Anata No Tame Ni

18 Capítulo 18 - Falso Amor


Notas iniciais
Olá pessoas! Como vão?^^
Antes de mais nada, que esse capítulo está que nem uma montanha-russa, cheia de altos e baixos (metáfora horrível, eu sei -.- ) Mas vai estar bem emocionante, então preparem seus coraçõezinhos!
Boa leitura^^


Finalmente chegara a véspera de Natal. Para a sorte de Nadeshiko, sua família ficava tão ocupada com os preparativos de Natal que ela não costumava ensaiar nessa época então, excepcionalmente nessa data lhe foi permitido passar o dia com Tadase, coisa que não fazia há um bom tempo por causa dos ensaios.
Então, naquele dia, na casa da Família Hotori...


– Tem certeza de que não tem problema eu ficar aqui, Hotori-kun? Não quero te causar problemas com seus pais... — dizia Nadeshiko um tanto apreensiva
– Está tudo bem, meus pais nem estão aqui hoje. Foram fazer umas compras de Natal de última hora — informou o Rei — Até mesmo Tsukasa-san está ausente hoje, teve que ir resolver uns problemas pendentes no colégio
– Ehh?! Então... i-isso quer dizer que...
– ... que estamos sozinhos — Tadase completou a frase dela com um sorriso
– Sozinhos uma ova! Nós ainda estamos aqui, viu?! — exclamou Kiseki chateado
– Ah, desista Kiseki, parece que eles se esqueceram completamente da gente mesmo — falou Temari num muxoxo
– Não nos esquecemos de vocês... s-só quis dizer que não tem nenhum parente meu em casa agora, só isso! — apressou-se a dizer Tadase
– Sim, sim, até parece que é verdade — disse Temari ceticamente — Bem, não quero atrapalhar então acho que vou dar uma volta por aí, com licença...
– Ei Temari, aonde pensa que vai?! — exclamou Nadeshiko
– Não sei... passear pelo jardim talvez... visitar as Charas da Amu-chan ou voltar pra casa e ficar com o Rhythm, sei lá... só sei que aqui eu não fico — respondeu ela irritada
– Eu sei o que vamos fazer! Reuniremos todos os Shugo Charas e faremos nossa própria comemoração de Natal, é isso que faremos! — sugeriu Kiseki
– É, até que é uma boa idéia — concordou ela — Até depois Nadeshiko, Tadase-kun... divirtam-se e tentem não fazer muita besteira, viu?!


Antes que seus donos pudessem impedí-los, os dois Shugo Charas saíram voando janela àfora.


– Droga, eles ficaram bravos com a gente... pensando bem, ultimamente não tenho dado muita atenção à Temari, ela está certa em ficar chateada — murmurou Nadeshiko preocupada
– O mesmo vale pro Kiseki... nee vamos fazer uma surpresa pra eles quando voltarem? Como uma festa ou algo assim? — sugeriu Tadase
– Grande idéia Hotori-kun! Incrível, você sempre sabe o que fazer em qualquer situação... deve ser por isso que eu te adoro tanto... — Nadeshiko o puxou pela mão e se agarrou a um dos braços dele, levemente corada. Tadase a puxou mais pra perto e a abraçou, segurando-a com firmeza. Quando a soltou, ele beijou sua face e disse:
– Então, que acha de começarmos fazendo um bolo pra eles? Ah, se bem que não sou muito bom na cozinha, então não sei se serei de grande ajuda — disse o Rei sorrindo como quem se desculpa
– Tudo bem, você pode me ajudar lendo o livro de receitas e pegando os materiais pra mim — falou a Rainha — Mas falando em bolo... me lembrei de que não comi ainda, e já está quase na hora do almoço...
– Agora que você falou, também não almocei. Vamos comer primeiro, e depois fazemos o bolo.


Então os dois foram pra cozinha tentar cozinhar alguma coisa. Tadase ficou encarregado de cortar os legumes enquato Nadeshiko separava os temperos e fazia o arroz. Ambos estavam com sede, então ela também serviu um suco enquanto eles cozinhavam. Ou pelo menos o que ela pensou que fosse suco...


