunos não chegam perto de vocês, você acha mesmo o que vale em alguém são os bens matérias que ela pode oferecer, mostrar o quanto ela pode mais só porque ela é rica, filhos de médicos ou do prefeito da cidade, quanta hipocrisia.
Ele se fechou, percebi que não falaria mais comigo, a aula acabou ele levantou e eu mal percebi já havia saído da sala, fomos para o intervalo como eu não queria ser o centro das piadinhas de Melissa e sua turma, peguei minha garrafa de água e fui para o lugar de sempre estava um pouco frio meu casaco era leve então fiquei dentro do prédio sentada perto de uma janela vendo minhas arvores centenárias e amigas que nesse mesmo horário ouvia meu desabafo, comendo uma suculenta maçã bem vermelha, lendo concentrada o primeiro livro da saga crepúsculo, não percebi que a irmã dele se aproximou e disse:
___Belo livro, boa leitura.
Com um sorriso a agradeci, ela era gentil, linda, perfumada parecia uma fada, como eu queria que seu irmão fosse assim, o intervalo terminou fui para o banheiro lá estavam alem de minhas amigas, as bruxas de Forks:
___Hei, Ane que lindo seu carro, ultima moda em, custou caro.
___Obrigado, não sei foi presente do Charles.
Elas riram, Ângela disse alguma coisa a elas, fui para o outro banheiro se ficasse ali iria acabar brigando, meu bom humor já havia ido embora a algumas horas atrás, Ângela e Jessica me aguardavam para me darem apoio e disseram para eu não ligar, elas eram sempre assim com os novatos, eu disse que estava tudo bem e ira treinar e depois trabalhar, nos despedimos elas foram para a aula de educação física e eu fiquei um pouco ali, minhas lagrimas saíram sem minha autorização, respirei fundo lavei meu rosto me troquei e fui para a sala de musculação.
Isso era perseguição, qual o problema desses Cullens eram alunos normais porque estavam treinando aqui, deveriam estar na educação física, nem olhei na direção deles fui para a esteira caminhar um pouco, depois o professor Neill me passou outro aparelho, finalizei meu treino um pouco mais cedo, não agüentava mais ver a cara de Edward, fui para o vestuário, minha raiva era tanta que tive que tomar um banho quente para ver se meus músculos relaxavam um pouco.
Ao sair eles estavam lá no estacionamento, não tinha como desviar precisava passar por eles e foi o que eu fiz, passei quase correndo abri a porta do carro e olhei na sua direção ele olhava como um olhar de dar medo como se fosse me atacar, entrei no carro não escutei só vi seu irmão mais velho chamar-lhe a atenção bruscamente, já dentro do meu carro me senti um pouco mais segura dei ré e parti para a loja da senhora Newton e depois para o salão de Gilda.
Meu dia apesar de tudo foi normal, o melhor estava por vir Charles me ligou um pouco antes de finalizar meu expediente pedindo para vir direto para casa tinha uma surpresa insisti, mas ele não contou, pedi uma massagem para Gilda dizendo que meu corpo doía muito, ela prontamente fez, lavei meu cabelo, fizeram uma leve maquiagem então estava tudo certo e fui para casa, no caminho que eu fazia a pé agora era de carro, tive a mesma sensação alguém me observava será que era porque eu estava ali na cidade de Forks com todas as lendas e florestas misteriosas, era incrível como os moradores daqui levam isso a serio acho que esta me afetando, cheguei em casa, ao descer olhei por todos os lados não vi nada corri para dentro de casa e entrei dizendo:
___Charles cheguei, conta logo qual é a surpresa.
Legal, lá estavam eles sentados na sala de visita aguardando por mim Charles, Martha e minha amiga Lucy que disse:
___Oi Ane até quem enfim em.
___Lucy é você mesmo amiga, quando chegaram nós não íamos buscá-las em Port Angels.
Charles sorrindo respondeu:
___Íamos, mas elas se anteciparam em fazer-nos uma surpresa.
___Que bom que você esta aqui Lucy temos tanto o que conversar.
Martha levantou e disse:
___Ok, vou deixá-las sozinhas então, tenho muito que fazer e depois venho te buscar filha.
Sorrindo convencida disse:
___Sem problemas Martha eu a levo, agora tenho carro.
Martha me parabenizou e disse:
___Tudo bem então aguardo vocês para o jantar tudo bem.
Concordamos, Charles era todo sorriso com a presença de Martha, ele foi levá-la e eu e Lucy subimos para o quarto para conversarmos, tínhamos muito que dizer uma para a outra, sentamos em minha cama, conversamos um monte como estava sendo minha vida aqui, a escola contei lhe sobre a Melissa e sua perseguição, Lucy me falou sobre como sua prima lhe tratava também, falou um pouco sobre os resultados do seu tratamento e assim as horas passaram voando Charles já estava lá embaixo ansioso para o jantar, fomos em minha caminhonete, jantamos conversamos mais um pouco e ficou combinado que eu pegaria Lucy de manha para irmos a escola juntas.
Voltamos tarde para casa Charles quis saber sobre meu dia, eu contei editando quase tudo, chegando em casa fui direto pra cama estava cansada, me troquei e como sempre fui olhar pela janela não sei o que esperava encontrar, mas a sensação de estar sendo observada aumentava a cada dia, puxei as cortinas verifiquei se estava bem trancada então fui deitar estava cansada, mas não conseguia dormir então peguei meu livro da mochila e fui ler até o sono vir, foi estranho eu tinha certeza que estava lendo o livro, mas acordei era de manha Charles estava batendo á porta, levantei, me troquei, escovei o dentes tomei minha vitamina estava chovendo um pouco, uma leve neblina, peguei minha mochila e vi que o livro estava lá que estranho estava tão sonolenta que nem me lembro de ter guardado o livro, peguei Lucy e fomos conversando parecia que por mais que conversássemos ainda tinha assunto, então eu disse:
___Lucy to muito feliz por estar de volta, esqueci de combinar com a Martha de como você vai embora depois, não fico o período todo eu trabalho após o almoço.
___Tudo bem assim que estiver pronta para ir embora eu ligo minha mãe ela vem me buscar, ela sabe que você não fica o dia todo.
Fiquei mais aliviada estava preocupada como Lucy voltaria para casa, chegamos e todos os amigos dela a recebeu com muita alegria exceto Melissa e sua turma, mas isso nada significava para nós, como Lucy era mais jovem não tivemos aula juntas o que era uma lastima acho que nos divertiríamos muito, Edward como sempre não falou comigo, eu não insisti, ele cumprimentou a Lucy, mas comigo nem um bom dia fui trabalhar, voltei para casa, havia recebido meu salário passei no mercado comprei algumas coisas, separei o dinheiro para os custo com intercambio, fiz o jantar de Charles, peguei um copo de leite e subi para escrever para casa falando das boas novas, aquela noite foi tranqüila.
Como sempre acordar ir para escola, encontrar os colegas e minha amiga Lucy, trabalhar e veio o final de semana, aproveitei depois do expediente para fazer minhas unhas, meu cabelo, sobrancelhas e tudo que as meninas do salão quisessem fazer comigo, no domingo após o culto fui para o Café ajudar a Martha e depois a tarde liguei para o Jacob avisando que eu e Lucy iríamos visitá-lo, meu domingo foi agradável junto de Lucy e Jacob nos divertimos muito em La Push, deixei Lucy em casa e fui direto para minha casa, no caminho coloquei um dos meus CDs preferidos hoje tinha sido tão diferente com a companhia de meus 2 melhores amigos, perdida em meus pensamentos me distrai com o volante era de noite e eu não estava acostumada a dirigir á noite me assustei com minhas próprias sensações e acelerei em vez de frear não sei o que fiz, mas a picape rodou eu quase sai da estrada, algo a fez parar estava muito escuro eu nem sabia em que parte estava com medo não desci do carro, liguei e dirigi direto pra casa entrei ofegante Charles já estava em casa e percebeu minha fisionomia e perguntou:
___O que houve Ane, não está se sentindo bem posso levá-la ao hospital.
Mal conseguia respirar, minhas mãos tremiam tive que sentar para falar com ele, pedi água ele pegou tomei um gole então falei:
___Charles não sei o que houve, mas perdi o controle do volante tentei frear, mas não deu certo.
___Ane você precisa praticar um pouco mais com Jacob ou eu mesmo faço isso, aqui chove com freqüência e você deve ter pegado o asfalto molhado.
