And You Are Sweet Like Poison
1 la douceur des Nao
Notas iniciais
Quem dera a vida fosse tão doce quanto os bolos que eu faço.
Já fazem três anos que vivo assim, e para ser sincero eu amo minha maneira de viver. Amo acordar às oito horas da manhã, amo ter uma cozinha com eletrodomésticos de ponta só para mim, amo ser o confeiteiro desta casa de doces.
Mas esse não é o meu problema.
As pessoas vêem aqui todos os dias, não que isso seja um estorvo porque é muito bom que esteja lotado. Mas o problema é que as pessoas que entram por essa porta nunca estão sozinhas, sempre trazem amigos ou namorados.
É o de se esperar de uma confeitaria, não é?
Os maravilhosos doces que vendemos aqui e que agradam a tanta gente; é natural que as pessoas sintam vontade de dividi-los com quem amam. É por isso que eu amo fazer doces, eles trazem múltiplas sensações em apenas algumas mordidas, não é necessário muito, embora também seja disponível em grande quantia.
Ainda assim isso me incomoda um pouco, não por ver cada casal de cliente que entra aqui sair com um grande sorriso nos lábios, e sim pelo fato de ser um casal.
Eu dedico horas a fio à minha confeitaria, de modo que não tenho muito tempo disponível para outras coisas.
- Naoyuki-sama, nós já estamos fechando não é? – um dos empregados questionou a mim.
- Sim, por que a pergunta? – respondi, sem tirar os olhos dos enfeites da cobertura que estava fazendo.
- É que ainda há um cliente, devo mandá-lo ir embora? – parei por um tempo, levando o tubo de confeito até o rosto, batendo o mesmo em minhas bochechas, diga-se de passagem, bem cheias.
- Tudo bem, pode deixá-lo lá... Está bem frio esta noite e eu ainda terminarei este bolo para ser servido amanhã de manhã. – voltando a me focar no doce delicioso em minha frente, continuei a produzir seus detalhes.
Já era noite, faltava uma semana para o natal.
O movimento naquela época do ano era assustador. O frio ajudava para que a confeitaria se mantivesse sempre lotada, o que era ótimo.
- O caixa já foi trancado? – ouvi um murmúrio de afirmação vindo do outro, e após pensar um pouco lhe disse – Vocês estão dispensados então, pode deixar que eu cuido do cliente lá fora depois.
- Obrigado Naoyuki-sama. – ele se retirou, certamente indo avisar aos outros funcionários. Eu sempre fui um patrão bom, acho que é por isso que tenho tantos empregados confiáveis.
Após alguns minutos gastos nos rococós da cobertura, observei meu trabalho, deslumbrado. Devia estar tão gostoso quanto bonito.
Meus bolos, modéstia a parte, eram divinos. Eu trabalhei nas melhoras de minhas técnicas durante muitos anos antes de abrir esta confeitaria, e continuo as aprimorando até hoje.
Em troca do meu trabalho bem feito e horas dedicadas ao mesmo, eu agora era dono de uma das melhores confeitarias de Tokyo.
Já havia aparecido em jornais, revistas entre outras coisas. Era bom ter o meu trabalho reconhecido, e como um desejo a mais eu gostaria de abrir uma filial. Só não havia encontrado alguém confiável o suficiente para tomar conta da outra loja.
Por enquanto, eu conseguia me virar muito bem com aquela confeitaria.
Peguei o bolo em minhas mãos, com todo o cuidado e me dirigi à geladeira especial que tinha para estes. Abrindo a porta da mesma e colocando mais um dos meus pequenos orgulhos dentro daquele espaço gélido, propício para os doces.
Lancei um olhar ao relógio, constatando passar um pouco das onze da noite. Nós fechávamos as onze quando próximos a datas especiais.
Tirei meu avental e a touca de meus cabelos morenos, lavei minhas mãos e fui me dirigindo até a saída da cozinha. A confeitaria era bem ampla, e essa era mais uma parte dos meus orgulhos.
