And I Won't Forget You

1 Capítulo único


Notas iniciais
Eu escrevi isso ás 3h da manhã, então se tiver erros ou alguma parte sem nexo, me perdoem e ignorem, por favor.

p.s. frases em itálico são os pensamentos do Tony :)
Hope u enjoy.

Era tarde da noite, já passando das 3h da madrugada. O local estava em completo silêncio. Pepper fora dispensada mais cedo pelo patrão, que estava completamente focado em seu novo projeto para o melhoramento de sua armadura. Queria mais velocidade, como sempre.

Estava trabalhando desde as 8h da manhã, já que acordara e descera para o local de trabalho. Sem pausas. Agora, depois de 19h de trabalho, sentia que precisava de um descanso. Subiu até o nível superior, se jogando no primeiro sofá que viu pela frente, exausto, fechando os olhos.

Passados apenas minutos, o telefone, longe de seu alcance começa a tocar.

– Mas que porra! Só porque sou o Homem de Ferro — seu ego sempre nas alturas — não quer dizer que não preciso de um pouco de descanso. E quem seria uma hora dessas? — esbravejou Stark, esperando que o telefone parasse de tocar. E parou, apenas para segundos depois recomeçar. E isso foi se repetindo, até que ele pensou ser algo importante, por tanta insistência.

Levantou-se e foi até o telefone, vendo que o número era desconhecido.

– Ainda mais essa! Um desconhecido ligando de madrugada. — Stark encarou a tela do celular, percebendo que aquele número não era tão desconhecido assim. — Quem fala? — atendeu, controlando seu nervoso.

– Anthony — disse a voz do outro lado da linha, que Stark reconheceu como sendo a voz de Steve Rogers.

– Diga logo, Rogers. Não tenho tempo para palhaçada! Você sabe que horas são? — ele não acreditava que era Steve ligando. Aquela voz rouca, máscula, sexy, pensou Tony. — Opa! Que tipo de pensamento é esse?

– O que? — perguntou Steve, confuso, pois tudo o que havia dito fora "Anthony".

– Não estava falando com você! — respondeu Stark, tentando se concentrar em seus próprios pensamentos, mas falhando, perdendo o foco quando ouvia aquela voz.

– Ah... então já está acompanhado hoje? — disse o outro, soando triste.

– Não! — gritou Stark, seu inconsciente achando adivinhar as intenções de Steve. — Não, estou sozinho. Trabalhando, á propósito.

– Bom, então acho que não tem tempo para mim. — respondeu Steve, novamente com um fundo triste na voz. — Que pena eu ter esperdiçado a viagem.

"Não, eu sempre terei tempo para você." era o que queria dizer.

– Hm. — foi o que disse. A confusão tomou conta de suas ideias, sempre tão claras. Steve suspirou na linha, o que trouxe Stark de volta para a realidade. — Bem, então, pelo o que eu entendi, você está por aqui?

– É... Sim, estou aqui na sua porta, na verdade. — agora um pitada de felicidade tomava conta da voz de Steve, que dava seu segundo passo. O primeiro fora fazer a ligação.

– Certo. — suspirou Stark. — Certo, vou abri-la para você. Me dê um minuto. — desligou o telefone e foi até o espelho mais perto. Perfeito, como sempre. Ego sempre nas alturas, lembra?Deu apenas uma ajeitada no cabelo, e foi em direção a porta, destrancando-a.

– Oh, então o vovô está aderindo á tecnologia? Um progresso, podemos dizer. — riu-se Stark. Adorava tirar uma com a cara de Steve quando podia.

– Andou mudando a mobília novamente, eh? — falou Steve, desconsiderando a graça do outro.Já estava acostumado.

– Ah sim, você percebeu hein. Então, já sabe mexer no wi-fi? Eu posso te ensinar se quiser. — ele nunca se cansava daquilo, mesmo sabendo que os nervos do Capitão explodem facilmente. — Bom, acho que primeiro terei que te ensinar o que é wi-fi, vovô.

– Seu estoque de piadas não acaba? — segurou os braços de Stark, empurrando-o contra a parede — Piadas totalmente sem graça, a propósito. — disse, com a voz rouca, que sabia afetar o outro de alguma maneira.

– O que é isso, Capitão? — rebateu Stark, levando na esportiva. Ele sabia que era assim. — Agora vai me empurrar contra a parede toda vez que eu tirar uma com a sua cara? Bem que podia. — Quando viu o que acabara de dizer já era tarde demais. Bem que queria poder apagar isso. Bem que podia? Ele jurava que não sabia de onde isso viera.

Steve apertou mais os braços do outro, se aproximando de seu corpo. Com aquela última frase ele pensara estar livre para avançar a linha de amizade, como queria. E queria muito, a tempos. Estava apaixonado, tinha certeza.

– Sério? — sussurrou Steve, agora bem perto do rosto de Stark.

– Sério. — respondeu o outro. Já disse o que não devia, agora quero ver até onde isso vai. Ele sentia atração por Rogers, isso era fato. Mas quem não se sentiria atraído por aquele corpo, aqueles músculos, aquele voz, aqueles olhos. Tony poderia passar a noite enumerando as qualidades do Capitão. Porém era algo a mais. Não era amor completo ainda. Talvez uma paixão passageira. Passageira coisa nenhuma! Ele sabia exatamente o tipo de sentimento que nutria pelo loiro. Estava perdidamente apaixonado. Só estava com vergonha de dizer.