– Nee Fujisaki-san... não acha que esse suco está meio estranho? — perguntou Tadase cheirando a bebida em seu próprio copo — Parece álcool... daonde você pegou isso?
– No armário de uma casa no Japão, que fica no mundo humano...
– É o que?! — Tadase levantou os olhos do copo para ela, e percebeu que a garota estava meio tonta e com o olhar desfocado. Já tinha bebido metade do que quer que tivesse no copo dela, e não parecia ter feito nada bem à menina
– Fujisaki-san, você está bem?? – perguntou o Rei preocupado — Você parece meio... fora de si...
– É claro que estou fora de mim, como raios eu estaria "dentro" de mim, hein? Hahahahaha! — Nadeshiko riu da própria piada e tomou mais um gole da bebida
– Ahhh caramba ela está bêbada — resmungou Tadase para si mesmo
– Uepa! Muita calma nessa hora que eu não estou bêbada coisíssima nenhuma!! — exclamou a Rainha — Não consigo ficar em pé sem me apoiar na parede e estou vendo dois de você, mas eu não estou bêbada!!
– Ahh não, claro que não... imagina se estivesse né — disse ele ceticamente
– Uau... estou mesmo vendo dois Hotori-kuns agora... — murmurou Nadeshiko vagamente, sem dar atenção ao comentário do Rei. Em seguida, terminou a bebida em seu copo e continuou — Nossa, eu vejo três de você agora... três Hotori-kuns só pra mim, não acredito... essa bebida é mágica...! Deve ser um milagre de Natal...


Nadeshiko cambaleou até ele e o abraçou. Felizmente, ela abraçou o Tadase certo, senão teria se esborrachado no chão tentando agarrar o "Tadase falso criado pela bebida".


– Não acredito que tenho três de você só pra mim... meu coração está batendo tão forte, sente só.


Nadeshiko agarrou a mão de Tadase e a pressionou contra seu corpo. Só que a bebida parecia ter feito ela se esquecer de onde ficava o coração pois, ao invés de ela encostar a mão do garoto contra o peito, ela a pressionou contra sua barriga.


– Está sentindo?
– Humm... na verdade não — Tadase foi incapaz de mentir
– Ahh droga... essa porcaria de roupa está atrapalhando... espera um minuto.


Sem mais nem menos, Nadeshiko começou a desabotoar a blusa.


– Waaahh!! E-E-Espera aí Fujisaki-san, o que está fazendo?! — exclamou Tadase, corando instantaneamente
– Tirando a roupa ué, não tá vendo?? — respondeu ela como se fosse a coisa mais natural do mundo ela se despir na frente de um rapaz
– Q-Que eu estou vendo, estou... aliás, vendo até mais do que devia... m-mas por que raios está fazendo isso???
– Pra você poder sentir meu coração palpitando tocando diretamente na minha pele — respondeu ela com um sorrisinho estranho. Quando terminou de tirar a blusa, a jogou pra um canto qualquer, tornou a segurar a mão de Tadase, dessa vez realmente pressionando-a contra o próprio peito, com mais força do que o necessário por sinal, e disse — Está sentindo agora?
– Ahh... err... e-eu... ahh... — Tadase não conseguiu gaguejar uma mísera palavra por inteiro diante daquela situação
– Droga, não está sentindo ainda, não é...? — resmungou ela — Será que eu devo tirar o sutiã também...?
– NÃO!!!– berrou o Rei, recuperando a fala — Por favor Fujisaki-san não faça isso!! E-Eu já senti seu coração palpitando, senti até demais!! Então por favor não tire mais nada!!! — gritou o garoto puxando sua mão de volta, vermelho até as orelhas
– Você sentiu? — exclamou ela com os olhos brilhando — Kyaaa que bom! Estou tão contente que tenho até vontade de cantar de alegria!
– T-Tá bem, pode cantar, mas vista-se primeiro, por favor...
– Não! Está calor demais aqui, não vou colocar aquela blusa quente de novo!
– Como raios pode estar calor se estamos no inverno?! — exclamou o Rei atônito
– Huhuhu é você que me faz sentir esse calor, meu querido... nee Hotori-kun... o que você acha de mim?
– C-Como assim?
– Estou perguntando o que você acha do meu corpo — disparou ela — Acha que eu sou bonita?
– Mas por que isso de repente?! Você nunca fez esse tipo de perguntas!! — exclamou o garoto, tornando a corar
– Eu sempre quis saber isso, mas nunca tive coragem pra perguntar... mas você ainda não me respondeu. Acha que eu tenho um corpo bonito? Vamos, dê uma boa olhada.