___Você tem razão devo praticar mais então, vou dormir to cansada e amanha começa tudo de novo boa noite, quer que eu faça alguma coisa para o jantar.
___Não se preocupe comi bastante estou empanturrado, antes de sair amanha dou uma olhada em seus pneus boa noite.
Fui pro quarto sem conseguir explicar a mim mesmo o que tinha acontecido, como consegui parar tão rápido, me acalmei tomei um banho quente e fui direto pra cama, segunda-feira ia ser um daqueles dias com tudo fervendo aqui dentro eu não sei como dormi, acordei acho que estava atrasada, não ouvi Charles me chamar, pulei da cama me troque rápido e desci na geladeira havia um recado.
“Ane tudo resolvido, troquei seus pneus, tenha sempre muita atenção aqui chove muito todo o cuidado é pouco, bom dia Charles.”
Tomei um copo de leite rápido, Lucy me ligou eu disse que já estava indo, passei pega-la e contei o que tinha acontecido, Lucy ficou preocupada eu disse que nada acontecera e agora Charles havia trocado os pneus estávamos mais seguras, chegamos nossos professores já estavam em sala, tive aula de matemática e língua inglesa, essa eu tive com Edward que não notou minha presença é claro.
No intervalo fiquei com Lucy, ela não queria ficar sozinha por causa das provocações de sua prima com uma prima dessa quem precisa de inimigos, pedi a Ângela e Mike para acompanhar Lucy até a sala de aula, só por precaução, Lucy disse que não precisava, mas eu insisti e Ângela como era muito doce e compreensiva se propôs imediatamente e os outros também as acompanhou então nos despedimos, e fui para onde estacionei minha picape bem próximo dali estava os carros dos Cullens lindos e provocantes um Volvo prata, um Jipe gigantesco e um conversível vermelho, eu como não entendo nada de carro virei para entrar, mas notei algo estranho na picape e fui checar mais de perto havia dois amassados atras como se alguém tivesse apertado e feito isso com as mãos, estava tão distraída com o que via que demorei ouvir um carro com dificuldades em parar e ao me virar ele estava vindo direto pra mim não tive tempo de pensar fiquei ali paralisada fechei meu olhos agora era o fim pensei, senti minha cabeça bater em algo duro e frio, eu só ouvia pessoas gritando e algo frio e pesado me mantinha no chão eu abri meus olhos e vi era ele que me pediu para não se mexer e ficar calma, eu consegui dizer:
___O que aconteceu minha perna está.
Ele não me deixou terminar de falar e com uma das mãos ele me segurava para não tocar no chão com a outra ele empurro a van que eu reconheci era do Tyler, ele deixou um amassado enorme na van e me puxou para seus braços, preocupado me fazia perguntas de médicos será que isso tem haver por ser filho de quem é:
___Ane fique calma, agora vai ficar tudo bem, nada aconteceu com você posso sentir, eles já chamaram a ambulância logo estará no hospital.
Era incrível sentir ele me tocar, tirando o cabelo do meu rosto sua mão era fria, mas suavizava o mal estar, deve ser por ter batido a cabeça, enjôo e uma forte tontura, mas isso não me tirou a consciência:
___Como chegou tão rápido até aqui, onde você estava.
Alguém gritou perguntado se estava tudo bem Edward respondeu que sim, mas eu havia batido a cabeça precisava ser atendida rápido, o professor Neill e alguns dos atletas e o irmão mais velho de Edward ergueu a van de cima de nós eram umas 8 ou 10 pessoas, e como ele conseguira sozinho, não isso não esta acontecendo comigo é impossível, os paramédicos chegaram no exato momento em que tiravam a van de cima de nós, olhei para Tyler deitado ao lado estava mais ferido do que nós dois que estávamos embaixo do carro.
Tyler desesperado só queria saber como eu estava era tanta confusão, gente desesperada e chorando tentei me levantar, mas Edward não deixou fez eu aguardar por uma maca, eles me tratavam como se eu estivesse doente, tentava dizer que não precisava nada disso estava bem, mas ninguém me ouvia, me colocaram na maca e dentro da ambulância o diretor Garner me disse para não se preocupar já tinha ligado para meu pai ele já estava a caminho, eu só tentava olhar para Edward ninguém cuidava dele, a paramédica me fazia perguntas tolas, me pedindo para não dormir, eu estava bem será que ninguém via isso, tirou minha pressão, checou meu pulso, eu tentava dizer que estava bem só um pouco de enjôo e leve tontura, por mais que dissesse que estava bem ninguém me ouvia.
Charles nos alcançou na saída da escola o motorista disse que eu já estava sendo atendida era para ele nos seguir até o hospital e foi o que ele fez foi na frente abrindo passagem para a ambulância que mico pensei, fui direto para sala de emergia não autorizaram Charles entrar comigo, me colocaram em uma cama, fechei meus olhos tentado organizar as imagens e pensamentos em minha cabeça, Tyler já estava deitado e sendo medicado com soro na veia e curativos na cabeça fiquei preocupada:
___Tyler você está bem, o que aconteceu lembra de como foi.
___Ane me perdoe, eu estava vindo e um carro saiu do nada eu me descontrolei e perdi controle do volante e com o chão molhado eu não consegui parar você está bem, o Charles vai me matar se alguma coisa acontecer com você, me diga não minta está bem, me perdoe, por favor.
___Estou muito bem, não se preocupe não foi culpa sua, mas porque eu e você tivemos que vir de ambulância e usar toda essa parafernália e Edward Cullen não, porque ele não esta aqui foi ferido tanto quanto nós.
___Como assim Ane, não vi o Edward eu só atingi você, eu machuquei ele também, ai meu Deus.
___Calma Tyler, Edward esta bem eu acho, é graças a ele que eu não fui ferida ele me tirou da frente.
___Graças a Deus, tenho que agradecer-lo por ter te ajudado, se não teria sido pior.
A enfermeira veio ver Tyler e disse que daqui a pouco o medico vinha nos atender, fechei meus olhos tentando organizar aqui dentro tudo o que eu vi Edward fazer e o que Tyler tinha dito, ouvi Tyler desesperado conversar com alguém era a voz de Edward, acalmando Tyler e disse que estava tudo bem e perguntou se eu estava dormindo, abri meus olhos e ele veio falar comigo dessa vez ele não ia escapar me devia muitas explicações ele chegou perto da minha cama e disse:
___Ane como você esta, não se preocupe meu pai vai vir logo te examinar.
___Não estou preocupada Edward, só quero entender como e por que.
___Como assim, agora sou eu que não estou te entendendo.
Estava deitada, sentei na cama arrancando o protetor de pescoço com tanta força quase arranquei o pescoço junto apesar da raiva eu consegui dizer em voz baixa Tyler e ninguém ao redor ouviria:
___Não me trate como uma imbecil qualquer, você realmente quer que eu fale alto em bom som para todos escutarem.
___Ane esta confusa com tudo isso precisa deitar, acalme se, por favor.
Fechei meus olhos sorri, minhas mãos em punho respirei e disse:
___Ok, como conseguiu me tirar da frente da van, e erguer com uma só mão e me tirar debaixo dela, sendo que precisou de 10 pessoas para tirá-la de cima de nós, fui bem clara agora ou preciso encenar também
Com uma fisionomia irritada e uma voz brava ele disse:
___Ane como eu disse você bateu a cabeça, esta confusa é só isso, já vai ser atendida.
Com os olhos cheio de lagrimas, não me contive com sua grosseria:
___Não estou confusa eu sei o que vi, você não estava perto de mim, para sua informação não estou pretendendo sair por ai contando a ninguém.
