Anoiteceu e os três estavam indo para casa como a linda família que eram. Depois de tantas provações e de tantos momentos de tristeza estava na hora de Victoria, Heriberto, Amy e o bebê que estava para chegar e encher a casa de alegria, serem feliz de verdade. Estavam no carro e Amy dormia no banco de trás agarrada a seu inseparável urso de pelúcia, o rostinho branquinho e meigo da pequena transmitia tanto amor e paz que era quase impossível não se derreter de amores por ela, uma criança linda e cheia de energia, cheia de vida que trazia a vida dos pais a maior felicidade do mundo. Victoria sempre cuidou dela com carinho e atenção para que crescesse feliz e educada da mesma maneira que seu irmãozinho cresceria e Heriberto que não a viu nascer, agora teria a chance de viver esse momento de plenitude acompanhando o nascimento do filho que Victoria carregava no ventre.

Victoria falou com Pipino ao telefone e disse que no dia seguinte iria até a casa de modas para acompanhar os preparativos para o próximo desfile que marcaria uma fase importante de sua carreira, podendo até quem sabe expandir a empresa para outros países. Heriberto a olhava distraída na ligação com o funcionário e sentia seu coração se enchendo a cada segundo mais de amor por ela, Victoria sempre foi uma mulher linda e perfeita pra ele em todos os aspectos, mas ali a observando melhor enquanto iam para casa depois de um dia muito feliz, Heriberto percebia o quanto mais além do que ele sempre imaginou ela pode ser linda.

A barriga começava a apontar e em breve eles teriam a oportunidade de descobrir o sexo do bebê, ela manteve as pernas cruzadas e de propósito deixou a barra do vestido mais para cima na intenção que fosse observada e desejada por seu amor. Ela adora provocar e instigar os instintos sexuais mais loucos nele, Heriberto a olhou e Victoria mordeu a ponta dos lábios, riu mais alguns minutos com o amigo ao telefone e desligou baixando o vestido e disfarçando a sua cena. Tarde demais!

Heriberto já sentia seu corpo pulsar e responder totalmente a ela, ele a queria tão intensamente como se fizessem anos que não se amavam, que não se entregavam um ao outro com luxuria e desejo. Dirigiu rápido e chegaram ao apartamento de Victoria, ele desceu na garagem do prédio e abriu a porta para ela sair, indo depois ao banco traseiro e pegando a filha com cuidado nos braços. Amy dormia tão tranquilamente que até babava ressonando no colo do pai, ele achou graça no jeitinho dela de dormir, beijou a testa da filha e de mãos dadas com Victoria, entrou no elevador rumo ao apartamento.

Entraram e a empregada Julieta não estava lá mas sim a babá Nina. Ela veio de encontro aos dois e pegou com carinho a pequena Amy dos braços de Heriberto, Victoria a agradeceu por sempre cuidar tão bem de sua menina e antes dela sair deu um beijinho na filha e olhou Heriberto. Aquele foi um dia e tanto, estavam cansados e mereciam descansar, mo dia seguinte suas rotinas voltariam ao normal e não sabiam quando poderiam estar assim juntinhos novamente. Ela o puxou para um beijo terno, o pegou pela mão enquanto sorria e foi para o quarto com ele trancando a porta, agora estavam a sós para se amarem e aproveitarem aquele instante da melhor maneira possível, Heriberto abraçou Victoria e com os olhos contemplou fascinado toda a beleza que aquela linda mulher possuía, ele quis arrancar a roupa dela e amá-la como um louco naquele comodo até os vizinhos de todo o prédio acordarem com seus gritos, mas pensou e olhando para ela ali sorrindo tão lindamente, resolveu ser mais calmo e amar sua mulher com mais ternura e paixão fazendo amor gostoso com ela até o sol ser testemunha daquele ato de amor e entrega.

— Eu te amo, Victoria Sandoval! — Heriberto a beijou na boca e a cada palavra ia descendo os beijos pelo pescoço dela — Eu amo tudo em você, meu amor! minha razão de viver!

