And The Good News Are My Wedding Vows
6 Deadlock
Notas iniciais
A porra do Word deletou o capítulo inteiro que eu tinha escrito :( E eu só consegui terminar de reescrever agora :(
Bom, esse é o penúltimo. JURO POR DEUS QUE NÃO DEMORO PRA POSTAR O ÚLTIMO.
Enjoy!
No dia seguinte, acordei bem cedo e vi que Gerard ainda dormia profundamente ao meu lado. Sorri e beijei sua testa levemente antes de me sentar na cama. Havia dormido demais, já eram quase dez da manhã. Dei graças a deus por ser sábado e me espreguicei. Tudo parecia lindo, até que vi o curativo no pescoço de Gerard e lembrei-me do episódio de ontem. Suspirei em preocupação, pensando no que eu faria. Se eu não ficasse com ele, Gerard estava morto. Se eu ficasse com ele, teria que terminar com Gerard, e ele com certeza não deixaria isso.
Argh, que impasse.
Decidi, por fim, ligar para Lindsey. Como podem ver, reconstruí minha forte amizade com ela, acho que confio nela mais do que em qualquer um, a não ser, talvez, Gerard.
-Alô? – disse a voz do outro lado.
-Hey, Lyn.
-Oi, Franks! – disse ela, animada – Tudo bom?
-Mais ou menos. Escuta... – saí do quarto antes de começar a falar, para evitar que Gerard ouvisse, caso estivesse acordado – Eu tenho que conversar com você. Sobre o Kyle.
Contei a ela o que aconteceu no dia anterior e ela ouviu atentamente, sem fazer interrupções. Ao fim de meu relato, ela disse:
-Puta... Que... Pariu. Aquele. Filho. De. Uma. Puta! Ele não fez isso!
Aguardei enquanto ela terminava de extravasar sua raiva. Quando Lindsey se silenciou, eu perguntei:
-Acabou?
-Sim... Desculpe, fiquei irritada.
Arqueei uma sobrancelha.
-Isso eu percebi. Mas o que eu faço?
-Eu sinceramente não sei, Frankie... Mas ele já é fichado na polícia, pode prendê-lo novamente.
-Quem não garante que ele vai sair de lá de novo? – falei, com um tom triste na voz.
-Não se preocupe, maninho. Vai ficar tudo bem, eu prometo. Vamos encontrar um jeito de tirar ele da sua cola. – pude sentir que ela sorria. Sinceramente? Eu duvidava bastante, mas não comentei nada para não magoá-la, afinal, ela estava tentando me ajudar.
-Obrigado, Linds. Obrigado mesmo.
-Não há de quê. Agora, diga-me, ele vai aí às cinco da tarde, não é? Se você conversar com ele, pode tentar convencê-lo de que isso é ridículo e que não vai levar a nada.
-Duvido bastante. – fiz uma careta – Mas acho que posso tentar. Mas e se eu não conseguir? Ele vai matar o Gerard, Lindsey! Eu não posso deixar Kyle fazer isso, eu... Eu não sei o que faria sem ele! Não posso viver sem ele!
-Eu entendo isso, Frank, querido. – disse ela, delicadamente – Só estou dizendo que você pode tentar conversar com ele. E eu te conheço, você pode ser bem persuasivo quando quer. Você vai conseguir, eu tenho certeza.
-Espero que tenha, Linds. – respondi, tristemente – Até mais. – desliguei o telefone e vi Gerard em pé, só de boxer, na porta da sala.
-Tá tudo bem? – indagou ele, bocejando e desarrumando ainda mais os cabelos. Não pude deixar de rir baixinho com aquela visão desarrumada e levemente sexy.
-Tá, claro. – falei, rindo. Ele arqueou as sobrancelhas.
-Do que está rindo?
-De você, oras! Já se olhou no espelho?
-Já.
-E o que viu?