Ao sair daquela parte da confeitaria, pude avistar o tal cliente, sentado sozinho em uma mesa para dois e com sua cabeça encostada no vidro próximo a si. Em sua frente havia um pedaço de bolo, que eu identifiquei rapidamente como o Chocolate Duo, bolo este de nome latim, feito de chocolate branco e preto, mesclados perfeitamente pelas minhas mãos.
Aproximei-me do outro, vagarosamente, enquanto aproveitava o trajeto para observá-lo. Seus olhos escuros sem foco, e sua face transmitindo certa tristeza, esta tão profunda que eu quase poderia senti-la me atingir. Possuía traços marcantes, e cabelos negros como os meus, embora fossem um pouco mais curtos, mas igualmente bagunçados.
- Nós já estamos fechando. – disse, vendo ele se espantar com a minha presença ali, e olhar em volta, envergonhado por sermos as únicas pessoas presentes.
- Desculpe-me. – respondeu, ainda soando triste. Parecia não se conformar com algo, e se havia algo que eu sabia mais do que os ingredientes que se combinavam em um bolo, eram os sentimentos que cada pessoa transmitia.
Talvez fosse porque eu sempre fui bem observador, e porque estava sempre em contato com vários tipos de pessoa. Ali, naquela casa de doces, eu sempre encontrava pessoas que iam comer para afundar as mágoas, por vontade de ter algo doce entre seus lábios, ou para se divertir enquanto compartilha algo com alguém.
Mas aquele rapaz, parecia de uma tristeza tão profunda, desolada, que eu acabei querendo perguntar o porquê de tudo aquilo, mesmo não o fazendo diretamente.
- Há algo errado com o bolo? – perguntei, ainda observando o Chocolate Duo. Era um dos bolos que mais vendia, do tipo que havia de se preparar vários e deixar na geladeira, pois acabavam muito rápido.
- Não não. – disse, sorrindo um pouco triste. Havia algo em seu sorriso, que pela rapidez, eu não pude identificar. – Estava ótimo, sou eu quem não está muito bem.
- Desculpe-me pela indiscrição... Mas, há algo que eu possa fazer por você? – questionei, sentando em sua frente, um tanto receoso pelas possíveis reações do outro moreno.
- Não, mas agradeço assim mesmo. – seus olhos se perderam nos meus, fazendo com que eu sentisse ainda mais a verdade por trás destes. – Na verdade... Você gostaria de me ouvir comentar, apenas comentar, uma coisa que está me incomodando em seu bolo?
- Claro, críticas são sempre bem-vindas, é desta forma que crescemos a ponto de melhorar nossas qualidades, não é? – respondi o observando. Seu terno perfeitamente arrumado só era afrouxado no pescoço, embora a gravata ainda parecesse perto o suficiente.
- Não é bem uma crítica. – suspirou, ainda mantendo um sorriso discreto e triste em seus lábios. – O seu bolo me lembra o de minha mãe.
Não pude deixar de sorrir. O fato no qual me levou a fazer bolos, fora que minha mãe sempre os fazia para mim, inúmeros sabores e formatos. Aquilo me alegrava tanto que eu sentia vontade de gritar para o mundo todo que minha mãe fazia os melhores bolos do universo.
- Desculpe, é que perdi um pouco o apetite. – Observei cada um de seus movimentos sutis, a forma como seus dedos compridos e redondos se enroscavam no garfo de sobremesa sobre o prato, brincando com o delicioso bolo que ali jazia.
- Não precisa se desculpar, de certa forma, fico feliz que se recorde de quem ama ao comer meu bolo. – sorri observando seu rosto, iluminado pela luz forte do poste que entrava pela grande janela de blindex.
- Hoje de manhã, eu fui acordado um pouco mais cedo do que deveria. – sorriu amarelo, parecendo ainda inconformado com aquilo. – E sabe, eu odeio ser acordado... Um mau-humor infernal se prende a mim o dia todo, mas estranhamente, com algumas pequenas mordidas no seu bolo eu já me senti melhor, mesmo que estejamos no fim do dia.
