Notas iniciais
Link da fanfic original nas notas finais.

Tinha acabado de tomar banho quando Anna apareceu no meu quarto.

— Aonde pensa que vai? – Ela perguntou, cruzando os braços.

— Sair com o Fred, por quê? – Perguntei, amassando os cabelos com a toalha, pra que formassem cachos.

— Você prometeu me levar naquele museu. – Minha irmã respondeu, batendo o pé.

— Que museu?

— O de ponta de flechas. – Ela respondeu, impaciente.

— Mas que mus... AH É! – Exclamei, me lembrando.

— E então? – Ela fez cara feia.

— Mas Aninha, eu prometi que ia ficar o dia com o Fred. – Falei, fazendo bico. – O Richard levou a Alice pra comemorar o aniversário dele e o Fred não quer ficar sozinho lá!

— E a sua promessa, Claire? Como fica? – Ela insistiu, colocando as mãos na cintura.

— Olha, hoje eu passo o dia com o Fred e depois passo dois dias seguidos te levando em qualquer lugar que você quiser. – Falei, com um sorriso tipo “é minha última oferta, aceita!”.

Ela parou para pensar, com cara feia.

— Tá, pode ir passar o dia com o menino, mas saiba que eu já vou começar a programar o passeio até os laboratórios e museus. – Ela disse, com voz de mandona e saiu do meu quarto.

Revirei os olhos. Quem essa menina tinha puxado? Mamãe não era assim, nem meu pai. Muito menos Victor e eu...

Tinha acabado de colocar minha jaqueta, quando o celular tocou.

— Alô?

— Oi...

— Oi meu amor. – Sorri, ouvindo a voz de Fred.

— Tudo bem, gatinha?

— Tudo, e você? – Ainda sorrindo, abri a porta do quarto e saí.

— Bem melhor agora. Cadê você? – Ele perguntou, enquanto eu descia as escadas para o primeiro andar.

— To abrindo a porta e... – Me interrompi, pois ele estava ali, na frente da minha porta. – Fred!

Ele desligou o celular e sorriu, enquanto eu o abraçava. Ele me apertou mais e eu senti seu cheiro tão forte e embriagante.

— Vamos então, madame? – Ele sorriu, erguendo um braço.

Ri e coloquei as mãos em seu cotovelo.

Andamos assim até sua casa, conversando e rindo pelo caminho.

— Richard levou Alice pra onde? – Perguntei, deixando a jaqueta em cima do sofá.

— Não sei. Para um motel? – Fred deu de ombros.

Sentei no sofá e ele sentou ao meu lado. Pousei a cabeça em seu ombro e ele puxou minhas pernas, para que elas ficassem em cima das dele.

— Fred... Me desculpa por tudo o que aconteceu... – Suspirei, passando as mãos no rosto. Ele começou a negar e a pegar em minhas mãos.

— Hey, para com isso, ok? – Ele disse, me olhando nos olhos. Me perdi fitando aquela imensidão verde.

— Não! Eu nunca devia ter ido naquela festa, nunca devia ter fingido a gravidez... – Recomecei a falar, mas ele colocou as mãos em minhas bochechas e me forçou a encará-lo novamente.

— Claire. Já passou, ok? – Ele falou, me dando um selinho intenso. Talvez para que eu calasse a boca.

— Eu te amo tanto. – Falei, abraçando-o. – Não quero te perder nunca mais.

— Você não vai. Eu não vou deixar. – Ele respondeu, me abraçando forte.

Olhei para ele novamente, com lágrimas nos olhos. Ele franziu o cenho e passou o polegar em minha bochecha, limpando a gota insistente que descia por meu rosto.

— Que foi, minha linda?

Balancei a cabeça negativamente e voltei a beijá-lo. Eu não queria mais soltá-lo. Queria ficar abraçando-o pelo resto do dia, pelo resto da semana, pelo resto da eternidade.

Ele deitou no sofá e eu deitei em cima dele. Ficamos ali por um tempo, ele fazendo cafuné em mim e eu acariciando seu peito. Seu cheiro costumava me deixar desnorteada. Era muito bom. E eu acho que ele nem usava perfume.

