And we kiss on the roof, was magic
2 Stronger Together
Notas iniciais
Kara pov
Trabalhar para Cat Grant nem sempre é fácil. Mas trabalhar para Cat Grant quando ela quer uma coisa e não consegue é impossível
– Kira eu quero que avise James Olsen de que se ele não me conseguir uma entrevista com a Supergirl até o fim da semana ele está acabado entendeu — Cat disse assim que me viu chegar naquela manhã, eu sabia que ela estava furiosa depois do desastre que eu causei na baia
– Sim senhora — eu gaguejei correndo para fora de sua sala
– Deixe-me adivinhar ela quer que eu consiga a entrevista que eu já disse que não vou pedir — James perguntou sem se virar do computador onde ele trabalhava eu fechei a porta exasperada
– Eu não estou fazendo essa entrevista. Não. Eu não posso ... Quer dizer, eu não posso. Ms. Grant não é estúpida. Ela me reconheceria, em tipo, um segundo — eu disse olhando para ele que finalmente se virou me olhando
– Ela vai olhar para a Supergirl direto no rosto e ela não vai ver a assistente dela — disse James sem se preocupar
– Como você pode ter tanta certeza? — eu perguntei incomodada ele se levantou me alcançando
– Porque ela não vê você agora. Eu assisti isso acontecer por anos com seu primo. Por que você acha que as pessoas não reconhecem ele como Clark Kent? — perguntou James com um sorriso em seu rosto
– óculos de leitura e uma péssima postura? — eu perguntei em uma meia piada, ele riu
– Não, ele é capaz de se esconder, porque o mundo não quer acreditar que há um verdadeiro herói em meio a eles — ele disse calmamente me fazendo suspirar
– É, eu tenho certeza de que há uma boa razão para que meu primo mantenha seu trabalho no Planeta Diário em vez de voar por ai como Superman o tempo, o que seria muito mais fácil — eu falei me afastando dele levemente, incomodada com sua proximidade
– Sim, bem, com esse ele é capaz de pagar o aluguel — James disse tentando disfarçar o clima estranho que nos tomou com minha súbita distancia
– Eu não sei, talvez eu coloquei o "S" muito cedo — eu disse me afastando dele de vez, eu lhe dei as costas
– Kara, olhe para a janela. Diga-me o que você vê — ele pediu me fazendo suspirar
– Edifícios, Outdoors, tem aquele bar onde o cara sempre pede minha identidade. Ele sabe quantos anos eu tenho — eu falei bufando ao final, ele se aproximou novamente
– Eu vejo uma cidade cheia de pessoas que precisam de ajuda. Que precisam de um herói — ele falou tocando meu ombro de forma intima, eu me afastei dele novamente, ele suspirou
– Você realmente acha isso? — eu perguntei de costas para ele, o cortando antes que pudesse dizer algo
– Se alguém pode se equiparar ao Super-Homem ... É você — ele disse por fim, eu sorri saindo de seu escritório a tempo de escutar Cat me chamar
– Miss Grant — eu disse entrando em sua sala logo em seguida, Cat sua cara irritada e eu sabia que ela gritaria comigo
– Kira eu sei qual seu problema — ela disse me olhando nos olhos, eu gelei em seu olhar profundo e analista
– Sabe¿ — eu perguntei com medo de sua resposta, eu me perguntava se poderia ela já ter descoberto meu segredo, se Cat já sabia quem eu era, se ela o guardaria ou me exporia para o mundo
– Não, na verdade não. Mas isso não é o que importa — ela disse me deixando aliviada. Meu segredo a salvo de Cat Grant por enquanto
– O que importa Miss Grant¿ — eu perguntei calmamente, ela bufou se aproximando de mim, eu senti a temperatura de meu corpo aumentar com a sua proximidade mas não me movi
– Você tem que tirar a cabeça das nuvens, e se concentrar no jogo. Eu nunca será mais que uma secretaria medíocre, com uma vida medíocre. Não foi você mesma que disse que queria mais Kira, então faça mais — ela disse me dispensando logo em seguida com um acenar de sua mão, eu sai sem uma palavra a mais, eu olhei meu celular vendo uma mensagem do DEO.
