And All Things Will End
12 Memories won't let you cry.
Notas iniciais
vei, eu fico feliz pra caralho com os reviews que vocês me mandam, sério. Fico muito feliz por saber que estou agradando, por saber que vocês estão gostando mesmo da fic.
E as minas do twitter surtando? ~~~le indireta para Tani marida~~~~ Vei, vocês não sabem como eu fico feliz! HHAHAHA
Cap novo ae, um pouco mais de romance na fic né.
Boa leitura babys.
SYN’S POV
Caught here in a fiery blaze, won't lose my will to stay.
Acordei com o meu celular tocando mais alto do que nunca, a voz de Matt nunca ficara tão irritante. Tateei a mesa a procura do celular e logo o botei no ouvido, sem nem olhar.
- Alô? – atendi um pouco mal-humorado.
- Cacete sua bicha mal comida, pra onde tu foi ontem? Perdeu o resto da noite, viado. – Rev gritava ao celular.
- Grandes merdas. – zombei.
- Já são quase 13h porra, hora de acordar.
- Jimmy... – eu não conseguia dizer muitas palavras, estava morto de sono.
- Porra, do nada tu e a Hanna desaparec... CACETE VELHO. – pude ouvir a risada alta de Jimmy. – a noite então foi boa, né?
- Algo mais que você tem pra falar? To afim de voltar a dormir.
- Viado, tu perdeu a maior briga ontem; o porpeta metendo a porrada no guitarrista da banda nova. – Ele ria por entre as palavras.
- Interessante Jimmy. Tchau.
- Ae viado, lembra que hoje tem ensaio, pois daqui a 3 dias já vamos começar a viagem da turnê e... – desliguei antes que Jimmy terminasse. Que se foda.
Ainda de olhos fechados, lentamente me espreguicei, e peguei-me com um sorriso no rosto ao lembrar da noite passada. Virei o rosto, na esperança de encontrar seus lindos olhos claros, e não acho ninguém. Ela se fora.
Sentei-me na cama e olhei para o chão; o que ontem estava cheio de roupas, hoje de manhã só restara as minhas.
Desci as escadas lentamente, coçando os olhos, á procura de Hanna, na esperança que ela pudesse estar me esperando aqui embaixo. Nada. Encontro apenas um bilhete em cima da mesa, escrito em grandes letras de forma:
“Desculpe não esperar você acordar, tinha um compromisso.
Depois te ligo, Hanna.”
Instantaneamente sorri. Já estava com saudades. Estava perdido em alguns pensamentos quando meu celular tocou novamente. Porra Jimmy.
- Que foi, porra? – atendi grossamente.
- Nossa, isso é jeito de atender a sua namorada?- Uma voz feminina lançou-se ao telefone, que eu logo soube de quem era.
- Oi Mich, meu amor. Me desculpe, achei que fosse o Jimmy.
- Sem problema amor. – Ela riu. – Estou com saudades. Então, como foi o jantar ontem?
- Ah, normal.
- Senti sua falta a noite. – sua voz tinha um tom malicioso.
- Também querida... – disse, meio sem graça.
- Ah, então por que não matamos essa saudade hoje? Já estou voltando, logo chego aí.
Antes que eu pudesse dar alguma desculpa, Michelle já desligara o celular. Esta tinha viajado para Paris, para ver um desfile de moda outono-inverno não sei mais do que, e chegaria hoje. Subi e arrumei a cama, jogando as roupas no cesto. Eu estava apenas com uma cueca box, quando olhei-me no espelho. Minhas costas estavam completamente vermelhas e inchadas, inteiramente marcadas pelas unhas de Hanna.
Holy Shit.
ZOEY’S POV
Primeiro Zacky me ignora, e agora ele bate no Rick. Eu mais confusa, impossível. Rick mal dirigiu a palavra a Zacky desde que se conheceram, por que Zee bateria nele? Ciúmes?
Esta simples palavra veio a minha cabeça, me deixando com mais dúvidas ainda. Zacky não sentiria ciúmes de mim; sentiria? Eu estava abobada, pensando em coisas inimagináveis, tentando achar uma razão para Zacky bater daquela forma em Rick.
O beijo. Lembrei-me exatamente do momento em que eu estava dançando, rindo junto a Leana e Jimmy, quando Val, Rick e outras pessoas vieram para a pista.
Suas mãos largas se amarraram em minha cintura, me puxando mais para perto, me fazendo sentir a quentura de seu corpo, a frieza de seus olhos. Logo, seus lábios se colaram aos meus, me fazendo ver alguns fogos de artifício. Estremeci ao sentir suas mãos passarem pelo meu corpo, me apertando junto ao dele. Eu estava sentindo falta disso, de me sentir segura em seus musculosos braços.