Nadeshiko começa a levantar sua longa saia bem devagarinho, como se estivesse tentando seduzí-lo. A saia batia nos tornozelos dela, e garota vinha levantando aos poucos, mostrando primeiro os joelhos, depois as coxas, até que, quando deixa parte da calcinha à mostra, ela pára, e diz:


– Responda minha pergunta, Hotori-kun. Acha que eu sou bonita?
– Hãn... err... e-eu... eu acho que... ah...
– Você... você não acha, não é...? — ela conclui diante da resposta indefinida do garoto — Você acha que eu sou feia, não é isso...?


A cara sexy de Nadeshiko começa a mudar drasticamente para uma expressão triste. Como ela parecia que iria abrir o berreiro à qualquer momento, Tadase fala:


– N-Não é verdade!! Eu acho... acho você linda, Fujisaki-san... completamente maravilhosa, hoje e sempre... nem mesmo a jóia mais preciosa seria capaz de ofuscar a sua beleza... v-você é... a garota com o corpo mais belo que eu já vi na vida!! — foi o que Tadase respondeu, mas dentro de sua cabeça ele só conseguia pensar "Não acredito que eu disse isso!"


Nadeshiko pareceu acreditar, e logo após ouvir a resposta do rapaz, ela soltou uma exclamação de alegria e pulou em cima dele, abraçando-o. O garoto pôde sentir os seios desprotegidos dela sendo pressionados contra seu corpo, causando-lhe as mais variadas sensações. Por um impulso, ele a segurou pela nuca e a beijou. Paceria ser exatamente o que Nadeshiko queria, pois ela não perdeu tempo em aprofundar o beijo, invadindo os lábios do rapaz com a língua e explorando cada canto do interior de sua boca, enquanto sentia as mãos velozes dele passearem pelo seu corpo.
Depois de vários segundos, os dois sentiram falta de ar e se separaram.


– Eu fico muito feliz... que você goste tanto assim de mim, Hotori-kun — disse Nadeshiko levemente corada, e por um instante fugaz, Tadase quase se esqueceu de que ela estava embriagada — Tão feliz que... que fiquei com uma vontade louca de cantar!


Nadeshiko correu até a sala, agarrou o controle remoto da TV e, usando-o como microfone, começou a cantar:


Hanaji — Yuu Kobayashi (Tradução)


Eu estou sendo ignorada!
Eu estou sendo rigorosa!
Eu estou Excitada!

Eu estou sendo esmagada!
Estou me sentindo emocional!
Meu coração está batendo como um louco!

Eu vim aqui em busca do meu predestinado
Mais eu só estou me metendo em confusão!

Estas flores chamadas garotas estão florescendo para todos.

Mas eu sinto que estou sento controlada porque conheço o segredo...

Encontro ele...Saindo do armário...
Eu Estou sendo criticada!
Eu estou sendo intimada!
Pare Pare ah~ ah~

Eu estou sendo forçada!
Eu estou sendo abusada!

Ele está usando uma cenoura e um bastão pra me abordar
Fui tão intimada que quero fugir
Mas ele parecer ser meu tipo

Eu estou soluçando!
Eu estou sendo ignorada!
Eu estou sendo muito rigorosa!
Meu coração está batendo rápido!