– Porque está andando assim Kira¿ — Cat perguntou assim que eu deixei seu almoço sobre sua mesa na outra manhã, eu andava dolorida após a surra que Alex havia me dado no DEO no dia anterior, era a segunda vez em minha vida que eu sentia dor, e eu tinha o pressentimento que enquanto eu fosse a Supergirl não seria a ultima
– Eu segui seu conselho e tive aulas de Kick-Boxe. Ainda estou dolorida — eu falei pegando as matérias que apareceriam na próxima edição do Tribuna
– Supergirl falha no lançamento — eu li de forma incrédula
– Eu não preciso que leia para mim, fui eu que escrevi — ela disse sem levantar sua cabeça de onde ela lia alguma coisa em seu Tablet
– Mas eu não entende, quando o Superman começou.... -
– Ele, ele, ele. Eu já estou cansada de ouvir sobre o Superman, Supergirl tem que entender nós mulheres temos que trabalhar o dobro para termos metade do reconhecimento — ela disse se levantando de onde estava
– Mas ela salvou o avião — eu disse tentando me defender, Cat moveu sua mão dispensando o fato
– E ela o deixou no meio do rio, engenheiro estão trabalhando dia e noite para tira-lo de lá — falou Cat parando em frente ao seu almoço
– Escute, eu não gosto de peixe, mas me agrada saber que eles estão vivos nadando por ai — falou Cat balançando suas mãos tentando representar seus ditos peixes
– E se Supergirl estive aqui, o que você diria para ela que a faria melhorar¿ — eu perguntei me dando por vencida, eu sabia que precisava de ajuda pois até aquele presente momento eu havia bagunçado com tudo que eu tentara fazer
– Bem, começar pequeno e ir crescendo. Eu era assistente de Perry White, eu lutei muito e um dia eu tive a chance de escrever uma matéria, para a coluna de fofocas, então eu me esforcei mais ainda. Sempre me superando — ela disse me olhando nos olhos, eu engoli em seco com a força de seu olhar
– Você não entra no prédio e de repente é o dono da empresa. Supergirl deveria tirar uma pagina do seu livro Kirah — ela disse simplesmente, eu ri nervosa com sua afirmação. Sorrindo abertamente quando ela me dispensou
– Me encontre no beco em cinco minutos — eu disse para Winn que sorriu, eu sabia o que fazer agora.
– James você tem até o fim do dia para me conseguir a minha entrevista — eu ouvi Cat dizer em seu escritório, eu suspirei sabendo que não poderia deixar James ser despedido não depois de ele me ajudar e ser meu amigo
– E o que acontece caso eu não faça — eu o escutei dizer, fechei meus olhos já sabendo a resposta de Cat
– Metrópoles terá seu melhor fotografo de volta — ela disse, eu me levantei saindo dali
– Eu vou fazer — eu disse, James estava escorado na amurada do prédio sozinho quando eu o encontrei, ele me olhou surpreso antes de sorrir
– Não precisa fazer, não vai mudar nada entre nós — ele disse de forma calma, eu me abaixei perto dele na amurada
– Eu sei, mas eu quero fazer — eu disse em igual calma
– Porque¿ — ele perguntou me olhando, eu sorri para ele
– Sabe o que significa o "S"¿ — eu perguntei o olhando ele negou me olhando
– Significa El Mayarah, é mais fortes juntos em Kriptoniano. É o código de honra da minha família — eu expliquei calmamente
– Em Kripton, nós éramos ensinados que pedir ajuda não era fraqueza, era uma honra na verdade — eu terminei e o vi me olhar com surpresa
– Superman nunca fala sobre Kripton — ele disse, eu sorri tristemente
– Como ele poderia, era só um bebe quando o planeta explodiu. Mas eu não, eu me lembro, o tempo todo — eu falei olhando ao longe no final da frase, a destruição do meu planeta era uma ferida que jamais cicatrizava em meu peito
– Obrigado Kara — ele disse por fim, eu me voltei para ele um sorriso em meu rosto antes de receber uma ligação de Hank e o DEO
– Eu tenho que ir — eu falei apressadamente em rumo a base militar de Hank
– Era para você protegê-la — eu gritei assim que localizei Hank Henshaw, ele me olhou em um misto de surpresa e remorso
– sinto muito, nós não previmos que ele a pegaria — ele disse calmamente, eu sentia raiva e preocupação correrem por meu corpo
– Alguma pista de onde? — eu perguntei e ele negou
– Temos equipes vasculhando a cidade — ele disse
– Tem a mim também — eu disse saindo da base rumo aos céus de National City, não muito tempo depois eu escutei os gritos de Alex em um armazém abandonado, eu contatei Hank e fui até ela