Ele ergueu a mão junto comigo, mas recuo eu passei as mãos nos olhos para enxugar as lagrimas que desciam sem minha autorização, quando olhei para ele vi em seus olhos dourado toda uma agonia em ver minhas lagrimas, então ele disse:
___Me desculpe, não quero te magoar, não pode só me agradecer eu salvei sua vida isso não basta.
___Obrigado, eu só queria saber a verdade é pedir muito.
Sem dizer mais nada ele saiu e deixou o medico me examinar, esse era o pai dele, fiquei chocada parecia mais um irmão do que pai era jovem demais, lindo demais, loiro, elegante com os mesmos olhos dourado era inacreditável, ele sorriu lindamente e me perguntou:
___Boa tarde Ane, como você esta se sentindo.
___Estou bem, posso ir embora agora.
Ele riu dizendo que todos diziam a mesma coisa, fez os primeiros exames e pediu para tirar um raio X, só depois me liberaria ou não, fiz todos os exames pedido, nada deu como eu tinha falado, mas ele não deixou eu sair sem antes Charles entrar para fala com ele, Charles parecia mais doente que eu, entrou no consultório exaltado:
___Ane como você esta, meu Deus não sabe como estou aflito.
___Calma eu estou bem, graças ao Edward, ele foi tão rápido me salvando.
Olhamos para o Dr. Carlisle ele sorriu e disse:
___Foi muita sorte, não se preocupe Charles amigo sua filha esta bem, só vou receitar repouso e remédio para dor de cabeça se tiver.
___Ok Dr. Cullen, mas como está seu filho, se feriu, quero vê-lo, e agradecer pessoalmente.
___Meu filho está bem, eu transmito o agradecimento, ele teve que voltar para escola e contar tudo que houve aqui e que você volta só amanha.
___Porque só amanha, Edward voltou hoje, eu também posso estou bem.
___Ane, por favor, vamos para casa, Dr. Cullen disse que você precisa de repouso por hoje não discuta, obrigado Dr. Cullen.
Não queria mesmo voltar para a escola, fomos para casa, Charles tirou o restante do dia para cuidar de mim o que foi péssimo por um lado não parava de querer saber como eu estava, à noite Martha e Lucy foram me visitar, Mike e Ângela me ligaram, mas eu estava dormindo um pouco e Charles disse que passaria o recado, não estava com dor, mas tomei o remédio só para dormir mais rápido tenho certeza que com tudo que estava em minha cabeça dormir seria uma missão impossível, virei varias vezes na cama e fingi dormir quando Charles entrou pela ultima vez no quarto para certificar que estava bem, antes de se deitar, esperei um pouco então levantei estava com cede e vontade de usar o banheiro, peguei um copo de água sentei no sofá da sala, tentando por em ordem meus pensamentos, era absurdo todas as explicações possíveis.
Levantei e fui até a janela, só o que eu via era uma rua deserta e escura a única claridade vinha dos postes de luz, do outro lado a sombria floresta com os dois pontos brilhantes que parecia ser olhos observando, puxei a cortina e corri para meu quarto fechei a porta andei um pouco de um lado para o outro, eu devia estar enlouquecendo os mesmos ponto brilhante que eu tinha visto aqui embaixo da arvore do jardim da casa de Charles agora estava lá do outro lado da rua, Edward tem razão eu estou confusa, perdida imaginando coisa, não agüentei desabei no chão a beira da minha cama chorei, não conseguia parar tive até medo de acordar o Charles, ele entenderia tudo errado acharia que estava passando mal me levaria para o hospital tenho certeza disso, com alguma força que me restava tentei ficar em pé foi quase impossível uma pressão em meu peito dor por todo corpo, não sei como fui parar em minha cama, acordei com Charles batendo a porta, entrou e disse:
___Bom dia tudo bem, sente se pronta para ir a escola hoje posso ligar para a senhora Smith e dizer que vai só amanha.
___Bom dia estou bem não tem que se preocupar comigo, preciso ir e mostrar a todos que estou bem.
___Ok, vou respeitar se prefere assim, vou preparando nosso café.
Ainda sem entender como eu consegui dormir e vim parar na cama, levantei tomei um banho rápido me arrumei, desci tomamos café junto Charles se preparava para sair foi ai que me toquei como iria para a escola sem a picape, olhei seria pra ele e perguntei:
___Charles como eu e a Lucy vamos a escola a picape ficou lá.
Ele riu e respondeu:
___O filho do Dr. Cullen passou aqui entregou tudo a Martha, eu estava no banho, nem tive tempo de agradecê-lo diga a ele que assim que eu puder farei isso pessoalmente.
Disse a Charles que transmitiria o agradecimento, isso se ele falasse comigo, liguei para Lucy avisando que passaria pega-la, Martha me aguardava lá fora com Lucy queria saber como eu estava, disse que minha cabeça estava bem, não iria por sua filha em risco nós rimos Lucy entrou no carro e partimos conversamos um pouco sobre o que tinham falado mais sobre mim e o acidente, chegamos na escola todos os meus colegas e alguns outros alunos me aguardavam no estacionamento tive que repetir mil vezes que estava bem, era o Tyler que inspirava cuidados, que a atenção devia ser a Edward foi ele o herói do dia.
Por mais intrigada que eu estava fiquei no meu canto, tentei o máximo evitar as aulas que Edward Cullen estava, nos dias seguintes ao fatídico acidente eu ficava sempre com o pessoal na hora do intervalo, mas era difícil ignorá-los sempre que estavam no refeitório, eu sem perceber ficava olhando naquela direção.
Minha rotina era de sempre escola, trabalho e às vezes ajudava a Martha no Café, Martha e Gilda começaram a perceber meu silencio e perguntou o que estava acontecendo, eu dizia que nada saudades de casa, isso colava com Charles, mas com elas era um pouco difícil deve ser o fato de serem mulheres, nós mulheres temos instintos mais apurado que os homens, Mike e a turma tinham marcado um passeio e piquenique nas praias de La Push no sábado, nos convidaram Lucy e eu, aceitei o convite, mas Lucy tinha que falar com a mãe, a minha turma e a da Lucy teríamos aulas juntas, iríamos visitar um lugar bem bacana ao ar livre, um parque é próximo a estação de água, estava curiosa falavam tanto nisso que não via a hora de conhecer o lugar.
No dia anterior ao nosso passeio, não fiquei com o pessoal não estava a fim de agüentar as piadinhas da Melissa e sua turma e a historia do baile que estava sendo organizado na escola até o Charles sabia disso e foi através dele que eu soube um absurdo, não iria mesmo então não tinha o porquê ficar e participar das discussões e os preparativos minha opinião de nada valeria principalmente com Melissa envolvida, fui me sentar de baixo das minhas arvores, meditei um pouco, estava finalizando novamente o primeiro livro da saga crepúsculo, quando ele surgiu do nada e disse:
___Você vai amanha no parque.
Olhei para ele espantada, nós não nos falávamos desde o acidente, por vontade dele é claro, respondi secamente:
___Estou bem Edward e você, vou sim, mas por causa da Lucy, sinto muito se você tem que ir e ficar no mesmo ambiente que eu.
Levantei, fechei meu livro e entrei, fui direto chorar no banheiro como pude ser tão mal educada com ele, não retornei para a aula pedi para o Mike avisar a Lucy e fui trabalhar minha tarde como sempre foi péssima, mas ninguém me questionou em nada, ajudei à senhora Newton fechar a loja e fui embora como sempre chovia, mas já estava com mais experiência no volante, fiquei bem atenta, liguei o radio na minha estação preferida e fui para casa, Charles não havia chegado adiantei alguns deveres domestico como lavar a roupa, ajeitar meu quarto, dar um trato no banheiro, fiz o jantar Charles chegou morto de fome comeu um monte eu como estava de dieta só fique na minha vitamina de cereais.
Fazia um pouco de frio, mesmo assim fiquei um pouco ali na varanda pensando no que me esperava no dia seguinte, não podia desapontar a Lucy, ela estava tão animada com o passeio seria crueldade desapontá-la, fechei meus olhos cruzei os braços e encostei minha cabeça em um dos pilares, apesar de tudo como foi bom ouvir a voz dele hoje, eu sei que ele me odeia, queria sentir o mesmo, mas não consigo nos meus devaneios me assustei com Charles colocando a mão no meu ombro:
___Ane é tarde vamos entrar, amanha precisa estar mais cedo na escola lembra é o passeio, eu te assustei me desculpa.
___Me assustou, é verdade vamos boa noite Charles dorme com Deus.
___Durma você também com Deus, boa noite garota.
Fui pro meu quarto, como de costume olhei pela janela antes de deitar e nada vi, mas minhas sensações eram as mesmas, sem sono e deitada fiquei a li tentando encaixar coisas e obter respostas, mas só o que conseguia era mais duvidas e angustia.
