Amy Sandoval e o passado que retorna - TDA
16 Capitulo 16
Ela olhou a filha e chorou, colocou a mão sobre a barriga sentindo o filho mexer... Parecia que todos ali estavam sobre aviso, até Antonieta que sentiu o corpo todo ficar arrepiado.
—Filha, o papai está trabalhando, está ocupado com os pacientes dele no hospital. — sorriu forçado — Mas podemos ligar para ele mais tarde, o que acha?
— Ebaaa!! — a pequena gritou e logo voltou a brincar com João.
Antonieta chamou a babá e pediu que ela levasse os dois para brincar no jardim. Ela via o rosto de Victoria mudar de cor enquanto andava de um lado a outro na sala. Victoria não tinha um bom pressentimento, era muito ligada a Heriberto e sabia quando algo não estava bem, ela não queria que ele fosse atrás de Bernarda mas ele era tão teimoso quanto ela e mesmo assim foi. Sentou no sofá e bebeu a água com açúcar que a amiga lhe ofereceu.
— Por que não liga pra ele? Se acalme Victoria, logo Heriberto dará alguma noticia. Ele não faria nada sem falar com você antes. — passou a mão no rosto dela tentando deixa-la mais calma.
Victoria estava aflita demais para simplesmente deixar o tempo passar e não fazer nada. Ela ligou varias vezes para o seu amor mas ele não atendeu, então ela decidiu que era hora de agir porque conhecia Bernarda de Iturbide e sabia mais do que ninguém que ela seria capaz de qualquer coisa só para atingi-la, sem se importar se Heriberto era seu filho ou não, o alvo daquela mulher sempre seria Victoria Sandoval.
Antonieta prometeu ficar ali com ela até que Heriberto desse algum sinal de vida. Victoria não podia ficar sozinha numa hora dessas e ainda estava grávida o que aumentava ainda mais a preocupação da loira com a amiga. Ela viu Victoria pegar o celular e ligar para alguém de sua casa de modas e pedir para que rastreassem o celular de Heriberto. Em minutos lhe enviavam a localização e ela imediatamente se levantou dali, pegou suas coisas e pediu a Antonieta que ficasse com Amy até ela voltar, sair assim para um lugar desconhecido era perigoso, pior ainda para encontrar a pessoa que ela mais odeia na vida a causadora de toda a falta de paz e tormenta em sua vida.
— Você ficou maluca, Victoria? eu não vou deixar que você faça essa besteira! Deixa Heriberto se resolver com a bruxa da mãe dele, uma hora ou outra eles teriam que se reencontrar! — ela ficou na frente da porta impedindo a passagem, mas Victoria a empurrou e saiu dali decidida a fazer justiça com as próprias mãos.
João e Amy que brincavam de pique-esconde no jardim acompanhados da babá, viram Victoria saindo e correram até ela. A pequena correu e caiu na grama, chamando pela mãe e pedindo para ir com ela, seu pequeno coração apertou e ela ficou desesperada, achando que Victoria tinha ido embora e não ia mais voltar. João também se assustou, ele ouvia os gritos da amiga enquanto sua mãe Antonieta a pegava no colo para leva-la para dentro de casa e foi atrás correndo sem entender nada do que estava acontecendo.
— Mamãe!! — Amy chorava soluçando nos braços de Antonieta que tentava fazer com que ela ficasse calma. Crianças nessa idade tentem a se sentirem abandonadas quando a mãe ou os pais não estão presentes e por isso sofrem pensando que foram embora e os deixaram para trás. Era assim que a menina se sentia, o rostinho vermelho e banhado de lágrimas mostrava o pavor que estava dentro dela, muita coisa aconteceu e estava acontecendo ao mesmo tempo em sua vida e isso mexia demais com a cabecinha dela. Chorou mais até Antonieta fingir que falava com Victoria ao telefone e dizer que logo estaria de volta para ela.
João olhou Amy deitada no sofá e enquanto sua mãe preparava pipoca na cozinha para eles comerem, ele andou na ponta dos pés e foi ao quarto dela pegar uma coisa que ele sabia que a deixaria feliz. Ele andou até a cama dela e subiu, achando ali perto da cabeceira o ursinho de pelúcia que ela tanto amava e que quase nunca se desgrudava dele e assim que pegou o brinquedo, João correu para a sala chamando por ela.
