And If I Love You?
3 Capítulo 3 - parte 2
Notas iniciais
"Você pode sentir isso.
Eu posso sentir isso.
Como nós estamos acordados e sonhando.
Não há outro lugar
Que preferia estar,
Nós vamos fazer a nossa própria história."
– Written In The Stars, The Girl and The DreamCatcher.
Flashback On
– Austin... É lindo! Eu nunca tinha visto algo tão bonito.
A loira se surpreendia cada vez mais com os atos de seu atual namorado, por algum motivo ela sabia que era diferente, que ele era diferente.
Talvez pelo fato de ser seu professor, talvez por ter aquele amado gostinho de estar quebrando regras.
Não fazia idéia do que poderia ser, mas o sentimento vinha crescendo à um bom tempo.
– Acho que está enganada Cassy, há sim algo mais bonito que as constelações.
– Impossível. O que é?
– Você.
A resposta propositadamente romântica do loiro, só a fez rir agarrada aos ombros do mesmo.
– Austin, desculpa estragar o momento. Mas isso é sério? — Ela ria e ria, o que fazia o loiro a olhar com uma feição confusa. — Nunca vi uma pessoa tão clichê à esse ponto. Eu amo romances, mas juro que em toda minha vida nunca imaginei que alguém me dissesse algo assim.
– Você deve estar me achando um idiota, não? — Disse cabisbaixo e envergonhado.
– Meu idiota. — Ela disse tão convicta e orgulhosa de si mesma, que fez um arrepio o percorrer.
Ele estava enfeitiçado, estava enlaçado à ela. Um laço tão terno e forte que não queria e nem poderia quebrá-lo.
Flashback Off
Pov's Austin
Estava literalmente cansado, havia corrigido quase a maioria das provas de minhas turmas e tudo isso só para esquecer.
Esquecer que eu meramente achei que Allyson fosse Cassidy, esquecer que eu quase cheguei a beijá-la e principalmente esquecer que eu desejava por mais.
Ugh! Por que raios seu cheiro doce de morango não saía de meu corpo?
Fechei os olhos aspirando o ar e o fazendo novamente várias vezes. Era o que eu mais havia feito no dia.
Não sabia o porque de o fato dela me ignorar e ter simplismente agido como se nada tivesse acontecido, me encomodasse tanto. Era como um formigamento nas mãos e que se espalha pelo o corpo inteiro me deixando extremamente irritado.
Bufei indignado.
Fechei meus olhos mais uma vez tentando inutilmente me acalmar.
Sorri ao puxá-la, colando seu corpo ao meu.
Seus suspiros de prazer me incentivavam a fazer mais do que deveria... Estava enlouquecendo.
Seu doce cheiro à morango me excitava e viciava, não consiguia parar e nem queria...
Balancei minha cabeça negativamente, afastando quaisquer pensamentos que minha mente digeria.
Voltei a corregir as provas, colocava A+, F-, B-, B+... Até que... Ally+
O QUÊÊÊ??
Pisquei diversas vezes não acreditando no que vira.
Passei o corretivo e novamente coloquei a nota certa, ainda indignado.
Minha vida já era considerávelmente uma droga. Esquecido pela namorada. Professor solteiro e anti-social. Adotado e odiado pelo Pai.
Eu poderia mesmo ficar listando até minha morte outros mil motivos para querê-lá agora.
Desejar Allyson, era de longe o meu menor e maior problema. Mas já tinha problemas de mais, para mais um reinar em minha grande lista.
Não me aguentei com o formigamento dos diabos e me levantei sendo levado pelo desejo.
Corri até o andar de cima e procurei pela porta branca com leves decorações em creme. Quando à achei, abri o mais rápido que pude observando o quarto de hóspedes. O tranquei e respirei fundo me embriagando com o cheiro dela, era um vício tão grande que eu poderia passar minha terna vida o sentindo que nunca enjoaria.
Fui em direção de sua mochila e rapidamente o abri achando o moleton que a mesma usara hoje de manhã. Sorri. Peguei a peça de roupa e quando me vi já havia levado às minhas narinas. Era tão bom senti-lo... Me fazia suspirar e lembrar de sua pele macia e quente de manhã, lembrar de minhas mãos aproveitando sem dó e rondando por todo o seu corpo.
Aquilo me excitava. Sentia a ereção dura por debaixo de minhas calças e simplismente surtei.
Caralho.
Todos esses três anos eu só tinha olhares pra ela. Somente ela invadia minha cabeça de tal maneira. Meu desejo era ela e não a morena.
O que está acontecendo comigo?!
Ao mesmo tempo que quero parar, quero continuar.
Não sabia o que fazer. O melhor era ignorar, agir indiferente enquanto meu corpo suplicava pelo dela.
Era só atração, nada mais e nada menos.