Acordei bem cedo me arrumei, preparei o café organizei minhas coisas deixei tudo pronto, Charles desceu tomamos o café juntos ele saiu para trabalhar eu tinha um tempo ainda então fiquei sentada ali na sala de visitas lendo o meu livro, ainda estava escuro lá fora, olhar a floresta através da janela com o dia amanhecendo era um pouco assustador, com uma coragem tola ou uma curiosidade estúpida eu coloquei meu casaco e sai pra fora queria me certificar se veria os 2 pontos brilhantes há essa hora, sai até a varanda olhei para o jardim da casa do Charles nada vi, fui até minha picape me apoie atrás e nada, enxerguei do outro lado da rua onde as vezes eu tinha visto, o vizinho do lado direito já estava acordando as luzes das casa estavam sendo acesas, apesar do céu nublado os primeiros raios de sol começou a surgir um certo alivio me deu não gosto da escuridão, eu amo a luz é o que eu mais sinto falta aqui o sol brilhante em um céu azul com um calor a pico.
Aqui as vezes fico deprimida com esse clima, não sei como estou agüentando tanto tempo, a manhã já estava surgindo, atravessei a rua e fui, mais perto onde eu vi pela ultima vez os dois pontos brilhantes, ali tinha uma imensa arvore e um começo de uma trilha para a assustadora e misteriosa floresta nunca tinha notado nem a arvore tão pouco essa trilha, incrível eu ri sou tão observadora e intuitiva que às vezes não enxergo coisas de baixo dos meus olhos ou da minha casa, um carro passou me assuntando virei e corri para voltar antes de chegar à calçada as minhas sensações me fizeram parar e olhar para traz, mas nada vi, eu tinha certeza ter alguém atrás de mim, olhei para os lados o que eu via era o dia começando, entrei em casa peguei minha mochila entrei no carro e fui pegar a Lucy.
Chegamos à escola Mike e uma parte do pessoal já havia chegado estavam todos empolgadíssimos, todos chegaram fomos para o ônibus, Lucy veio no meu ônibus por ser uma aluna muito especial e querida os professores nunca lhe negava um pedido, principalmente com o reforço da mãe que me pediu longe dela é claro para eu cuidar dela, ou melhor, ficar de olho nas brincadeiras de mau gosto da prima Melissa, prometi tomar conta dela afinal só estava indo mesmo por causa da Lucy, tudo o que eu fazia não tinha o mesmo significado de antes acho que o meu tempo ali já estava esgotando.
Como de costume Edward passou por mim sem me notar, sua irmã Alice me cumprimentou com um leve sorriso e passou agarradinha com o seu acho que namorado que também era Cullen, respirei acho que me deu um pouco de inveja é tão bom ter alguém para amar e ser amado, andar juntinho nesse frio deve estar tão quente entre eles, Lucy me trouxe a realidade perguntando no que pensava eu disse que estava imaginando como devia ser o local ela me explicou algumas coisa que se recordava então fomos para a nossa aula ao ar livre, chegando lá Mike queria falar comigo, eu concordei, mas notei que Jessica não gostou nada então tentei adiar o máximo que eu pude, mas chegou uma hora que ao sair do banheiro com a Lucy ele me aguardava pedi para ela ir à frente que eu já iria, esperamos ela se afastar então olhando pra ele disse:
___Tudo bem Mike o que quer então.
Ele meio sem jeito e com as maças do rosto vermelha disse:
___Ane você é bem legal, gosto muito de você, esta gostando do parque o que esta achando dessa aula, diferente não acha.
___É diferente to gostando sim, mas você sabe to aqui, mas por causa da Lucy, não preciso participar dessa aula, Mike você especial também.
___Que bom que me ache uma pessoa especial, antes que eu me esqueça o que esta fazendo você a cada dia fica mais bonita, hoje, por exemplo, você ta parecendo uma bonequinha deveria se vestir assim mais vezes seu cabelo sua maquiagem você ta diferente, não que nos os outros dias você esteja feia, mas hoje em especial ta diferente bonita.
Eu ri e fiquei lisonjeada com Mike, sei que por trás disso tem coisa, agradeci e disse:
___Obrigado Mike, só to me cuidando um pouquinho sua mãe tem ótimas coisas lá na loja, e no salão da Gilda também uso meus descontos de funcionário, mas não é isso que queria dizer é:
___Não você tem razão, eu queria te convidar pro baile, quer dizer alguém já te chamou.
___Não Mike ninguém me chamou, mas eu não posso ir vou ter que resolver umas coisas fora da cidade é sobre meu intercambio, e como vou pegar a estrada Charles não vai concordar que eu volte sozinha a noite talvez se demorar terei que pernoitar lá, porque não convida a Jessica.
___Ela me convidou, mas estava esperando que talvez você quisesse ir e me convidasse.
___Como assim eu convidar não é os meninos que convidam as meninas.
___Nesse baile não, é as meninas que convidam.
___E o que esta esperando para responder a Jessica, Mike você é cego ou o que se dizer alguma coisa a ela o que vou te contar agora nunca mais falo com você, Jessica é apaixonada por você nunca percebeu isso.
___Apaixonada, tem certeza.
___Mike Newton em que mundo você vive em, vê se não demora, antes que outro a leve no baile, vamos.
Continuamos nosso passeio, os professores e alguns dos meus amigos iam me mostrando coisas lindas, plantas diferentes, fotografei muitas coisas, imagem lindas como a natureza ali parecia ser intocável consegui fotografar de longe um lindo lobo preto na sua vida selvagem mesmo de longe ele parecia ser imenso, os irmãos Cullen sempre longe afastados de nós, paramos para beber água direto de uma fonte aproveitei para fotografar eu a Lucy, Ângela, Jessica, entre outros foi quando surgi o papo do baile olhei para Jessica que estava meio tristonha e perguntei:
___Jessica já convidou o Mike.
___Já, mas acho que ele quer ir com você.
___Como assim, nem vou estar na cidade tenho coisas pra resolver.
___Serio, ele disse que ia pensar e depois dava a resposta.
___Ele disse isso, quem ele pensa que é, Jessica você não tem que ficar esperando a resposta dele você é uma mulher muito bonita e especial tenho certeza o que não lhe falta são pretendentes.
___Eu sou quer dizer você acha mesmo, mas eu gostaria de ir com ele.
___Tenho certeza que é, se você quiser podemos te dar uma ajudinha que tal meninas, quer ouvir minha idéia.
Lucy a mais animada colocando entusiasmo em tudo, Ângela com todo o carinho pela amiga a incentivou, contei meu plano em fazer Mike achar que ele não seria mais o escolhido de Jessica fazendo assim ele prestar mais atenção nela, tiraria a má impressão que Jessica tem por mim alem de ter unido um lindo e jovem casal, uma boa recordação para levar daqui sem perceber Melissa e as amigas chegaram perto e começaram:
___Hei Ane você tem roupa para ir ao baile.
___Ai Melissa acho que não, coitada você não vê que ela usa a mesma roupa todos os dias para ir à escola, você sabe que para ir a festas deve se vestir melhor será que ela consegue.
Elas riram como idiotas, eu quieta no meu canto dei um risadinha, Ângela e Jessica saíram em minha defesa, eu disse que tudo bem que tínhamos algo mais importante para fazer pisquei para elas, ambas entenderam, mas Melissa não me deixaria em paz então chegou bem na minha frente e disse:
___Não é só roupas que esta lhe faltando para ir ao baile precisa de um parceiro será que alguém se candidatou.
Elas riram e eu me segurei para não dar um soco na carinha perfeita da filhinha do prefeito poderia prejudicar o Charles, afinal meus dias ali já estavam finalizando, quando ouvi Hellen dizer algo que me levou da raiva a dor profunda porque eu deixei transparecer algo:
___É verdade Melissa acho que ela além de tudo não tem espelho em casa, pensar que Edward Cullen a convidaria.
Eu queria naquele momento que abrisse um buraco em baixo de mim e me enterraria viva, com todo aquela soberba e sarcasmo disse:
___Se ninguém aqui é o bastante para ele, você acha que ele convidaria você uma sem berço que vive de favores na casa dos outros não tem um centavo para comprar pelo menos água na hora do almoço, por favor, isso não passou pela sua cabeça que o filho do Dr. Cullen a convidaria pensou.
Por mais que isso me doía aqui dentro eu não mostraria minha dor fui tão falsa quanto elas, tinha poucos segundos antes de sair dali chorando:
___Isso não passou por minha cabeça, porque eu tenho coisas melhores para me ocupar do que ficar pensando coisas fútil, eu não sou você que tem tempo para futilidades agora saia da minha frente porque tenho uma coisa muito importante para fazer, tenha um bom dia.
