Amorolândia
1 Capítulo 1 - Eu não quero me casar!
Notas iniciais
Boa Leitura!
Chapter 1:
– Filha está ansiosa para conhecer seu futureo marido? – perguntou Laura para a filha.
– Ah mãe eu não quero me casar com ele... Como posso me casar com uma pessoa que nunca vi?! Como vou amá-lo?!
– Filha você vai conhecê-lo!
– Mas mãe...
– Filha por que você simplesmente não é igual a todas as outras princesas e fica esperando o seu príncipe te pedir...
– Mãe! Por que você quer tanto que eu seja igual as outras? Se todos fossem iguais o mundo seria sem graça, você sabe! Poxa...
– Por que você não pode simplesmente se casar e aprender a amar seu marido?
– Porque o amor não funciona assim!
– Funciona como então? – questionou horrorizada.
– Você conhece a pessoa, conversa com ela, se diverte, e algo inexplicável acontece com você e quando percebe está amando essa tal pessoa! – respondeu maravilhada.
– E você não vai conversar com ele? Você não vai se divertir com ele? – perguntou a mãe.
– Posso conversar, me divertir, mas amar, talvez nunca, porque não escolhemos por quem nos apaixonamos.
– Fala disso porque já se apaixonou?
– Mãe! Eu me apaixonar! – respondeu corando.
Sara se levantou da cama, e caminhou pelo quarto até chegar à janela, ela olhou tudo e sentado no jardim, tinha um homem, o seu homem, o homem por quem se apaixonou desde a primeira vez... Ele tinha a função, no reino, de proteger a princesa, de cuidar dela, de morrer por ela, se for preciso.
Ele se chama Grissom e possuía os olhos mais lindos do mundo, ele tinha aproximadamente uns 30 anos. Ele não aparentava ter isso, aparentava bem menos...
– Bom, você querendo ou não vai se casar com ele, temos negócios com o reino dele – disse a mãe por fim.
– E se eu disser “não” no altar? – perguntou Sara.
– Você não vai falar não! – disse a mãe num tom severo.
– Eu não quero me casar! – disse Sara num tom mais alto.
– Você vai casar! Quem dita as regras aqui sou eu e seu pai, e decidimos que você vai se casar! – dito isso a mãe saiu do quarto.
Sara deixou algumas lágrimas caírem, não de tristeza, mas de raiva. Ela não queria se casar!
– Com licença princesa – pediu a mulher que cuida das coisas de Catherine (N/A: Seria camareira?!)
– Cath... Não me chame de princesa! – pediu Sara suavemente.
– Desculpe prin... Sara. – respondeu Catherine sem graça.
– Cara eu não vejo a hora de assumir o reino – disse Sara – A primeira coisa que vou fazer será dar direitos aos trabalhadores!
– Ai Sara não fique falando isso! As paredes escutam – falou Catherine arrumando a cama da morena.
– Cath você sabe o que acontece com uma princesa que nega se casar? – perguntou Sara como quem não quer nada.
– Reza a lenda que, a princesa que se nega a casar é condenada morte.
Sara arregalou os olhos. Ela não queria se casar, mas também estava longe de querer morrer.
– Mas já aconteceu de alguma princesa negar?
– Que eu saiba não! – exclamou Catherine.
– O que você vai fazer hoje a noite Cath?
– Não sei se é apropriado contar isso a você – respondeu Catherine.
– Eu não tenho mais 10 aninhos – retrucou Sara fazendo ‘O’ biquinho.
–Mas ainda só tem 15.
– E quantos anos você tem?
– Eu?! Nunca ouviu falar que idade não se conta!
– Por favor...
– 23.
– Ta bom, me conta o que vai fazer hoje a noite, não contarei a ninguém – falou fazendo os olhos do gato de botas.
– Ta bom... Eu vou me encontrar com o cocheiro. – respondeu ela sentindo o rosto esquentar.
– Com o de olhos verdes?
– Sim! Mas não conte a ninguém!
– Ta bom! E onde vocês vão no tal encontro? – perguntou inocentemente.
– Eu não sei... Ele me disse que era surpresa – mentiu a loira.
A verdade era que eles iam beber, dançar e transar.
– Que legal! Como eu queria ser que nem você. Você pode sair, sem ficarem mandando em você, você escolher com quem sair, e eu não...
– E você tem chance de ter uma vida melhor que todas as outras pessoas do povoado. – acrescentou Catherine.
– Você também vai ficar me dando lição de moral?
– Não queria. Mas é meu dever.
– Ta bom... Hey, será que meu pai vai brigar comigo se eu for tomar um sol? – perguntou irônica.
– Não sei, mas eu não vou poder ir junto. Tenho ainda outros quartos para arrumar.
– Ta né... Bom, vou lá fora. Te vejo mais tarde. – disse Sara abraçando a loira.
Sara andava pelo castelo, com seu vestido que ia até os pés, mas nada armado. O tecido era “sem frescuras”, ela também usava um chapéu delicado, modelo Rainha Elisabeth.
– Gil – disse Sara se aproximando do homem que estava sentado no jardim.
– Bom dia Princesa – respondeu ele fazendo uma reverência.
– Gil quantas vezes terei que dizer para me chamar de Sara? – perguntou graciosamente.
– Pelo menos mais uma vez – respondeu ele sorrindo do jeito que só ele sabe.
– Posso fazer-lhe companhia?
– Claro Sara, mas vamos nos sentar naquele banco? Está menos sol – explicou-se.
– Não... Eu vim aqui para me sentar no sol, e claro, para lhe fazer companhia.
– Tudo bem então!
Eles se sentaram um ao lado do outro. E começaram a conversar sobre coisas banais.
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