E se fosse mais, eu não ligaria, porque não havia esquecido a loira de olhos claros. "Não ainda" Sussurrou meu subconsciente, irritando-me.
O que é que ele sabia da minha vida?
Me levantei, inalando mais uma... Duas... Três... Quatro... Cin... Chega!
Coloquei a roupa devolvendo aonde se encontrava e fui até meu quarto na missão de abaixar o grande morro que se ergueu por debaixo de minhas calças.
Pov's Allyson
– Patrícia Maria De La Rosa, compareça ao Playgroud central. Ou Dezmond Wade terá de ser expulso por seguranças. — Olhamos para a latina surpresas e caímos em gargalhadas, ouvindo a bufar.
– Que o tirem até com o exército, mas por favor que o tirem daqui. O mundo agradece. — Suplicou indignada. — Será que é tão terrível assim querer uma vida sem Dezmond Wade, deus?
– Sim é. — Respondemos em uníssono. Enquanto a manicure tiráva minhas cutículas me fazendo soltar xingamentos baixinhos.
– Eu perguntei pra Deus e não pra um bando de intrometidas. — Nós rimos com a irritação da latina e soltei outro xingamento ao sentir minha carne latejar.
– Calma Ally, você está fazendo as unhas e não tendo um bebê. Olha lá gente tá até suando. — Comentou Piper me fazendo a fuzilar com os olhos.
– Pode deixar Piperzinha que quando chegar à sua vez, vou pedir para ela ser boazinha como um dragão. — Sorri cínica.
As meninas haviam me levado à minha transformação, enquanto Austin não aceitou sair de casa por nada e Dez fazia a festa com as crianças do Playgroud ou melhor as crianças faziam a festa com ele.
Eu sinceramente estava adorando, algumas reclamações aqui e ali, mas nada que pudesse estragar meu dia com elas.
Mas por algum motivo desconhecido por mim, Austin não me saía da cabeça, muito menos a aliança de casamento que encontrara hoje cedo.
Foram várias as vezes que eu me tentava a perguntar a Cassidy qual era da relação estranha dela com o loiro, mas em todas as vezes minha mente gritava coisas do tipo: "Perdeu a noção do perigo foi?" "Querida, cadê o papel que tá dizendo que isso é da sua conta?" "Mas parece que você gosta do ódio de Austin, não?"
Passei mais duas horas nisso. Pintando o cabelo. Tirando a sobrancelha. Me depilando. Fazendo as unhas. Me maquiando. Então por último fiz uma relaxante hidratação de pele.
Quando acabou me vangloriei feliz por eu poder finalmente sair dali, eu não fazia à mínima idéia de como estava, elas fizeram questão de que seria como num filme americano o que me fez bufar.
Kira apareceu e me entregou um potinho que continha lentes de contato, as coloquei e logo depois Trish apareceu com um óculos sem grau me ordenando que o colocá-se.
Quando elas finalmente decidiram que eu deveria ver o resultado me viraram de frente para o espelho.
Não era eu.
Mas... Ainda sim parecia ser, não pela aparência mas pelo sorriso sincero estampado sobre minha face.
Meus cabelos estavam totalmente pretos, meus olhos antes castanhos, agora cinzentos e os óculos sem grau davam um ar tímido ao mesmo tempo maduro.
Sorri comigo mesma. Eu havia adorado, poderia gritar para o mundo que agora eu poderia ser eu mesma... Talvez não tão eu mesma.
– Adeus Ally Dawson. Bem-vinda Hanna Monroe. — Citou Cassy sorrindo também com o resultado. — Realmente Ely, você fez um trabalho e tanto! Amei! — Saltitou ela junto de Ely seu cabeleireiro.
Ele era realmente um amor de pessoa, sua animação contagiava qualquer um que a visse, era lindo porém um desperdício para a sociedade feminina, já que o mesmo gostava da mesma fruta que nós.
As outras garotas também estavam radiantes com seus cabelos e maquiagem. Eu tive um dia de beleza só meu e junto delas.
Foi extremamente mágico e eu realmente esperava lembrar disso para o resto de minha vida.
Nós fomos até a praça de alimentação, já que como dizem elas "Estou com tanta fome que sou capaz de comer alguém agora" peço que não levem pro lado malicioso.
Elas disseram já ter renovado meu guarda roupa inteiro, abusadas.
– Eu ainda não acredito que vocês renovaram todo o meu guarda roupa e ainda pagaram!
– E aonde fica a gratidão, querida? — Rimos ao falar de Kira.
– Eu não sou sua querida. — Citei a famosa frase de America Singer*, orgulhosa de mim mesma.
– Wow! Okay não querida, agora senta logo, antes que eu faça você tomar vergonha na cara e parar de mimimi. — Olhei em forma de desafio para Kira e todas nós rimos novamente.
