Amálgama
115 115
Por favor, não vá, ela pensou quando ele virou as costas. As mãos tremiam, o ar faltava nos pulmões, o coração pulsava loucamente. Queria falar, queria berrar, queria pedir que não a deixasse ali, tão confusa.
Abriu a boca. Tentou formular qualquer frase.
As palavras, porém, continuaram entaladas.
Eu sou uma idiota, pensou com os olhos cheio de lágrimas, vendo-o aproximar da porta. Por favor, não fique bravo comigo. Eu não queria te magoar.
Não vá embora, por favor.
Mas Scorpius partiu, sem ter ideia de tudo o que ela queria lhe dizer.
E Rose sentiu o mundo desabar.
Fale com o autor