Amortentia
2 Capitulo 1
Notas iniciais
Eii pessoal finalmente terminei esse capitulo e espero que vocês gostem ^^
Levamos Margot ao aeroporto no dia seguinte. Era a primeira vez que eu e Kitty entravamos em um. Tínhamos visto como eram através dos filmes trouxas, mais especificamente os de romance. Em que na maioria das vezes o cara sai correndo atrás da mulher amada para impedir que ela vá embora e tudo termina com um grande beijo. Margot diz que esses filmes são muito previsíveis e pouco realistas, mas eu não ligo. São os meus preferidos!
Do lado de fora, colocamos as malas dela no carrinho de bagagens. Kitty tenta subir nele e fingir estar voando, mas eu a tiro de lá rapidamente para que não corra o risco de cair, ela me olha brava na mesma hora e volta a caminhar do lado do papai. —Quer que eu despache suas malas?— pergunta papai, tentando manobrar o carrinho de bagagens ao redor dela. — Não se preocupe pai, posso fazer isso sozinha— diz ela. — Já viajei de avião sozinha, lembra?— Ela fica na ponta dos pés e abraça nosso pai. — Prometo te ligar. Margot já estava acostumada a viajar de avião. Desde que decidiu trabalhar nos Estados Unidos, ela aceitava todos os convites da vovó para passar parte de suas férias lá. Então uma viagem como essa não seria problema para ela. —Mande cartas. Está levando Juju? – Kitty perguntou. Juju é a coruja de Margot. É uma Tyto alba, ou coruja das torres como é chamada normalmente. Tem médio porte, com cores castanho—claro e manchas pretas nas costas e parte de trás da cabeça, além de pequenas e finas manchas pretas ou marrons escuras espalhadas por todo o corpo exceto na parte interna das asas. Seu peito, e toda parte inferior do corpo, tal como a área interna das asas são de cor branca. A plumagem é suave e densa, o que faz com que não conseguíamos parar de acaricia—la. Juju está com Gogo a muito tempo, antes mesmo de Hogwarts as duas já tinham uma ligação muito forte. — Claro que estou! Ela deve chegar primeiro que eu na América, mas deve ficar muito cansada por voar tão longe. Talvez eu não a mande de volta para cá tão cedo. – Kitty arregala os olhos incrédula, como se não pudesse aceitar o fato de Margot não mandar cartas. – Prometo escrever e mandar pelo expresso internacional direto para a escola. — Parece que finalmente chegou a hora! – meu pai anuncia olhando para o relógio. O nó na minha garganta está ficando maior, e algumas lágrimas já escapam dos meus olhos. Eu tinha esperança de não chorar, porque sabia que Margot não choraria, e é solitário chorar sozinha, mas não consigo evitar eu sou a dramática da família, e agora que ela vai embora precisava manter uma postura confiante já que sou oficialmente a irmã mais velha. Apesar que Kitty possuía um grande potencial para assumir meu lugar. —Escreva para nós todos os dias. Até as suas mãos caírem!— ameaça Kitty. Isso faz Margot sorrir. —Mandarei os dedos junto com as cartas. Ela abraça cada um de nós mais uma vez. Eu fico por último, como já imaginava. — Francamente, o que vou fazer sem você? — Você está no sexto ano, precisa apreender a se cuidar, fazer coisas novas. Novos amigos!–Ela da ênfase na última parte, sei que está falando de Chris. –Que tal quadribol? A lufa—lufa não está precisando de batedores? – Esqueça isso de uma vez! Minha casa vai dar um jeito de arranjar alguém... – Margot revira os olhos. – Podemos voltar à parte em que estou fazendo drama por que você está me abandonando? — Não estou abandonando ninguém, sabe disso! — Eu sei. – digo encarando o chão. – Agora falando sério Margot. Você não chamou o Josh nem para se despedir de você? Sei que aquele era um assunto delicado para Gogo, o que faz com que eu me arrependa instantaneamente de ter soltado o nome dele. Mas eu não poderia aceitar aquilo tão fácil, eu tinha esperança de a qualquer momento ele iria aparecer aqui com um buquê de flores, dizendo que eles iriam conseguir superar tudo até mesmo a distância. E ai eles iriam se beijar e viver felizes para sempre. Porém eu sei que esse sonho é meu, não de Margot. — Já nos despedimos. Não tinha necessidade dele vir até aqui – Foi à única coisa que ela conseguiu dizer. — Tome conta do papai e de Kitty. Você está no comando agora. — Tudo bem. Não quero soltá—la, então aperto com mais força; ainda estou esperando e torcendo por um sinal, uma indicação de que ela vai sentir nossa falta tanto quanto nós vamos sentir a dela. Talvez assim ela esqueça essa ideia de ir para tão longe. — Tchau, Gogo — digo, secando os olhos com a barra da blusa. Todos ficamos olhando quando ela sai empurrando o carrinho com a bagagem até o balcão. Papai abraça Kitty e a mim. — Vamos esperar até ela passar pela segurança — diz ele. Margot se vira e olha para nós pelas portas de vidro. Levanta uma das mãos e acena, depois segue para a fila da segurança. Nós a observamos, pensando que talvez se vire mais uma vez, mas ela não faz isso. Ela já parece tão longe de nós.
