Anata no Fantasy: Fairy Tales Hen

2 Capítulo 2 - É só o começo!


Notas iniciais
Wey! Capítulo 2! Desculpa a demora, muitos afazeres esses dias e...e Boa leitura!

Ao ouvirem as ordens de Andersson, aqueles que estavam à frente, e aqueles que estavam atrás, imediatamente sabiam que teriam que lutar. Os da frente se viraram obedientemente, resultando no embate de olhares entre os dois adversários: Veterano Vs Novato.

Eram 12 novatos, de um total de 30 pessoas. Ou seja, 6 delas ficaram de fora. A estas, seria pedido para que apenas assistissem. Entretanto, no atual momento, alguns detalhes precisam ser descritos, como algumas reações entre aqueles que lutariam.

Dos veteranos, tanto Eien quanto Dulci, Thomas e Jeffersson, todos iriam lutar. Eien enfrentaria Mikhail Tal, um jovem que parecia entusiasmado e confiante. Dulci enfrentaria Judit Polgar, uma garota mais centrada que Tal, mas que não deixava de esboçar um semblante discretamente intimidador. Thomas enfrentaria Jove, e o encarava com a cara mais emburrada impossível; já Jove aparentava olhá-lo com uma séria expressão. E Jeffersson iria enfrentar Artur Sílva, este, parecia levemente tenso.

Claro que outras expressões e reações também eram apresentadas por outras pessoas além dessas. Como a de Rafael e Victória, que também pareciam tensos perante seus oponentes, mas que acima de tudo, estavam concentrados em seus objetivos. Seus oponentes eram os Veteranos Hegel e Sartre, dois indivíduos bem esteticamente ameaçadores, já que eram um dos mais velhos ali, tendo por volta dos 18 anos, e um físico consideravelmente cuidado. Eles tinham o porte para o de um real cavaleiro de guerra, qualquer um que os vissem poderiam dizer que eles eram membros oficiais.

— As sequencias das lutas serão 5 por vez, já que só temos 5 arenas. O resto irá esperar enquanto assistem os que estiverem lutando. – Disse Andersson. – Vocês novatos, prestem atenção nas regras: Não será uma luta até a morte, matar é expressivamente proibido. Armas não estarão liberadas nesse treinamento. Sobre como vencer, existem 4 formas: A primeira é a mais importante... Nesse treinamento usaremos o sistema de “Pontos Por Hit”. Basicamente, eu estarei contando cada golpe em cheio que vocês recebem, e aquele que receber 5 desses primeiro será declarado o perdedor. Golpes defendidos ou mal aplicados não serão contados, estejam cientes de que eu sempre irei anunciar quando um desses golpes acontecer, então não contem com a contagem de vocês, apenas concentrem-se na luta. – Explicava ele enquanto olhava para todos que ouviam em silêncio. – As outras formas de vencer são por desistência de seu oponente, incapacidade do mesmo continuar como por exemplo um nocaute, ou caso alguém saia para fora da arena. – Concluiu. – Vocês tem alguma dúvida?

Nesse momento, Jove Nil se manifestou.

— Eu tenho. Sobre habilidades de Entity... Estará liberado? – Disse ele calmamente.

Porém o que ele disse surpreendeu muitos dos que estavam ali.

— Entity...? Esse novato disse Entity? – Foi o que um entre os 18 veteranos cochichou com outro.

Andersson pareceu gostar de ouvir o que Jove disse. Ele prontamente respondeu

— Sim. Estará liberado. Caso a situação se torne perigosa, eu irei intervir.

Após tudo esclarecido, não tinha mais para enrolar, os 5 primeiros foram para as arenas e os outros se dirigiram para os cantos do lugar, se dispersando pelo terreno inteiro em volta das 5 arenas.

Dentre os 5 primeiros estava Rafael, sendo o quinto de seu grupo. Por muito pouco sua irmã não foi junto com ele, ela era a sexta da fileira. Dulci e Eien observavam juntas encostadas na parede, coincidentemente perto de Victória, que olhava para a arena de seu irmão com preocupação.

