Anata no Fantasy: Fairy Tales Hen

1 Capítulo 1 - De repente, somos cavaleiros


Notas iniciais
Primeiro capítulo da História o/

Assim como em uma história clichê, o som das batidas na porta pareciam perturbar a figura que se encontrava enrolada em cobertores numa cama artesanalmente simples. Aquele era um quarto pequeno, porém grande o suficiente para abrigar a pequena garota que estava ali, levantando as cobertas com os olhos cerrados de sono.

— Já vaaai... – Murmurava ela, ainda sonolenta.

Era uma garota que aparentava ter entre 13 a 14 anos. Embora um pouco bagunçado, seus cabelos eram longos e quentes de tão vermelhos, assim como seus olhos.

As batidas continuavam agressivas e ignorantes, fazendo a porta de madeira e sua maçaneta tremerem a cada impacto.

— Já disse que já estou indo... – Dizia ela, caminhando sem forças em direção à porta, ainda vestindo seu pijama branco.

Um rangido pôde ser ouvido com o lento movimento da porta se abrindo, fazendo com que a garota desse de cara com um grande homem. A garota com seus míseros 1,50 de altura, passava longe dos ombros daquele à sua frente, tendo por volta de 2 metros.

Ao vê-lo, seus olhos se arregalaram como se tivesse lembrado de algo importante, mas que havia se esquecido completamente. Ela agora estava totalmente acordada, mas não sabia como reagir. Ficou sem jeito e apenas disse

— B-bom dia, Sub-Comandante Anderson... – Disse sorrindo com cara de boba.

Ele suspirou carregadamente e preferiu

— Eien... Você sabe que horas são? – Perguntou com explicito mal humor.

— Ehh... Hora de acordar? – Ela não sabia onde enfiar a cara, então disse isso com mais cara de boba ainda.

— Você... Está brincando comigo...? — Disse pousando sua rústica mão sobre a cabeça dela, que era grande o suficiente para seus dedos dobrarem e apertarem toda a cabeça levemente, porém forte o suficiente para que ela sentisse um pouco de dor. – Está atrasada!

— Aí! – Gritou fechando os olhos de dor. – Me desculpe! Me desculpe! – Implorava com as mãos juntas. – Isso não vai se repetir! Eu prometo!

— Você tem apenas 5 minutos para se arrumar e comparecer ao campo de treinamento. Se não estiver lá em 5 minutos, será duramente castigada! – Exclamou soltando a mão da cabeça dela, que rapidamente pressionou as duas mãos sob as partes onde ele apertou, como forma instintiva de tentar conter a dor.

— Entendido... – Disse Eien com um cômico tom de choro.

Anderson deu as costas e caminhou em direção ao fim daquilo que parecia ser um corredor repleto de portas nas duas paredes. Eien por sua vez, fechou a porta e foi correndo até seu guarda-roupas.

***

Enquanto isso, em um lugar a céu aberto, muitas pessoas pareciam se reunir. O local ficava nos fundos do que aparentava ser um castelo; isso porque tinha exatamente um monumento de castelo atrás deles, além de que todo o terreno era cercado com enormes muros de rocha. O chão naquele local em especifico era de puro barro, porém ali haviam algumas faixas pintadas com tinta branca que formavam 5 quadrados de aproximadamente 10 metros.

As pessoas reunidas variavam entre crianças e jovens, mas mais a frente, se encontrava um homem de armadura que parecia possuir autoridade ali. Ele estava a frente de todos, que estavam alinhados olhando para ele. Ao redor do local era possível ver outros adultos e jovens observando o grupo maior, eram cerca de uns 6 no total, alguns em pé, outros sentados, agachados e encostados nas paredes. Esses 6 usavam roupas próprias, e possuíam colares com um pingente em forma de cruz vermelha, acompanhado de uma base por trás em cores pretas e brancas.

— Ei, você está vendo ali? Aquelas pessoas com aqueles colares! – Dizia um garoto para uma outra garota, que estavam dentre as várias crianças e jovens ali reunídos. – Eles são membros oficiais e titulares da elite da Guilda! – Ele dizia empolgado.

— Fique calmo, Rafa. – Disse a garota. – Eu também estava ansiosa por esse momento. Mas primeiro precisamos ir bem nos testes de hoje. É a nossa primeira vez aqui, e a primeira impressão é a que mais conta.