Jessica disse algo e Ângela me defendeu com palavras de uma verdadeira amiga e Lucy que estava contida de raiva falou:
___Se você pensa que Ane é igual às idiotas que te seguem você está enganada Melissa nada do que é ou possui é importante para ela.
___Cala boca sua cega fingida e inútil.
___Melissa sai daqui, vai lamber sabão com suas amiguinhas tenho mais o que fazer nunca te disseram que o cego é aquele que não quer ver.
___Eu te disse a Ane não é imbecil como vocês, estão perdendo seu tempo armando com o Johnny ele convidaria você para o baile e deixaria você esperando Ane, vocês são tão idiotas foram conversar lá no café da minha mãe vocês realmente acharam que não iríamos contar a ela sobre a aposta que Johnny fez com o Justin.
___Cala boca sua cega fingida.
Ela partiu para cima da Lucy, eu agarrei e empurrei Melissa com tanta raiva e força que ela caiu, Ângela como sempre pacificadora colocou se entre nós e disse que a professora estava vindo ver o que estava acontecendo era melhor ela ir e foi o que elas fizeram a professora Mary veio e pediu mais atenção isso valeria nota em um relatório que teríamos que entregar nas próximas semanas, Melissa levantou ameaçou Lucy e me disse que nossa conversa ainda continuaria.
Respirei fundo fechei meus olhos e notei que Edward e Alice Cullen estavam próximos de nós espero que não tenham ouvido o que essa idiota disse, as meninas vieram me confortar, com orgulho ferido eu fingi que nada tinha acontecido pedi para elas cuidarem da Lucy que eu tinha algo a fazer Jessica disse que não precisava, mas eu precisava me distrair estava ao ponto de explodir, então disse:
___Quer ir ou não com o Mike ao baile vamos em frente já volto.
Sai dali quase sem ar, como a Melissa podia ser tão cruel fui até os meninos puxei conversa e dei sinal que queria falar com ele, deixamos os meninos passarem na frente então sorrindo disse:
___Mike já deu a resposta a Jessica, acho melhor você ser rápido, Mike se disser uma palavra o que estou te contando nunca mais falo com você finjo que não existe para mim.
___Nossa Ane tudo bem, pode contar.
___Acho que você e Jessica formam um lindo casal, mas com sua cegueira você vai acabar perdendo ela.
___Ane quer ser mais clara.
___Mike Newton, Jessica acha que você não vai com ela ao baile e ira convidar outra pessoal entendeu.
Mike com uma cara de bobo argumentou algumas coisas, mas caiu direitinho, eu disse para não perder tempo e dizer sim ali mesmo, esperar para que, e foi o que ele fez assim minha missão estava comprida Mike levaria Jessica ao baile se entenderiam eu teriam mais uma amiga.
Estávamos todos felizes pelo menos os meus amigos sorriam e eu no meu meio deles tentava acompanhar o lugar lindo com um lago cristalino tinha uma roda d’água que funcionava de hora em hora estávamos esperando esse momento para tirarmos mais fotos e irmos embora, ele às vezes passava por mim quando eu chegava mais perto ele simplesmente ia embora, o que mais me doía é que tudo que Melissa falou era a mais pura realidade da minha vida Edward Cullen jamais olharia para uma pessoa como eu, fechei meus olhos e sentei em uma grande pedra próxima a uma linda ponte que cruza o lago, era para ser um dia feliz, um dia para levar como recordação para a casa, muitas fotos, mas um nó em minha garganta uma vontade de chorar, precisava voltar logo para casa eu queria desabafar com meu travesseiro, Ângela e Benn se aproximaram e começaram a conversar tentando me animar, Ângela sentou ao meu lado e perguntou se eu queria conversar eu disse que estava tudo bem não era para ela se preocupar, ela entendeu e sorriu Mike veio falar algo quando eu vi Melissa agredindo Lucy com palavras que não conseguíamos ouvir direito:
___Desculpa Mike, mas o que aquela imbecil esta fazendo brigando com a Lucy, meu Deus Lucy vai se desequilibrar e pode cair.
E foi o que aconteceu Lucy ficou tão nervosa com as palavras da Melissa que ando para o lado errado tentamos gritar, mas ela não entendeu e ao tentar encostar-se no corrimão acabou caindo dentro do lago e a Melissa não fez nada para impedir alegando fingimento da prima, todos saíram gritando e pedindo socorro, estava um tempo nublado e fazia frio, eu e Lucy não sabíamos nadar, mas foi instintivo pulei na água tentando ajudar minha amiga se algo acontecesse com ela Martha me culparia Charles jamais me perdoaria.
Era difícil uma água gelada, Lucy debatia demais e o pior a roda d’água estava começando se movimentar iríamos direto pra lá e seriamos esmagadas eu comecei a sentir um movimento embaixo de mim a correnteza estava cada minuto mais forte, consegui segurar a Lucy que chorava muito tentei acamá-la, era difícil ficar na superfície quando não se sabe nadar direito uma força puxou nós duas para baixo soltei a Lucy, um desespero comecei a chora e a gritar, nada adiantaria se fosse para morrer mesmo não morreria ali sem tentar fazer algo mergulhei mas era inútil já estava desistindo quando fui levada para cima, Edward Cullen me puxava olhei para ele tentei empurrá-lo e gritei:
___A Lucy ela se soltou de mim.
A correnteza ficou forte de mais nos puxando para o fundo, Edward disse que estava tudo bem era pra me acalmar que Alice e Jasper estavam ajudando ela, era impossível me acalmar empurrei o e mergulhei, mas ele não me soltou e disse:
___O que esta fazendo não sabe nadar, vai morrer fique comigo, eles foram atrás dela.
___Me solta vamos todos morrer, não tem como parar a roda, Lucy foi direto pra lá.
Abracei-o e chorei de soluçar, ele me abraçou pedindo calma só ouvi um barulho estranho olhei para o lado o irmão dele segurava Lucy que estava desfalecida em seu braço cheguei perto dela, ele disse que ela estava bem só desmaio de cansaço entregou ela para Edward e foi ajudar Alice que por um milagre parou a roda e veio nos ajudar a sair da água, quando nos viram bem, alem de choro também se ouvia muito aplausos, eu só queria ver se Lucy respirava, ela já estava acordando e chamando pela mãe, segurei sua mão e garanti que a avisaria assim que voltássemos.
Os professores responsáveis já haviam chamado uma ambulância, um deles quis saber por que Lucy caiu no lago, fiz questão de responder à culpada que se fez de vitima, não teria o porquê eu me conter mais parti para cima da Melissa fui contida por Edward que disse em meu ouvidos que ali não era o melhor momento para isso, era para eu pensar em Lucy, e foi o que eu fiz disse o que precisava dizer e entrei na ambulância perguntando se eles não viriam, Alice foi comigo atrás, sem dizer uma palavra, Edward e o irmão foram com o motorista na frente.
Chegando ao hospital Lucy entrou fiquei esperando no lado de fora, Edward trouxe um cobertor eu agradeci perguntei sobre os irmãos dele, me respondeu que já haviam ido embora, tentei conversar com ele, mas Martha e Charles chegaram e tive que contar tudo o que tinha acontecido.
Martha se acalmou um pouco quando o Dr. Cullen veio falar com ela e disse para aguardar um pouco que já a levaria ver a Lucy e antes de ele sair eu perguntei sobre o Edward disse-me que já havia ido pediu licença antes que entrasse falei que precisava agradecer seus filhos por ter salvado a Lucy e eu, Martha e Charles se aproximou olhando para Carlisle que ficou sem jeito, Martha olhando pra mim perguntou:
___Como assim Ane isso você não me contou.
___Desculpa Martha tinha tantas coisas para falar, mas se não fosse Edward e os irmãos Lucy e eu poderíamos não estar aqui, eles foram rápidos nem estavam perto de nós.
Martha toda agradecida disse:
___Meu Deus obrigado Senhor, obrigado Dr. Cullen agradeça a seus filhos por mim, se eu puder fazer algo em agradecimento.
O Dr. Cullen todo sem jeito disse:
___Martha esta tudo bem, não precisa fazer nada.
Charles também disse:
___Eu também preciso agradecer seu filho Dr. Cullen, ele ajudou minha filha pela 2ª vez, você tem um grande garoto, parabéns por todos eles.