Eu estou sendo esmagada!
Eu estou me sentindo emocional!
Meu nariz está sangrando como um louco!


http://www.youtube.com/watch?v=Z2T-5C-lQIY


Enquanto a garota cantava essa música altamente sugestiva, com uma voz estranhamente sensual, Tadase pegou o telefone discretamente, discou um número e esperou que atendessem.


– Alô? — falou Nagihiko do outro lado do telefone
– Fujisaki-kun, graças a Deus foi você que atendeu — Tadase suspirou aliviado — Nossa, se fosse a sua mãe, eu teria problemas...
– O que foi Hotori? Aconteceu alguma coisa?
– É, aconteceu sim. Sua irmã está aqui, nós estávamos fazendo o almoço, e... bem... e-ela bebeu alguma coisa estranha, provavelmente alcóolica, e... agora está agindo estranho, não sei o que fazer com ela
– Você deu bebida alcóolica pra ela?! — berrou Nagihiko no telefone — O que foi que deu em você pra fazer uma coisa dessas?! Queria que ela topasse algum fetiche bizarro seu ou simplesmente ficou louco, hein?!
– N-Nem um nem outro... daonde foi que tirou essa idéia?? — exclamou Tadase
– Aff... escute bem, a Naddy é fraca pra bebidas alcóolicas, muito fraca mesmo... um gole e ela já surta, não pode dar essas coisas pra ela! — exclamou o Valete, ignorando a perguta do amigo — O que foi que ela bebeu?
– Licor, eu acho... a garrafa estava sem rótulo, então fica difícil de saber o que era... mas com certeza era alcóolico — respondeu o Rei — Mas peraí, como sabe que ela é fraca pra bebidas alcóolicas? Ela já tinha bebido antes??
– No Natal retrasado ela bebeu vinho por acidente, e ficou completamente fora de si — contou Nagi — Foi horrível, tinha que ver... ainda tenho as marcas...
– Marcas??
– Escute, o que você tem que fazer é o seguinte — continuou o garoto, tornando a ignorar a pergunta do Rei — Tem que fazer ela dormir um pouco... não importa os meios. A Temari está aí com ela por acaso?
– Não, ela e o Kiseki foram dar uma festa de Natal com os outros Shugo Charas ou algo assim — respondeu Tadase
– Menos mal.. se a Temari estivesse aí, a Naddy poderia acabar fazendo o Chara Change... aí sim seria o fim — disse o Valete um tanto agourento — O que ela está fazendo agora?
– Está lá na sala, usando o controle remoto como microfone e cantando Hanaji
– Hanaji, é...? Bom, suponho que, enquanto ela não começar a cantar Bokusatsu Tenshi Dokurochan*, você estará seguro — disse o Valete pensativo — Bom, de qualquer forma, você precisa fazer ela dormir. Não importa como, dê sonífero, pode até nocauteá-la se for preciso, mas ela precisa perder a consciência e descansar. Quando acordar vai estar melhor, acredite
– Espera aí, como assim "nocauteá-la", está sugerindo que eu bata nela?! Não posso fazer isso!


De repente o Rei escuta um sonoro barulho vindo do quintal e vê que Nadeshiko estava caída lá, aparentemente adormecida.


– Ahh... deixa pra lá
– O que aconteceu? — quis saber Nagi
– Bom, ela estava cantando aqui agora pouco, e... parece que se empolgou demais, tropeçou na tomada da TV e caiu lá fora... deve ter batido a cabeça, porque ela desmaiou sozinha mesmo
– Bom, melhor assim. Apenas deixe-a descansar que ela vai estar bem melhor quando acordar de novo — garantiu o Valete
– Está bem... obrigado Fujisaki-kun. Até logo.


Tadase desliga o telefone, coloca a blusa que Nadeshiko tirou de volta nela e a deposita em sua cama para que ela descansasse. Poucos minutos depois, a campainha toca, e Tadase vai atender, dando de cara com a última pessoa que ele poderia imaginver ver naquele dia.