— Amy!! olha! — ele ergueu os bracinhos e entregou o bichinho a ela. Amy o olhou e sorriu de volta.
— Teddy! meu filhinho!- pegou o ursinho e abraçou com toda a força e amor que tinha dentro dela.
— Nosso filhinho! — João completou e sorriu vendo que as lágrimas da amiguinha estavam indo embora — Vamo binca?
— Sim! — ela sentou no sofá e pegou a mão dele para que ficasse ao seu lado. O ursinho Teddy era tão especial para a pequena quanto era estar na companhia dos pais e quando estava com ele, ela se sentia melhor com a sensação de estar com Victoria e Heriberto.
Victoria dirigía seguindo o caminho que o gps mostrava onde ele estava. Ela ficou nervosa e pisou fundo no acelerador para chegar o mais rápido possível, enquanto isso, Heriberto enfrentava a fera.
— Você seu desgraçado! — avançou para cima de Juan Pablo e o mesmo apontava a arma destravando o gatilho.
— Heriberto o que está fazendo aqui! Vai embora! — Bernarda gritou tentando por ele para fora mas o filho foi mais forte e a empurrou para longe.
— Eu não vou embora coisa nenhuma e você vai me ouvir, Bernarda de Iturbide! — o rosto vermelho e a veia saltando no pescoço mostravam o quanto ele estava abalado e inconformado com aquilo.
— Não fala assim comigo meu filho! Eu ainda sou a sua mãe! — ela põe a mão sobre o peito tentando se fazer de vítima.
— Minha mãe? Tem certeza? — ele anda pela sala. Juan ainda segura o revólver apenas esperando a hora certa para atirar e acabar de vez com aquilo — Que espécie de mãe que você é? Me fez tanto mal, me separou do amor da minha vida e impediu que eu soubesse que tinha uma filha com ela, a sua neta! Eu não vi Amy nascer, não vi os primeiros passinhos dela, não pude estar com Victoria quando ela precisava de mim! Você fez da minha vida um inferno e continua fazendo, e tudo porque odeia Victoria de graça sem nenhum motivo! — as lágrimas caiam e ele tentava ser forte, forte o bastante para não cometer uma besteira — Victoria nunca fez nada a você, seu monstro! É isso que você é Bernarda!!!
Aquelas palavras pesaram forte sobre ela e Bernarda partiu para cima de Heriberto com toda a sua raiva e ódio acumulados e impregnados na alma. Ela deu um tapa na cara dele que sentiu a dor ardida na pele enquanto o seu nobre coração de homem era outra vez dilacerado por ela, sua própria mãe que tanto amava antes de toda crueldade e frieza.
Antonella ficou escondida o tempo todo ouvindo aquela discussão. Ela entrou nessa vingança por ambição e porque aqueles dois haviam lhe prometido mundos e fundos além do amor de Heriberto, mas nada disso estava acontecendo. Ela chorava baixinho e pensava que a única pessoa de sorte ali era mesmo Victoria, uma mulher tão linda e que tinha tudo na vida, tudo que ela sempre quis mas nem com seu próprio esforço pode alcançar, sentiu raiva, se sentir uma inútil e decidiu que aquilo deveria acabar, estava cansada de ser feita de boba por Bernarda e Juan Pablo, então assim que tivesse a oportunidade acabaria ela mesma com Victoria Sandoval.
Juan olhou a cúmplice apavorada e apertou o gatilho. O revólver falhou e Heriberto avançou nele tentando tomar o objeto de suas mãos, um tiro estridente foi ouvido seguido por gritos, um corpo no chão e muito sangue escorrendo... Victoria chegou ali e estacionou no exato momento e quando ouviu o barulho, só pensou em seu amor e ignorando o porteiro que correu atrás dela, subiu as escadas e empurrou com força a porta do apartamento, vendo ali uma cena que ela jamais imaginou que um dia veria na vida.
Heriberto a olhou e deixou a arma cair no chão, bateu os joelhos no chão e gritou sofrendo, ferido por dentro e arrasado por fora, perdendo todas as suas últimas forças diante da mulher que desgraçadamente o colocou no mundo.
— Heribertoooo!!! — Victoria gritou apavorada e correu até ele. Agarrou seu amor com força e o amparou nos braços igualmente cansada, exaurida de todo aquele pesadelo.
