Amy E Sieghart - Amor Imortal.

1 Amy e Sieghart - Amor imortal.


E lá estavam os dois com as mãos entrelaçadas, sentados sobre uma grande pedra polida, no meio do nada. Apenas observando o pôr-do-sol. Ambos queriam aproveitar ao máximo o pouco tempo que lhes restavam juntos.

Amy ainda não havia se conformado, porém, não havia nada a ser feito. Pois ela já habvia tentado de tudo, chorou, gritou, implorou. Mas nada mudaria a decisão de Sieghart de ir embora. Amy não tinha mais forças para tentar. E mal tentou arriscar um palpite de como seria sua vida sem o maior amor que já teve em sua vida.

Mas Amy também sabia (ou esperava) que Sieghart estava sofrendo como ela, ou talvez mais. E isso era tudo o que lhe consolava. Ainda assim, não havia como se conformar com a partida de seu amado imortal.

O silêncio tomava conta da floresta. Apenas alguns pássaros, insetos e animais da floresta de vez em quando emitiam algum som. Mas aquele silencio era extremamente ambíguo. Pois ao mesmo tempo em que Amy queria apenas apertar seu amado, também queria aproveitar cada instante que pudesse da voz rouca e ao mesmo tempo suave de Sieg.

Sieg, de repente levantou a mão, afastou os cabelos de Amy do ouvido da jovem dançarina, a aproximou sua boca suavemente até os ouvidos da mesma;

- A noite logo caíra, é melhor você ir dormir – Sussurrou Sieghart.

- Não adianta Sieg, eu sei que assim que eu dormir você partirá. – disse Amy com dificuldade, pois um nó havia surgido repentinamente em sua garganta.

- Esse foi o combinado, não? Que eu partiria assim que você não pudesse mais me ver.

As lágrimas fugiram dos olhos de Amy, ela não tinha mais controle sobre elas. Amy não queria demonstrar fraqueza, ou tristeza naqueles últimos momentos de felicidade.

Mas não havia como reprimir os mil sentimentos que invadiam a cabeça de Amy. Como viver? Se sua vida se resumia a aquele homem que estava a seu lado? Acho que não havia uma resposta. Ou pelo menos, Amy não a achava, mesmo que procurasse com toda sua pouca força que lhe restava.

Sieg segurou o rosto de Amy com uma das mãos, e com a outra secou as lágrimas de Amy com o polegar.

Era estranho, Amy não se sentia bem em sentir a pele de Sieg, pois sabia que talvez jamais fosse senti-la novamente.

Amy segurou o braço de Sieg com muita força. E disse:

- E se eu não te deixar partir?

- Eu não lutarei com você, mas você sabe que em algum momento você irá ceder – disse Sieg, olhando diretamente nos olhos de Amy– E nesse momento, eu partirei.

Amy inconscientemente afrouxou a mão.

Amy então levantou, e parou ao lado de Sieg.

- E se EU decidisse partir?- perguntou Amy ansiosa para saber a resposta.

- Eu mal consigo pensar que EU terei de partir, e você quer que eu imagine você partindo? Não sei se suportaria. Por favor, não me faça tentar. – disse Sieg olhando para baixo.

Amy percebeu os olhos caídos e tristes de Sieg. E a partir desse momento teve certeza de que a dor dele poderia REALMENTE SER MAIOR QUE A DELA.

O vento noturno começava a bater contra o rosto de Amy, fazendo com que seu cabelo rosado tapasse parte de sua visão.

Amy voltou a se sentar ao lado de Sieg, que colocou sua mão contra a cabeça de Amy. Sieg pressionou a cabeça de Amy contra seu peito.

Amy agora podia sentir o perfume doce e forte de Sieghart.

Tudo aquilo faria com que sua vida não fosse completa de novo. Seus olhos cinzentos e firmes, sua pele suave, sua voz levemente rouca, seu cheiro... SEU SIEGHART.

Lágrimas novamente surgiram nos olhos de Amy. E molharam a camisa de Sieg.

- Porquê você torna isso tão difícil? – Perguntou Sieg, sem olhar diretamente para Amy.

- Talvez se você me dissesse o motivo de sua partida... – Amy se via em um turbilhão de sentimentos sempre que pensava na palavra “partida” – Talvez fosse mais fácil. – Amy sabia que nada faria daquilo algo fácil.

- É por que... – Sieg hesitou – Porque tudo indica que a maior guerra já vista vai começar. E a não ser que eu impeça Duel, tudo de mais precioso que eu tenho será tomado de mim. E VOCÊ É O QUE DE MAIS PRECIOSO EU PODERIA TER!

Amy sentiu uma lágrima quente em seu nariz, mas aquela não pertencia a ela, e sim, a Sieg. Que agora mantinha o rosto levantado em direção ao luar que começava a surgir no horizonte. O luar refletia no rosto de Sieg. E fazia com que a única lágrima que Amy já viu Sieg derramar brilhasse cintilante.

Chega disso. Chega de prolongar essa dor. Chega de prolongar esse sentimento de partida que se fazia presente até no ar que os dois amantes respiravam.

- Ok. Irei dormir – disse Amy lentamente, agora com o rosto completamente repleto de lágrimas – Mas me diga antes Sieg. Você sentirá falta de mim?

Sieg sorriu maliciosamente, e em seguida olhou para os olhos de Amy.

- E há como não sentir falta do ar que eu sempre respirei?

Amy colocou seus braços envolta de Sieg, E os apertou como se suas vidas dependessem disso.

- Você sempre será parte da minha vida Sieg. Não importa quanto tempo passe. EU TE AMO. – disse Amy.

E aquelas foram as últimas palavras proferidas para Sieg, pois Amy adormeceu muito rápido. Mais rápido do que gostaria.

E acordou na manhã seguinte, encostada a uma arvore apenas com um fino cobertor a cobrindo.

Amy apenas olhou para o sol que nascia e disse quase num sussurro:

- Eu sempre te amarei, Sieghart

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