Ele meio sem graça agradeceu em nome dos filhos e entrou, percebi que havia algo de estranho eu precisava ver Edward, esperei um pouco ali a enfermeira chamou Martha e depois Charles poderia entrar também aproveitei para ir ao banheiro, ao sair do banheiro ouvi sem querer duas funcionarias conversando sobre quão belos o Dr. Cullen e os filhos eram, isso eu concordava, foi quando eu escutei algo importante uma delas fazendo uma piadinha sobre uma reunião importante porque todos estavam reunidos na sala do Dr. Cullen não poderia perder mais tempo precisava ver Edward Cullen fui até a recepção e perguntei onde ficava sala do Dr. Cullen meu pai Charles estava lá, detestava usar esse argumento, mas agora era necessário a recepcionista sem nada questionar me disse como chegar lá, fui voando se não conversássemos agora amanha poderia ser tarde porque ele provavelmente me evitaria, cheguei na hora eles já estavam saindo Rosálie estava muito brava, Edward argumentava algo foi quando Alice olhou para mim dando sinal para os outros, todos se viraram e me encararam, com uma voz contida consegui dizer que precisava falar com Edward, Rosálie olhou com raiva para o irmão que com uma cara de pouco amigos veio conversar comigo os outros saíram junto com o medico Alice foi a ultima a sair olhando para nossa direção, ele perguntou:
___O que você quer.
Uma grossura em pessoal, ele estava com raiva, eu disse:
___Quero a verdade, porque esta fugindo de mim.
___Você enlouqueceu garota, acabei de salvar a sua vida e da sua amiga o que quer mais, porque eu fugiria de você só quero que me deixe em paz.
Com os olhos cheio de lagrimas respondi:
___Vou deixar você em paz é a ultima vez que dirijo a palavra a você eu prometo, só me diga como chegou tão rápido até nós.
___Não lhe devo nenhuma explicação, você caiu dentro de um lago como teria condição de ter medido minha distancia, eu e meus irmãos estávamos bem perto do seu grupo.
___Eu não cai na água eu pulei para tentar ajudar a minha amiga, eu não medi sua distancia eu só vi.
___O que você viu.
___Vocês estavam do outro lado do lago que possui uma distancia bem razoável e a sua irmã parou a roda d’água.
Eu já não estava mais me agüentando, sua grosseria passou a um tom mais suave e amigável:
___Ane você estava em um momento de estresse muito grande isso não faz sentindo quem acreditaria no que esta me contando agora, enlouqueceu.
___Edward sei o que eu vi, eu não estou pretendendo contar a ninguém só quero saber a verdade é lhe pedir demais.
Ele fechou os olhos e quando abriu eram assustadores ele se aproximou mais perto com certa violência achei que iria me bater, com agressividade disse que tinha salvado minha vida e o que eu tinha que fazer era agradecê-lo comecei andar para trás e ele vindo para cima de mim o pai dele o conteve nem percebi que estava atrás dele e Charles entrou no exato momento quis saber o que estava acontecendo, Edward se virou, mas o Dr. Cullen com uma serenidade disse ao filho que o xerife queria agradecê-lo pessoalmente e foi que Charles fez, mas Edward de costa respondeu que não precisava e foi embora e eu com cara de choro me virei para sair também perguntei se poderia ver a Lucy ele disse que sim, Charles ficou falando com o Dr. Cullen, enquanto fui ver Lucy que já estava de alta, levamos elas para casa Lucy só precisava repousar e depois Charles me levou a escola para pegar meu carro, chegando em casa ele quis saber por que eu e o filho do Dr. Cullen discutíamos, respondi que não estávamos discutindo pelo menos eu não estava, inventei que minha cabeça doía e iria dormir estava cansada eu também tinha caído em um lago gelado ele concordou então subi.
Tomei um banho quente, falei com Gilda pelo telefone contei mais ou menos o que havia acontecido ela disse que iria orar por nós eu agradeci e disse que iria trabalhar normal no outro dia, desci para fazer o jantar, mas estava tão cansada que não recusei o pedido de pizza peguei um pedaço e voltei para o quarto, sem conseguir dormir fiquei sentada no sofá que tinha em meu quarto, enrolada no meu cobertor chorando e tentando assimilar todo o meu dia porque ele foi tão grosseiro comigo, algo aconteceu com a roda’ água, estava enlouquecendo naquele lugar, decidi que amanha mesmo falaria com a senhora Smith antes de comunicar ao Charles minha decisão de sair da escola iria preparar tudo para voltar para o Brasil chega de ser humilhada por todos os lados não iria agüentar ficar perto da Melissa acabaria brigando com ela sendo expulsa quanto a Edward Cullen eu jamais seria boa o bastante para ser sua amiga.
Tentei levantar quase cai estava zonza, meu corpo doía, minha cabeça era um peso fechei os olhos e fiquei em pé estava escuro Charles já tinha ido dormir nem acendi a luz fui direto para o banheiro pegar algo para dor, a luz do abajur da sala ficara acesa eu desci para pegar um copo de água ao tomar o comprimido tive aquela sensação mais forte ainda um pressentimento tolo como se não estivesse sozinha ali, estava com frio e cansada corri para o quarto olhei pela janela eu não vi nada alem de uma floresta escura e ameaçadora, coloquei as mãos na cabeça sentei na cama e comecei a chorar de novo deitei por cima da coberta e acordei no outro dia com Charles batendo a porta dizendo se eu demorasse muito chegaria atrasada, não me lembrava de nada estava tão quentinho debaixo das cobertas me recusava a levantar.
Desci sem animo algum tomei o café com Charles ele saiu e eu voltei para o banheiro meu estomago não estava bem, tomei um remédio para o mal estar e fui dirigindo bem devagar já havia descido o que faria.
Assisti só à primeira aula de matemática, a segunda era de biologia tenho certeza que Edward estava lá, e não iria falar comigo, não estava bem para aguentar isso fui para o refeitório comprei algo para tomar e sentei para ler meu livro, meu cabelo estava solto eu não notei a aproximação dele, chegou em silencio e pediu permissão para sentar, eu disse sim, olhei para ele era tão lindo e misterioso, minha raiva se transformava em angustia, num sussurro encantador ele quebrou o silencio entre nós eu queria congelar aquele momento só para mim:
___Como se sentiu hoje ao acordar.
Estranho como ele fez a pergunta, olhando aquele rosto perfeito e curioso respondi:
___Melhor de como deitei, nem me lembro como fui parar na cama, meu pai quer dizer o Charles pediu para agradecer lhe mais uma vez assim que te encontrar pessoalmente fará isso.
___Diga a ele que não precisa fazer isso, só tivemos um pouco de sorte nada demais.
___É verdade, sorte afinal não e todos os dias que se encontra por ai jovens capazes de levantar uma van só com uma das mãos, ou parar uma imensa roda de água é tivemos realmente muita sorte.
Ele riu, respirou e passou uma das mãos pelo cabelo e disse:
___Você não vai esquecer isso, vai, é acho que não.
Olhei para o lado e com a ponta dos olhos eu vi que ele levou a mão para tocar a minha, mas recuou e sem olhar pra ele disse:
___Não sou uma pessoa que esquece fácil as coisas cedo ou tarde eu acabo descobrindo.
___Eu gostaria de verdade que isso não acontecesse, nem sempre é bom saber a verdade principalmente quando envolvem outros.
___Se não está aqui para me contar a verdade o que quer então.
Olhei pra ele que apertava os olhos e me respondeu:
___Nem eu sei, Ane queria muito ter essa resposta, mas não tenho, porque esta matando aula só para ler este livro.
___Não é só por causa do livro, mas porque eu sabia que estaria lá e me ignoraria, hoje definitivamente não tenho animo para agüentar isso.
___Desculpa, se te faço sentir assim, mas tem coisa que é assim não tem como ser diferente, nem tudo é como queremos.
___Discordo, tem coisas que podemos lutar e mudar se essa coisa realmente for importante e é verdade nada é como queremos.
Ele respirou frustrado e disse:
___A vida não é justa pra ninguém.
___É agora eu tenho certeza por mais que se tenha, sempre vai faltar algo, veja você uma pessoa que tem tudo e esta aqui na minha frente dizendo que lhe falta alguma coisa, chega ser até hilário Edward Cullen nem adiantaria eu perguntar o que está te faltado você responderia.
