And All Things Will End
2 Another thing about this girl I know.
Notas iniciais
Beijo p @AndyVengenz, minha maninha que ta me perturbando por um capítulo novo,e p minhas gatas da madruga do twitter, que me apoiaram com a fic, hahaha amo vocês s2
Então Dani, para de falar e posta logo essa porra, né?
Aquilo era muito real, me parecia muito real. Tinha esse sonho quase todas as noites, com as mesmas pessoas, no mesmo lugar, do mesmo jeito. Por que estas pessoas estão em meus sonhos? Quem são? E aqueles olhos verdes que me arrepiam só de pensar, quem é Zee?
Meu celular vibrou ao meu lado, interrompendo meus pensamentos; Era uma mensagem de Heather. Nem me preocupei em ler, virei-me para o outro lado da cama, jogando o travesseiro no meu rosto.
– Zoey, levanta! – minha mãe apareceu novamente na porta – Hoje você leva a sua irmã para a escola.
Sentei-me e olhei para a minha caixa de som do iPod; Eram 9:27 da manhã. Liguei o aleatório, e fui me arrumar. Logo começou a tocar Smoke on the Water, e enquanto eu tomava banho, eu fazia o meu show de rock com a minha guitarra imaginária ao som do Deep Purple.
Minutos depois estava pronta. Fazia umas caretas no espelho, olhando todos os meus piercings; Um na língua e dois entre os olhos. E também o meu novo alargador. Vesti uma camisa do AC/DC, um jeans surrado e o meu coturno de tachinhas. Prendi meus cabelos pretos com mechas verde água num rabo de cavalo meio bagunçado, com alguns fios para fora, peguei meu bracelete de couro e meu óculos Ray Ban aviator, botei o iPod no bolso e desci.
Na cozinha estava minha mãe e minha irmã mais nova, Megan. Meu pai trabalhava o dia inteiro, saia cedo e chegava tarde, raramente eu o via; Passava meses sem falar com meu pai por isso.
– Bom dia, raio de sol! – mamãe me dizia todo dia de manhã; Mas hoje eu não estava afim de responder. Revirei os olhos e fui pegar uma tigela.
– Hoje ela acordou de mau humor! – cantarolou Megan.
– Fica quieta pirralha! – falei num tom mais alto.
– Meninas, nada de briga já de manhã! – mamãe disse quase que gritando. – Zoey, hoje você leva a sua irmã. – falou num tom mais calmo.
– Eu sei, eu já tinha escutado. – preparei meu cereal e sentei-me à mesa ao lado de Megan.
– Então por que tá arrumada assim? Aonde você vai? – perguntou-me levantando uma das sobrancelhas.
– Vou apenas encontrar a Heather e os meninos. – botei uma colherada de cereal na boca.
– Zoe, você já tem 21 anos; você não quis ir pra faculdade, tudo bem, mas você precisa arrumar um emprego. – mamãe me olhava atentamente, tentando ver meus olhos por trás dos óculos.
Apenas botei outra colherada de cereal na boca, levantei-me e botei a tigela na pia.
– Vamos pirralha. – Foi tudo o que eu disse.
Mamãe se levantou para me dar um beijo, levantou os meus óculos e os apoiou na minha cabeça.
– Fique assim, você tem lindos olhos azuis. – Ela disse no melhor tom que pôde, virou-se e foi dar um beijo em Megan.
Peguei a minha guitarra que eu sempre deixava no closet debaixo da escada, peguei as chaves e fui para a garagem.
Papai saíra com seu carro, então lá estava o Station Wagon de mamãe e o meu Chevette cinza que ganhei aos 16.
Botei minha guitarra no banco de trás, e destravei a porta da frente para Megan entrar. Ela pode ser chata, mas essa pirralha tem um ótimo gosto musical. Ligou o radio e botou o CD do Iron Maiden.
Enquanto cantarolávamos The Number of the Beast, reparei em Megan. Ela tocava uma bateria imaginária e estava com o uniforme de sua escola, no melhor estilo rockeirinha. Calça jeans preta com tachinhas, All Star cano médio preto, bracelete de couro de tachinhas e o olho preto de tanto passar lápis. Era realmente fofo uma rockeira de 11 anos.
– Mamãe falou que odiou essa coisa que você botou na orelha. – Falou olhando para o alargador que botei a pouco tempo.
– Esse é só 8mm, futuramente vou aumentar.
Ela apenas ignorou e voltou a tocar sua guitarra invisível.
– Tchau Tracy, obrigada pela carona. – falou já saindo do carro; Ela era a única que me chamava assim.
Fui direto para a casa de Heather. Estacionei em frente ao seu portão, e fui para a garagem; todos nós da banda tínhamos a chave.
Entrei na garagem, todos já estavam lá. Botei minha guitarra num canto e corri para pular nas costas de Rick, o nosso baixista, que estava em pé olhando as fotografias na parede.
– Caralho garota, que susto! – berrou quando pulei em cima dele.
– Tira o caralho da boca, garoto! – eu disse rindo, indo em direção aos meninos.
– Ah é? Então venha cá senhorita Tracy! – me puxou pelas costas e começou a me fazer cócegas.
– PORRA SEU VIADINHO DE MERDA, VOCÊ SABE QUE EU NÃO GOSTO DISSO! – gritei rindo, tentando me livrar dos musculosos e tatuados braços de Rick, numa tentativa inútil.
Rick me soltou, ainda as gargalhadas, e eu me esforçando para ficar séria, mas não conseguia; Comecei a rir junto.
– Bobão você hein, — o empurrei de leve – e não me chama de Tracy, tu sabe que não gosto que me chamem assim porra.
Rick continuava rindo. Aquele lindo sorriso ainda me fazia tremer toda. Namorei com o Rick a uns 7 meses atrás, mas terminamos, porque eu não sentia química entre nós. Às vezes eu me acho meio maluca por ter deixado aquele lindo loiro tatuado, mas eu não me sentia atraída por ele, não me sentia apaixonada. E aquele par de olhos verdes sedutores em meus sonhos foram mais um dos motivos, porque esses olhos ficavam sempre na minha cabeça?
Fui andando na direção de Joe e Liam, nosso baterista e guitarrista solo, que estavam sentados na mesa no canto. Como se não fosse surpresa, os dois estavam terminando de cheirar uma carreira que parecia ser a ultima de uma pequena sequência daquela porra. Levantaram a cabeça fungando, e perceberam a minha presença.
– ZOOOOOOOOOOOOEY – Liam deu um berro, como se eu estivesse a quilômetros de distancia, sendo que eu estava a poucos metros – você chegou meu amor! Quer cheirar um pouco?
– Nunca mais. E vocês, minhas putinhas, também deviam parar com essa porra.
Joe se levantou e foi até o frigobar, pegou 3 cervejas e me ofereceu uma.
– Quem sabe outro dia, mas hoje precisamos comemorar! – Peguei a cerveja que ele me oferecia, quando percebi algo branco sujando uma de suas narinas.
– Limpa essa porra no teu nariz, ai agente pode conversar, — abri a cerveja e tomei um gole, enquanto ele fungava e limpava com o indicador. – Comemorar o que, caralho?
– Deixa que a Heather te conta. – ele deu um sorrisinho de canto de boca, e voltou para a mesa com Liam, que estava com a cabeça baixa novamente.
Notas finais
See Ya . (:
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