[...] Josh é, ou era, namorado de Margot desde nosso quarto ano. Mas posso dizer que nossa família inteira é apaixonada por ele. É estranho admitir, mas até meu pai gosta dele, e ele deveria fazer o papel do cara que odeia todos os namorados das filhas. Antes de eles namorarem Josh era apenas um Sanderson, meu melhor amigo Corvino. Ele é da mesma casa que Margot, o que explicou a aproximação deles nos últimos anos. Josh mora em Hogsmead com os pais, mas nas férias ele fica com a tia, nossa vizinha, e sempre aparece por lá para nos dizer um ‘olá’. Meu pai o adora, pois Josh é fascinado por qualquer coisa que tenha a ver com trouxas e isso é como uma válvula de escape do mundo mágico. Eles compartilham o amor por pesca e por super—heróis, e sempre que ele vem aqui os dois engatam assuntos estranhos sobre bruxos e trouxas. Agora com esse suposto término eu não sei como ele e Kitty vão ficar. Eu gostava do Josh antes dele me contar que estava afim da minha irmã, eu gostava dele de verdade. Cheguei a achar que poderíamos ter tido um futuro juntos. Para ter noção eu até acreditei nas previsões amorosas que minha professora de adivinhação fez para mim. Deveria ter desconfiado, ela nunca acertou nada. Josh era o meu melhor amigo naquela época, podíamos contar tudo um para o outro sem nenhum problema. Isso não mudou quando ele começou a namorar Gogo, mas eu sentia que estava atrapalhando algo, mesmo que eles tentassem me incluir em tudo que fizessem. Na época em que eles assumiram o namoro eu ainda sentia muitas coisas por ele, mas eu não podia fazer aquilo com a minha irmã, ela merece um cara legal, por tudo que ela faz por nós. Então eu fiz o que eu sempre faço quando quero esquecer um amor “impossível”, fabrico uma poção do amor! Isso servia também como meu experimento pessoal, talvez algum dia eu a divulgasse para o mundo. Mas eu ainda não estava pronta para assumir “ Amortentia e seus efeitou”, as pessoas iam me chamar de louca. Na verdade minhas amortentias servem como uma libertação como se todos os sentimentos que me predem a determinada pessoas desaparecessem. Ou pelo menos deveriam...[...] O Beco Diagonal é um lugar secreto atrás de um simples restaurante cheio de bruxos e bruxas adultos que vão para tomar uma cerveja amanteigada ou até um whisky de fogo . Fica atrás do Caldeirão Furado, em um pequeno e murado pátio com uma lata de lixo. O Beco Diagonal pode ser acessado batendo no tijolo correto na parede atrás do Caldeirão Furado. A parede abre um pequeno buraco primeiramente, que se expande e forma um grande arco. Também pode ser acessado através do Pó de Flu e Aparatação. Mamãe adorava nos contar como ele era antes que pudéssemos conhecê—lo. Na Coréia ela costumava comprar seus materiais em uma loja pequena e escondida, em um bairro popular. E não tinha muito que se ver dentro dela, mamãe costumava a comentar que os bruxos ingleses tinham sorte em ter um lugar como esse para poderem desfrutar. Tínhamos um lugar favorito em comum, à Sorveteria Florean Fortescue, onde poderíamos encontrar os sabores mais incríveis do mundo, era onde podíamos relaxar e esquecer os problemas. Papai começou uma tradição a partir disso, toda vez que formos fazer compras sempre acabávamos tomando uma grande quantidade de sorvete. Era uma forma de manter a memória da mamãe sempre viva. Kitty estava muito empolgada em comprar seus materiais escolares. Ela não dormiu nada enquanto não levantamos e fomos ao beco diagonal. Meu pai já está acostumado com aquele lugar, ele nos acompanha em todos os anos desde que Margot entrou na escola, ficou até