Notas iniciais
Segundo capítulo pra vocês. YAY. Leiam *u*

Amanheceu. Acordei assustado querendo que tudo aquilo fosse apenas um pesadelo, mas percebi que não estava no meu antigo quarto, na minha antiga casa, era tudo real. Lembrei que tinha que falar com a mãe de Frank hoje, talvez ela soubesse de algo.

Eu tomei uma ducha rápida, me vesti com a roupa que encontrei e desci, talvez o Mikey ainda estivesse em casa. Mikey estava na cozinha, tomando um café, apenas fui saindo, mas ele me parou.

– Onde vai? — Ele perguntou.
– Descobrir porque Frank fez aquilo — Eu disse, sem humor.


Fui andando até a casa da mãe do Frank, estava frio na rua, mas não tão frio como aqui dentro, minha vida tinha acabado, apenas disso eu tinha certeza. Agora eu queria saber porque o meu Frank acabou com a dele. Chegando lá, uma senhora com expressão triste e olhos vazios me atendeu.


– Oi senhora Iero. — Eu disse.
– Olá Gee... — Ela disse, olhando nos meus olhos.
— Então, eu queria lhe fazer algumas perguntas, sobre a... sobre o que aconteceu com Frank — Eu disse.
– Claro querido, entre... — Ela disse.

Eu entrei a casa e me sentei numa cadeira, o ambiente era de tristeza pura.

– O que quer perguntar querido? — Disse ela, se sentado.
– Eu sei que a senhora não sabe o motivo por ele ter feito isso. Mas conhece algum amigo dele? Talvez possa ajudar. — Disse eu.
– Querido, ele não me contava muito sobre seus amigos, mas eu me lembro de um menino que veio aqui uma vez. — Disse ela, tentando recordar.
– Quem? Lembra o nome? — Disse eu, tentando forçar a memória dela.
– Um tal de Ray, o que trabalha na loja de quadrinhos, talvez você conheça ele. — Ela disse.
– É, talvez. Mas mesmo assim muito obrigado. Até mais. — Eu disse, me levantando e indo em direção a porta.


Enquanto eu ia saindo, a senhora Iero me interrompeu.

– Gee... Eu sei que é difícil. — Ela disse, parecia estar começando a chorar.
– Isso tudo parece um daqueles pesadelos ruins em que a gente não consegue acordar, e eu queria que isso fosse mesmo um pesadelo ruim. — Disse eu, olhando pra fora.
– Você poderia ir no enterro do Frank? — Perguntou ela, colocando a mão em meu ombro.
– Sim, eu quero me despedir dele. — Eu disse, olhando para ela.
– Vai ser a tarde, às 16:00, compareça por favor. — Ela disse e depois me abraçou.
– Tudo bem. Te vejo lá. — Eu disse me separando do abraço e indo embora.

O caminho de volta parecia mais longo, e uma chuvinha começava a cair, hoje provavelmente, eu me afogaria em lágrimas.

Cheguei em casa é a chuva já começava apertar, eu ia descansar um pouco e depois, digamos, me arrumar pro enterro. Mikey estava vendo tv, algum programa chato que sempre tem a tarde, que agora se tornaria muito mais chato que o normal.

Eu ia subindo, mas Mikey me parou.

– Como foi lá? — Ele perguntou.
– Horrível Mikes, mas pelo menos consegui o nome de um amigo dele. — Eu respondi.
– Você vai no enterro dele? — Ele perguntou.
– Vou. — Respondi, abaixando minha cabeça.
– Quer que eu vá junto? — Ele perguntou, virando para me olhar.
– Se não for incomodar. — Respondi, e subi.


Cheguei ao meu antigo quarto, que agora se tornará meu novo e desabei a chorar. De todas as maneiras. Eu me culpava, eu nunca deveria ter me mudado, seja lá qual for o motivo dele ter feito isso, era minha culpa, eu devia ter ficado nessa cidade, ao lado dele.

Estava quase na hora do enterro, tomei uma ducha de novo, mas dessa vez mais demorada, vesti a minha roupa preta e desci. Mikey já estava pronto.

– É melhor comer alguma coisa antes de ir. — Ele disse.
– Estou sem fome. — Eu disse.
– Vamos? — Ele perguntou.
– Vamos. — Eu respondi.

E assim saímos, o cemitério não ficava longe de casa, fomos a pé e logo chegamos lá, estava uma chuva pesada. Mas não nos importamos.

Entrei no cemitério e vi onde se tumultuava, certamente era ali, eu e Mikey nos aproximamos e a senhora Iero nos recebeu, ela estava com os olhos vermelhos, certamente chorou e muito.

– Que bom que vieram. — Disse ela, abraçando o Mikey, depois a mim.
– Não poderíamos não vir. — Disse Mikey, o único que ainda tinha um pouco de palavras ali.


O enterro foi triste, como deveria ser, passei o tempo todo abraçado ou ao Mikey ou com a senhora Iero, e eu também não conseguia parar de chorar. O enterro não foi longo, mas quando terminou já estava anoitecendo.

Depois do enterro, eu e Mikey fomos a um bar, ele disse que iria me alegrar, mas não deu certo, ficamos lá por duas horas, já que o Mikey encontrou uns amigos, e depois fomos para a casa, eu só queria deitar na minha cama, dormir e não acordar mais.


Chegamos em casa, eu subi, tirei minha roupa e me deitei, logo ouvi a porta batendo.

– Gee, posso entrar? — Mikey perguntou.
– Pode. — Eu respondi, me enrolando nas cobertas.
– Gee, já vai dormir? — Ele perguntou.
– É só que eu posso fazer agora. — Eu respondi.
– Okay, quer que eu vá com você amanhã? Procurar o tal de Ray? — Ele perguntou.
– Não precisa Mikes, sério. — Eu respondi.
– Okay. — Ele falou e depois saiu.


Estava chovendo muito forte lá fora, as gotas eram grossas e davam pra ver algumas pela janela. Eu cai no choro de novo. Mas eu não estava sozinho, o céu chorava junto comigo.

Depois de muitas e muitas horas de choro, eu consegui dormir, mais uma vez com o rosto e o travesseiro encharcados e com uma dor insuportável no peito.

Notas finais
Reviews? Criticando, elogiando, tanto faz. Enfim...
Sei um pouco do que o Gee passa, é horrível :C.
Enfim, próximo capítulo deve tá vindo por ai. *U*