Sentamos e fizemos os pedidos até que o sussurrar, não tão baixo de Cassidy acordou à todas.
– Olha ali gente... É o Dallas. Como uma pessoa pode ser tão bonita? Ah aqueles braços... Seu sorriso sincero de tirar o fôlego... Suas covinhas incrivelmente sexys...
Elas suspiravam e Cassidy mordia o lábio inferior vidrada no moreno.
– Quem aquele?! — Perguntei apontando em direção ao garoto da barraquinha de celulares.
– ALLY!– Gritaram fazendo todos ao redor nos olharem. Olhei com reprovação para elas.
– Nós quisemos dizer ali! Tipo ali de olha ali tão dando mil reais pra todo mundo! Uhul! — Gritou Trish fazendo todos correrem na direção que a latina apontava. — Bando de trouxas.
Sussurrou a última parte nos fazendo rir mais uma vez.
– Ele tá vindo. Ele tá vindo. Ele tá vindo. Ajam naturalmente.
A loira arrumou os cabelos e jogou suas coisas pra cima de Piper que acabou caindo embaixo da mesa, a loira pra se segurar deu por puxar meu pé e eu logicamente caí de encontro com o chão levando a mesa comigo, Trish tentando parar de rir se remexendo na cadeira acabou por derramar todo seu refrigerante na mesma, Carrie brincava com a mesa ao chão e sorria com os chicletes grudados nela.
– Oi garotas.
Levantamos a cabeça juntas ao ouvir o som rouco da voz de Dallas.
Olhamos para nós e encontramos eu, Piper e Carrie ao chão, Piper segurando meu pé e eu com a barriga para baixo, Trish soltando xingamentos sobre o refrigerante, e Cassidy apoiada a mesa caída, ela ainda estava sentada com a cabeça sobre sua mão apoiada, sorrindo sem graça.
ele tentou segurar o riso ao nos encontrar de tal maneira, fazendo Trish bufar e nós corarmos radicalmente.
Agora depois do tamanho desastre, pude ver melhor a aparência do moreno. Dallas era tecnicamente bonito, sua voz calma e doce encantava qualquer um que a ouvisse, poderia dizer que não era nenhuma mentira quando elas suspiravam e desfrutavam da paisagem à suas vistas. Seus olhos castanhos impressionavam qualquer um com tamanho brilho e beleza.
Não era à toa que Cassidy parecia sonhar em um mundo ao lado dele.
Era até fofo a maneira em que estavam conectados... Austin.
Hein?
Austin.
Pare! Por favor, pare!
Austin. Austin. Austin. Austin.
Minha mente gritava o nome do loiro ao presenciar a cena fofa minutos antes.
O que me fez remoer tudo novamente. Ugh! Não é da minha conta. Não é da minha conta. Não é da minha conta.
Eu queria simplismente gritar. Tirar tudo aquilo que estava impregnado na minha cabeça.
Mas por um lado, eu não conseguia sentir pena de Austin, mesmo que ele amasse Cassidy e ela estivesse flertando com um moreno gato agora mesmo, eu não conseguia. Era como se meu corpo dissesse que ele era melhor sem ela e ela sem ele.
Idiota.
– E você quem é?
A voz leve de Dallas me faz acordar instantaneamente. As garotas me olhavam, exceto Piper, ela estava ocupada demais perdida em seus pensamentos olhando estranhamente para Cassy.
– All... Hanna, Hanna Monroe.
Praguejei baixinho por quase ter revelado minha identidade. Trish, Kira e Cassidy suspiraram aliviadas.
– Está tão envergonhada que não consegue lembrar o próprio nome? Não fique, juro que nem ri.
Suas palavras continham puro sarcasmo, me fazendo rolar os olhos.
Todas nos levantamos com a ajuda de Dallas. Olhei de relance para Cassidy e a mesma continuava corada sem saber o que fazer. Bufei.
– E você? Está tão nervoso perto de Cassidy que parece mais que correu uma maratona com esse suor. — Levantei uma sobrancelha convencida e ele encolheu os ombros.
Senti Cassy apertar com força a pele de meu braço.
Pelo menos havia conseguido aliviar o clima, nem tanto.
– Hm... Cassidy, você gostaria de... De tomar sorvete? Tem um ótima sorveteria nova aqui e...
Cassidy já o saiu puxando para longe com ele atrás sorrindo bobo.
Austin. Austin. Austin.
Porra. Já chega!
Austin. Ela é Austin.
Bati fortemente em minha cabeça para afastar os sussurros idiotas.
Kira me olhou espantada e eu sorri envergonhada, o que só fez a rir acompanhando Trish até o banheiro.
Piper ainda olhava estranhamente. Mas agora para o nada. O que estava acontecendo?
Olhar Piper me fez pensar se ela sabia sobre a história bizarra ainda não descoberta por mim, sobre seu irmão e sua melhor amiga.