conhecido por alguns bruxos dali. Alguns até chegam a para—lo para tirar pequenas dúvidas sobre o mundo trouxa; “Mas afinal de contas, para que vocês usam patinhos de borracha no banho?” Eu estava indo para meu sexto ano em Hogwarts faltava pouco para eu me formar, e eu ainda não fazia ideia do que fazer quando me formasse! Margot está pegando no meu pé desde o ano passado quando eu comecei a prestar os N.O.M.s. Eu consegui despista—la dizendo que iria conseguir alguma coisa no ministério. A primeira loja na qual entramos foi a Floreios e Borrões. Eu só precisava de alguns livros naquele ano; O Livro Padrão de Feitiços, 6ª série; Quintessência: Uma Busca; Frente ao Irreconhecível; Árvores do Mundo que se Alimentam de Carne; Estudos Avançados no Preparo de Poções e Um Guia de Transfiguração Avançada. Meu pai estava tentando conter Kitty de ir ao Animais Mágicos’, a loja onde se pode comprar os animais do mundo bruxo. Ele tinha prometido para ela que esse ano ela ganharia um animal para levar a Hogwarts, já que Margot tinha Juju; E eu tinha um gato preto chamado Loki. Posso dizer que todo alvoroço causado naquela manhã se devia ao fato de Kity querer um animal! — Acabamos aqui! Agora vamos papai! — Querida ainda precisamos ir ao Olivaras para comprar a sua varinha. Esse é o item mais importante do seu material. — Depois nós vamos, mas agora temos que pegar meu bichinho. Não quero saber da minha varinha agora. – Kitty estava começando a se estressar. — Você não quer saber da sua varinha? Como acha que vai conseguir conjurar feitiços sem uma? – era engraçado ouvir meu pai falando sobre essas coisas, quem o visse desse jeito nunca imaginaria que ele é um trouxa. —Deixa pai. Me de a lista de materiais, que eu vou comprando. Enquanto isso leve ela para escolher algum animal. – Pude ver o sorriso dela aumentar em dez vezes. Se os olhos dela continuarem a brilhar daquele jeito iriam segar alguém. Papai conseguiu me entregar à lista antes que Kitty o levasse para fora da loja, e fosse direto para o outro lado da rua. Em instantes fui atrás do restante dos materiais. A varinha ela mesmo teria que pegar, e os livros todos já estavam pagos o que me restava; Um conjunto de frascos para poções nível um e o Material para escrita. Depois que terminei de pegar todas as coisas que faltavam, sai procurando eles pelo beco. Parecia que hoje as pessoas tinham se dado conta que as aulas iriam começar, pois o número de bruxos nas ruas era bem maior do que do ano passado. Mas eu não podia ficar reclamando, nós mesmos tínhamos deixado para fazer compras na última hora. Talvez se Margot tivesse aqui pudéssemos ter ido antes, ela sempre deixava tudo organizado. As ruas daqui foram feitas com pedras antigas e quando ficavam molhadas eram extremamente escorregadias, o que facilitou muito a minha quase queda. — Oh, cuidado para não cair – ouvi uma voz atrás de mim bem conhecida – Você está bem? — Ah... Oi Peter. Estou sim. – meus sapados estão levemente sujos pelo tropeço. Tirando isso não tenho nenhum arranhão. — Onde você estava indo com tanta pressa, que até esqueceu de como se anda? – Ele riu da própria piada, eu o acompanhei para ser educada. —Estava indo encontrar meu pai e minha irmã.