— Claire? – Ele murmurou, depois de algum tempo.

— Sim? – Olhei para ele e o vi abrir um sorriso. Ele era tão lindo...

— Estou quase dormindo, por culpa sua. – Ele estirou a língua.

Dei risada e fui um pouco para cima, ficando com minha boca bem perto da dele.

— Deixa que eu te faça ficar bem acordado então. – Sorri, colando meus lábios nos seus. Os abri um tantinho e beijei seu lábio superior, logo senti sua língua tocar a minha.

Nosso beijo ficava cada vez mais intenso. Minhas mãos estavam em sua nuca e pescoço, arranhando-o suavemente.

Senti seus dedos passarem por baixo de minha camiseta. Eles estavam frios e me fizeram estremecer. Fred me olhou com um sorriso malicioso.

— Vem cá. – Ele disse, me virando e me deitando de barriga para cima.

Seus dedos foram subindo por minhas costas, enquanto ele mordiscava meu pescoço. Mordi o lábio inferior e soltei um gemido involuntário, ele pareceu gostar, pois subiu com as mãos por minha barriga até o sutiã. Senti seus dedos deslizarem por baixo da peça e encontrarem meus seios.

Tirei minha camiseta e olhei para seus olhos verdes. Fred se inclinou e me beijou intensamente, enquanto suas mãos acariciavam e apertavam meus peitos. Passei uma mão por suas costas e, com a outra, puxei-o mais para perto pela nuca. O feixe do sutiã – que ficava na parte da frente – abriu e meus seios ficaram expostos. O moreno beijou minha bochecha, meu pescoço e desceu até eles.

Ele beijava e acariciava, me fazendo ter vontade de ficar ali para sempre. Meus pelos já estavam arrepiados e minha vagina começou a latejar.

Ele traçou uma linha de beijos por toda minha barriga, ainda com uma mão em meu seio. Assim que minha calça entrou em seu caminho, ele a desabotoou e, sem cerimônia, a abaixou, revelando minha calcinha preta de rendas.

— Ela fica muito bem em você, sabia? – Ele disse, sorrindo maliciosamente para mim. Fechei os olhos e senti a peça roçando minha pele, descendo por minhas coxas, chegando ao joelho, sendo puxada até meus pés...

Fred beijou a parte interna de minha coxa, me arrepiando ainda mais, e passou as mãos em minha cintura e bunda, enquanto eu colocava as pernas em seus ombros.

O garoto começou a passar os dedos por minha vagina, beijando-a em intervalos curtos de tempo.

Logo ele começou a penetrar com o dedo. Só a pontinha no começo, chegando ao máximo que conseguia. Meus gemidos ficavam mais altos e mais ofegantes na medida em que sua língua brincava com meu clitóris e seus dedos me penetravam.

Ele aumentou o ritmo, indo muito rápido. Eu arranhava o sofá e gritava, pedindo para que ele fosse mais rápido e mais forte. Me contraí e senti aquele frio na barriga, aquela sensação estranha e gostosa ao mesmo tempo. Ele então parou e veio para cima, acariciar meus cabelos.

Dei-lhe um beijo na boca e desci minhas mãos por sua camiseta, até a borda. Enquanto minha respiração voltava ao normal, levantei sua camiseta e a tirei, passando as unhas por seu peito. Ele fechou os olhos, arrepiado. Sorri e aproximei meus lábios de seu pescoço, beijando-o. Provavelmente ficaria vermelho.

— Eu te amo. – Ele sussurrou no meu ouvido.

— Eu também te amo, Fred. – Respondi, dando um selinho nele.

Beijei seu peito e fui descendo com os lábios até a barriga, passando pelo umbigo. Tirei suas calças com os dentes e logo vi sua cueca azul. Abaixei-a também e peguei seu membro rígido com a mão direita. Ele me ajudou a tirar sua roupa e então eu abocanhei.

Fred ofegou e começou a gemer, me fazendo cafuné.