Victoria se emocionou com as palavras dele e apreciou cada caricia que estava sentindo, Heriberto sabia exatamente onde e como tocar em seu corpo, sabe amar e dar muito prazer a ela que segurou o rosto dele e distribuiu beijos ali enquanto suas mãos pequenas e delicadas abriam ágeis a camisa de cor azul clara que ele vestia e a cada botão aberto Victoria dava ali naquele peito forte — com pelos ralinhos que ela tanto amava acariciar com as unhas — um beijo molhado, passava levemente a ponta da língua e via Heriberto arfar desejoso por mais daquele prazer que lhe percorria toda a pele. Quando chegou a parte de baixo, ela parou e olhou pra ele denunciando a sua clara intenção e seria a primeira vez que ela faria aquilo em todo o tempo em que estão juntos, a primeira vez que daria a Heriberto o que ele em seu intimo sempre quis mas que por ser romântico, nunca deixou transparecer a ela, mas Victoria sabia, conhecia aquele homem a sua frente até mais que ele mesmo.

Ele não protestou e sim deixou que Victoria seguisse com a sua vontade. Incentivada e com o meio das pernas praticamente pingando de prazer, ela levou as mãos a calça dele e com a ponta dos dedos fez carinho no membro que mais parecia querer saltar dali e se expor com todo o seu majestoso tamanho aquela mulher. Numa hora dessas nenhum homem em sã consciência consegue controlar e manter guardado o prazer que sente ao ser provado com a língua daquela forma e com ele não seria nada diferente, segurou nos cabelos de Victoria e ergueu o rosto dela para admirar dando permissão para que continuasse e assim Victoria fez.

Abriu o botão e baixou a peça de roupa até ter seu amor todo exposto pra ela, mordeu os lábios desejosa e com as mãos o segurou depois olhou para Heriberto e sem tirar seus olhos verdes de encontro aos olhos dele, ela o colocou na boca primeiro dando um beijinho e em seguida devorando com calma cada pedacinho dele só para ver Heriberto arfar desesperado com aquela delicia. Tinha um gosto bom, gosto de sexo, gosto de "quero muito mais" e a cada nova chupada Victoria gostava mais e mais daquela nova sensação que descobria junto a ele, não que Heriberto nunca tivesse tido aquele prazer antes na vida, pelo contrário, mas com ela era a primeira vez que sentia tudo isso com um sentimento de amor, então era diferente.

No mesmo corredor no quarto ao lado, Amy acordou e estava embalada em um abraço quentinho de Nina que dormia quase sempre agarrada com ela depois de cuidar e dar banho na menina e com seu lindo pijama de joaninha, a pequena ria da historia que a moça contava pra ela antes de pegarem no sono.

— Pum!!... E ficou "esborrachado" no vidro da janela! — Nina narrava a historinha fazendo as expressões mais hilárias só para ver o sorriso da pequena que era tão lindo e sincero — As suas asinhas ficaram coladas e ela não conseguia libertar-se! Meu Deus, Amy, o que vou fazer, pensava a borboleta violeta. Foi quando resolveu respirar mais devagar e pensar calmamente para ver o que iria fazer. Não fique assustada, ela pensava e olhando para dentro da casa viu um grupo de crianças sentadas no chão, num imenso tapete redondo. Ora, que estariam a fazer ali? — Nina arregalou os olhos e a menina gargalhou.

— Eu num sei tia... o que ti ela feize? — perguntou curiosa e a babá agarrou o corpinho dela enchendo aquele toquinho de gente de cócegas e muito riso.

— Eu sei! eles fizeram muita cócega na Amy!

— Ahhhh! — Amy deu gritinhos enquanto se divertia e Nina a cobriu de beijos.

Heriberto estava quase lá quando Victoria ouviu os gritinhos da filha e parou por um segundo de mover a boca nele. Heriberto bufou louco pra gozar e pediu para que ela continuasse, a sua voz quase não saia devido ao intenso prazer.

— Espera amor, escuta a Amy!

— Vicky ela está com a Nina e ouça, está rindo! tá tudo bem, não levanta daí pelo amor de Deus e continua, hum. — aflito com medo dela parar, Heriberto acariciou o rosto de seu amor e a viu rindo pra ele.

