Notas iniciais
Hello!
Espero não ter matado vocês de curiosidade pra saber quem era a pessoinha, é '-'
Enjoy!

-Oras, mas se não são minhas pessoas preferidas! – ele deu um sorrisinho nojento.

-Kyle... O que... – gaguejei, mas não consegui terminar minha frase.

Kyle havia crescido bastante. Não era mais aquele adolescente que ainda não cresceu, mas continuava sendo o mesmo mimadinho. A prova disso era o fato de ele estar em Londres, sendo que eu duvido que ele tenha dinheiro para pagar uma viagem assim.

Ou seja: os pais pagaram.

-O que você quer? – rosnou Gerard, abraçando minha cintura em um gesto protetor.

-Eu? Nada! Nem esperava encontrar vocês aqui... – essa parte parecia ser sincera, mas só essa parte – Mas foi bom reencontrar vocês, não é? Afinal, depois de tudo o que passamos, seria difícil esquecer um do outro, não?

Hipócrita.

-Então quer dizer que... Vocês se casaram? – disse ele, os olhos focando na aliança em meu dedo. A aliança que eu tinha tanto orgulho de usar.

-Sim. – murmurei.

-Ah, parabéns, vocês dois! – ele abriu um sorriso estranho, parecia conter raiva – Deve ter sido recentemente, não? Estão de lua de mel, acertei?

Eu e Gerard assentimos. A animaçãozinha de Kyle me dava nojo.

-Ah, que lindo! Vocês deveriam dar graças a deus que me encontraram e não encontraram meu tio, provavelmente ele teria matado vocês em dois tempos. – ele fez uma careta. Nem eu nem Gerard respondemos. Ele era tão falso que doía.

-Kyle, fala logo o que você quer e deixa a gente ir embora... – pedi.

-Ah, claro! Na verdade, eu queria alguma coisa sim...

-E o que é? – indaguei. Kyle sorriu de um modo estranho antes de se aproximar de mim e sussurrar:

-Você.

Arregalei os olhos. O cara que tentou me matar estava dando em cima de mim?!

Gerard franziu a testa. Fiquei rezando para que ele não tivesse escutado, pois, com o passar dos anos, descobri que ele é mais ciumento do que eu achava que era.

-Er... Como? – a minha voz estava nervosa.

-É... Eu quero você, Frank.

Dessa vez, Gerard escutou. Pude ver a raiva e o ódio profundo passando pelo seu rosto antes dele me apertar ainda mais contra o seu corpo.

-Ah, é? Esqueceu que ele já está casado? – rosnou ele.

-Eu sei. Mas eu vou lutar por ele... – Kyle riu, como se tivesse dito uma piada que só ele entendia. Estremeci levemente ao sentir o olhar de fúria de Gerard.

-E eu vou protegê-lo de você, Kyle. Você já mostrou ser um idiota completo e eu não quero você perto do meu Frankie.

-Que seja. – ele deu de ombros – Eu tenho meus planos. Até mais, Gerard. Até mais, Frankie, querido. – ele sorriu e piscou para mim antes de se afastar. Gerard continuou encarando-o até sumir de vista. Fiz ele se sentar na cadeira onde estava sentado minutos antes.

-Acalme-se, Gee...

-Acalme-se?! Frank, ele estava dando em cima de você! E ele quer roubar você de mim!

-Exato, ele quer. Não quer dizer que ele vai conseguir. – abri um sorrisinho e segurei seu rosto delicadamente – Gee, olha pra mim. Eu te amo e você sabe disso. – beijei a ponta de seu nariz – Eu nunca trocaria você, muito menos pelo Kyle.

-Frankie... Mas eu... – ele suspirou – Eu tenho muito medo de te perder... Muito mesmo...

-Eu sei. E eu tenho medo de perder você. – continuei segurando seu rosto – Mas você não vai me perder. Eu prometo pela minha vida. – abri mais um sorriso e ele retribuiu, beijando meus lábios.

-Eu te amo, meu bebê. – ele me abraçou carinhosamente. Suspirei, aliviado por ter conseguido convencê-lo.

-Eu também te amo. Agora vem, termina o seu café e vamos embora. Temos coisas a fazer.

-Temos?

-Temos, ué. Vamos passear! – sorri.

-X-

O dia foi bem produtivo. Visitamos o Big Ben, pegamos um trem até as cidadezinhas mais próximas, até visitamos a King’s Cross e tiramos uma foto com a pilastra onde fica a Plataforma 9 ¾!

No fim do dia, estávamos totalmente esgotados. Pra você ter uma ideia de quanto estávamos cansados, Gerard resolveu tomar banho ao invés de fazer sexo comigo. Quando ele disse que ia tomar banho, eu disse:

-Meu deus, o ninfomaníaco vai tomar banho ao invés de comer alguém? Agora isso é um milagre!

-Cala a boca, gnomo.

Joguei um travesseiro nele e ele riu.

-Ficou revoltado, meu bem?

-Vai pro banho logo!

Ele riu mais uma vez e jogou um beijinho antes de entrar no banheiro. Revirei os olhos e me joguei na cama. Minutos depois, o telefone tocou. Atendi e uma voz fina gritou do outro lado da linha:

-FRANKIEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE! TUDO BOM, MANINHO?!

-Oi Lyn. – ri baixinho – Tudo bom sim.

-Como está indo a lua de mel?

-Bem. – menti. Ela deve ter percebido, porque pude sentir a desconfiança em sua voz.

-Tem certeza? Não parece que está indo tão bem. O que houve, baby?

-Não, nada...

-Frankie... – sua voz era insistente. Suspirei e saí do quarto, tendo o cuidado de fechar a porta atrás de mim. Comecei a andar de um lado pro outro no corredor, enquanto contava para Lindsey o que havia acontecido na cafeteria.

-... Daí Gerard ficou com ciúmes, mas eu consegui acalmá-lo. É isso.

Lindsey parecia estar a ponto de um ataque cardíaco.

-COMO ASSIM AQUELE IDIOTA, INFELIZ E FILHO DA PUTA DO KYLE SE ATREVEU A ATRAPALHAR A LUA DE MEL DO MEU IRMÃOZINHO?!

Não pude deixar de rir baixinho.

-Linds, calma, ele já foi embora.

-Por enquanto, né. Ninguém garante que ele não vai voltar.

-Obrigado pelo otimismo.

Pude ouvi-la suspirando.

-Sério, Frankie. Você sabe que existe uma chance de ele voltar.

Pude ouvir o chuveiro sendo desligado.

-Tenho que ir. Tchau.

Desliguei o telefone antes que ela pudesse começar a protestar e entrei rapidamente no quarto, tentando fingir que eu estava lá havia muito tempo. Gerard saiu, com uma toalha enrolada na cintura e uma expressão confusa.

-Frankie? O que houve? Quem era?

-Lyn-z.

-Aah, deixa eu falar com ela?

-Ela já desligou.

Ele bufou.

-Essa menina tá me negligenciando, sério... Vou começar a ignorá-la.

Ri baixinho. Um riso sem felicidade nenhuma, um riso amargo. Pude ver a preocupação tomar conta de seus olhos mais uma vez.

-O que houve? – perguntou ele, se sentando na cama.

-N-não foi nada... – passei a mão pelos meus cabelos – Eu... Eu vou tomar banho. É. – apressei-me em entrar no banheiro ao ver que ele abria a boca para retorquir. Apoiei-me na pia de mármore e suspirei fundo.

Essa lua de mel seria longa.

Notas finais
Devem estar me xingando até a alma agora... -q
Mas como diz o Billie:
I DON'T CAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARE(8)
Então...
Beijo -q