— Sua vagabunda!!! Pecadora!!! Você destruiu a minha vida e arrancou a única coisa que me pertencia, meu filho!!! — olhou para eles no chão — Seu estupido, inútil!! Eu te dei tudo, te criei sozinha, dei meu sangue por você e você me abandonou pra viver com essa piranha!! — Heriberto levantou a cabeça e olhou a mãe — Mas agora vocês vão pagar! — Bernarda pegou a arma que estava jogada no chão ao lado do corpo gélido de Juan Pablo. Ela viu ele ali e sentiu mais raiva ainda, apontou para Victoria e Heriberto e ia atirar na cabeça dos dois quando Antonella surgiu e bateu na mão dela com força, pegou a arma e avançou para cima de Victoria puxando-a pelos cabelos e arrastando para fora dali.
Heriberto correu para impedir uma loucura, a loira estava descontrolada e tinha sangue nos olhos, raiva, nojo, desprezo, tudo! Mas Antonella pegou em seu ponto mais fraco, ameaçando matar a mulher e sua filha Amy se ele não a deixasse sumir com ela dali.
— Sai!! Sai Heriberto!!!
— Sua louca! Solta a minha mulher!!! — foi para cima e a mesma apontou para a cabeça de Victoria que chorava pedindo para ele obedecer Antonella ou seria ainda pior.
— Amor!!! — Victoria dizia — Faz o que ela está pedindo, desde o começo era a mim que elas queriam! — olhou Bernarda chorando abraçada ao corpo de Juan — Cuida da nossa menina e não esquece que eu te amo! — era arrastada pela outra — Eu sempre vou amar você, Heriberto!!!
— Victoriaaaaa!!!!
Aos poucos as poucas pessoas que moravam naquele prédio começavam a se amontoar para ver o que estava acontecendo. Antonella entrou no elevador arrastando Victoria pelos cabelos com a arma apontada para ela e gritando para que calasse a boca ou Heriberto e sua filha sofreriam as consequências. Ela não sabia bem o que estava fazendo mas já que Victoria deveria morrer, ela mesma a mandaria para o andar de cima. Nunca que os planos de Bernarda e Juan dariam certo e ela foi tola em acreditar que se daria bem se ficasse esperando que eles agissem, estava errada e foi enganada porque na primeira oportunidade Bernarda fugiria com o comparsa e a deixaria com uma mão na frente e outra atrás. Então agora, essa guerra era dela.
Assim que a loira entrou com Victoria em um carro de alguém que estacionava por ali, Heriberto se saiu dali seguindo as duas em seu carro. Antonella corria a toda velocidade com Victoria ao seu lado gritando enquanto notava que estava sendo seguida por Heriberto e uma perseguição sem fim se formou. A polícia a certa altura também estava atrás deles.
No apartamento da amiga, Antonieta e Nina a babá, cuidavam de Amy e João. A menina estava impaciente e chorava chamando pela mãe desde que ela saiu de casa sem olhar para trás. As duas mulheres fizeram de tudo para distrair a menina assim como o amiguinho João que pedia para brincar mas Amy não queria saber de nada. Antonieta ligava para o celular de Victoria mas não atendia, ligou varias vezes até que deu fora de área, então ela se lembrou de Heriberto e buscou o número dele numa agenda que ficava em cima da mesinha da sala.
— Heriberto!! Heriberto pelo amor de Deus! O que está acontecendo? Onde está a Victoria? Ela está com você, não está? — perguntava aflita com as mãos tremendo de nervosa assim que ele atendeu.
— Não Antonieta, ela não está mais! — Heriberto fala alto por causa do barulho da sirene da polícia atrás do carro dele — Ela foi levada pela cúmplice da minha mãe!!
— O que?!! — seus olhos arregalaram e ela via Amy chegar chorando na sala, pegou a pequena nos braços e tentava acalmar. Heriberto ouviu o choro da filha e seu coração apertou, ele sentiu uma dor forte no peito enquanto dirigia com apenas uma das mãos e segurava o telefone com a outra.
— É a Amy??? Coloca no viva voz, Antonieta! — ele pediu enquanto pisava mais fundo no acelerador atrás de Antonella e assim ela fez. — Amy!!! Amy!!
— Papai!!!! — ela gritou soluçando quando reconheceu a voz dele — papai!!! — Antonieta segura o celular e Nina pegou João que veio correndo até elas e tirou ele dali.