Heriberto e Victoria estavam por fim vivendo momentos felizes ao lado da filha e pensaram que todo o passado de suas vidas não voltaria tão cedo, eles se amavam naquele quarto depois de um dia feliz em boa companhia e Victoria tinha Heriberto na boca dando a ele sensações novas e muito prazer, ela enquanto o olhava quase gozando quis que aquele momento durasse para sempre mas a vida não é fácil assim, pelo menos para eles.

— Não para Victoria por favor, isso é maravilhoso! — Heriberto estava em pé e tentava manter firmeza em suas pernas enquanto ela movia a boca e as mãos em seu membro rijo e quente, as veias saltavam e Victoria percebendo que ele ia gozar diminuiu os movimentos para não ter que engolir aquilo e ele urrando como louco, gozou nas mãos dela. O semen jorrou forte para cima e marcou o tapete e os seios de Victoria, ela olhou para seu amor e se sentiu ainda mais apaixonada ao vê-lo daquela maneira tão mais selvagem e cheio de desejo como sempre havia sido quando faziam amor, Heriberto mostrava seus instintos de homem, esses que não mais conseguia controlar quando estava perto dela. Ele a pegou no colo e a levou para a cama, ficou entre as pernas de seu amor e alisou o corpo com carinho, beijou Victoria em cada cantinho enquanto ela gemia chamando por ele.

Amy logo dormiu depois que Nina terminou de contar a ela a historinha e graças a Deus não ouviu os gritos e gemidos dos pais no quarto ao lado, enquanto a babá por sua vez, desde que Heriberto voltou à vida da patroa, estava acostumada a ouvir aquelas coisas quando ele estava ali. Ela riu pensando em quem Victoria era e em quem se tornou quando aquele homem retornou para fazer parte da família, uma mulher amarga que criava a filha sozinha agora parecia um pouco mais feliz finalmente e Nina agradeceu muito a Deus por isso. Victoria Sandoval é muito melhor quando acorda feliz depois de uma noite de amor com o homem que ama e os ruídos seguiram por mais algum tempo até que tudo se aquietou.

A pequena acordou durante a noite e pediu para estar com a mãe, Nina não sabia se devia chamar Victoria mas Amy começou a reclamar então ela se levantou com a menina nos braços e foi até o quarto da patroa. Por sorte Victoria não dormia e ficou pensativa ali na cama enquanto fazia carinho no peito de Heriberto que respirando pesado beijava os cabelos dela, ambos estavam nus e agarrados sentindo o calor do corpo do outro quando foram ouvidas batidas na porta e a voz de Nina contrastada com a voz de Amy que resmungava pedindo o colo da mãe.

— Já estou indo, meu amor! — disse Victoria ao se levantar rápido da cama puxando a coberta e dando a Heriberto o lençol para que se cobrisse.

— Toma amor, se cobre! — jogou o lençol nele que resmungou com sono.

E ela abriu a porta, pegou a filha dos braços da babá e sorriu envergonhada por aparecer assim quase nua na frente dela.

— Desculpa Nina se ouviu alguma coisa. — o rosto pegou cor.

— Não ouvimos nada, Dona Victoria. Acabei dormindo junto à ela. — a moça sorriu e voltou ao seu quarto. Victoria abraçou a filha e cheirou os cabelinhos dela com amor, Amy sentiu o calor do corpo da mãe e quando Victoria se sentou na cama com ela no colo, Heriberto se aproximou ficando ao lado delas e deu um beijo nela e outro na sua menina, seus olhos brilharam e seu coração se encheu de amor por elas, eram a família dele e tudo de mais bonito em sua vida.

— O que foi, amor do papai? — ele quis saber enquanto suas mãos foram ao rostinho da filha. Amy não soltava a mãe e tocou com a mãozinha o seio dela, fez bico e pediu leite.

— Eu quelo mamá! — olhou a mãe com olhinhos pidões.

Victoria e Heriberto estranharam aquele comportamento, há muito tempo Amy não tinha o leite da mãe e usava apenas a mamadeira, ela tinha três anos e já era uma mocinha, pensaram se ela estava com ciúmes do irmão que ia nascer ou só queria mesmo um pouco de atenção dos dois.