Seu olhar denunciava isso, estava com pena de Cassidy de alguma forma, não o tipo de pena que ela sentia por Dallas, mas por Cassidy parecer tão inocente e pura por não saber de nada.
"Não saber de nada"
E será que não sabia?
Fechei os olhos casada de tudo isso, o dia havia sido maravilhoso para acabar dessa forma.
Me despedi rapidamente, querendo sair o mais rápido possível dali.
Voltei a pé para casa passando em frente ao Central Park observando as pessoas e seus sorrisos singelos.
Quando cheguei à não minha casa, toquei a campainha.
Olhei as horas 23hr48min, me assustei, havia saído de casa as 15hr37min.
Bufei novamente.
A idéia de ter que ver Austin com suas calça de pijama totalmente amostra e sexy me deixava nervosa.
A outra idéia de o ver depois do que aconteceu de manhã, me deixava mais nervosa ainda.
E a quadragésima idéia de ver Austin depois que eu descobri sobre seu casamento com Cassidy, me deixava aos nervos.
Então ele abriu.
Olhos totalmente sonolentos, cabelos bagunçados, e suas calças.
Cadê a camisa?
Sem camisa.
Não brinca com a minha sanidade Deus.
Fechei os olhos respirando fundo. Seu cheiro leve conectado ao forte aroma gostoso mexia com o meu consciente.
Ele me olhava espantado, mas suavizou o rosto ao perceber que era só eu.
– Isso é hora de chegar?
Sua voz soava rude e fria. Seu olhar sombrio me assustava e pelo visto o mal-humor estava presente como sempre.
– Desculpa, mas eu acabei me perdendo nas horas.
– As horas viraram algum tipo de labirinto? Oh por favor, não tinha desculpa melhor?
A desculpa melhor vai ser minha mão na sua cara.
Minhas bochechas se avermelharam em raiva. Passei o dia todo pensando na porcaria de casamento que nem era da minha conta. Tive que aguentar todas as dúvidas que rondavam a minha mente irritando-me. E agora ele vem querendo dar bronca?
– Eu sinto muito se a sua esposa me arrastou até o shopping. — Forcei a voz tentando fazer com que soasse rude igualmente à dele. Falhei.
– O quê? VOCÊ POR ACASO ANDOU MEXENDO NAS MINHAS COISAS? FALA ALLYSON! AONDE FOI TODA A CORAGEM DE CINCO MINUTOS ATRÁS? SE VOCÊ ALGUM DIA NA SUA VIDA OUSAR MEXER LÁ DE NOVO EU ACABO COM VOCÊ! ESTÁ ENTENDENDO? VOCÊ É SÓ UMA MEDÍOCRE QUE ACHA QUE FUGIR DOS PROBLEMAS IRÁ RESOLVÊ-LOS. ENTÃO NÃO VEM QUERER CHERETAR NA MINHA VIDA E VAI CUIDAR DA SUA.
Ele gritava assustando-me. Eu estava com medo. Estava descontrolado arrancando seus fios de cabelo, em seus olhos o desespero gritava por ajuda. Eu estava encolhida e ele continuava a gritar coisas sem sentido.
Estava em choque, não sabia o que fazer, ele estava fora de si e tudo que eu fazia era me encolher e fechar os olhos tampando os ouvidos. Era exatamente aquilo que ele pensava sobre mim e isso de alguma maneira me feriu mais do que deveria. Seus gritos não me atingiam, suas palavras sim, eram tão fortes e arrebatadoras que quebravam todos os meus muros com suas acusações.
– Minha casa, minhas regras.
Ele não gritava. Mas a frieza de sua voz me fez tremer e um arrepio de medo percorrer todo meu corpo.
O que eu estava fazendo ali?
Porque estava aqui?
A que ponto chegamos?
Perguntava-me enquanto Austin se estabacava com suas palavras gritantes.
Uma idéia surgiu na minha cabeça rapidamente não me dando chances de pensar só o fazer.
Eu o abracei.
Eu queria ajudá-lo. Eu necessitava ajudá-lo.
♥
"Papai Noel, diga se você realmente está aí
Não deixe que eu me apaixone de novo
Se ele não estiver aqui no ano que vem
Papai Noel, diga se ele realmente se importa
Pois não posso jogar tudo para o alto se ele não estiver aqui no ano que vem
Já sinto o Natal chegando
E tento ficar tranquila
Mas é difícil se concentrar quando o vejo andando por aí
Deixe a neve cair, ela está cobrindo tudo agora
Mas não vou entrar no clima
Estou desviando de todos os viscos até saber se é amor verdadeiro
O que ele pensa
Para que no próximo Natal eu não esteja sozinha, garoto"
– Santa Tell Me, Ariana Grande.
America Singer* — Personagem principal da triologia "A Seleção" por Kiera Cass.
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