– Alex — eu falei vendo minha irmã caída no chão sua perna ferida
– Kara, é uma armadilha — ela falou fracamente, mas era tarde demais pois eu me senti ser atingida por algo que me jogou vários metros longe
– Kara, como você cresceu — eu me virei dando de cara com um rosto que eu conhecia muito bem
– Você morreu, quando Kripton explodiu, todos morreram. Você morreu, tia Astra — eu falei incrédula e assustada e em uma ínfima parte de mim feliz por ela estar viva
– Exceto que eu não estava em Kripton quando ele pereceu, eu era uma prisioneira em Fort Rozz. Sua mãe não te contou¿ Como ela me mando para longe, me baniu, me prendeu quando eu disse a verdade enquanto ela apenas contava mentiras — ela disse se aproximando de mim, sua voz era fria, calculista e furiosa
– Porque ela lhe enviou para Fort Rozz — eu perguntei confusa
– Por ser uma heroína, por tentar salvar nosso mundo — ela disse agora perto de mim, eu podia ver como ela não havia envelhecido muito com o passar dos anos
– Eu me lembro de tantas noites sentada em seu colo ouvindo enquanto você me ensinava o nome das estrelas — eu falei de forma confusa, e fraca eu sentia tanta a falta dela que eu não queria acreditar que talvez ela tivesse nos traído
– Então deixe-me ensiná-la novamente minha querida sobrinha, sua aliança com os humanos é equivocada. Não fique no meu caminho, eu deixei um planeta morrer eu não deixarei acontecer novamente — ela disse sua mão em meu rosto, eu sabia o que suas palavras significavam e eu não poderia deixar que ela fizesse o que quer que ela planejava
– Engraçado, eu posso dizer o mesmo — eu falei juntando toda a minha raiva e coragem. Eu não a deixaria ferir meu planeta adotivo, ela sorriu fria me lançando contra uma parede, eu a atravessei caindo no chão em um baque meus olhos se incendiaram quando eu usei minha visão de calor contra ela
– Talvez eu estivesse errada sobre você, se junte a mim garotinha — ela disse um sorriso cruel em seu rosto
– Nunca mais me chame assim — eu disse irritada, nós lutamos mesmo que não fosse o que eu queria. Ela acabou me prensando ao chão
– Você escolheu acabar dessa forma ao invés de se aliar a sua família. Agora você ira morrer sozinha — ela disse furiosa seu braço sobre meu pescoço quando ela me levantou do chão
– Você talvez repense a capa — ela disse usando minha capa para me lançar pela janela, eu usei minha força para retornar ao galpão agarrando Astra de surpresa, eu a joguei contra uma viga de ferro lhe acertando um soco antes de ela acertar minha cabeça contra a viga me deixando tonta enquanto ela me acertava repetidas vezes
– Use a força do oponente contra ele — eu me lembrei de Alex usando o corpo de Astra para a lançar longe, foi quando minha irmã surgiu me abraçando fortemente
– Você está bem¿ — eu perguntei olhando-a rapidamente em busca de ferimentos, foi quando senti o sopro congelante de Astra me atingir eu e Alex caímos no chão
– Soube que ainda não dominou esse — ela disse sarcástica
– Pare fique a onde você está — Hank gritou, eu me desesperei ao ver que ele estava sozinho, mais ainda quando Astra o pegou o levantando do chão
– Você não tem nenhuma arma que possa me ferir — ela disse com arrogância, ele sorriu
– Você está tão errada — ele disse a apunhalando com uma faca de Kriptonita, Astra gritou em dor e me olhou por alguns segundos antes de desaparecer no ar. Eu olhei para Hank em agradecimento, ele e minha irmã foram levados pelos agentes do DEO, eu os segui pelo ar cuidando para que mais nenhuma surpresa acontecesse pelo menos mais nenhuma hoje.
Horas depois eu estava novamente no ar, dessa vez o carro de Cat Grant em meus braços para a sua entrevista exclusiva que eu não estava nem um pouco ansiosa para fazer
– Sua entrevista começou Miss Grant — eu falei assim que ela saiu do carro, parado em uma das muitas distantes planícies da cidade, ela parecia chocada em me ver mas logo mascarou com sua normal cara de tédio
– Se importa de eu gravar nossa entrevista¿ — ela perguntou, e eu suspirei temendo o que eu poderia dizer a partir daquele momento
Continua
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