Amorosa Victoria disse à ela:

— Amy, a mamãe não tem mais leite e você já é uma mocinha, lembra que você disse que já cresceu?

— Não... — ela fez um biquinho e escondeu o rosto entre os seios da mãe.

— Não quer a mamadeira, filha? — Heriberto fez carinho nela e Amy reclamou.

— Você não tabe faze! Eu quelo mamá da mamãe!

Victoria olhou pra ele e riu entendendo o protesto da filha, então ela deu a menina nos braços dele e foi ao closet para pegar um robe e ir a cozinha fazer o chocolate quente de Amy e também alguma coisa para ela comer porque aquele "exercício físico" todo com Heriberto a deixou morrendo de fome.

— Me dá ela aqui amor, eu vou fazer algo pra comer, você quer? — pegou Amy e saiu com ela do quarto, Heriberto se levantou e pegou a calça que estava no chão.

— Uhum. Vai lá ou essa gulosa vai reclamar! — riu pra filha e ela deu a língua pra ele rindo e batendo as mãozinhas em seguida. A pequena adorava "disputar" a atenção da mãe com ele.

Logo elas voltaram e Heriberto ficou ali mesmo sentado na cama esperando. Victoria deu o leite para Amy que mamou tudo com pressa segurando a mamadeira como se o objeto fosse tudo em sua vida, colocou a bandeja com sanduíches e suco na cama e ela e Heriberto comeram e quando terminaram tudo, os três dormiram abraçados na cama espaçosa, Amy no meio e os pais um de cada lado dela fazendo um carinho gostoso em seus cabelinhos castanhos.

Diasdepois...

A rotina de cada um voltou ao normal com Heriberto trabalhando no hospital e na escolinha infantil em que Amy estudava, enquanto Victoria voltou com tudo para a casa de modas animada com o desfile. Há muito tempo a vida deles não era tão tranquila como estava sendo agora e quando anoiteceu, Heriberto cansado do dia de trabalho foi para seu apartamento enquanto Victoria estava em casa assistindo um desenho com a filha antes de dar um banho nela, jantar e irem dormir.

Eles conversavam ao telefone em uma chamada de vídeo com Amy mandando beijinhos ao pai, quando a campainha tocou e Heriberto pediu um minuto para ir ver quem era, quando abriu a porta teve uma grande surpresa.

— Boa noite Heriberto, lembra de mim?

E o passado sempre volta!

A vingança é a forma que Bernarda de Iturbide tem de acabar de uma vez por todas com Victoria e ela não iria desistir. Pensou que tinha se arriscado demais e Juan havia passado dos limites por ter enfrentado Heriberto no hospital daquela forma, o comparsa agiu muito errado e poderia ter colocado tudo a perder se seu filho o seguisse até em casa.

Há alguns dias tanto ela quanto Juan Pablo deram uma sumida do mapa mas foi apenas para despistar e fazer Victoria pensar que eles tinham a esquecido, só que na verdade não estava sendo bem assim. Todos os días de alguma forma Bernarda esteve presente e vigiou cada passo da vida dos três. Ela sabia agora que a Rainha da moda retornou a seu posto e estava ativa enquanto seu filho Heriberto voltou com a rotina árdua no hospital e naquela escola infantil — ele gostava de fazer caridade e era humilde demais — completamente o avesso do que ela era e isso a tirava do sério, Heriberto Rios Bernal em nada se parecia com sua mãe.

Enquanto Victoria, Heriberto e a pequena Amy Sandoval curtiam seus momentos de plenitude e felicidade, Juan e Bernarda pensavam no próximo passo. Ele queria pegar a menina e sumir com ela no mundo mas não seria tão simples assim e se quisesse o seu triunfo, Juan teria que fazer exatamente o que ela queria.

Algunsdiasantes...

