Andarilho das tempestades
1 Andarilho das tempestades
Notas iniciais
Do meu modo único sempre fico eufórico com os ventos
Com a força natural que sempre me empurra sem rumo
Caminho há muito tempo,feito um cego,como um louco,
Amigos que me restam, são a bengala e o som oco dos trovoes.
Estou em meio a grande tempestade sem medo pra usar.
A água é densa e já ate parece parte do meu corpo,
O frio é tão intenso que já esqueci como é o calor.
A voz da minha senhora já não escuto mais,
Apenas rugidos do céu que não parece contente com que me tornei,
Sou um amante da chuva,um senhor da tempestade,
A chuva me lava,o vento me leva,já não tenho mais casa,
E muito menos sei o tempo que me resta...
Minha garota te deixei para traz,
Parti sem me despedir, pois não queria te ver chorar,
Fui silenciado pelo medo de não poder lhe explicar meus erros,
Eu nunca tive medo da tempestade ou dos trovoes, meu grande medo é que você não me perdoe nunca mais...
Então guardo seu rosto em minhas lembranças,
E as magoas no meu coração.
Minhas lagrimas se misturam a chuva,
Agora sou um “andarilho da tempestade” ensurdecido pelo som do trovão!
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