-Um homem muito sexy e lindo. – ele sorriu sedutoramente e eu tive um ataque de risos. Gerard gargalhou junto comigo e se sentou ao meu lado. Quem nos visse assim, acharia que nossa vida era um mar de rosas, que nós éramos felizes e não tínhamos nenhum problema. Mas era mentira. Nós sabíamos disso. Porém, qualquer momento de descontração que tivéssemos já estava ótimo para mim. Ter um momento para rir com ele, sem me preocupar com Kyle, já era ótimo para mim.
Quando nós paramos de rir, ficamos nos fitando, sem dizer nada, até que ele quebrou o silêncio:
-Ele vem aqui às cinco, não é?
A partir daí, a atmosfera pesou.
-É.
-Eu não quero morrer... – disse ele, parecendo uma criancinha com medo do escuro – Mas também não quero que você me deixe.
-Ei... – engatinhei no sofá até ele – Nenhuma dessas duas coisas vai acontecer. Além do mais, se você morrer, eu vou logo atrás de você. – sorri, tentando parecer confiante. Ele sorriu como forma de agradecimento e me beijou. Abracei-o protetoramente e beijei o topo da sua cabeça.
-Eu vou te proteger dele, meu amor... – sussurrei – Eu prometo.
Ele sorriu tristemente.
-Nada pode me proteger dele. Você sabe disso.
Não respondi e continuei a abraçá-lo.
-X-
Passei o dia inteiro devaneando sobre o que eu diria a Kyle, e Gerard pareceu respeitar meus devaneios, pois passou o dia sem falar comigo, apenas trocando palavras estritamente necessárias. Ao fim da tarde, resolvi dar-lhe um pouco de atenção. Fui até o escritório, onde ele estava desenhando, e bati na porta.
-Entra. – disse ele. Entrei e sorri.
-Oi...
-Oi. – disse ele, sorrindo de volta, mas concentrado na folha de papel à sua frente.
-Hey, me dá atenção! – falei, rindo e virando levemente seu rosto. Ele também riu, mas voltou a encarar a folha de papel.
-Frankie, eu preciso terminar isso!
-E o seu desenho é mais importante do que eu? – fiz um biquinho. Eu sabia que ele não conseguia resistir quando eu fazia biquinho. Ele gemeu em frustração e girou a cadeira até me encarar.
-Você é inacreditável. – ele beijou meus lábios lentamente.
-Eu sei. – sorri ao nos separarmos. Ele revirou os olhos.
-Então, o que você quer?
-Nada, ué. Só queria conversar um pouco. Afinal, passamos o dia inteiro sem dizer nada.
-Por escolha sua, oras. Só fiquei quieto porque você parecia muito disperso.
-Não, eu sei, eu agradeço por isso, e sei que a escolha foi minha. Por isso mesmo, vim conversar um pouco para me redimir.
-É, acho que uma última conversa antes da minha morte deve ser bom. – ele fez uma careta e eu bufei.
-Gerard, você não vai morrer.
-Não? E você vai fazer o quê, ficar com o Kyle?
-Não! Eu... Ah... Escuta, eu vou dar um jeito.
Ele balançou a cabeça.
-Não, Frank. Você não vai. Você diz que vai dar um jeito, mas você não vai.
-Vou sim! – teimei – Por que você não acredita em mim?!
-Ah, vai? Então me diga, qual é o seu plano? – disse ele, com um tom irônico.
-Eu... Não tenho.
-Foi o que pensei. – ele riu tristemente. Foi nessa hora que a campainha tocou. Respirei fundo e ele também. Saí do escritório e abri a porta na sala.
-Frankie! – e lá estava ele, sorrindo de forma agradável.
-Oi. – respondi friamente, mas ele não percebeu. Simplesmente entrou e se sentou no sofá. Gerard apareceu poucos segundos depois.
-Ah, olá, Gerard!
Ele mal respondeu, simplesmente foi para o meu lado, abraçando a minha cintura, como se dissesse que, se Kyle se aproximasse, ele morria.
-Espero que tenha decidido. – disse Kyle, ficando sério de repente e olhando para mim.
-Eu... Hmm... – fitei meus próprios pés – Eu queria conversar com você.
Ele pensou por alguns minutos, mas acabou cedendo.
-Ok. Pode ser.
