Ana vai ao acampamento meio-sangue
14 Finalmente louca? Não. Ainda - Capítulo
Notas iniciais
Aquela benção de Afrodite não iria sair tão cedo, Eu mudei de roupa várias vezes, uma pior que a outra, mas a benção fazia com que elas ficassem bonitas! Lavei o rosto baguncei o cabelo e nada! Ah é! Desculpe de volta a missão.
Bem, Rebeka demorou um “pouquinho”, ela e Daniel chegaram depois de todo mundo na maior cara de pau.
–Muito bem dona Rebeka! Atrasada como sempre. – Falei.
–Desculpa! A culpa foi do Daniel, ele tinha muitas coisas para serem “ajudadas”. – Apenas semicerrei os olhos, chiei como o Tigre (o gato) e entrei no carro sentando na frente, uma monitora já estava no volante mudando a estação de rádio... Sentei do lado dela. Advinha que sentou do meu lado? É. O Leo.
Tigre não ficou muito feliz, mas deitou-se no meu colo e começou a dormir, noite deu de ombros (Gatos dão de ombros?) e deitou-se no colo de Leo. Se eu fiquei com ciúme? Um pouco, tipo isso o/, se eu tive inveja? É... Sem comentários, por favor, não me entendam mal, eu não sou louca por garotos, não surto ou outras coisas do tipo. Mas se você visse o Leo... Ah cara...
A viagem foi meio tranquila, sem ataque de monstros, só alguns buracos e o Leo tentando sentar mais perto de mim.
...
O aeroporto era bem bacana, mas não prestei atenção. Tínhamos que prestar atenção nos monstros. Aeroportos são cheios de monstros, é por isso que várias crianças somem neles. Estava tudo tranquilo, tranquilo demais. Maria e a Rebeka foram ver de que horas chegaria nosso avião, Eu, Layane, Daniel e o Leo ficaram de olho nas pessoas. Maria Clara ganhara um presente de Hefesto que a permitia localizar monstros, ela me emprestou por um tempo. O presente parecia um celular, mas não fazia as operações normais do aparelho. Exibia uma tela brilhante onde havia vários pontinhos azuis-escuros (Semideuses) em um mesmo local, então éramos nós, só havia algo alarmante no aparelho, três pontos vermelhos brilhavam na tela (monstros) bem próximos de Maria e de Rebeka, nossas mochilas já estavam nas nossas costas.
–Pessoal problema nível monstro.
–Quantos? – perguntou o Daniel.
–3.
–Oba! – Todos o encararam – quer dizer: Vamos! Espero que ninguém morra ou se machuque...
–Daniel – Layane gritou – cale a boca!
Corremos em direção a elas.
...
Pov. Rebeka
Ah! Adoro essas palavras. “Cale a boca”
Na verdade, eu e Maria Clara estávamos muito bem. Os monstros não se aproximaram até os outros chegarem. A primeira que eu vi foi Ana correndo na frente como uma louca, os outros vieram logo depois. Passei a mãe na adaga presa no meu cinto, segurei firme, mas não a tirei do lugar. Ela estava quase chegando quando três sombras passaram na minha frente e todos pararam menos Layane que foi agarrada por duas das sombras (ela é muito lerda) (layane: por que você faz isso comigo cara? Ç.Ç). As sombras estavam de capuz, jeans e sapatos pretos. As três sombras tiraram o capuz, três ciclopes com dois metros cada um. O do lado esquerdo tinha tufas de cabelos marrons, o do meio era uma mulher com cabelos ruivos e o da esquerda tinha cabelos roxos. Sim, roxo. Todos eles tinham o olho da mesma cor, um dourado profundo, como ouro derretido. Os caras seguravam Layane, a do meio sibilou mo rosto dela:
– Filha do Deus do mar! Mas que sorte a nossa! Eu a-do-ro filhos do Deus do mar!
– Eles são deliciosos! – Exclamou o da esquerda. Você deve está pensando: um aeroporto, cheio de gente e ninguém vendo eles? As pessoas passavam ao nosso redor como se não nos vissem. Tirei a adaga do cinto.
– Ah não faria isso cria de Atena. – disse a mulher-ciclope – Meus filhos podem esmagar sua amiga com a mesma rapidez com que você atingiria um de nós.
–Solte-a! – Ana gritou.
–Ah não, ai eu perderia um belo banquete. – disse o da direita.
–Ah filha de Atena ficou uma gracinha com essa benção de Afrodite, pena que ela não lhe sirva em nada.
A expressão de Ana oi de raiva para puro ódio em menos de 1 segundo. Ela abriu a boca, mas para minha surpresa quem falou foi Leo:
–Não precisamos brigar, somos seis semideuses, vocês são três, é meio injusto.
–Injusto...?
–Sim, afinal, nós temos várias armas de ouro celestial e vocês estão de mãos nuas e em desvantagem.
–Não acho isso caras! – ela gritou, o ciclope de tufas marrom largou Layane e me atacou. O outro estalou os dedos e uma gaiola de ferro surgiu em volta de Layane. A ciclope atacou os outros, puxei minha adaga, mas o ciclope foi rápido demais e me deu um tapa, bati em um pilar, uma dor lancinante percorrei minha cabeça, pontinhos pretos dançavam em meus olhos, estava tudo meio embaçado, foi ai que percebi que meus óculos tinham caído. Tigre e noite estavam em uma ala especial para animais, olhei meu relógio, faltavam 10 minutos para o avião sair. Olhei a luta, ao mesmo tempo tentava me levantar.
–Droga! – caí de joelhos.
–Rebeka! – Daniel gritou, ele vinha na minha direção quando o Coreu pulou na frente dele, ele segurava uma lança empala-lo.
–Não! – gritei – uma sombra surgiu na frente do ciclope cortando ele ao meio, Ana tinha salvado a vida de Daniel.
O ciclope se desfez em areia dourada, mas logo depois se recompôs.
– Agora crianças – disse a ruiva – é hora de morrer.
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