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Pouco mais de uma hora depois, Nadeshiko acordou. Ela sentia uma forte dor de cabeça, e não conseguia se lembrar do que aconteceu para ela estar ali dormindo na cama de Tadase mas, fora isso, estava completamente normal. Se levantou devagar, olhou-se no espelho, e como não estava descabelada nem nada, saiu do quarto à procura de Tadase. Encontrou-o no jardim, sentado à beira do mesmo lago na qual eles conversaram quando Koji a atacara pela segunda vez. Mas ele não estava sozinho: Estava se agarrando, ou melhor, sendo agarrado por ninguém mais, ninguém menos, do que Yamabuki Saaya. A garota parecia que queria engolí-lo por completo de tão ferozes que eram os beijos que ela roubava do rapaz. Mas o mais estranho era que Tadase não movia um músculo pra tentar resistir. Na verdade, parecia até que estava gostando.


– Hotori... kun...?


Ao ouvir a voz da Rainha, os dois interromperam o beijo. Saaya a mirava com um olhar debochado e triunfante, lambendo os beiços como um animal selvagem que acabara de encontrar um pobre animalzinho indefeso e suculento para devorar. Tadase também mirava Nadeshiko, com um rosto inexpressivo e olhar vago, como se sua mente estivesse completamente vazia, ou até mesmo hipnotizada, mas Nadeshiko não pareceu notar isso.


– O que... ahh... mas o que... q-que pensam que estão fazendo?! — indagou Nadeshiko por fim, embora a resposta fosse óbvia
– Não está vendo, Fujisaki Nadeshiko-san? Estamos namorando — respondeu Saaya com a maior cara de pau do mundo — E você está atrapalhando. Se não tiver mais nada a dizer, será que poderia nos dar licença? Não precisamos de platéia, obrigada.


Nadeshiko sentiu uma dor terrível no peito, como se estivessem tentando arrancar seu coração fora, e sentia que iria chorar a qualquer momento. Ela lutou para suprir suas lágrimas e, juntando o restinho de coragem que lhe restava, disse:


– Não... não, isso não é verdade! O Hotori-kun não é seu namorado, é meu!! Nee Hotori-kun... diga á ela... diga à ela quem que é a sua namorada!
– Que pergunta boba, Fujisaki-san... é lógico que é a Saaya-chan — sentenciou Tadase, com a mesma cara inexpressiva de antes — Ah sim, acho que esqueci de te dizer... lamento, mas não posso mais ficar com você. É a Saaya-chan que eu realmente amo, sempre foi. Gomen nee.


Foi como se o chão tivesse se aberto debaixo dos pés de Nadeshiko. A mão invisível que antes parecia estar tentando arrancar seu coração fora tinha finalmente conseguido. Lhe faltava o ar, ela não conseguia respirar direito, e seu peito doía tanto que ela não conseguiu mais reprimir a vontade de chorar. Antes que as lágrimas começassem a escorrer por sua face, ou que suas pernas bambas se tornassem incapazes de sustentá-la de pé, Nadeshiko saiu correndo de lá, desaparecendo rua afora.



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Depois disso, deu-lhe um branco. Ela vagou por ruas aleatórias, que algumas ela conhecia, outras não. Perdeu a noção do tempo. Devia ter vagado por horas, pois já era noite, e bem tarde provavelmente, pois haviam pouquíssimas pessoas na rua. A neve caía aos montes, tingindo suas roupas e cabelo de branco, e sua barriga roncava sonoramente, lhe informando que ela precisava de comida, mas a Rainha não se importava nem um pouco com isso. Tadase a tinha traído, e justo com a garota que mais a maltratara. Ele estava até chamando Saaya pelo primeiro nome, coisa que nunca fez quando estava com ela, exceto quando entrava no Chara Change. Ela havia sido traída, era só nisso que Nadeshiko conseguia pensar em sua caminhada sem rumo. Só parou de andar quando chegou à uma Alamenda bastante conhecida.


