And All Things Will End

10 Caught here in a fiery blaze.


Notas iniciais
GATASSSSSSSSSSSSS (:
Guardem as armas pfvr, deixa eu explicar; eu não tenho tido muito tempo para escrever, e no carnaval eu viajei para Cancun ~~~chique~~~ e acabei ficando sem criatividade, não sabia mais o que escrever.
Bom, capítulo novo ai para vocês, que eu precisei dividir em dois, mais logo o próximo vai estar mais caliente.
Boa leitura;

ZACKY’S POV

O teto do meu quarto nunca ficara tão interessante. Estava deitado na cama olhando fixamente para cima, pensando no que aconteceu. Eu estava perdido. Seus olhos tristes não saiam da minha cabeça. Decidimos não falar sobre a festa, já que ninguém sabe ao certo, decidimos fingir que nada aconteceu afinal, estávamos todos bêbados. O que estava me incomodando era aquele aperto no peito. Senti meu coração apertar ao vê-la saindo abraçada ao Rick. Senti meu coração apertar ao perceber que ela nunca será minha.

Como isso é possível? Eu amo a Gena, pelo menos eu acho. Estava quase a pedindo em casamento e do nada, Zoey aparece na minha vida novamente e muda tudo. Muda meus sentimentos, muda minhas opiniões... muda meu jeito de ser.

ZOEY’S POV

Estávamos eu e Lacey sentadas na varanda de casa, enquanto Hanna vadia Campbell arrumava suas coisas no quarto de hóspedes.

- Agora, por favor, você pode me explicar o que aconteceu ontem? – Lacey falava com um pequeno sorriso em seus lábios e seus olhos implorando por dentro.

- Lace, eu mal lembro... Eu bebi demais, apenas vi o Zacky com a Gena e não pude me segurar. Lace, como isso é possível? – falei enquanto olhava para os céus azuis, sem nuvens.

- Baby, não fique assim, talvez seja só uma atração, talvez seja mais. Vamos ver o que o tempo diz.

Ri pelo nariz enquanto ainda olhava para os céus.

- Isso é coisa de filme; não existe amor a primeira vista na vida real, me poupe.

Lacey calou-se quando meu celular tocou. Olhei para a tela, era Val.

- Não estou com coragem de atender. – falei enquanto mostrava-lhe quem me ligara.

- Zoy, para de viadagem. Uma hora você vai ter que falar com eles de novo. Por que não começa com a Val?

Me senti uma criança. O que eu tinha feito? O que estava fazendo?

“Oi Val...” – atendi o celular com minha voz um pouco esganiçada.

“Zoey, confirmado jantar hoje, certo?” – Val falava normalmente, como se nada estivesse acontecido.

“A...acho que sim.”

“Que ótimo, vamos fazer compras? Syn disse que nos leva até o shopping.”

“Claro...”

“Ótimo, daqui a meia hora vamos passar ai.”

Desliguei o celular enquanto ainda olhava para os céus; Estava de uma cor deslumbrante aquela tarde. Como as coisas mudam tanto em algumas horas?

- Então...? – pude ouvir a voz curiosa de Lacey.

- Nada... – falei dando de ombros – nem se quer tocou no assunto.

“Whatever” Pensei. “Vamos deixar as coisas acontecerem.”

E ficamos ali, distraídas, falando coisas bobas por falta de assunto por alguns minutos, até que um carro parou na frente de casa e logo Val saiu do mesmo.

Ah é, merda! O shopping!

- Vocês chegaram! – me levantei e fui dar um abraço em Val.

- Claro, precisamos de roupas para hoje a noite! – disse retribuindo.

- Hoje eu só sou o motorista. – disse Syn se encostando no carro e cruzando os braços, com seu lindo sorriso sedutor.

Rimos e logo fui abraça-lo, com seus fortes braços me levantando ao ar.

Blam. Ouvi alguém bater a porta. Olhei para trás e vi Hanna parada em frente a porta, com um pequeno sorriso estampado ao rosto.

Pude ver seus olhos passearem por todos, observando cada detalhe, parando ao chegar em Brian.

Seus olhos se aprofundaram enquanto ela ajeitava uma madeixa atrás da orelha e respirava fundo, levantando seus fartos seios.