Tanto ela quanto ele, tinham cabelos castanhos, sendo o dela plausivelmente maior que o dele. Suas formas faciais também não diferiam muito... Qualquer um diria que eram dois irmãos. Eles tinha por volta de 13 a 14 anos, e vestiam roupas consideravelmente mais simples que a do resto das pessoas ali.

Pessoas estas, que também conversavam entre si naquele momento. Dessa vez, dois jovens conversavam ao lado de uma outra garota, que apenas ouvia em silêncio.

— Nossa, hoje está mesmo cheio aqui... – Comentou o primeiro. – Quantas pessoas tem aqui? Umas 30?

— Deve ser... Isso é por causa dos novatos que ingressaram ontem na Guilda. Acho que pelo menos 1/3 desses 30 são novatos. É só reparar nas caras novas. – Falou o outro. – Olhe só para os rostos de tensão e expectativa desses caras... Isso tudo me dá ânsia de vômito.

Ao ouvir essa frase, a garota ao lado se manifestou na conversa.

— Você continua o mesmo, Thomas... – Proferiu com um tom de desaponto. Ela estava numa escala próxima à dos mais velhos ali, possuía 16 anos de idade. Embora aparentasse ser alguém calma, ela olhava para os lados discretamente, como que procurando alguém com seus olhos azuis, que contrastavam com sua pele morena e seu cabelo prateado que iam até seus ombros.

— E você continua inocente, Dulci. – Foi o que ele respondeu, um pouco irritado. – Não percebe que isso tudo é uma ilusão? Nós vamos todos apodrecer aqui nessa peneira. Já faz tempo que não promovem alguém... Eu começo até a pensar que só nos trazem pra cá para receberem às nossas custas.

Thomas expressava descontento, porém Dulci mal deu bola ao seu desabafo. Ela continuava olhando para os lados, levemente preocupada. Isso incomodou Thomas mais ainda.

— Afinal, o que diabos você está procurando? – Questionou.

— Acho que eu sei... – Disse o segundo Jovem. – Ela deve estar procurando a Eien. Ainda não vi ela por aqui hoje.

— Acertou em cheio, Jefferson... – Confirmou ela, suspirando preocupada-mente. – Será que ela ainda está dormindo? Se ela se atrasar de novo com certeza terá problemas.

— Espero que sim. Aquela garota me dá mais ânsia de vômito do que todos esses novatos juntos. – Opinou Thomas.

— Cara, você é tão desagradável... Não consigo ficar perto de você. – Dulci caminhou para se distanciar daqueles dois, mas mais do que isso, para ver se encontrava Eien no meio daquelas pessoas. Mas ela falhou, Eien realmente não estava lá.

As conversas paralelas continuavam entre os 30, mas eles não eram os únicos. Ao canto do lugar, dois daqueles que possuíam os colares se falavam despreocupadamente

— Issac, nós deveríamos estar nos preparando para a Quest de amanhã. Por que estamos perdendo tempo aqui? – Questionou um deles.

— Eu gosto de ver os novatos em seu primeiro dia. Talvez possamos ver algo interessante hoje. – Foi o que o outro respondeu. – Veja, já vai começar.

O homem a frente de todos levantou sua mão direita a altura de sua cabeça, como que sinalizando que queria silêncio. Todos de imediato se calaram; alguns estavam tensos, outros empolgados, e mais uns outros indiferentes. Ele era Andersson, o mesmo homem de outrora. Se preparava para proferir suas primeiras palavras.

— Bem, primeiramente, sejam bem- Ele não pôde terminar sua frase, pois sua atenção foi chamada a uma figura que se manifestou no canto direito daquele local.

Era uma garota, vindo com passos rápidos e discretamente apressados. Literalmente todos ali olharam para ela estranhando a situação, e isso a deixou ainda mais envergonhada. Ela desviou seu olhar para o lado, fazendo um bico de descaso enquanto caminhava em direção ao maior grupo.

— Olha só quem apareceu. – Disse Thomas em voz baixa.

“Bem, poderia ser pior.” Pensou Dulci, suspirando aliviada ao ver a ruiva se aproximando dela.

“Atrasada de novo...” Dessa vez eram os pensamentos de Andersson, que parecia um pouco aborrecido.

— Olá, Dulci. – Disse Eien ao chegar perto da outra garota.

— Eien... Está atrasada. – Ela falava em voz baixa.

— Eu sei... Me desculpa.

A expressão de estranheza na face das pessoas ali continuava, grande parte pelos que eram novatos. Afinal, a maioria deles estava dando muita importância àquele momento, então ver alguém causar uma inconveniência dessas os faziam desejar não estarem no lugar daquela garota.

