An Incredible Adventure
1 Capítulo 1
Notas iniciais
O sol estava batendo em minha face, formando um Flare. Meus cabelos faziam uma pequena dança com o vento e seus olhos me analisavam de uma forma misteriosa. Seu rosto era sereno, tranquilo, com um ar de paz, que já não se via há muito tempo.
Estávamos em cima de uma pedra, bem a beira da montanha, onde se via o pôr do sol, o mais belo possível. Ele se levantou e sentou ao meu lado, bem mais perto do que antes.
— O que você faria se pudesse fazer qualquer coisa? — Ele me perguntou de uma maneira indecifrável.
Pensei por uns instantes. Tinha muitas coisas que eu gostaria de fazer. Por exemplo, gostaria de voltar no tempo e poder salvar todos, ou simplesmente fingir que não existia monstros muito piores do que os Canibais.
— Não sei... Gostaria de viver em paz sem ter que lutar por mais um dia de vida, a cada dia. E você?
— Gostaria de voltar em um tempo, onde nós não fossemos monstros, até mesmo para nossos amigos.
Ouvimos um barulho, me alertei rapidamente. Outro galho se quebrou e um par de olhos se voltou em nossa direção. Dentes afiados sorriam de forma traiçoeira e um cheiro de sangue e morte se instalou pelo local, que antes estava perfumado por jasmins e lavandas.
Bellamy me passou o arco e pegou a faca. Estávamos juntos a duas semanas em busca de um lugar seguro. Todos os outros que restaram se recusaram a sair do acampamento. Nossos amigos mais próximos estavam mortos, inclusive Flyn.
Me coloquei em posição de sentinela, uma leve brisa passou pelo meu rosto, mostrando o inicio da batalha. Peguei uma flecha e atirei, mas ele era mais rápido e se desviou. Peguei outra e mirei no fundo do bosque, fechei os olhos e atirei.
Bellamy pegou minha mão e me puxou, correndo. Corremos um bom tempo até ver um buraco dentro da árvore. Tinha uma porta de ferro, eu acho, bem velha, quase imperceptível. Puxei Bell bruscamente e me direcionei a aquela misteriosa porta.
— Olhe! Tem uma porta aqui. Vamos tentar abrir, é o mais seguro que temos. — Eu disse, já começava a procurar uma maçaneta quando ele disse:
— Não sei não Clarke, não temos tempo para abrir uma porta mágica. Você pode até ter distraído aquela besta com tiro, mas ela virá atrás de nós.
— É bem mais seguro do que ficar correndo pela floresta. Lembra quando o gás venenoso foi solto pelo ar? O que nos salvou foi a porta no chão que eu e o Fyn tínhamos achado. —Sei que foi o suficiente para o convencer, pois ele se agachou e começou a me ajudar.
A alavanca estava enferrujada, tornando impossível de abrir e o desespero nos consumia a cada segundo. Dava para escutar os passos, cada vez mais rápidos, daquele monstro. Tudo parecia perdido e a morte era certa. Mas já estive nessa posição que perdi as contas.
Uma ideia me veio e empurrei Bell para o lado, de forma que só eu ficasse na direção da besta. Os olhos apareceram, logo depois o sorriso sombrio se revelou. Ele vinha correndo em minha direção, quando estava a uns cinco metros, pronto para me matar eu me joguei para dentro da árvore, de forma que suas garras não me aranhassem. Suas patas arranhavam a alavanca, com força extrema para tentar tirar sua cabeça que estava presa no buraco. A pressão feita era tão grande, que quebrou a fechadura.
Graças a deus Bellamy entendeu o plano e esfaqueou a fera, enquanto a mesma estava presa, tirando a vida daquele corpo.
Assim que e consegui sair, retiramos o monstro e observamos a porta, agora destravada. Com muito cuidado eu a abri, e observei por dentro, era escuro demais. Um corredor plano, com algumas luzes de emergência como no Monte Weather, isso me colocou instantaneamente em alerta. Enquanto visualizava tudo, Bell pulou atrás de mim, para dentro.
O longo corredor tinha apenas uma direção, ainda sim era impossível definir o fim dele. Comecei a andar em frente quando uma mão me puxou. Seus braços me abraçaram de forma protetora.
— Você sabe tanto quanto eu que nossas chances de sair vivos daqui são mínimas, estou cansado de fugir, só queria você em proteção e segurança.
Então ele me beijou, meu cérebro teve resposta imediata, ou seria meu coração? Minhas mãos voaram em sua cabeça, apertando seu cabelo, com medo de soltar e ele desaparecer como meu Finn. Depois de segundos, ou horas a gente se soltou. Ele tirou a arma e carregou com nosso ultimo pente.
Enquanto caminhávamos, mais luzes iam aparecendo, contudo nem uma leve sombra de um ser vivo fora visto. Minha angustia ia aumentando de acordo com a distancia entre porta e nós, escrito entrada, diminuía.
Notas finais
Beijos, me avisa se gostou ou não.
Happy Valentines Day ♥
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