Eu estava flutuando, quando seus doces lábios foram afastados bruscamente dos meus. O mundo de sonho se quebrou, voltei a realidade naquele bar sujo e escuro, cheio de ódio e mágoas escondidas pelos cantos. Dei alguns passos para trás ao vê-los. Zacky em cima de Rick, o socando os dentes, com todo o seu ódio sendo extravasado ali, em cada soco que dava.
Eu gritava mais ninguém parecia me ouvir. Eu tentava afastar, mas parecia que eu não estava ali. Continuavam os mesmos, se socando, sem se afastarem nem um centímetro.
O flashback em minha cabeça sem desfez quando alguém bateu na porta.
- Cheguei. – disse Hanna com a sua mania irritante de bater e entrar. Esperou por alguns instantes a minha resposta, e, sem sucesso, suspirou. – Eu estava na casa do Syn. – sorriu.
Eu me agarrava ao travesseiro, deitada na cama quando o quarto foi silenciado, sutilmente interrompido pelos assobios agudos de Hanna.
- Tá bom... – disse Hanna olhando em volta – eu vou tomar um banho.
Merda, eu estava morta. Logo depois da briga, fomos todos embora, isso quase ás 5h da manhã. Dormi apenas algumas horas, acordando com o barulho do carro de minha mãe chegando em casa, como todo domingo de manhã. Toda semana, ela vai ao mercado cedo e compra pães e frutas frescas, arrumando delicadamente a mesa para nós.
Levantei-me e tomei um banho, deixando a água fria cair sobre meus cabelos, desbotando ainda mais a cor verde em suas pontas. Sai e vesti-me com um longo moletom do Vans, que tampava parte do meu short jeans, meia calça rasgada e um All Star velho.
Sequei os cabelos e os penteei, os bagunçando logo depois. Pus o meu boné do Perry o ornitorrinco, peguei o celular, o iPod e o headphone e desci.
Mesmo tarde, eu podia sentir o forte cheiro de café vindo da cozinha. Fui andando em direção a mesma e pude ver que tudo ainda está arrumado. Os pães dentro da cesta, delicadamente arrumada no meio da mesa, entre algumas frutas e as xícaras. A jarra de suco ainda cheia, ao lado de panquecas perfeitamente decoradas com mel.
Olhei em volta e não vi ninguém em casa. Nenhum sinal de Megan, Hanna ou minha mãe. Sentei-me sozinha a mesa, tomando um rápido café da manhã, logo botando o headphone e saindo porta a fora.
Pude sentir o vento frio em meu rosto e o sentimento de liberdade. Abri os braços e levantei a cabeça, sentindo aquela frieza tomar conta de mim, como se pudesse levar-me dali, me fazer voar para bem distante.
Fui andando sem direção, sem olhar para os lados, apenas deixando a música guiar-me naquelas ruas sem fim. Hoje não estava muito movimentado, poucas pessoas estavam na rua, provavelmente por conta do nebuloso e acinzentado céu.
Andei até uma pequena praça. Sentei-me no balanço e observei enquanto o vento levava as nuvens para longe, como se fossem de papel. O clima estava pesado e as ruas desertas; botei o headphone no pescoço e empurrei o balanço para trás. Levantava as pernas conforme ia, dando impulso para ir mais rápido. Eu estava quase voando, podia sentir aquele vento gélido em meu rosto, me mostrando que tudo é possível.
- Que surpresa te encontrar aqui. – sua voz grave me fez parar o balanço.
Pude sentir um gelado em meu rosto, uma pequena gota d’água que caíra dos céus. Mas não foi isso que me fez estremecer.
SYN’S POV
Ouvi barulho de chaves e logo a porta se abriu. Seu sorriso iluminou o local e pude ver seus olhos brilharem em minha direção. Logo Michelle veio e me abraçou, balbuciando palavras como “Estava com tanta saudade”. Seus beijos tinham gosto de cigarro e Whisky. Parece que a viagem foi longa.
Cobri-me com tudo o que pude, não podia deixar Mich ver as marcas se eu quisesse evitar a terceira guerra mundial. Ela estava radiante, com um sorriso gigante em seu rosto, não queria deixar isso acabar. Michelle agora fez reflexos loiros em suas madeixas castanhas escuras.
- Você está linda. – disse em relação aos seus cabelos.
— Aw, obrigada querido. Estava com tanta saudade. – disse me beijando, passando suas mãos por meus cabelos.
- Também, é... – disse enquanto tentava me afastar de seus lábios. Não parecia certo para mim naquele momento. Não que eu tenha feito alguma coisa certa na vida.