Alguns cochichos eram ouvidos, dentre eles, um outro garoto, de cabelos brancos e bagunçados, murmurava algo aparentemente para si mesmo, já que olhava para baixo com uma expressão séria

— Ora, ela conseguiu toda a atenção para si...

As conversas em voz baixa se interromperam com uma forçada tosse por parte de Andersson, que almejava retomar suas falas. Todos novamente prestaram silêncio.

— Como eu ia dizendo... Sejam bem vindos todos os novatos que ingressaram na Guilda como aprendizes ontem. Vocês agora fazem parte da Knight Of Abyss, uma das maiores Guildas do continente. – Introduziu. – Eu suponho que fazer parte de uma Guilda seja o sonho de muitos de vocês, e nosso objetivo aqui é tornar seus sonhos realidade. Mas diferente do que muitos pensam, a vida de um Aventureiro não é as mil maravilhas. Então vocês serão devidamente treinados aqui, antes que se tornem Aventureiros Oficiais e possam atuar com os membros oficiais da Guilda. — Andersson também possuía um colar com pingente de Cruz, o mesmo que o dos outros ao lado. Ele apanhou o objeto e estendeu na direção de todos. – Este colar é a prova de que somos Membros Oficiais da KOA, e eu espero que todos vocês consigam um desses um dia. — Muitos prestavam atenção no que Andersson dizia, mas a expressão de indiferença pairava sobre alguns ali, sendo a de Thomas a que mais se destacava. – Também é importante destacar, que esse castelo é uma das várias filiais da Guilda. Para vocês verem o tamanho da nossa Guilda, possuímos cerca de 10 filiais, cada uma em uma parte do continente. Centenas de jovens como vocês são constantemente recrutados e preparados para serem Lendas, como muitos dos nossos membros Oficiais foram e são. Vocês são a nova geração, vocês são o futuro da Koa. Estejam orgulhosos disso!

Esse pequeno discurso não pôde deixar de empolgar muitos dos que estavam ali. Eles sorriam mesmo que sem perceberem.

“Nós realmente estamos aqui! Esse é o começo da nossa história!” Pensava Rafa, tremendo de entusiasmo.

“Vamos dar nosso melhor!” Imaginava a garota que era parecida com ele.

“Isso será interessante.” Dessa vez era o garoto de cabelos brancos.

“Que Bullshit...” Praguejava Thomas.

E claro, não é como se outras pessoas não estivessem pensando coisas também.

“Eu conheço bem esse entusiasmo.” Era o que Dulci dizia para si mesma mentalmente, com um leve sorriso no rosto.

“Sejam bem vindos.” Eien também sorria despreocupadamente.

— Pois bem... A partir de agora daremos inicio ao treinamento. – Exclamou Andersson. – E não tem jeito melhor de avaliar o nível de vocês novatos, do que os verem em ação. Por isso eu quero que todos que ingressaram ontem como aprendizes deem um passo para frente, e da direita para esquerda, digam seus nomes e suas idades.

Ao ouvirem isso, todos eles obedeceram. Era um total de 12 pessoas.

— Rafael Drumond, 14 anos – Disse o primeiro.

— Victória Drumond, 13 anos – Disse a segunda.

Eram os 2, enfim confirmando a ideia de que eram irmãos.

— Anatonhy Karpov, 16 anos – Disse o terceiro.

E por assim foi...

— Mikhail Tal, 17 anos.

— Judit Polgar, 14 Anos.

— Christian Jackson, 14 anos.

— Hans Herman, 15 anos.

— Jove Nil, 15 anos. – Revelou ser o de cabelos brancos.

— Laura Eduarda — 15 Anos.

— Artur Silva, 16 anos

— Alexandre Esteves, 18 anos

— Amanda Arc, 17 anos

Após as apresentações, Andersson por fim concluiu

— Cada um de vocês novatos, virem-se para trás. Ao fazerem isso, a pessoa que estiver atrás de vocês, será sua adversária no treinamento de hoje!

Tanto os que estavam na frente, como os que estavam atrás, se assustaram um pouco a ouvir isso, mas não tinha para onde correr. Eles se viraram, e os confrontos foram definidos.

Notas finais
Até o próximo capítulo! O plano é ter capítulo novo no maximo num intervalo de 2 a 2 dias. Se forem sempre capítulos curtos assim de 2000 palavras fica mais facil ainda manter a regularidade x3