Amores e Reencontros, Pokémon a parte!
2 Uma Garota Estranha!
(Ruby)
Desde que me lembro, na época em que eu fui pela primeira vez no mundo pokémon eu tinha apenas uns seis anos – por aí –. Era tudo apenas uma transmissão de cenário não real – pelo menos era isso que eles afirmavam –, mas as sensações eram tão reais! O vento, a grama, e tudo que tocávamos!
Muitos anos se passaram e a tecnologia avançou bastante, e quando digo bastante quero dizer bastante MESMO. Os cientistas criaram o que eles chamam de “milagre da ciência” criando o REAL mundo pokémon.
Os cientistas fizeram experiências com animais de todas as espécies tornando-os pokémons, esses pequenos – alguns não tão pequenos – e adoráveis bichinhos possuem habilidades especiais, e também algo que eles chamam de evolução, após alguns treinamentos eles crescem e quando chegam no estagio certo, suas células se modificam dando uma aparência e habilidades diferentes – e eu digo novamente, pelo menos é isso o que eles afirmam para nós –.
O mundo pokémon se tornou tão prestativo que as pessoas não vivem sem ele mais. Todos recebem... Sei lá qual o nome verdadeiro daquilo... Ah! O povo o chama de PokéNav, quando a pessoa precisar ir para o mundo pokémon para fazer sei lá o que, a PokéNav mostra o portal mais próximo que leva ao mundo pokémon. A PokéNav também tem um mapa das regiões do mundo pokémon, não só ela como também no portal você pode escolher em qual região você gostaria de se materializar.
Err... E enquanto eu estou explicando toda essa coisa chata pra vocês, eu me atraso para minha fuga da escola nova, então vamos levantar da cama, trocar de roupa e bola pra frente.
Primeiro: Arrumar uma mochila com tudo que preciso (Confere).
Segundo: Tomar café e agir da forma mais normal possível...
— Ruby! Você vai se atrasar pra escola! – minha mãe esbravejou.
— Eu sei – dou uma mordida no pão e aceno – Tchau mãe!
(Confere).
Eu fui abrindo a porta de casa saindo, achando mesmo que meu plano tinha dado certo, mas aí eu me deparo com um grande obstáculo: Meu PAI! Uma figura nem um pouco amigável me encarava com o seu típico olhar de: Eu já sei de TUDO. Lascou-se...
— Demorou em? – ele me olhava desconfiadamente.
— O que você está fazendo aqui a e-essa hora? – eu senti as gostas de suor escorrendo pelo meu rosto.
— Por acaso eu não posso levar o meu filho para a escola?
— Não. Não pode quando ele já tem quinze anos, Tchau!
— Opa, opa, opa – ele me segura pelo ombro – Espera um momentinho aí o “Homem crescido”. Parece até que ta tentando fugir.
— F-fugir que i-idéia ma-luca – “como os pais têm esse poder de adivinhar tudo???”
Terceiro: Não ser descoberto pelo meu Pai. (Não Confere)
No final ele acabou indo comigo. Quer saber? Eu vou fugir dele também! