An Old Friend, A New Love.
6 Two Worlds Collide
Notas iniciais
Because maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall...
Justin P.O.V
– Você é idiota assim mesmo ou só de vez em sempre, Justin? – Sam disse rindo enquanto tirava as batatas fritas que eu acabara de jogar no seu cabelo.
– Que foi Sam? Não gosta de concorrência? – disse rindo e ela bufou.
– Idiota! – murmurou enquanto eu gargalhava.
Depois de quase ser morto por Sam por ter a levado em um circo, decidimos ir ao Mc Donald’s, mas é claro que foi depois de ter ouvido o discurso dela de meia-hora sobre o pânico que ela tinha de palhaços.
Flashback on.
– Eu não acredito que você me trouxe a essa câmara de tortura, seu puto! – Sam quase gritava enquanto eu tentava empurra-la para dentro do circo.
– Qual é! Eu não acredito que você ainda tem medo de palhaços. – disse e revirei os olhos
– Palhaços são os principais causadores de traumas de infância. Eu tenho esse trauma... AGORA ME DEIXA IR EMBORA! – Sam disse e voltou para dentro do carro fechando a porta em seguida. Fui até ela me encostando-me porta do mesmo e a encarando.
– Olha... Eu não queria fazer isso, mas você não me dá outra escolha! – disse abrindo a porta e a pegando no colo enquanto ela gritava e me dava socos com o objetivo de que eu a soltasse, o que foi em vão, pois aquilo só me fazia rir mais. Ah, ela ia ver esses palhaços por bem ou por mal!
Flashback off.
– Isso tem gosto de paraíso, de vida, de amor! – disse de boca cheia enquanto devorava meu lanche fazendo Sammy gargalhar. – Aliás, o amor tem sabor? – disse parando de comer e rindo.
– Tem! – ela disse e eu a encarei confuso.
– Tem? – perguntei e ela assentiu rindo. – Tem sabor de que então?
– Tem sabor de mágoa, destruição, ódio, raiva, rancor, morte. – respondeu seriamente me fazendo a encarar com as sobrancelhas arqueadas. – Que foi? Só respondi sua pergunta!
– Toda essa raiva só pode ser desilusão amorosa! – brinquei e ela abaixou a cabeça mordendo o lábio. Demorei um pouco para perceber o que se passava com ela. – Quer falar sobre isso? – perguntei e ela apenas assentiu finalmente me olhando.
(...)
– E por causa dele eu decidi voltar... – disse respirando fundo. – Eu sei, sou a otária do ano! – disse sorrindo falsamente.
Sam havia me contado sobre seu ex-namorado e o sobre o que ele havia feito. E bom, acho que tinha algo a mais acontecendo com ela para ela ter saído de Londres desse jeito. Sam sempre foi forte, nunca se deixou abalar por causa de garotos, então se ela decidiu sair de lá desse jeito havia alguma outra coisa acontecendo com ela, não acho que uma traição a faria desistir da vida dela por lá, afinal, a garotinha que eu conheci quando era pequeno nunca fora de se apegar as pessoas.
– Da próxima vez me avisa... Posso passar com o carro por cima dele quantas vezes você quiser. – dei de ombros e ela riu. Como eu queria estar em Londres agora mesmo só pra quebrar a cara desse otário que a machucou.
– Mas agora já está tudo bem... – disse sorrindo de lado. Levantei-me e sentei ao seu lado fazendo ela me encarar. – Que foi? – continuou e arqueou a sobrancelha esquerda.
– Seu rosto tá sujo! – menti segurando o riso e ela passou a mão no mesmo tentando limpar.
– Onde? – disse confusa. Peguei uma das batatas com catshup que restava e passei em sua bochecha.
– Aqui! – gargalhei enquanto ela puxava meu cabelo rindo também.
– Limpa isso agora, Bieber! – disse com raiva e eu continuei rindo.