O bom de fazer sexo oral nele, é que ele não ficava me forçando. Não fica empurrando minha cabeça e me obrigando a passar de um limite do qual eu não tenho a necessidade de passar.

Comecei a aumentar o ritmo na medida que ele pedia. Fred chamava meu nome e gemia, sua respiração estava ofegante e seus dedos apertavam meus cabelos, me arrepiando.

Depois de alguns minutinhos, ele pediu para que eu fosse para cima. Eu fui. Nos beijamos intensamente, como se aquele fosse nosso último beijo.

Nem sei quanto tempo ficamos nos beijando. Sei que nossa respiração estava ofegante, mas não demos tempo para que ela se regularizasse, pois ele sentou no sofá e eu sentei em seu colo, com seu membro duro em cima de mim.

— Isso amor, pula. – Ele pediu, enquanto eu agarrava o estofado do sofá e olhava em seus olhos. Começamos devagar, mas comecei a ir cada vez mais rápido.

Suas mãos apertavam minha bunda e seus olhos estavam fixos em meus peitos, que balançavam no mesmo ritmo.

Comecei a ir mais rápido. Os dois gemendo, gritando, ofegando e se entregando ao prazer.

Estava pulando bem rápido nele, já sentindo aquela sensação prazerosa tomar conta de mim novamente. Eu gritava e chamava seu nome, enquanto ele ofegava cada vez mais rápido.

O frio na barriga tomou conta de mim novamente e eu comecei a enlouquecer. Ouvi o barulho de algo rasgando, mas nem liguei. Coloquei minhas mãos em suas costas e as arranhei. Talvez ficassem marcas...

Pulei mais algumas vezes e senti o líquido sendo solto dentro de mim. Também havia chegado ao ápice.

Saí de seu colo e me joguei no sofá. Fred deitou em cima de mim, me abraçando.

Me aconcheguei em seus braços e sorri.

— Você é perfeito. – Falei, ainda respirando com dificuldade.

— Não sou não. – Ele respondeu, beijando minha testa.

Fechei os olhos e senti seu aroma.

Ficamos um bom tempo ali, deitados, descansando. Já estávamos mais relaxados quando Fred quebrou o silêncio:

— Claire... – Ele chamou, me fazendo erguer os olhos.

— Sim, meu amor?
— Quer tomar banho comigo? – Ele perguntou, sorrindo.

Dei risada e assenti.

O garoto me ajudou a levantar e, juntos, fomos até o banheiro.

Ele ligou o chuveiro e me puxou para dentro do Box. Fizemos guerra de água e brincamos com o sabonete.

Com o shampoo, brincamos mais ainda. Fiz uma barba nele e Fred inventou que queria sair com ela pela rua.

Assim que desligamos o chuveiro, ele puxou uma toalha e nos enrolamos nela.

Fomos cambaleando até o quarto e nos jogamos na cama, ainda nus, ainda molhados e ainda enrolados na toalha.

Abracei meu namorado e sorri, enquanto ele tirava uma mecha de meu rosto.

Nos beijamos e ficamos conversando sobre coisas bobas.

Não sei como, acabei adormecendo. Acho que Fred também.

Quando acordamos, Alice e Richard já tinham chegado. Ela me lançou um olhar malicioso, que eu ignorei, e puxou uma coberta para nos aquecer.

Olhei para a janela e tive a leve impressão que o sol já tinha dado lugar à lua. Mas não liguei muito. Tinha Fred ao meu lado, estava feliz, ele sorria para mim e dizia que me amava. Não precisava mais de nada e nem de ninguém.

Acordei no outro dia de conchinha com ele.

Corri para casa e encontrei meu pai e minha mãe histéricos e nervosos.

Fiquei bastante tempo de castigo por ter dormido na casa do Fred sem avisar ou pedir permissão, mas eu sei que valeu a pena. Tive um dos melhores dias da minha vida.

E, aliás, castigos nunca me impediram de sair pela janela, descer pela árvore e correr para a casa do meu namorado.

Do meu amor...

Do meu Fred.

Notas finais
Link: http://fanfiction.com.br/historia/241334/Minha_Doce_Loucura/
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