Continuou, apertando pedaços da massa fofa do Chocolate Duo, vendo o garfo se lambuzar perante a delícia adocicada. A cena era pura e gentil, e ao mesmo tempo melancólica. A voz dele carregava um misto de sentimentos, que soava ironicamente com o misto do preto e branco no bolo em sua frente.
Levantou-se, fazendo uma pequena reverência. Estranhamente eu sentia como se não quisesse que ele se levantasse da cadeira.
- Obrigado por tudo.
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Havia chego mais cedo, de forma a não lerdear para ir embora, como na noite passada.
Não era como se eu não tivesse gostado da presença do outro moreno, mas estava cansado, merecia um descanso, a próxima semana seria a pior de todas do ano.
O Natal conseguia ganhar até mesmo do dia das mães, embora não parecesse ser uma data para bolos, e sim para Panetones. Estávamos nos aproximando daquela data tão magnífica que transmitia magia, união e outros sentimentos melados do tipo. Melados como os bolos.
Um problema visível com datas daquele porte se dava ao simples fato de que bolo não é uma coisa que se possa deixar pronto com muitos dias de antecedência. Eles precisam de cuidados, precisam ser ingeridos rapidamente. E desta forma não havia como adiantar muito o meu trabalho.
Alguns bolos ainda podiam ser adiantados, como os macios em chocolate, porém, os que levavam frutas em sua composição precisavam de cuidados extras com as mesmas.
Da mesma forma que no dia anterior, eu me coloquei a finalizar o último doce do dia, dispensando meus empregados mais cedo.
Algo em mim pedia para que eles dissessem que ainda havia alguém no estabelecimento, mas isso só ficou no desejo.
Desejo.
Aquela palavra tinha tantas profundidades possíveis em cada um de seus contextos. Assustador.
Antes de fechar a confeitaria, enquanto tentava desviar meus pensamentos da semana árdua que teria, lembrei no certo desinteresse do outro moreno perante o delicioso Chocolate Duo, na noite passada.
O engraçado era que nem o seu nome eu sabia.
Desliguei as luzes, deixando apenas a da vitrine de doces acesa. Se eu não fosse o dono dali, certamente passaria incontáveis horas namorando a vitrine antes de entrar para pedir o bolo que certamente custaria a escolher.
Saí do estabelecimento, sentindo o vento frio da noitinha me acolher. Era inverno no final das contas. Mesmo que a confeitaria não tivesse uma atmosfera quente demais, por conta dos doces ali contidos, ainda assim possuía o mínimo possível de aconchego pelo ar quente.
Aquela era a pior parte, sem dúvidas.
- Hm... Com licença. – ouvi uma voz me chamando, tirando minha atenção do trinco da porta, fazendo-me notá-lo, ali em baixo do toldo lilás da confeitaria.
- Pois não... Ah, você! – não pude deixar de exclamar. Era o moreno da noite passada.
- Acho que cheguei um pouco tarde. – disse, passando a mão pelos fios negros que lhe caiam ao rosto, envergonhado. Observei-o, e quando dei por mim...
- Você quer um bolo? – era mais cedo que ontem, afinal qual problema haveria em demorar mais um pouquinho?
- É isso que você vende aqui, não é Murai-san? – deixou-se rir enquanto eu também me via envolvido com aquele riso estonteante.
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A semana avançou apressada. Mais rápida que ela, somente meus funcionários e eu naquela confeitaria.
Eram tantos pedidos que mal podíamos cobrir à todos. Dobrando-nos e desdobrando-nos, fizemos vários esquemas para que nada saísse de nosso controle, embora certas vezes a coisa parecesse desandar.
Com o Natal cada vez mais próximo, e todo aquele espírito a mais de alegria no ar, vinham além de pedidos, encomendas e cadeiras ocupadas; a minha sensação de solidão durante o dia.
O interessante era que a sensação só se limitava ao dia.
Eu esperava ansioso pelo fim das horas em trabalho, para poder ver o moreno que sempre me fazia companhia durante as últimas horas com os doces que me pertenciam.