– Calma Turner! – disse pegando um guardanapo limpando sua bochecha e depositando um beijo na mesma. Ela riu me encarando, fazendo nossos rostos ficarem a milímetros de distância. Encarei seus olhos castanhos esverdeados e me perdi neles.
– Você é realmente muito idiota Justin.
– Eu sei... – respondi enquanto ainda a encarava. Tentei me aproximar mais ainda dela, mas ela pareceu perceber o que eu estava prestes a fazer. Sam piscou algumas vezes como se estivesse acordando de um transe e se levantou bruscamente me fazendo a encarar confuso.
– E-eu preciso ir, já está começando a escurecer. Te vejo amanhã na escola. – disse sorrindo de lado e se levantando indo em direção à porta. Levantei-me e a segurei pelo braço fazendo-a me encarar.
– Você não pode ir sozinha... – disse enquanto a fitava.
– Amor! Te achei! – uma voz me fez soltar Sam e encarar a garota que vinha em minha direção. Jessie. – Eu te procurei por todo lado! – Jessie disse praticamente se jogando em mim.
– Como eu disse... Te vejo amanhã Justin! – Sammy sorriu timidamente e saiu de lá com passos largos. Como eu queria ter ido atrás dela... Jessie a olhou ir embora por alguns segundos e depois me encarou.
– O que você estava fazendo aqui com essa garota? – disse por fim me fitando com as mãos na cintura.
– Nada Jessie. – respondi seco. – Vem, vamos embora! – disse passando por ela e indo em direção à saída.
Samantha P.O.V
– Filha, vai se atrasar para seu primeiro dia na escola. – disse minha mãe com voz doce, porem gritando feito uma maluca. Estava falando isso como se eu tivesse indo para a escola pela primeira vez na minha vida.
– Calma mulher! – disse rindo enquanto descia as escadas correndo. – Estou tão atrasada assim que até o pai já saiu pra trabalhar? – perguntei.
– S-seu pai saiu mais cedo hoje. – disse ela com uma voz um tanto estranha. – Sem mais perguntas Dona Samantha, vai logo pra escola porque se não você se atrasa mais ainda – disse tentando mudar de assunto.
– Tá né... To indo lá, porque ainda tenho que passar na casa da Vicky. – dei um beijo na bochecha dela e depois peguei minha bolsa e o celular que estavam em cima da mesa da sala.
(...)
Estava um sol de lascar e eu já tinha tocado a campainha da casa da Vicky umas 5 vezes e nada dela aparecer, quando já estava desistindo ela aparece no portão com fones de ouvidos , que estavam tão altos que dava para eu ouvir de longe o que ela estava escutando.
– Porque você não tocou a campainha em vez de ficar esperando minha boa vontade de sair de casa? – disse Vicky enquanto tirava seus fones de ouvido.
– Eu toquei sua anta! – brinquei. – Umas mil vezes, mas por sinal você não ouviu nada né surda. – gargalhei.
– Tocou é? – disse ela confusa. – Nossa, acho que aqueles fones estavam altos demais né?! – disse ela enquanto ria. – Mas chega de papo, porque se não a gente vai perder a primeira aula, vamos lerdinha.
Conversamos e rimos muito a caminho do presídio. Digo escola. Não importava a situação Vicky sempre me fazia rir com suas loucuras e suas histórias malucas.
Depois do que parecia ser uma eternidade chegamos à escola. A velha escola onde eu havia passado tempos difíceis, aonde “brincadeiras” havia me machucado mais do que uma facada no peito, aonde pessoas ruins me fizeram sofrer. Aonde minhas lagrimas haviam se esgotado de vez. Mas isso era passado. O que valia agora é o presente, e mais do que nunca o futuro. Enfim quando entramos, todos que estavam presente no corredor de entrada só sabiam olhar para mim, como se nunca tivessem me visto antes, não imaginavam que a garota dos cabelos claros que estava ali, era a mesma que eles fizeram sofrer a um tempo atrás. Não guardava rancor de ninguém, porem eu lembrava da face da cada um que me fizera sofrer.