Rafael estava tenso, mas com um longo suspiro ele pareceu ficar mais calmo. Começou a se alongar enquanto fitava seu oponente, que estalava os punhos e brandia seus músculos.

— Ei Dulci, está pronta para a luta de hoje? – Disse Eien.

— Eu preferia não ter que lutar... – Respondeu Dulci. – E você? Está pronta?

— Estou! – Disse empolgada. – A partir de hoje eu serei uma nova pessoa! Chega de ser relaxada!

Dulci soltou um leve riso ao ouvir ela dizer isso.

— Você diz isso a muito tempo.

— Rum.. – A ruiva não gostou muito de ouvir isso. Ela semicerrou seus olhos e encheu as bochechas. – Dessa vez é sério... Você vai ver.

— Quero ver. Tente não chegar atrasada amanhã.

Dessa ela não podia se defender. Só de se lembrar da cara de todos vendo ela chegar atrasada, a fez chorar comicamente.

— Você é muito má... – Dizia com um tom de choro, morrendo de vergonha do que passou.

— Estou brincando com você. Espero que consiga ter mais foco. – Falou a amiga. — Sabe, ultimamente você está diferente.

E após ouvir essa, Eien deixou de expressar aquela tristeza superficial, e ficou com uma expressão normal. Ela não disse nada. E isso, fez Dulci parecer um pouco triste. Foi como se de uma hora para outra a atmosfera tivesse mudado para muito pior. Ambas ficaram em silêncio.

Mas o silêncio foi quebrado, com a repentina pergunta de alguém que elas ainda não conheciam.

— Olá, ehh... Com licença. – Era Victória. – Prazer, eu me chamo Victória, sou nova aqui.

Dulci e Eien de certa forma, gostaram do que aconteceu. Era como se aquele silêncio estivesse fazendo mal às duas, então Victória tinha aparecido bem na hora.

— Oi! – Disse Dulci, espontânea. – Seja bem vinda! Eu me chamo Dulci.

Ela estendeu a mão para Victória, tão rápido que a garota até se surpreendeu. Victória mal teve tempo de cumprimentar Dulci, quando rapidamente Eien também já se apresentava.

— Prazer te conhecer Vic! Eu sou a Eien!

Após cumprimentar as duas, Victória perguntou.

— Ehh... Vocês estão vendo aqueles 2 na quinta arena? Conhecem o adversário do garoto mais novo?

— Uh, o Sartre? Conheço sim... Embora não fale muito com ele. – Respondeu Dulci.

— Ele é forte? – Questionou Victória.

— Bem... No quesito força física, ele não deixa a desejar. Entretanto, ele até agora nunca mostrou ter habilidade de Entity. – Informou Dulci.

— Em..tity... – Victória parecia um pouco confusa. – Eu conheço esse termo, mas não o entendo muito bem...

— Hi hi. – Eien soltou alguns risos, animada. – Preste atenção nas lutas, talvez nós possamos ver um usuário de Entity.

— Certo... – Ela ainda parecia preocupada.

— Alias, por que a pergunta? Você conhece o oponente do Sartre? – Dessa foi a vez de Dulci perguntar.

— Ele é meu irmão mais velho... Se chama Rafael.

— Entendi. Espero que ele vá bem.

— Eu também espero...

Era a hora de começar. Andersson se posicionou frente as 5 arenas, e proferiu:

— Comecem.

No primeiro segundo após a fala, foi como se muitos que estivessem nas arenas prendessem a respiração. No próximo segundo, eles começaram. Muitos partiram para cima uns dos outros, e começaram a trocar golpes. Dentre esses, Rafael Vs Sartre.

Sartre investiu rapidamente na direção de Rafael, que pela primeira vez sentiu a pressão de uma batalha real. O garoto não sabia como contra-atacar aquele gigante à sua frente, então instintivamente se afastou dele com um salto para trás e depois se moveu para as laterais, se afastando continuamente.