- É... Zoey, não vai me apresentar para os seus amigos? – Disse ao chegar mais perto.

- Minha prima Hanna, Val e B...

De repente, Brian voou para perto de Hanna e já estava com a mão dela em seus lábios.

- Brian Haner, mas pode me chamar de Syn.

“NÃO!” Gritei em minha mente.

Senti vontades de vomitar, veio tudo para cima novamente. É algo nojento quando um amigo seu acha a sua prima vadia bonita. Realmente nojento.

Ouvi sua risada fina e virei para Lacey, que estava tão espantada quanto eu.

Val olhava para o amigo rindo, sem preocupações. É a Hanna. Precisa se preocupar.

Lacey pareceu achar meio divertido a minha cara de espanto, já que enquanto ria um pouco, sussurrou palavras ao vento, que eu claramente consegui entender.

“Fodeu.” Haha.

Fiz um sinal negativo para Lacey com a cabeça, e Val pareceu perceber, já que falou baixo:

- Qual o problema meninas?

Lacey segurou o riso enquanto eu olhava para Val, sem resposta.

- Posso explicar no shopping? – apontei para Hanna e Syn com os olhos, que conversavam.

- Claro, vamos Lacey? – perguntou Val.

- Ah, não meninas, não posso, tenho que resolver umas paradas ai... Encontro com vocês no restaurante hoje, ok? – Lacey andava de costas, já indo embora.

- Syn, vamos logo! – gritou Val.

- Para onde vão? – Hanna perguntou.

Antes que eu pudesse detê-lo, Syn falou:

- Vamos para o shopping. Quer ir junto?

- Ah, eu adorar...

- NÃO! Não tem espaço Syn, lembra? Ainda vamos pegar aquele pessoal, não tem espaço no carro, desculpa. – Falei e virei para Val, implorando com os olhos para que ela me ajudasse.

- Ah é Syn, — Val balançava a cabeça falando calmamente – infelizmente não tem espaço, deixa pra próxima...

Pude ver a expressão de Hanna mudar tragicamente quando Val disse que não poderia ir.

- Ah, ok, né...

Estava me virando, comemorando por dentro, quando a voz de Syn novamente estragou meus planos.

- Ah, que tal você ir hoje no restaurante conosco? Vai com a Zoey! Agente pode arrumar um espaço para a priminha da Zoey, né Val?!

Syn virou-se para Val, que estava sem resposta.

- É... não sei... talvez...

- Ótimo! – Hanna exclamou.

- Iriamos adorar ter você lá, afinal agora Zoey é parte da família e você também!

Segurei a risada o máximo que pude. Não estava acreditando que Synyster Gates estava arroizando a minha prima! Isso era tão patético que me deu vontade de rir.

- É, Syn, hora de ir, temos que correr. Foi um prazer te conhecer, Hanna. – Disse Val dando um sorriso simpático, puxando Syn pelo braço, o levando até o carro.

- Tchau gata, até mais tarde...

- Tchau gente, foi um prazer! Até mais, Zoey. – O final desta frase Hanna disse num tom mais frio, mais grosso. Senti calafrios por todo o corpo.

Ufa. Saimos de perto do bicho.

- Syn, você é idiota? – dei um tapa de leve na cabeça dele.

- Ai, doeu! – reclamou enquanto coçava a cabeça.

- Zoey, homem é tudo igual, só vê peito vira um trouxa. – Rimos.- Agora explica, qual a parada com a loira? – continuou;

- Minha prima é um demônio, apenas isso.

- Um demônio muito gato né; — Syn riu.

- Atenção na rua, Brian, se não quiser levar um soco na fuça. – brincou Val, enquanto Syn levantava os braços, como estivesse se rendendo.

- E você ainda a convidou para hoje a noite Syn, você tem merda na cabeça? – disse rindo.

- Ah Zoey, que se foda. Agora você faz parte da família avenger, não fique irritada, são só algumas noites com ela, certo?

Assenti.

- Então, relaxa. Vamos fazer compras, ficar bem gatas para hoje a noite.

Gargalhamos e fomos. Descobri, nesse passeio de tarde que Val continua a mesma pessoa maravilhosa. Continua uma de minhas melhores amigas. Apenas com seu sorriso ela consegue te fazer sorrir, é contagiante. Val é super divertida e sabe dar conselhos como ninguém.