Ele havia feito isso durante a semana toda. Era como se esperasse a confeitaria se esvaziar e só aparecesse apenas no fim do expediente.
Yutaka, como era seu nome e preferia ser chamado, se mostrou um ótimo cliente, além de uma ótima companhia. Contava-me várias coisas sendo estas engraçadas ou um pouco melancólicas.
Parecia ser do tipo de homem seguro de si, embora agisse por impulso. Era inteligente e bem-humorado, coisas que só aumentavam ainda mais minha admiração por esse. A tal admiração parecia ter se formado tão rápida quanto à forma em que o moreno entrou na minha vida.
Eu me sentia feliz. Como há muito tempo não sentia... Era como se eu tivesse encontrado a minha razão. O que era estúpido de se pensar, não o conhecia tão bem assim, embora desejasse poder conhecer.
Uma vez que Yutaka disse estar de folga naquele mês, eu quase já conseguia sentir saudade daquela semana natalina. Eu não o veria mais com aquela freqüência, isso era nitidamente óbvio.
Ele trabalhava a noite, e as manhãs eram sempre corridas. A partir da véspera de natal, que era no dia seguinte, eu não veria mais o moreno. Já sentia o coração sobre a garganta, pressionando-o.
Mas devemos viver uma coisa de cada vez não é?
Embora parecesse nunca passar, a tarde finalmente acabou, levando consigo os raios alaranjados do sol que estava a se por.
Continuei com a fabricação dos bolos, olhando no relógio de tempos em tempos, inconsolável e impaciente.
As horas foram passando e bolos foram ficando prontos. Junto com os ingredientes que eram gastos, ia-se também qualquer esperança de que Yutaka viesse. Enrolei o máximo que pude em minha cozinha, mas nenhum atraso parecera suficiente para que eu pudesse avistar seu sorriso encantador aquela noite. Ou qualquer uma das noites que viessem após isso.
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Havia combinado que trabalharíamos até uma hora da tarde naquele dia tão especial.
A manhã fora extremamente corrida entre entregas e alguns pedidos apressados. Nada que todos os funcionários, trabalhando em equipe, não pudessem resolver.
Seria o último dia daquela data, que se passava tão apressada. Eu nem ao menos sabia como ou onde passaria minha noite de Natal. Engraçado... Estava tão focado em proporcionar o doce perfeito para o Natal alheio, mas o meu próprio nem havia sido pensado.
Certamente eu o passaria sozinho, como todos os outros dias.
Acho que Yutaka era meu presente de Natal, que por alguma razão maldosa me fora tirado dos braços. De qualquer forma ainda fora um ótimo presente, que mesmo em curto prazo havia me deixado lembranças divertidas e esvaído grandes fatias de bolos.
Só esperava que quem quer que fosse, pelo menos me concedesse ter aquele presente valioso no próximo Natal... Tão distante.
- Muito obrigado pelo esforço de todos, graças a vocês foi possível que este Natal se tornasse uma data prazerosa. Aproveitem a folga, feliz Natal para todos. – já era hora de fechar. Havíamos feito um grande trabalho no fim das contas, orgulhava-me de todos eles.
Fui andando, seguindo meu caminho até minha casa.
Ela não era tão distante da confeitaria e ir com minhas próprias pernas me daria tempo para pensar e ver algo por entre as lojas que se mantinham abertas para venda dos desesperados irresponsáveis.
Sem muito sucesso na busca por qualquer coisa que me distraísse ou chamasse atenção, fui me dirigindo de forma certeira para casa e estranhamente eu me sentia como se estivesse sendo seguido.
Olhei ao redor, procurando a explicação pela tal sensação dando por vencido quando constatei que só havia um carro inteiramente negro por perto. Ouvi o som de vidros automáticos descendo, o que me causou curiosidade, fazendo-me virar e vendo o então revelado moreno do sorriso encantador.
- Olá Nao-kun. – eu podia jurar que o tempo parou naquele momento.