Ele sorriu e olhando em meus olhos disse:
___Complicado responder isso, você não entenderia.
___Sou tão incapaz assim, é isso que eu transmito a você além de incapacidade intelectual, mental também.
___Não é nada disso, porque você distorce tudo chega ser até hilário Ane suas conclusões.
___Então porque não é honesto comigo, tenta me dizer a verdade eu posso te surpreender.
___Tenho certeza que pode.
Ele fez uma pausa e me olhando estranhamente continuou:
___Acredite você me surpreende a cada dia, vamos voltar para sala tem um trabalho valendo nota depois no intervalo nós continuamos à conversa ou não vai querer sentar comigo na hora do intervalo.
___Pode acredita eu não sou como você que muda de opinião a cada minuto, eu gostaria de continuar nossa conversa, mas e você vai perceber que eu existo na hora do intervalo.
___Vai ser difícil eu mudar de idéia a partir de agora, eu tentei te manter longe, mas você ignorou todos os avisos, agora vamos.
Sem entender o que ele quis dizer fomos para a aula de biologia fizemos o trabalho, como sempre ele resolveu as questões e eu escrevi as respostas, como combinado ele me esperaria no refeitório disse isso e saiu me deixando sem entender o porquê daquilo tudo se poderíamos ir juntos, guardava minhas coisas quando Ângela veio e me chamou para acompanhá-la ao banheiro, queria muito continuar minha conversa com Edward, mas devido a sua atitude em sair correndo acho que ele com certeza tinha mudado de idéia e ido embora, não iria sair correndo atrás dele se era isso o que queria tenho meu orgulho próprio, acompanhei Ângela que me disse que Melissa estava suspensa por alguns dias e que estava de castigo não nos acompanharia no passeio a La Push, gostei para não expressar adorei e disse a Ângela que talvez não iria também por causa de Lucy, Ângela disse que ligaria para Martha contando que Melissa não iria e ajudaria a cuidar da Lucy também.
Ângela era uma garota realmente legal, prestativa e verdadeira essa sim eu iria sentir falta, concordei com sua preocupação, contei como Martha e Lucy estavam tinha quase certeza que ela não iria, mas não custaria tentar então fomos para o refeitório a turma já estava toda reunida fiquei na fila com ela precisava beber algo e comprei um suco, continuamos nossa conversa foi quando ela sorrindo e disse:
___Ane, Edward está dando sinal para você, está sentando sozinho o que será que ele quer com você.
___Porque você acha que ele quer falar comigo.
Ela riu e respondeu:
___Porque ele me deu sinal para te pedir que virasse e olhasse.
___Deve ser sobre o trabalho, a gente se vê depois então tudo bem.
Com um sorriso malicioso ela concordou desejando-me boa sorte, sem olhar para a mesa da minha turma fui direto para a mesa em que Edward estava com aquele sorriso irresistível e puxando a cadeira pra eu sentar disse:
___Achei que tinha mudado de idéia já estava desistindo de esperá-la.
___Que engraçado não fui eu que sai correndo e a Ângela precisava falar comigo, queria me dar uma boa noticia pelo menos por alguns dias.
Ele respirou fundo e com uma expressão hilária disse:
___Seu namorado não está gostando que você sente aqui comigo não pediu permissão a ele.
Com uma cara espantada eu sorri e disse:
___Você está louco ou o que, eu não tenho namorado e se tivesse eu realmente não estaria aqui, mas se precisasse falar com você não pediria permissão a ele em que século estamos em você sabe.
___É eu sei, mas pela fisionomia dele é ele quem não sabe.
Não resisti e virei, vi que alem de Mike todos olhavam em nossa direção, eu quis rir, mas me contive voltei a olhar para ele que me encarava com aqueles olhos dourado, me fez lembrar os dois pontos brilhantes que às vezes eu tinha visto com um leve sorriso perguntou:
___Em que está pensando, por favor, não me deixe agoniado sem saber.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!___O que eu penso te deixa agoniado, você nem imagina o quanto me angustia não saber o que você pensa sobre mim, porque tudo isso em.
Com uma fisionomia de angustia me respondeu:
___Você acha que faço isso porque quero, nem imagina como é difícil para eu tentar te manter longe e segura.
___O quer dizer com isso, porque sempre fala desse jeito parasse estar sempre falando em enigmas seja mais claro é muito te pedir isso qual é o seu problema você e seus irmãos que se excluem tratando todos e tudo como uma indiferença, sei lá o que eu penso é o que menos importa agora.
Com a cabeça baixa tomei um gole do meu suco e voltei a olhá-lo ele também olhava para baixo quando em uma voz sussurrada disse:
___Continua pensando que eu não quero ser seu amigo não é mesmo.
___Se quer ser meu amigo porque age dessa forma esquisita, você muda de idéia tão rápido como eu respiro.
Com aquele sorriso irresistível e hipnotizante disse:
___O intervalo acabou tem a aula, continuamos nossa conversa depois.
Estava tão concentrada naquele momento junto a ele que não ouvira o sinal e nem percebi que o refeitório estava praticamente vazio, respirei e olhei para ele sorri e congelei aquela imagem em minha mente talvez nunca teria outra chance como aquela, levantei e tive que me apoiar na mesa não sei o que tinha acontecido tive uma forte tontura, fechei os olhos e quando abri Edward já estava em pé pronto para me segurar quis saber o que estava havendo:
___Não está bem, quer eu a leve a enfermaria o que eu posso fazer.
___Acho que eu levantei depressa demais, já esta passando tenho que ir você não vem.
___Não tenho um trabalho mais importante para fazer a entrega é amanha, vou aproveitar essa próxima aula para fazer, a gente se vê depois.
Não acreditando muito no que ele acaba de dizer que a gente se via, me despedi e sai continuava zonza fui ao banheiro antes de ir para a sala precisava vomitar assim tenho certeza que melhoraria, lavei meu rosto com água fria e tive a sensação de uma leve melhora fui para sala sem um pingo de animo, ao sentar em meu lugar Mike veio e começou um interrogatório que definitivamente eu não entendi o porquê, como me sentia estranha nem dei muita atenção estava tendo coleta de sangue para meu espanto comecei a sentir náuseas, um mal estar terrível o professor Bergren notando minha palidez perguntou:
___Senhorita Ane tem algum problema com sangue esta pálida, esta passando mal.
___Preciso de ar, minha cabeça esta girando vou sair professor se não vou vomitar aqui mesmo.
___Por favor, senhor Newton acompanhe sua colega até a enfermaria.
Nunca tinha sentido isso antes, Mike me ajudou peguei minha mochila e sai da sala precisava de ar puro, ao sair lá fora já me sentia um pouco melhor Mike quis me carregar, eu disse que não precisava já estava passando era para ele voltar, ainda bem que ele não me deu ouvidos assim que tentei andar a tontura piorou e eu tive que apoiar nele e disse:
___Me desculpe Mike não sei o que aconteceu, não tenho problemas em ver sangue, mas minhas pernas estão bambas, preciso sentar um pouco.
Paramos, ele me apoiou e perguntou se queria que me carregasse eu ri e disse que eu não era leve, e preferia ir andando lentamente consegui andar a cada passo eu me sentia pior tudo estava turvo e girava estava a ponto de desmaiar pedi para Mike parar eu já não sentia minhas pernas fechei meus olhos e ouvi uma voz bem familiar a única que naquele momento eu não queria ouvir, era Edward me erguendo e perguntando o que estava acontecendo comigo o que Mike tinha feito, Mike assustado e com raiva disse que eu tinha passado mal e o professor Bergren pediu a ele para me acompanhar até a enfermaria eu tentava dizer para colocar-me no chão, mas ele não me escutou e disse ao Mike que voltasse pra sala que ele cuidaria de mim, Mike disse que ele deveria levar-me, com aquele olhar intenso e com uma voz estranha Edward repetiu as mesmas palavras:
___A partir de agora eu cuido dela.
Mike me soltou imediatamente e voltou para dentro, Edward com uma voz intensa e preocupada perguntou o que eu estava sentindo se eu preferisse me levaria ao hospital seu pai estava de plantão eu disse que queria ir para casa, mas ele não meu deu ouvidos, foi quando eu ouvi à senhora Smith perguntar:
___O que está havendo com ela Edward.
___Passou mal na aula de biologia, estou levando a enfermaria.
Ela foi à sua frente abrindo a porta, chamando a enfermeira Morgan que prontamente veio me atender, tirou minha pressão, minha temperatura e começou a fazer algumas perguntas se eu estava me alimentando certo, se havia a possibilidade de estar grávida com os olhos fechados ri e disse que não, só queria ir embora e em casa tomaria meu remédio, de vez em quando tinha isso, ela iria ligar para o meu pai dizendo o que estava acontecendo e ele deveria vir me pegar, levantei mesmo passando mal e disse que não seria necessário Charles estava muito ocupado não estava nem na cidade, Edward pediu para a senhora Smith nos liberar que ele mesmo me levaria até seu pai para fazer exames mais completo eu olhei para ele que me deu uma piscadinha, a Sra. Smith e a enfermeira Morgan não negaram o pedido dele, elas se derretem por ele.