Porém Sartre apenas continuou o perseguindo, até chegar perto o suficiente para disferir seu primeiro golpe. Ele socou mirando em Rafael, que por pouco se esquivou saltando mais uma vez para o lado direito.

— Você só sabe fugir? – Disse Sartre, desapontado.

Rafael ofegante e assustado, não disse nada. Sua mente já estava falando demais consigo mesmo.

“Droga! O que eu vou fazer?! Eu não faço ideia de como posso vencer esse cara... A única coisa que consigo pensar é em fugir!” Era o que ele pensava, estático.

Enquanto isso nas outras 4 arenas, haviam lutas bem frenéticas. Andersson já marcava pontos de acertos críticos.

— 2 Pontos para Alexandre Esteves na Arena 3. 4 Pontos para Amanda Arc na Arena 1. – Dizia ele.

— Ei, esses novatos lutam bem. Olhe só para essa Amanda, ela já marcou 4 pontos. – Disse um dos veteranos para outro que estava ao lado dele.

Mas o que realmente impressionava alguns ali, era o fato de que Andersson conseguia prestar atenção nas 5 lutas ao mesmo tempo, sem deixar passar nenhum detalhe.

— O Sub-Comandante Andersson... – Dizia Mikhail Tal, para um dos outros veteranos que ele havia acabado de conhecer e simpatizar. – Como ele consegue fazer isso?

— Estou aqui a anos, e também não sei. – Respondeu o Veterano. – O que eu sei, é que a visão dele vai muito além disso. Já vimos ele conseguir ver coisas que acontecem em cima do telhado, mesmo sendo humanamente impossível. Andersson é conhecido no mundo como “O Olho Que Tudo Vê”.

— Wow! Isso é meio assustador! Haha! – Comentou o futuro oponente de Eien. – Mas já era de se esperar de alguém importante entre os membros Oficiais. Esses caras são todos monstros.

— Pare de fugir, seu covarde! – Sartre já estava irritado de tanto acertar o ar. Rafael não fazia nada além de se esquivar dos potentes golpes e se afastar para longe.

“Drooogaaaaaaaaaa!” Gritava em seus pensamentos, frustrado consigo mesmo.

— Ele está com problemas. – Comentou Dulci, focando sua atenção na luta de Rafael.

Victória não dizia nada, estava tensa demais para isso. E Eien e Dulci perceberam isso.

— 5 Pontos para Amanda, está encerrada a luta na arena 1. – Anunciou Andersson. – Oponente jogado para fora na Arena 2, está encerrada a luta. 3 Pontos para Afonso na arena 4.

Duas lutas já haviam terminado, sobrando apenas as das arenas 3 4 e 5. Na arena 3, Alexandre Esteves acabara de receber um golpe no rosto com força que quase o jogou para fora. Ele por pouco conseguiu se manter dentro do espaço, mas mal teve tempo de se defender de uma voadora de 2 pés em seu peito, que foi mais do que o suficiente para desclassifica-lo.

— Está encerrada a luta na Arena 3.

— Tsc! Droga! – Sentado após se levantar, Alexandre estava irritado com o que aconteceu. – Eu estava indo bem...

De volta para a 5º Arena, Sartre acabava de enfim acertar um forte chute no tórax de Rafael que o jogou no chão.

— 1 Ponto para Sartre na arena 5.

E esse golpe prejudicou ainda mais o psicológico de Rafael, que já estava quase entrando em pânico. Ele rapidamente se levantou, e novamente se esquivou do próximo golpe de Sartre.

— Ele está em choque. – Comentou Thomas, ao lado de Jeffersson. – Que luta chata.

Na arena 4, Afonso acertou um gancho no estomago de seu oponente, que o fez perder o fôlego. Não levou nem mais 3 segundos para o mesmo desistir da luta.

— Está encerrada a luta na Arena 4.

Sim, só havia sobrado a arena de Rafael Vs Sartre. Ele agora era o centro das atenções. E foi só de todos olharem para ele, que ele já estava recebendo mais um golpe em cheio.

