And If I Lost You?
1 Capítulo 1
Notas iniciais
– Petechia… Significa que ela morreu de afogamento, detetive. – explicou a médica legista, surpreendendo–se com o fato da vítima ter sido encontrada em uma poça de água.
– Bom, não seria surpresa se alguém a tivesse segurando sua cabeça embaixo d’água. – retrucou Olivia. – Sabe a hora da morte?
– 4 horas atrás.
– Pelo visto, a água nos prejudicou e não tivemos sorte em coletar evidências.
Olivia acabara de falar com a legista sobre seu novo caso que, aparentemente, o parecia normal. O único problema era que ela não estava preparada para os acontecimentos que ele lhe proporcionaria.
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Olivia e Elliot chegam à sua nova delegacia, pelo fato do distrito antigo ter sido atingido por uma forte enchente.
– Cragen já anunciou quanto tempo ficaremos aqui?
– Uh... Não! – respondeu Elliot com sarcasmo, por esse novo local de trabalho ser mais perto de sua casa.
– Uau, boa iluminação, espaçoso... Até que não é tão ruim. – brincou Olivia, apesar de estar acostumada com seu bom e velho distrito.
– Pessoal, acabei de fazer uma pesquisa... – anunciou Fin, interferindo a conversa dos dois –... a vítima não foi assassinada!
– Como assim não foi assassinada? – perguntou Elliot, confuso.
– Aqui no relatório mostra que ela morreu de overdose.
– Fin, mas quando eu falei com a médica legista, ela me explicou que a causa da morte era afogamento. — falou Olivia, tentando encaixar a causa da morte com o histórico que a médica havia lhe passado.
– A unica resposta pra isso é que ela deve ter se entupido de drogas, caído sobre a poça de água e se afogado. Como um acidente, sem homicídio. Caso encerrado. — concluiu Elliot, se precipitando como de costume.
– Mas sua morte não foi um acidente, Elliot. Lindsay Elding foi envenenada! — responde Huang, chegando à delegacia, a fim de esclarecer toda e qualquer duvida.
A primeira coisa que fez, foi mostrar aos detetives alguns slides, onde haviam diversas especies de cogumelos.
– Então a vítima foi envenenada por quem? Pelos Smurfs? — debochou Munch, o que já era de se esperar.
– Melinda revistou o corpo novamente e achou pedaços de cogumelos venenosos em sua garganta.
– Mas então, por que ela teria se afogado? — perguntou Olivia, totalmente confusa.
– Bem, esses cogumelos encontrados fazem com que a vítima sofra de parada cardíaca. Então, seu afogamento na água só acelerou sua morte. — explicou Huang.
– Agora só nos resta saber de fato, quem colocou esses cogumelos no seu prato. — concluiu Fin.
Como já era tarde e todos estavam exaustos, Olivia foi a primeira a ir para casa. Ela já não saberia o que era dormir, então, essa folga era como se fosse férias para ela.
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Chegando em casa, Olivia coloca seu casaco em cima da mesa, se joga no sofá e liga sua tv para se distrair um pouco. Mesmo sabendo que teria de continuar seu caso cedo na manhã seguinte.
Como estava muito cansada, Olivia não havia percebido que uma sacola estava em cima da bancada da cozinha.
"Não me lembro de ter comprado nada..." pensou.
Em seguida, vai em direção a sacola pra saber o que tem dentro. Abre a sacola e... uma PIZZA!
– Como essa pizza veio parar aqui se eu nem sequer parei pra comprar nenhum tipo de comida? — Falou sozinha em alto e bom som, como se tivesse alguém ali para ouvi-la.
Mas como estava com muita fome, pegou a pizza e sentou-se no sofá novamente. Nada melhor do que descansar comendo pizza e assistindo tv. Só que era uma "pizza misteriosa" certo? Eu não confiaria.
Olivia saboreou o primeiro pedaço como se nunca tivesse visto uma pizza em sua frente.
– Hummmm!
Depois de ter comido quase uma pizza inteira sozinha, ela adormeceu como uma princesa em um sono profundo.
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No dia seguinte, Elliot chega na delegacia e de cara percebe a ausência de sua parceira.
"Olivia atrasada? Nunca! Deve ter acontecido alguma coisa." falou para si mesmo.
No mesmo instante, Elliot pega seu celular e liga para ela na intensão de saber o motivo do seu atraso.
– Atende, Olivia!
– Aconteceu alguma coisa, Elliot? — perguntou Fin, ao perceber sua preocupação.
– É... Eu estou tentando ligar pra Olivia, mas ela não atende. — respondeu, começando a tremer. — Sabe por que ela se atrasou hoje?
– Calma, ela deve ter saído com seu novo namorado ontem a noite e perdeu o horário. — indagou Munch, tentando ser engraçado. Sem chance.
– Shut up, Munch! — Elliot já estava nervoso e, naquela momento, não era hora para piadinhas.
Sua chamada está sendo encaminhada para caixa de mensagens e estará sujeita a cobrança após o sinal...
– Liv, retorne minha ligação quando ver esse meu recado, por favor. Onde você está? Por que não veio trabalhar até agora? — após disso, Elliot desliga o celular ainda mais nervoso...
– Por que não vamos até a casa dela, para vermos se ela está lá? — Fin deu a ideia, quando percebeu que Elliot não estava nada bem.
– B-boa ideia, Fin! Você vem comigo? — gaguejou. Fin afirmou com a cabeça e os dois foram até o apartamento de Olivia.
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Elliot parecia dirigir a 200km e não percebia que se ocorresse algum acidente, as coisas iriam se prejudicar ainda mais. Ele estava ficando cego.
– Take it easy, man. – Fin tentou lhe acalmar.
– Como posso me acalmar? Sabe-se lá onde a Liv está ou com quem?
Realmente, como ele poderia se acalmar sem saber sequer uma noticia de sua parceira, sem saber onde ela estaria e com quem, se ela estaria correndo perigo ou não? E se ele a perdesse? Era sua parceira, sua melhor amiga... seu amor secreto!
Finalmente chegaram. Quando o porteiro visualizou a chegada dos dois, logo perguntou se precisaria avisar Olivia.
Enquanto Elliot corria desesperado pelas escadas, praticamente sem sentir os degraus, Fin perguntou ao porteiro se Liv havia saído de casa hoje. Recebendo uma resposta negativa, agora era ele que estava começando a se preocupar.
"Apartamento 4D, apartamento 4D..." era só isso que se passava pela cabeça de Elliot naquele momento.
Ao chegar na porta do apartamento de Liv, Elliot não pensou duas vezes e se jogou com toda suas forças, que eram muitas, sobre a porta, fazendo-a quebrar. Qual seria a cena que ele viria?
Elliot entrou no apartamento e suas únicas palavras foram:
– MEUS DEUS, OLIVIA!
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