- Desculpe se estou sendo indiscreto de lhe caçar até aqui. – disse, rindo enquanto levava as mãos aos cabelos. Era uma mania muito meiga que demonstrava seu total acanhamento.
- Não se preocupe. – respondi, contendo-me enquanto observava a rua paralela em que havíamos estacionado.
Estávamos dentro do carro, estacionados em uma rua de pouco movimento ali por perto. Sentia-me tão feliz, talvez alguém fosse caridoso o suficiente para pelo menos me emprestar o meu presente de Natal.
- Desculpe por não aparecer na confeitaria ontem à noite. – observei-o se envergonhar ainda mais; aquele belo sorriso se formando em seus lábios continuamente. Sinalizei com a cabeça para que não se preocupasse, como se aquilo não houvesse sido nada demais, embora fosse. – Eu estava um pouco ocupado.
- De verdade, está tudo bem. – sorri, ainda o observando. Parecia perfeito até mesmo em suas falhas, parecia doce como meus bolos. Desejava que ele também pudesse ser chamado de meu.
- Sabe... Eu li em uma entrevista que você gostava de bolos com frutas, que gostava do misto entre as frutas e chocolate. – olhava para o volante, fugindo do meu olhar conseqüentemente.
- Ahaam. – disse enquanto confirmava a informação com a cabeça e expressão. – Você leu entrevistas minhas? Que honra. – deixei um riso divertido me escapar dentre os lábios, fazendo-o rir também, desconcertado.
- Eu... Eu sei que não é grande coisa. – disse, esticando a mão pelo vão dos dois assentos, caçando algo no banco de trás que eu não consegui ver. – Você faz bolos bem melhores, mas eu tentei fazer um para você.
Arregalei os olhos, surpreso, espantado, maravilhado. Era uma caixa de acrílico transparente, e dentro dela havia um bolo de glacê branquinho com morangos a lhe enfeitar por cima.
- Fale alguma coisa Naoyuki. – ria, passando a mão pelos cabelos negros, observando minhas feições que agora queimavam em vergonha e felicidade.
- É... Lindo. – disse, segurando a caixa em minhas mãos, levantando a tampa e colocando-a cuidadosamente no chão do carro.
- Não exagere. – gargalhava. Aquele sorriso se formando em seu rosto tão afável e gentil. Passei o dedo pelo glacê, levando-o até meus lábios a fim de prová-lo. – Eu dei o melhor da mim para fazer esse bolo, espero que seja o suficiente para ele ficar comestível.
Continuava a rir, enquanto eu sentia a textura do glacê em minha boca. Era um pouco doce demais, mas eu sabia que as frutas que havia no bolo haveriam de quebrar aquela sensação adocicada.
- Ele chama la douceur des Nao. – eu podia morrer ali mesmo, ele havia até se preocupado em dar um nome ao tal bolo que fizera com as próprias mãos. Haviam me devolvido meu presente de Natal, juntamente com algo mais, eu não poderia estar mais feliz. – A doçura de Nao.
Encarei a plaquinha em cima que dizia “Feliz Natal”, olhando para o moreno ao meu lado logo em seguida.
- É a coisa mais linda que já fizeram por mim. – disse, encarando o bolo mais uma vez, provando de seu glacê novamente antes de colocá-lo sobre o capô. – E mais gostosa também.
Vi-o rir, fechando seus olhos como força do hábito, seu sorriso se formando em seus lábios e as covinhas a contornar o curvar dos mesmos.
Era o melhor Natal que eu já tive.
Aproximei do rosto do outro, tocando-lhe os lábios gentilmente antes de me deixar aprofundar em meio às carícias do outro moreno.
Yutaka era doce como veneno.
Notas finais
Ah cara, eu amo HIM ;;
'Chocolate Duo, veio de Suflair Duo rs.
'la douceur des Nao, veio da imaginação do Kai, e é em francês 'a doçura de Nao, Nhow.
Espero que tenham gostado da fiction.
É toda sua m, pode roubar, eu deixo qn.
Feliz Natal para todos K3
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