- falei rapidamente – Você continua com os mesmo comentários brincalhões de sempre. – Peter sorriu, ele gostava de ser elogiado. — Eu sei. É um dom que recebi. — Com certeza. – Nós dois nos calamos depois disso. Eu não sabia o que dizer. Fazia tanto tempo que eu não tinha uma conversa decente com Peter, que tinha certeza que qualquer coisa que eu dissesse para ele agora sairia como: “ei bela pegada no último jogo” – que foi há exatos quatro meses. Peter Kavinsky era o melhor goleiro que já passou por Hogwarts, e pertencia a grifinória. Éramos amigos bem antes de ele ser um astro de quadribol escolar. Pertencíamos ao mesmo grupo até o quarto ano. Os garotos eram Peter Kavinsky; Lucas James da Lufa-Lufa e, Trevor Pike também da grifinória. As garotas eram Genevieve da grifinória; eu, e Allie Feldman que na época pertencia a corvinal. Ás vezes, quando estava de bom humor, Chris participava junto das nossas reuniões. Éramos um grupo de amigos bem diversificado, poucos alunos mantinham amizades com pessoas de outras casas. Mas nós acreditávamos que podíamos fazer dar certo, quer dizer, por que apenas corvinos andam com corvinos ou grifinórios andam só com grifinórios? Achávamos que fazíamos a diferença, e que inspirávamos as outras pessoas a serem igual a nós. Não poderia estar mais errada. Quando o quarto ano começou, Genevieve mudou. Ela ainda era amiga de Peter e Trevor, mas o grupo acabou. Allie, Lucas e eu continuamos amigos até ela se mudar para França com os pais. Então só sobrou eu e Lucas para contarmos história, mas sempre havia alguma coisa um pouco humilhante nisso, como se fôssemos as duas fatias que sobraram do pão e juntas formássemos um sanduíche seco.
Não somos mais amigos. Gen e eu, Peter e eu. E é por isso que é tão estranho falar com ele.— Estou surpresa que Genevieve não veio com você. – me apreso a dizer, para que aquele clima não continue tão estranho. – Vocês ainda compram seus materiais juntos? — Bom, eu espero que sim. – o seu tom de voz parecia meio incerto, o que me deixou confusa. — Ela não veio? — Na verdade ela está um pouco atrasada. “Genevieve nunca se atrasa”– Pensei. Tinha algo estranho acontecendo, mas eu não iria me intrometer. Faria o que qualquer pessoa que gostaria de saber de algo faria; esperar a melhor amiga contar. — É melhor eu ir andando, meu pai deve estar me esperando para pegar os livros – ele diz apressado. – Nos vemos na escola Lara Jean. — Até mais Peter... Eu nunca tinha visto Kavinsky daquele jeito. Geralmente ele adorava puxar assunto e ficar conversando com os outros por vários minutos. E se alguém tocasse no nome de sua namorada, Peter estufava o peito de orgulho e entusiasmo. Mas agora eu não tinha tanta certeza de ver o mesmo brilho nos olhos dele. — WHOA! Quem era aquele? – Kitty apareceu do meu lado com um sorriso enorme no rosto. — Aquele era Peter Kavinsky, um colega da escola. – respondo depressa. — Humm – Kitty tinha aquela expressão no rosto. Aquela que ela fazia sempre que achava que alguém estava escondendo alguma coisa dela, principalmente se envolvesse algum menino, ou, alguma tese dela de que estivéssemos em um relacionamento. Ela fez essa mesma cara com a Margot há alguns anos atrás. — Nada de ‘hum’, ele tem namorada. Seu entusiasmo murchou na hora. Mas eu sabia que aquele pensamento não demoraria a voltar. — Então conseguiu terminar a lista? – Meu pai me perguntou se aproximou com uma caixa na mão. Provavelmente era onde a criatura de Kitty estava. — Está tudo aqui – Entrego as sacolas para meu pai. – E a varinha? — Madeira de ébano, pelo de cauda de unicórnio, trinta e três centímetros, inflexível. – ela parecia orgulhosa. — Tenho certeza que fará muitos feitiços com ela, querida – Papai acariciou os cabelos dela feliz. — É disso que eu tenho medo. – murmuro para que Kitty não me ouça e assim evitemos uma discussão.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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