Era a Alameda das Cerejeiras, onde ela e Tadase costumavam brincar quando eram pequenos, e também onde ela percebeu que o amava, quando ele a apoiou e prometeu ficar ao seu lado quando Koji a assediou da primeira vez.


Nadeshiko parou diante de uma árvore onde haviam duas colunas marcadas, uma coma letra "N" no topo e a outra com a letra "T", e vários riscos ao longo dela, indicando a altura do Rei e da Rainha ao longo dos anos. Os traços na coluna de Nadeshiko eram sempre mais altos, exceto pela marcação mais recente, feita há cerca de duas semanas, onde Tadase finalmente se tornara 2 cm mais alto do que ela.
Nadeshiko encarou o tronco da árvore, depois olhou para cima, onde não haviam mais flores de cerejeira, mas apenas uma grossa camada de neve por causa do inverno, e depois tornou a olhar para a coluna marcando suas alturas no tronco da árvore e murmurou:


– Não há mais nada dessa vez... nem a minha tola vitória... nem flores de cerejeira... e nem ele. Ele prometeu que ficaria ao meu lado... ele fez yubikiri e tudo... mas mesmo assim... mesmo assim, eu... dessa vez eu estou mesmo... completamente sozinha...!


*Abertura de Bokusatsu Tenshi Dokurochan com tradução

http://www.youtube.com/watch?v=QItkZJmCidc



*** Próximo Capítulo: O Pior Natal de Todos ***


Notas finais
Sinto olhares de ódio na minha direção... por que será? /levapedrada
Capítulo trágico, eu sei... tentei amenizar e fazer uma cena de comédia romântica no começo pra aliviar esse sofrimento todo, mas acho que não deu muito certo né? =P
E o capítulo de Natal tá totalmente fora de época ainda por cima né, eu sei... acreditem se quiser, mas eu queria ter postado essa parte do cap durante o Natal de 2011 mesmo, já tinha a história toda planejada desde o ano passado... mas como vocês viram, não deu certo -.-
A música que a Nadeshiko cantou é Hanaji, abertura de Maria Holic. A tradução é aquela coisa de louco que vcs viram, mas eu adoro essa música! Só me deu pena de fazer a Naddy cantar um negócio daqueles (morro de rir imaginando ela gemendo no refrão da música XD) Mas ela estava bêbada, então nem lembra XP Aliás, quem leu minha outra fic "Por Trás dos Bastidores" deve ter lembrado nesse capitulo! Desde quando escrevi aquela fic já decidi que essa pessoa tinha que ser fraca pra bebidas alcóolicas kkkkkkkkkkkkkkk
E eu coloquei o link da abertura de Bokusatsu Tenshi Dokuro-chan com tradução só pra vcs entenderem o que o Nagi falou mesmo, caso não conheçam o anime... mas não se dêem ao trabalho de assistir isso, eu vi e me arrependi, é um anime sanguinário e cheio de carnificina que me deixava com náuseas depois de ver um episódio... aliás, por uma incrível coincidência, a dubladora da Dokuro-chan (a protagonista) que também canta a música de abertura é a mesma pessoa que dubla a Nadeshiko, acreditem se quiserem u__u Coincidência sinistra, né O___õ
Ok, chega né, já falei demais aqui =P Não matem o Tadase, por favor, ele não tem culpa, acreditem... e não me matem tbm, senão a fic fica sem final '-'
Leiam minhas outras fics também onegai!
Fanfic de Shugo Chara que estou escrevendo junto com a Shiroyuki-chan:
https://www.fanfiction.com.br/historia/198965/Yakusoku
Oneshot de Kyou Kara Maou:
https://www.fanfiction.com.br/historia/202728/True_Love
Oneshot Amuhiko:
https://www.fanfiction.com.br/historia/194902/Taisetsu_Na_Hito
Só pra constar, as duas primeiras são yaois, viu? =P
Deixem reviews por favor! A cada review que você não deixa, um autor morre. Ajude a salvar os autores de fanfics comentando nas histórias! Não deixe os autores morrerem!!
Kissus e ayté semana que vem ^__^