Juan chegou em casa com uma cara péssima, seu olhar, seus gestos e palavras denunciavam que algo deu muito errado e que ele estava claramente irado por isso. Entrou para a sala jogando no chão o que via pela frente enquanto Bernarda saia do banho enrolada em um roupão caminhando largamente em sua direção para saber que raios o deixou assim. E ele disse tudo de uma só vez sem nem fazer uma pausa para respirar, precisava de um plano, de algo maior que destruísse realmente a vida daquele doutorzinho metido a merda que se enfiou em seu caminho, tampouco importava se ele era filho de sua aliada, não estava dando mais a mínima para isso!

Bernarda respirou fundo e pesado varías vezes antes de dizer àquele homem todos os palavrões que vieram a sua cabeça, eles tinham uma parceria e Juan não podia simplesmente agir sem pensar ou planejar minuciosamente cada passo ou a vingança contra a Sandoval não daria certo... num piscar de olhos um tapa voou sobre a cara dele e ela com ódio esbravejou.

— O que é que você pensa que está fazendo seu inútil? — aquilo era sério e ela não estava nem um pouco a fim de brincadeira — O que acontece se Heriberto te segue? Se ele descobre que eu estou por trás de tudo isso? É nosso fim!!!

— Calma mulher, eu só fui dar uma olhada na garota! Não tive culpa se aquele idiota apareceu! Mas pelo menos agora ele deve estar puto com aquela vadia da Victoria, eu disse que ela deu pra mim enquanto ele estava fora! — Juan gargalhou sentindo aquelas palavras como um tiro que acertou Heriberto em cheio.

Bernarda não acreditou, estava com raiva mas não pode deixar de rir quando imaginou a cara que Heriberto havia feito e na briga que certamente teria com Victoria ao acertar as contas. De uma coisa ela sabia — ele jamais perdoaria uma traição, seu filho era exatamente como o pai dele.

— Enfim uma coisa que preste não é? — Bernarda andou pela sala e pegou um copo com wisky — Mas mesmo assim agiu errado! — apontou o copo pra ele em sinal negativo.

Juan se serviu com bebida e sentou no sofá esperando que ela tivesse então uma ideia melhor que a dele. Ele odiava ser capacho o tempo todo mas se para obter sucesso em seus planos tivesse que obedecer calado, assim ele faria.

— Diz aí! Qual a sua ideia brilhante! — riu — essa sua vingança está indo longe demais só que até agora nada do objetivo ser alcançado! Se você quiser, eu mesmo mato aquela piranha gostosa com minhas próprias mãos e pronto! Não é isso que o que quer? Matar Victoria Sandoval?

Bernarda se sentou ao lado dele, acariciou a perna de Juan com a ponta dos dedos até chegar próximo as coxas. Era isso o que ela queria mas não tinha pressa, primeiro Victoria terá que sofrer bastante.

— É sim. Impressionante como você me conhece — apertou o membro dele com a mão aberta e Juan levou um pequeno susto sorrindo depois e ela continuou — Mas não é só isso que eu quero! Quero que Victoria sofra mais, bem mais! Aí sim dou o bote! — beijou ele na boca.

— Mas você não me respondeu, o que quer fazer? — tocou o rosto dela.

— Eu tenho uma carta na manga, Juan! Na verdade mais que isso, uma pessoa... Que tal trazer ela de volta para movimentar um pouco as coisas? Heriberto é iguaizinho ao pai dele e se brigar com aquela desgraçada, vai ficar na seca e na primeira oportunidade, você já sabe! — gargalhou bebendo mais do wisky.

Juan não entendeu bem o que exatamente ela queria mas se trazer uma mulher à vida de Heriberto fosse a solução ele estaria de acordo.

— Peraí deixa eu entender... você vai trazer uma mulher e jogar ela no doutorzinho? Tem certeza Bernarda? O idiota do seu filho parece ser bem doido pela Sandoval, não sei não! — ele andou pela sala, ficou confuso e não sabia se aquela ideia daria certo mas ela sim, Bernarda de Iturbide nunca erra uma tacada!

— É isso mesmo! E deixa que dessa parte eu mesma cuido pra você não fazer o que não deve! Agora vem pra cá vem... também sou de carne e osso!

Estava decidido e era hora de atacar!

Notas finais
Continua...