— Filha, escuta o papai! Calma não chore! A mamãe está aqui e logo vamos para casa, tá bom florzinha?! — ele tentava ser forte e medir as palavras certas para acalmar a filha quando na verdade estava mesmo em desespero e com medo de perdê-las.
— Papai, a mamãe foi bola! A mamãe foi bola!! — Antonieta ouvia tudo com um nó na garganta, era difícil ver a menina chorar daquele jeito, parecia que ela sentia que nada estava bem e isso era ainda pior, não tinha como evitar.
— Não meu amorzinho, a mamãe não foi embora, ela está aqui!
Um estrondo foi ouvido e a ligação caiu. Antonieta pegou o celular e chamava por Heriberto, Amy chorou mais e ela levou a menina para longe dali, chamou Nina que veio correndo com João assustado no colo e disse só para ela ouvir.
— Parece que Victoria foi sequestrada. — Nina se assustou -Me ajuda a baixar a febre dela — olhou Amy — Onde a Victoria guarda o termômetro? — foi andando até o banheiro — Preciso de toalhas e compressas por favor! — a lágrima caiu mas ela tinha que ser forte e cuidar da "sobrinha" até a mãe dela voltar.
A polícia encostou a viatura nas margens de uma mata fechada e Heriberto correu para fora do carro desesperado com as mãos na cabeça. O carro de Antonella perdeu o controle e bateu em uma árvore e Victoria corria perigo.
Ele correu e foi até o carro amassado, uma fumaça saia e as duas estavam inconscientes lá dentro. Os policiais chegaram perto e tiraram Heriberto dali enquanto outro PM ligava para o hospital.
— Victoriaaaa!!! Victoria!!!
— Calma senhor, ela está respirando. Já ligamos para a ambulância! — tentavam acalma-lo mas Heriberto resistia.
— Eu sou médico! A minha mulher está grávida!!!
Minutosdepois...
A ambulância chegou e tiraram Victoria do carro. Ela estava respirando mas os sinais vitais estavam fracos, Heriberto se ofereceu para ajudar mas os paramédicos não deixaram porque o conheciam e sabiam de seu relacionamento com Victoria então, de maneira alguma ele estaria apto para exercer a profissão. Antonella também foi socorrida mas faleceu no caminho do hospital. Victoria deu entrada na emergência e Heriberto ligou para Antonieta avisando que estava no hospital e que não tinha hora para voltar. Ele teve medo por seu amor, juntos pagavam caro pelas maldades de Bernarda que nunca os deixou em paz.
"SeaconteceralgumacoisacomVictoriaoucomomeufilho,eujuroqueacabocomvocê,Bernarda!"
Esses foram os seus últimos pensamentos antes de ver a luz e a cor faltar em suas vistas e ele desfalecer na sala de espera.
Estevan, médico e amigo de Heriberto, passava por ali depressa para atender a uma emergência quando viu pessoas gritando por ajuda na sala de espera. Ele correu até lá e havia um amontoado de pessoas em volta de alguém que estava no chão e só quando chegou mais perto o doutor pode ver de quem se tratava: Heriberto Rios Bernal.
— É o doutor Rios, ajuda!!! — uma mulher grita quando ele chega ali.
— Calma! — Estevan pede e logo a equipe médica vem ajudá-lo a tirar o amigo dali. Mais tarde quando recobrou os sentidos, Heriberto estava no soro e perguntou imediatamente por Victoria e pelo bebê assim que viu o colega ali em sua frente anotando alguma coisa numa prancheta e conferindo se estava tudo bem com ele.
— Calma Heriberto, ela está bem! Eu acabei de vir do quarto e ela dorme agora. O que aconteceu para que chegassem a esse ponto? — o doutor quis saber e como um bom amigo, queria entender toda aquela loucura para poder ajudar, foi aí que Heriberto percebeu que estava recebendo medicamentos intravenosos.
— O que? — ele pergunta olhando aquilo, seu corpo doía também mas nada era mais importante do que saber de sua mulher e do filho que ela espera.
— Você desmaiou quando chegou aqui. Logo vai poder ver Victoria. — sentou ao lado dele na cama.
— E o meu filho? Victoria está grávida, Estevan! — o coração bate forte.