“Eh isso...? Eu vou perder assim?” Se questionava enquanto seu corpo era lançado para o chão.

— 2 Pontos para Sartre na ultima arena.

— Acho que... É demais pra ele. – Disse Dulci. – Talvez fosse melhor que ele desistisse.

...

Tanto Eien quanto Victória, não disseram nada. Eien assistia com um semblante desanimado, e Victória ainda estava tensa com a situação.

Rafael se levantava novamente, mais ofegante do que nunca.

“É isso...? Eu vou mesmo perder assim?!”

— Não... – Victória havia respondido Dulci. – Não é demais para ele. Ele pode mais que isso!

— Desiste logo! – Sartre havia acertado mais um golpe em Rafael, dessa vez um soco em cheio em seu rosto.

“Depois de todo o meu esforço... Depois de tanta expectativa...”

— 3 Pontos para Sartre na ultima arena.

“É assim que vai acabar?”

— Ei Vic... – Dizia Eien, pensativa e um pouco cabisbaixa. – Por que vocês decidiram vir pra cá?

— Assim como eu... O Rafa possui um sonho. – Disse Victória. – Nós sonhamos em sermos os maiores Aventureiros desse mundo! E não vai ser esse Sartre que vai acabar com o nosso sonho! – Afirmou com convicção.

E essa inocente e ambiciosa frase, chamou a atenção de Eien e Dulci. Elas trocaram olhares surpresas, e ao fazerem isso elas se sentiram um pouco melhores.

“Não... Não vai ser assim que vai acabar!” Pensou Rafael, se revoltando e criando forças para enfrentar o desafio em sua frente.

— RAFA! Não vai acabar assim! Lembre-se do por quê viemos para cá! – Exclamou Victória, no exato momento em que Rafael conseguiu forças.

“Me lembrar do por quê viemos para cá...” E ele se lembrou. Se lembrou dos sonhos dos 2, e o quanto isso era importante para eles.

Isso lhe deu forças não só para enfrentar, como também para que ele pela primeira vez investisse contra Sartre. Ele corria com uma expressão séria em direção ao seu oponente.

— Decidiu vir? Ótimo! – Sartre lançou um soco mirando no rosto de Rafael, que rapidamente se esquivou do golpe e ainda avançando, socou o peito de seu oponente.

O golpe não foi tão potente, porém contou como um ponto para ele.

— 1 Ponto para Rafael na ultima arena.

— Boa! – Disse Eien.

— Isso! – Victória ficou feliz com o que viu.

Entretanto, Sartre segurou o braço de Rafael, o mantendo agora próximo a ele.

— Não vai mais poder fugir dessa vez. – Disse usando sua outra mão para socar o garoto, que realmente recebeu o golpe novamente no rosto.

— 4 Pontos para Sartre na ultima arena.

— Grr! – Rafael rangeu os dentes com o golpe que recebeu. – Droga!

Ele ainda permanecia preso perto de Sartre, já que seu braço ainda estava sendo segurado. Não havia mais o que ser feito... O próximo golpe viria para finalizar a luta.

— Acabou! – Sartre disferiu seu ultimo golpe com toda a sua força!

“É... Não vai dar.”

“Porém... Esse não foi o fim.”

Nesse ultimo segundo, ele sorriu.

— É SÓ O COMEÇO! – Foi o que ele exclamou com presença, desistindo de se defender, e indo com sua cabeça direto no punho de Sartre!

“Só... O começo?” Eien continuava estranhamente surpresa.

O impacto foi consideravelmente grande. Rafael foi jogado no chão com o golpe, isso porque Sartre deixou de segurar seu braço depois da dor que sentiu em seu punho por receber aquela cabeçada.

— Tsc! Você é maluco?! Quase quebrou minha mão! – Reclamava o oponente, pressionando a mão com a outra.

...

Ninguém sabia o que dizer, exceto Andersson.

— Está encerrada a luta na ultima arena.

Notas finais
Até o próximo Capítulo >.>