Ao chegar ao estacionamento peguei minha mochila que ele carregava, agradeci e virei para ir onde estacionei meu carro fui impedida por ele que ficou na minha frente e disse:
___Onde pensa que vai meu carro está estacionado ali naquela direção.
___Mas o meu está estacionado naquela direção.
Ri e tentei andar ainda estava com náuseas queria chegar logo em casa e deitar era só o que eu precisava, mas fui impedida por ele que disse:
___Você não ouviu o que eu disse a senhora Smith vou levá-la para fazer exames mais completo.
___ Edward já disse que tenho um remédio em casa vou tomar e descansar antes de ir trabalhar obrigado por sua ajuda até amanha.
___Vou levá-la ao medico por bem ou por mal e não está em condição de dirigir, levo você até Carlisle e depois em casa.
___Legal e como vou trabalhar depois, eu não quero preocupar Charles com um mal estar bobo.
___Não esta parecendo um mal estar bobo, e se recusar a ir comigo posso ligar para o Charles e ele mesmo vira e te levara ou podemos deixar que ele continue com seus afazeres o que acha.
Apertei meus lábios dei um sorriso irritado ele me olhava com um semblante de quem se divertia, olhei a distancia de onde nós estávamos até minha picape era curta, mas acho que ele conseguiria me impedir, ouvi ele abri a porta para mim e dizer:
___Nem pensar.
Entrei no Volvo era lindo aquele carro uma temperatura agradável e uma musica bem suave, ele sorrindo perguntou:
___Gosta de musica, se preferir posso desligar.
___Eu gosto, você não foi embora, como soube do meu mal estar.
___Estava ouvindo musica esperando meus irmãos, vão sair mais cedo.
___Você enlouqueceu, eles vão sair e você não vai estar lá.
___Não se preocupe quando eu chegar ao hospital ligo para Alice.
___Não precisa nada disso, seus irmãos não gostam de mim agora sim que vão me odiar.
___Eles não te odeiam de onde tirou isso.
___Eu percebi hoje como me olharam no intervalo principalmente a loira, olhar ameaçador, como os seus naquele dia do quase afogamento.
___Me desculpa, mas a sua insistência é de tirar qualquer um do serio.
___Eu tiro você do serio, só porque quero a verdade.
___Não é só por isso, chegamos.
Entramos sem nenhuma burocracia ele me levou direto para o consultório do Dr. Carlisle pediu para eu aguardar um pouco que iria chamá-lo me alertou para não tentar fugir que tinha gente me vigiando eu sentei e garanti que no meu estado no máximo iria ao banheiro ele saiu rindo, minha tontura já havia passado um pouco, mas meu estomago e minha cabeça continuava passando mal, debrucei na mesa e nem percebi que eles entraram, Dr. Carlisle colocou a mão no meu ombro achou que eu estava dormindo e perguntou:
___Ane tudo bem o que houve.
___Não sei estou com um pouco de náusea e dor de cabeça e a tontura passou um pouco só quero ir para casa e descansar antes de ir trabalhar, mas Edward insistiu em me trazer aqui.
___Desculpa a demora houve um grande acidente e tem dois sobreviventes que estou cuidando e em nosso estoque de sangue não tem o que eles precisam estava tentando ver em outro hospital.
___Eu é que peço desculpa você tendo gente mais importante para cuidar eu aqui atrapalhando.
Levantei para ir embora e sentei imediatamente tudo ficou escuro novamente, com ajuda de Edward que me repreendeu fui deitar na maca para ser examinada, Dr. Carlisle tinha as mãos frias, mas bem delicada deve ser por ser cirurgião pediu para fazer exame de sangue e iria me por no soro, eu disse que não, eles se olharam e antes que falassem eu disse:
___Sem ofensas eu agradeço por tudo que esta fazendo, mas não quero preocupar o Charles, já tive isso antes tenho algum remédio em casa ou você pode me receitar outro vou tomar, não vou ficar aqui não tenho como pagar, e não vou dar despesas para o Charles se fosse algo grave eu até concordo, faz alguns dias que não me alimento direito e com toda essa confusão e desentendimento com algumas pessoas acho que refletiu no meu organismo, ele deu um leve sorriso e disse:
___Tudo bem vou te dar outro remédio e vai repousar hoje, te dou um atestado.
Ele pediu licença para atender o telefone era a resposta do outro hospital, ao desligar estava com um ar de preocupação e decepção, Edward me olhava estranho, e virando perguntou:
___Não deu certo Carlisle.
___Não, o pior é que uma das vitimas é um bebe de 2 anos, seus pais morreram, entre outros ficou o tio que não esta falando coisa com coisa estão na UTI.
Sem querer me intrometer na conversa sugeri uma coisa dizendo:
___Porque vocês não fazem uma campanha para tentar achar aqui mesmo um doador compatível hoje lá na escola estavam fazendo coleta de sangue eu não participei porque minha mãe disse que quando era criança tive hepatite, mas se eu puder doar estou aqui.
Dr. Carlisle concordou e perguntou se eu tinha alguma idéia, fiquei feliz em ajudar sugeri cartazes e ligações do hospital para as empresas, lojas o próprio Charles poderia chamar os amigos de pescaria, o Café da Martha tinha bastante movimento, com os alunos principalmente os atletas o senhor Garner e a senhora Smith com certeza ficariam lisonjeados se o convite partisse do próprio Carlisle que fez questão de ligar, Dr. Carlisle ficou mais animado com minha idéia e lembrei da reserva tem muita gente jovem e forte lá, então disse:
___Eu estava esquecendo, posso falar com o meu amigo Jacob da reserva quileutes quem sabe eles também possam ajudar.
Edward e o pai se olharam então o jovem medico disse:
___Acho difícil a reserva querer colaborar, desde que vim trabalhar aqui eles não freqüentam mais o hospital.
___É meu pai comentou isso, mas porque você é tão competente já perdeu algum paciente que era da reserva.
Sem mais conversa o Dr. Carlisle pegou umas amostra em sua gaveta disse para tomar de seis em 6 horas, entregou-me o atestado queria que eu ficasse alguns dias de repouso, mas eu disse que preferia continuar com minha rotina eu estava bem, ele sorriu concordou, agradeceu pela minha ajuda e idéia e caso precisasse ele atenderia eu em casa e em agradecimento eu iria ajudar na divulgação assim que os cartazes estivessem prontos, no caminho pedi para Edward me levar à escola para pegar minha picape, ele me garantiu que minha picape estaria a minha espera assim que chegasse em casa, não discuti estava sendo ótimo estar com ele, chegamos em frente à casa do Charles e vi ela lá e perguntei:
___Quem a trouxe.
___Alice, pedi para ela deixar aqui vai que você precise.
___Agradeça ela por mim, e assim que você tiver os cartazes eu quero ajudar vou ligar agora mesmo para o Jacob e o Charles quem sabe ele já passa pelo hospital.
___Ane lembra o que meu pai disse, repouso.
___Lembro, mas ligar deitada não vai deixar de estar em repouso.
Ele riu e disse com aquela expressão hipnotizante para eu entrar e me cuidar que ele ficaria de olho, sai do carro sem um pingo de vontade, nos despedimos, vi ele partir bem devagar acenou para mim, eu acenei também sem acreditar no que aconteceu hoje, um turbilhão de sentimentos revirava minha cabeça sem explicar à imensa avalanche de pressentimentos gerado a cada minuto que eu pensara nele.
Notas finais
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Beijos e adoraria saber o que, quem está lendo está achando.
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