– Samantha! Samantha! – disse Vicky gritando. – Tá dormindo em pé menina? Acorda. – Me deu um chacoalho tão forte que meus pensamentos foram embora.
– Desculpa Vicky... É que me perdi em meus próprios pensamentos – sorri falsamente.
– Que seja... – antes que ela pudesse continuar, uma mulher de longos cabelos grisalhos nos interrompeu.
– Olá Samantha... E Victória. Bom é um prazer te receber em nossa escola de novo. – disse sorrindo gentilmente. – Essas são suas aulas e esse é o seu novo armário. –continuou me dando um papelzinho e logo depois apontando pra um armário azul e velho do outro lado do corredor.
– Ah sim! Muito obrigada Senhora Diretora. – disse enquanto me despedia dela. Quando ela finalmente entrou em uma sala, Vicky caiu na risada e logo depois começou a me imitar.
– “Ah sim! Muito obrigada Senhora Diretora.” – disse tentando imitar a minha voz. – Que sorte a sua, sua primeira aula é livre... – e antes que ela pudesse fazer mais uma gracinha, fomos interrompidas pelo sinal que soava. Vicky então saiu correndo para não perder sua primeira aula. Já que a minha primeira aula era livre resolvi arrumar meu armário. Peguei todos os livros que eu ia precisar na sala da diretoria. Livros ou Tijolos? Eis a questão. Até que voltei ao corredor onde ficava meu armário porem não conseguia enxergar nada com todos esses livros. Estava procurando meu armário até que bati de frente com alguém fazendo todos os meus livros caírem em cima de mim. Estava pronta para xingar aquele ser até não querer mais...
– Dude, você é cego?! – disse o encarando e logo depois reparei que ele estava sorrindo, e seus lindos olhos azuis estavam brilhando. – Dan? Daniel?! – Completei quando percebi que era o mesmo garoto gentil que havia me levado pra casa no sábado depois da festa.
– Sam... Já ia começar a me xingar, uh? Desculpa ter esbarrado em você. – disse rindo e depois recolhendo os meus livros que ainda estavam no chão.
– Como adivinhou? – ri pelo nariz. Peguei meus livros que estavam na mão dele e coloquei no meu armário. – Você também estuda aqui é? – perguntei enquanto arrumava meu armário.
– É fazer o que né, e você pelo jeito também né? – sorriu gentilmente, e logo pegando o papel com as minhas aulas que havia caído. – Que coincidência. Tenho quase as mesmas aulas que você. – mas antes que eu pudesse dizer algo o sinal tocou. – É acho que é o sinal né. – disse e depois riu. – É... Eu sei que a gente não se conhece há muito tempo e você pode achar que eu sou um psicopata... Mas você quer tomar um sorvete comigo depois da aula? – disse ele um pouco envergonhado.
– Psicopata? – gargalhei. – Tá bom, então depois da escola a gente se vê, agora eu tenho que ir. Não quero me atrasar pra aula, logo no meu primeiro dia.
(...)
As aulas passaram muito rápido, Se o ano todo passasse rápido assim, eu estava feita!
Logo as aulas terminaram e eu fui para a sorveteria com o Dan. Nossa como ele era legal, e divertido. Parecia até que ele já era meu amigo há tempos. Não sei quem era mais doce o sorvete ou ele. Havia passado algumas horas com ele, e já estávamos mais amigos do que nunca. Estava tão entretida com Dan, que nem percebi que não havia visto Justin a manhã inteira. Aonde será que esse maluco havia se metido? Logo que sairmos da sorveteria Dan me levou para casa. Até pensei em ir até a casa de Justin, afinal era do outro lado da rua. Porem desisti. Achei melhor não, não queria incomoda-lo.
Notas finais
massss enfim, sugestões? criticas? querem que mudemos algo? reviews?
até o próximo, xoxo.
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