Fomos em muitas lojas. Muitas mesmo. Íamos comprando tudo enquanto Syn carregava as compras. Ele resmungava algo as vezes, mas continuava conosco.

- Precisamos ir chique hoje! Vamos comprar um vestido bem sexy e bem sofisticado.

- Nem precisam ir de vestido se quiserem, eu não vou ligar. – riu Syn.

Pude sentir que poderia confiar neles sempre, nunca me aproximei tanto de alguém quanto de Syn e Val. Parecia que aquela mágica do passado ainda estava presente.

Algumas horas depois eu já estava em casa. Passei direto por Hanna que estava na cozinha, logo subindo as escadas.

- Por que não me falou que a sua banda ia numa turnê com o Avenged Sevenfold? Eu nunca ouvi falar nessa banda, e muito menos na sua, mas eu tinha o direito de saber, não acha? – Hanna falava calmamente, com uma pequena ponta de ignorância, mas não irritada.

- Porque você que se foda. Não precisa saber do que acontece na minha vida, precisa apenas ir embora.

Hanna cruzou os braços e olhou para o outro lado, sem resposta. Virei-me e fui para o meu quarto, batendo a porta e me jogando na cama.

- Zoey... – Hanna bateu e abriu a porta, pedindo permissão para entrar.

Isso é algo que me irrita profundamente. Bater e abrir. Se já vai entrar, pra que bater então, cacete?

- O que você quer? – falei ainda deitada.

- Zoey, eu não quero mais brigar. Qualé, não fomos sempre assim. Lembra de quando éramos menores e brincávamos juntas?

Claro, como eu ia me esquecer de quando você arrancou a cabeça da Lizzy Rock “sem querer”.

- Eu só queria dizer que... – Hanna continuou, dando uma pequena pausa e respirando fundo. – sinto muito. Sinto mesmo.

Continuava deitada na cama com minha face entre os travesseiros. O quarto foi envolvido por um silêncio monstruoso, e eu sentia a presença de Hanna parada ao meu lado, esperando algumas palavras de desculpas.

Quem sabe na próxima vida.

- Não quero ficar nessa guerrinha com você Zoey. Trégua? Pelo menos hoje. – Hanna continuava ao meu lado.

Virei-me rapidamente, empurrando os travesseiros e olhei nos olhos de Hanna. Estavam ensopados. Essa garota sabe fingir bem.

- Beleza, trégua, vai embora.

Meu problema é ser fraca. Não aguento ver pessoas chorando, que merda.

Pude ver um enorme sorriso iluminar o rosto de Hanna, que quase me convenceu que fosse verdadeiro. Seus olhos brilhavam enquanto ela limpava as poucas lágrimas que caiam de suas claras bilhas verdes.

- Quer me ajudar a escolher o meu vestid...

- Não. Tenho que me arrumar, você devia ir também, logo a limusine chega. – sorri delicadamente.

Hanna retribuiu o sorriso e logo saiu do quarto aos pulinhos, enquanto eu me jogava por entre os travesseiros novamente.

Liguei o iPod no aleatório e começou a tocar We're Not Gonna Take It; Logo eu estava pulando no quarto, tocando uma guitarra invisível ao som de Twisted Sister. Fui tomar banho, ainda aos pulinhos.

Sai do banho, animada. Eu ainda estava pulando, agora tocando Rock n Roll All Nite, o que me fazia querer pular mais. A noite ia ser boa, eu estava sentindo, as coisas estavam dando certo. Olhos maquiados com sombra azul que se escurecia nas pontas, que destacavam o glitter em meus olhos azuis.

Peguei meu vestido de dentro de uma das sacolas, um vestido brilhante azul, tomara-que-caia. Demoramos muito para escolher os vestidos, tinha que ser bem chamativo. Ri sozinha ao lembrar de Val me dizendo isso. Alguns cordões, scarpin prata de bico fino, estava pronta.

Toc toc.

- Zoey, a limusine chegou, vamos.

“Já?” Pensei enquanto pegava minha bolsa.

Sai e me deparei com Hanna terminando de se maquiar. Droga, ela estava bonita. Usava um vestido rosa com detalhes brilhantes no busto com um scarpin bege com detalhes em preto.