-Gee, podia deixar nós dois sozinhos? – perguntei, virando-me em direção a Gerard. Ele me olhou, desconfiado – Juro, não vai acontecer nada. – murmurei baixinho. Ele suspirou, mas se rendeu. Sorri e beijei sua bochecha – Obrigado.
Ele assentiu e se afastou. Sentei-me no sofá, um pouco afastado de Kyle.
-Então... Diga-me... O que você quer com isso? – perguntei, juntando as mãos no meu colo. Ele estreitou os olhos.
-Pra que você quer saber disso?
-Porque sim. Então, o que você quer com isso?
-Já falei, ué. Ser feliz.
-E pra você ser feliz, você tem que tirar a felicidade de outra pessoa? – indaguei, arqueando as sobrancelhas.
Ele deu de ombros.
-Nunca liguei para os outros. Só quero ser feliz mesmo.
Franzi a testa. Isso era ridículo e sem fundamento, eu não tinha nada a dizer.
De repente, eu tive uma ideia.
-Você acha mesmo que eu vou fazer você feliz?
Ele assentiu. Suspirei, aproximei-me dele e encostei meus lábios nos seus. E ele ficou ali parado, sem falar nada. Afastei-me e arqueei as sobrancelhas.
-Você ficou mais feliz?
-Eu... Não... Não sei... – ele franziu a testa.
-Você não sabe? Pois é. O Gerard sabe. O Gerard se sente feliz comigo. Você quer mesmo tirar a felicidade dele só para te dar uma felicidade incerta?
Ele começou a fitar os próprios pés, visivelmente desconfortável. Com isso, continuei falando:
-Eu não vou te trazer nada, Kyle. E se você matar o Gerard, vai ser pior ainda. Eu não vou nem ficar feliz! Provavelmente, vou morrer pouco tempo depois. É isso o que você quer?
-Não. – admitiu ele, corando.
-Pois é, mas é isso que você vai ganhar.
-Eu... Eu sinto muito. – disse Kyle – Eu não vou voltar a atrapalhar a felicidade de vocês... Eu... Desculpa. – ele tinha lágrimas nos olhos e saiu correndo, fechando a porta da minha casa. Gerard apareceu poucos segundos depois.
-Frankie? Ele já... ?
-Já. Eu... – mordi o lábio inferior e saí correndo atrás de Kyle sem nem terminar minha frase, ignorando o que Gerard estava falando. Encontrei Kyle encostado em um muro perto dali, chorando. Ajoelhei-me perto dele e murmurei:
-Ei, também não é assim. Todo mundo tem direito de ser feliz. – abri um sorrisinho – Inclusive você.
-N-não, eu não tenho... Eu tentei matar vocês... Duas vezes... Eu... Eu sou uma pessoa horrível. – choramingou ele. Franzi a testa.
-Você fez algumas coisas ruins, isso é verdade. Mas quer saber? Todos nós cometemos erros vez ou outra. Eu mesmo já cometi vários. Mas isso não quer dizer que eu não posso ser feliz. Você só precisa conhecer alguém que saiba dos seus erros e que, mesmo assim, os perdoe.
-Eu nunca vou encontrar alguém assim!
-Ah, acredite em mim, você vai. Eu tenho certeza. – sorri agradavelmente – Boa sorte, Kyle. E seja forte, ouviu? Vai por mim, vale a pena. – sorri mais ainda e levantei-me, acenando para ele. Eu realmente queria ajudá-lo, mas não sabia como. De repente, lembrei-me de uma certa pessoa. Tornei a ir de encontro com Kyle e indaguei:
-Ei... Você está disposto a pedir desculpas para alguém?
-Sim. – ele franziu a testa – Por quê?
Sorri abertamente.
-Então venha comigo.
Ele se levantou e me seguiu, com uma cara desconfiada.
Notas finais
Enfim -q
Antes do último, eu quero que vocês aí exercitem a capacidade de ACEITAR O PERDÃO de vocês, porque, se não, vocês não vão entender o capítulo que vem -qqqqqq
Enfim.
Beijo o/
Fale com o autor