— Ela teve um sangramento mas por sorte foi controlado e o bebê está bem! É arriscado Heriberto, vocês sabem que ela não pode sofrer emoções fortes, ainda mais um acidente!
Heriberto começou a chorar. Maior que sua dor física e psicológica era tudo o que aconteceu e que estava acontecendo com Victoria. Um filme passou em sua cabeça e ele se lembrou que esteve com Bernarda novamente e que provavelmente o inferno em suas vidas estava apenas começando. Soluçou e deixou que as lágrimas tirassem de si todo o peso que levava nas costas assim como o medo de perder para sempre o amor da sua vida. Estevan amparou o amigo e deu a ele o apoio que precisava, os dois conversaram e Heriberto contou todo o ocorrido parando vez ou outra para chorar, sofrendo e pedindo a Deus para ter paz.
O relógio contou as horas e depois de saber da morte de Antonella e da remoção do corpo de Juan Pablo da casa de Bernarda, a polícia esteve no hospital e Heriberto teve que depor e contar tudo o que aconteceu desde o início. Bernarda fugiu e agora era procurada pela justiça, a foto dela passava nos noticiários quando Lucy e Lupita, professoras de Amy viram e foram para a delegacia fazer também uma denúncia. Aquela mulher oferecia perigo a sociedade, sequestrou uma criança na escola e mesmo que usasse todos os disfarces do mundo, seria reconhecida pelas duas. Mas ninguém sabia dela.
Assim que o delegado da cidade foi embora, Heriberto ligou para Antonieta e avisou que estava tudo bem, falou com Amy que distraída com brinquedos estava melhor e mais calma e depois pediu para ver Victoria.
Ela acordou há algum tempo e assim que abriu os olhos a primeira coisa que fez foi perguntar a enfermeira se o seu bebê estava bem. Estevan foi até ela e a examinou, colocou o aparelho no barriga de Victoria que só sossegou quando ouviu o coraçãozinho da criança bater. Ela chorava se lembrando de tudo, seu corpo doía em alguns lugares mas ela não se importava, queria saber de Amy e de Heriberto, então pediu para que o chamassem.
A enfermeira ia sair do quarto quando ele chegou e entrou dando o sinal a ela de que estava tudo bem e que de agora em diante ele seria o responsável pelos cuidados com seu amor. Victoria sorriu quando o viu entrar e vir na direção dela, ergueu os braços e os dois se entregaram um nos braços do outro em um abraço apertado, cheio de carinho e amor. Ele se sentou na cama e tocou de leve o rosto dela.
— Amor....
— Eu estou aqui meu amor! Minha Victoria! — Heriberto estava emocionado e não pensava em mais nada, só nela e nos filhos.
— Você está bem? — disseram juntos preocupados um com o outro e ele finalmente sorriu um pouco mais aliviado.
— Eu tive tanto medo de perder você Victoria! Tanto! — a beijou na boca com carinho. Victoria segurou em seus cabelos e aprofundou o beijo, sentindo e aproveitando daquele momento de calmaria depois de um terrível pesadelo.
Heriberto a beijou mais e mais até que perdeu o ar e a soltou. Ele a amava, eles se amavam e agora tinham mais que certeza de que estariam juntos para sempre. Nada e ninguém nem mesmo Bernarda era capaz de destruir o que sentiam, nada os tirariam um do outro porque se pertencem e são um só.
— Ele está bem, graças a Deus. — Victoria disse encantada quando ele tocou a sua barriga que crescia a cada dia.
— Não me perdoaria nunca se perdesse vocês. — baixou a cabeça triste.
— Você não vai nos perder, Heriberto! Meu amor! Nunca! — o beijou e fez carinho no rosto. — E Amy? Liga para Antonieta! Eu sai de casa e a deixei chorando...
— Calma, eu acabei de falar com ela e Amy está bem. Antonieta disse que ela teve febre mas que agora está melhor e distraída brincando com João.
— Que bom! — ela suspirou mais tranquila — que bom que ela está bem! Antonieta é maravilhosa e Joãozinho também — riu — É tão carinhoso com nossa pequena!
Heriberto fez cara de ciúmes e Victoria riu. Estavam agora juntos e assim seria para toda a vida.
— Eu te amo, Victoria Sandoval!
— Eu te amo ainda mais, meu Heriberto! Meu amor!
Beijaram-se. E nada mais importava além dos filhos e do amor dos dois.
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