Com autorização concedida, Steve, agora chegando o mais perto do corpo de Stark que podia, beijava o queixo do moreno lentamente. Chegou nos lábios, já invadindo a boca do outro com sua língua macia, hálito quente. Os dois iniciaram uma batalha por espaço com as línguas, aprofundando e esquentando o beijo. Eles não queriam parar, já que o momento vinha sendo desejado há algum tempo. Mas a parada para fôlego foi inevitável.

Os dois respiravam pesadamente, os rostos afogueados. Steve atacou novamente a boca do moreno, parando algumas vezes para morder o lábio inferior de Stark, que soltava gemidos curtos e baixos. E então as mãos de ambos entraram em ação. Tony tirou a camisa do loiro e começou a deslizar suas mãos pelas costas deste, dançando pelo quadril, chegando até o zíper da calça, para depois voltar para as costas e refazer todo o caminho, deixando o Capitão louco.

– Anthony... — gemia o loiro, com sua ereção já formada, pulsando — Anthony, por favor.

Stark não ficava para trás nesse quesito. Seu pênis também estava ereto, pulsando de desejo. Ele, querendo torturar Steve, continuou refazendo o caminho das costas até o zíper do loiro, até que as ereções dos dois, que já estavam explodindo de desejo, se chocaram. Aquilo foi a gota.

– Você poderia me dar uma ajudinha aqui? — perguntou Stark, sarcástico. — Quem sabe eu te recompenso depois?

Steve, não resistindo á oferta, levou suas mãos até o pênis ereto do moreno, acariciando-o sobre a calça. Finalmente abriu o zíper da calça e puxou-a, junto com a roupa de baixo de Stark. A palavra "grande" não era suficiente para o que via.

Ajoelhou-se, e sem pensar duas vezes, abocanhou o membro do moreno, sem pudor nenhum. Começou com movimentos lentos, devolvendo a tortura de Tony. Este gemia incontrolavelmente o nome de Steve, acabando-se em um prazer totalmente novo, o melhor que tivera, com certeza.

– Steve... — gemia incansavelmente o nome do parceiro — Por favor... mais r-rápido! — vendo a luxúria e o desejo nos olhos do moreno, Rogers foi contra tudo que tinha planejado ali rapidamente, e acelerou os movimentos, dessa vez usando apenas as mãos. Decididamente aquilo não era para ele, engasgava-se muito fácil. Foi acelerando cada vez mais, apertando os pontos certos. — Steve, eu vou g... — não conseguiu terminar a sentença, mais foi entendido pelo loiro, que não ligava de ter uma parte líquida do moreno em suas mãos. E então, com um último e prolongado gemido, Tony chegou em seu clímax, amolecendo e tremendo nas mãos do parceiro, que pôs-se de pé, e beijou-o romântica e carinhosamente.

– Então, mereço uma recompensa? — perguntou Steve, com sua ereção negligenciada pulsando violentamente, pedindo, implorando, por um alívio.

Stark não respondeu, apenas puxou o parceiro até o chão da sala, deitando-o em um tapete macio. Retirou sua calça, descobrindo que este estava sem roupa de baixo, o que facilitava as coisas. Sentou-se nas pernas do loiro, pegando se pênis, um desejo profundo ardendo nos olhos de Steve. Começou a masturbá-lo, alterando com movimentos lentos e rápidos.

Rogers gemia roucamente, o que deixava Stark louco. Algumas vezes o loiro gemia o nome do parceiro, mas na maioria apenas falava coisas ininteligíveis, sempre entrecortadas com gemidos curtos. O moreno ia aumentando a velocidade dos movimentos progressivamente, levando o outro ao paraíso. Espasmos tomaram conta do loiro, que soltou um longo urro de prazer quando chegou em seu clímax.

Stark parou. Os dois estavam suados, vermelhos, cansados. E felizes. Tony saiu de cima das pernas do loiro, deitando-se ao seu lado.

– Muito mais que um homem em uma armadura. — brincou Steve, lembrando de seus desavenças passadas com Tony.

– Muito mais que um maromba em uma fantasia. — rebateu Tony, pegando um pouco mais pesado. O loiro nem ligara, estava acostumado.

Os dois recomeçaram os beijos, mas foram imediatamente interrompidos pelo toque do celular de Steve.

– Tudo bem, atenda. Pode ser importante. — disse Stark, compreensível, mas nervoso ao mesmo tempo por alguém ousar atrapalhar aquele momento.

O loiro levantou-se preguiçosamente, obedecendo o parceiro. Ficou bastante tempo ao telefone, a expressão ficando mais séria conforme ouvia. Quando finalmente desligou, voltou para perto de Tony, que também tinha se levantado.

– Então? — indagou o moreno.

– Então que eu vou ter que ir, infelizmente. Eles precisam de mim. — explicou o Capitão, um ar triste e cansado reconquistando suas feições — aparentemente algum amador se metendo a badass. Disseram que só um é o bastante para ajeitar a situação, e resolveram me chamar. — terminou a explicação e tratou de vestir sua calça, que, graças a Deus, não fora atingida emanchada.

– Bom, espero que consiga mesmo ajeitar isso. Não quero ser acordado no meio da madrugada por incompetência sua. — riu-se Stark. — Você volta?

– É claro que sim. Ainda precisamos testar mais algumas técnicas. — disse Steve, dando um beijo de "até logo" no moreno e saindo do local pela porta que fora esquecida aberta.

Nenhum dos dois esqueceria o que havia acontecido.



Notas finais
E aí, o que acharam? Não deixem de me falar, críticas são importantes e bem-vindas, mas sempre usando da boa educação para fazê-las.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!