- Então por que não matamos essa saudade lá em cima? – disse com seus olhos maliciosos, subindo um pouco a minha camisa.
- Não dá tempo querida, tenho ensaio... – disse abaixando minha camisa preta de gola V novamente.
- Lógico que dá, não vão se importar se atrasar alguns minutos. – seus olhos me fitavam de cima abaixo – não preciso de muitos.
- É que... temos que ir agora. Já estou atrasado, desculpe. Vamos deixar para mais tarde. – sorri.
Seu sorriso radiante sumiu, deixando uma expressão tragicamente triste. Ela parecia estar bem doida, não ia ficar triste por muito tempo. Logo saímos e fomos num restaurante pois já ia dar 15h e não tínhamos almoçado. Michelle bebera mais no restaurante. Muito mais.
Tivemos que sair pois ela estava ameaçando a garçonete de dar um “soco em sua fuça para parar de olhar pro meu homem”. O que posso fazer se sou tão irresistível?
ZOEY’S POV
Levantei-me do balanço, enquanto me afastava com poucos passos para trás. Seus olhos claros me fitavam, enquanto seus lábios deixavam escapar um leve sorriso divertido.
- É... Relaxando um pouco, é... – olhei em volta, não deixando transparecer a minha vergonha.
- Sei... Também adoro vir aqui de ás vezes para relembrar a infância. – ele chegou mais perto, se apoiando no balanço. – essa praça se parece muito com a nossa antiga, né?
Sorri, enquanto me virava para ir embora.
- Bom Zacky, preciso ir embora pegar minha guitarra, sabe... Ensaio daqui a pouco... – Sorri e acenei com a mão, me virando.
Um trovão alto me assustou, sinalizando que logo iria chover pra caralho.
- Espera... – Zacky correu atrás de mim e puxou meu braço, me fazendo virar e encarar seus lindos olhos. – Quer que eu te de uma carona? – apontou para seu carro estacionado perto dali.
- Não... não precisa. Estou bem. – sorri
- É, mas... você não pode ir embora molhada! – Zacky se abaixou e jogou água de uma pequena poça d’água em mim. Seu sorriso divertido me encantava, enquanto ele corria para longe e eu ia atrás dele.
- Ah garoto, não devia ter feito isso! – disse enquanto parava de correr, e fazia um sinal negativo com a cabeça.
- Ah é? O que vai fazer? – disse um pouco mais distante.
- Bom... – comecei a andar de um lado para o outro – acho que você não pode ir embora todo sujo! – desci as mãos até o chão e peguei um pouco de lama que ali se acumulava e joguei em Zacky.
- Está doida? Ah isso não fica assim! – Zacky começou a correr atrás de mim, logo me abraçando por trás, me sujando de lama.
Depois de um tempo, pus meu celular, meu iPod, meu headphone e meu casaco no carro de Zacky e começamos a pular na chuva. Um temporal caia, nos molhando por completo, enquanto nós corríamos e jogávamos lama um no outro.
Seus cabelos molhados e bagunçados o deixavam ainda mais sexy, nunca vi Zacky tão lindo. Eu estava completamente encharcada, com a minha regata preta e meu short jeans totalmente ensopados.
No horizonte, um belo arco-íris se formava, botando cores fortes e vivas num céu triste e cinzento, porém claro com a luz do sol. O vento soprava forte, enquanto a chuva encharcava tudo abaixo de si.
Tudo estava tão lindo, e enquanto eu admirava aquele parque, Zacky jogou-me mais lama.
- Filho da p... – corri atrás dele, gargalhando junto, pegando mais lama no chão e arremessando contra seu corpo.
Logo, paramos de correr e fomos para uma pequena lojinha que estava fechada, porém seu teto iria nos tirar daquela tempestade. Sentamos no chão, nos apoiando na grande porta de ferro fechada, olhando para os brinquedos molhados do parque. Zacky passara seu braço por meu ombro, me abraçando junto ao seu corpo, me aquecendo junto a ti.
Eu poderia ficar ali para sempre. Pude sentir seus olhos em minha direção e levantei o olhar, ao ponto de encara-lo também. Seus olhos profundos que sempre me faziam corar. Os olhos de quem eu adoro falar, aqueles olhos. Dizem que os olhos são a porta da alma; nos seus, eu podia ver o paraíso, misturado com todas as coisas maravilhosas que possam existir.
Fechei meus olhos enquanto seu rosto chegava perto do meu, e eu pude sentir o toque de seus lábios. Deixei-me levar pela leveza de seu beijo, desejando poder ficar presa ao seu corpo para sempre. Agora eu estava bem, pois estava com aquele que eu amo.
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