- Você está linda! – Ela disse me olhando dos pés a cabeça. Não pareceu irônica.

Descemos e lá vem mamãe novamente, com seu discurso de sempre.

“Não fica falando com estranhos, usa camisinha, não bebe demais e se beber, pelo amor de Deus, não dirija...”

Tá, mãe, tá...

“Não fica sozinha, fica sempre por perto, tenta não voltar tão tarde, não deixa ninguém botar nada na sua bebida...”

Tá mãe, pode deixar...

Depois de ouvir o mesmo discurso de sempre, podemos sair para a limusine. E que limusine. Branca e gigante; Oh my fucking god! Era perfeita!

Grandes bancos de couro branco com um minibar dentro dela. Um não, quatro. Televisões por todos os cantos, com o chão, o teto e os minibars iluminados com luzes de neon. Uma música alta tocando, dava uma balada ótima lá dentro.

Fomos apenas buscar a Heather, Lacey e os meninos e fomos para o restaurante. Estávamos brindando, rindo, quando vi seus olhos presos aos meus.

Os olhos de Rick estavam presos aos meus, enquanto eu tentava desviar a maioria das vezes.

Porra, ele estava tão lindo. Seus cabelos dourados bagunçados, os traços delicados de seu rosto, com seus lindos olhos claros sendo emoldurados por suas sobrancelhas grossas.

Fomos bebendo até lá e chegamos ao restaurante. Pude ver os integrantes da banda já lá dentro sentados, com as garotas e algumas outras pessoas desconhecidas.

Suei frio. Fomos todos em direção a mesa, onde todos se levantaram para nos receber. Produtores, pessoas que pareciam externamente importantes, todos numa mesa gigante para quase 20 pessoas. Senti falta de alguém... Michelle. Era a única que não estava conosco. Valary, Gena, Leana, todas com seus respectivos homens, menos Michelle. Johnny estava sentado ao lado de uma linda morena esbelta, enquanto Gena estava sentada agarrada ao braço de Zacky.

Zacky...

Esse evitava o meu olhar a todo tempo. Esse mal olhava para minha cara. Estava com Gena grudado ao seus braços, e pareciam dois apaixonados. Isso partiu meu coração, pude sentir ele apertando meu peito, com uma vontade de correr para fora dali.

Não. Isso não é justo. Não vou ficar me lamentando por alguém que nunca poderá ser meu. Sentei-me e logo pedi um Sex on The Beach. Vamos beber!

BRIAN’S POV

Eu estava gamado. Essa garota conseguiu fazer meu coração bater mais rápido. Ela estava me provocando, se eu não a sequestrasse ali, agora eu ia morrer. Eu sou Synyster Fuckin’ Gates, eu posso com essa gata.

- -

ZOEY’S POV

Algumas horas depois, estávamos todos bebendo na limusine. Estavam todos bebendo pra caralho, gritando, dançando, curtindo. Gena e Zacky ficaram juntos a noite toda, e eu tentava ignorar o máximo.

Pude ouvir Jimmy gritar para o motorista parar pois ele queria sair. Jimmy era o nosso pequeno palhaço, fazia todos rirem apenas com seu jeito doido de ser. Paramos em frente a um bar, e fomos todos lá para dentro, beber mais um pouco.

Syn e Hanna sentaram em um sofá no canto, sozinhos, enquanto nós fomos para o balcão, apenas para pedir mais bebidas.

BRIAN’S POV

Ela estava tão perto de mim que eu conseguia sentir sua respiração. Olhei em seus lindos olhos claros, e pus a mão em seus cabelos, enquanto lentamente encostava meus lábios aos dela.

Nosso beijo era calmo e lento, gostoso e explosivo. Interrompi o beijo e sussurrei ao seu ouvido “vamos sair daqui...”

Rapidamente, a vi abrir um sorriso malicioso, que se afastou um pouco e pegou sua bolsa, assentindo com a cabeça para mim.

- Ok, to indo, até depois galera. – falei, mas não acho que tenham prestado atenção. Peguei na mão de Hanna e saímos de lá, sem ninguém perceber. Fomos para o carro e eu a levei para minha casa.

Notas finais
Reviews? O que vocês acharam desse capítulo? Mereço Reviews dos leitores fantasmas? Acho que sim, hein... HAHA
see ya, ducks.