And the second thing?
1 Believe.
Não era possível que isso estava acontecendo conosco, perder Oliver era a única coisa que deixaria todos devastados, sem saber para onde olhar. A primeira vez que ele voltou da ilha e chamou a mim e a John para trabalhar com ele, eu sabia que não haveria volta. Mesmo que não tivesse toda essa coisa de ‘‘Eu te amo’’ entre nós dois, eu não seria a mesma, caso qualquer coisa acontecesse com ele. E quando ele saiu no QG naquele dia eu tinha a impressão de que não o veria mais. Mas eu ainda sinto ele por perto, não acho que seja normal quando você viu essa pessoa morrer ou então a viu em seu funeral, porque eu não tinha certeza de nada, não tínhamos seu corpo. Pelo menos no fundo de mim, eu sentia que poderia haver esperanças. Mas não divulgava isso com os meninos, pois eles não deixariam que eu voltasse no QG, não deixariam que eu tivesse qualquer arma que pudesse me ajudar a rastreá-lo, a achar o que quer que fosse. Porque para eles, Oliver Queen havia morrido. E eu não suportava essa realidade.
Como todos os dias de manhã a primeira coisa que eu fazia era o meu café, ligava a TV nas notícias e suspirava por ver que não havia nada, ia ao banheiro fazer minha higiene matinal e então caminhava direto para o QG. Eu tinha saído da empresa, seja lá o que fosse eu não poderia viver em dois lugares que me lembravam Oliver, eu tinha que fazê-lo com quem sentia o mesmo que eu. Ray tentou de tudo, me procurou, mandou e-mails, mas deveria ser assim, eu tinha o meu tempo de luto e isso não incluiria nenhum envolvimento com qualquer outro herói que pudesse existir. Tirando Barry, às vezes conversávamos e ele me contava o que acontecia em Central City, Barry era um amigo e sempre que precisávamos de reforço ele estava lá.
Cheguei ao Verdant e vi Thea, ela tentava ligar no celular do irmão, porém sem sucesso. Nenhum de nós teve a coragem de falar para ela. Na realidade era uma das poucas coisas que nós conversávamos, porque seria capaz de sentarmos no chão e chorarmos igual menininhas. No meu caso eu já o fazia, porém John e Roy eram fortes e ficavam do meu lado, não demonstravam tanto, mesmo sendo difícil.
Thea deu um pequeno sorriso para mim e veio em minha direção.
- Felicity, você tem qualquer noção do paradeiro do Oliver? – Ela me perguntava com os olhos marejados, droga!
- Não sei Thea, ele não envia mensagens para que possamos ficar mais tranqüilos, mas ele está bem, logo estará de volta. – Tentei soar convincente, mas percebi que não deu muito certo.
Ela abaixou a cabeça e andou em direção ao novo DJ, aproveitei sua distração para descer.
- Dig, nós temos que contar a ela –Era a voz de Roy, e não parecia nenhum pouco contente para mim.
- Nós iremos Roy, só não podemos dar falsas esperanças a Felicity e esmagá-las depois.
Opa, que falsas esperanças são essas? Eu gosto de ter falsas esperanças, fazem a realidade parecer... Melhor. Acabei fazendo barulho enquanto estava descendo para que eles percebessem que uma parte do assunto estava ali.
- Então, que falsas esperanças são essas que vocês querem me dar? – Perguntei quando desci o último degrau da escada, os dois homens se olhavam sem saber o que falar. Pigarreei e olhei para John.
- Felicity, eu fui procurar o corpo de Oliver na última semana... – Eu prendi minha respiração enquanto Dig falava. – Não achei o corpo dele e saí procurando por alguém que pudesse ter visto, tentado socorrer... Até que achei um senhor, ele tinha visto um rapaz arrastando o corpo de Oliver, disse que eles estavam indo em direção a um poço. É o Poço de Lázaro, mas isso não faz nenhum sentido para mim ou para Roy. Então... Estávamos em conflito em te perguntar ou não.
Eu suspirei, estava com os olhos cheios de lágrimas e de esperança. Fui até minha cadeira e comecei a fazer minha pesquisa, quando achei algo virei para os rapazes.
- O Poço de Lázaro é onde Ra’s Al Ghul se banha, tem tipo uma mistura química que serve para curar os piores ferimentos e até mesmo para ressuscitar os mortos. – Eu suspirei. – Se realmente for isso, se realmente Oliver for banhado nesse Poço e ele tiver esses ‘‘poderes’’ de dar a vida a um corpo que não a tenha mais, é possível que o Oliver volte. – Diggle deu um meio sorriso para mim e veio em minha direção, se o corpo de Oliver não estava no penhasco e em nenhum local perto dali – nem mesmo no chão, onde ele teria que cair metros – havia uma esperança de acharmos seu corpo, mesmo que não pudéssemos revivê-lo, faríamos com que ele fosse honrosamente lembrado para todos.
Levantei da cadeira e dei três passos, indo em direção a Diggle e a Roy, os abraçando. Talvez fosse só um tiro no escuro, mas nós tentaríamos achar Oliver e eu poderia fazer o que eu deveria ter feito naquele dia.
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Fui para casa com um pouco de esperança em meu coração, ainda não conseguia sorrir, ainda não conseguia pensar direito, mas a esperança ajudaria a dormir a noite.
Enquanto eu estava na sala percebi pela janela que alguém olhava para mim. Coloquei os olhos e fui o mais perto que pude para ter certeza de que não era um tipo de miragem.
Ele não usava um capuz ou uma máscara. Estava somente com uma calça preta de moletom e com todas as cicatrizes a mostra. Pude notar um pequeno sorriso em seus lábios.
Oliver Queen estava vivo, e aquela foi a melhor notícia que me ocorria em tempos.
Mas quando eu pisquei, ele já havia sumido, tudo o que havia perto de mim era um flecha, com um bilhete.
Felicity, eu estou bem. Estou vivo.
Não esperava que alguém me levasse aquele poço, ainda não sei quem foi. Mas sei o que devo fazer, reúna-se com os rapazes o mais rápido possível. E me encontrem no outro QG, por favor, não fale para Thea.
Eu amo você. E não posso mais distanciá-la de mim.
Com amor, Oliver Q.
Notas finais
Obrigada por lerem ♥
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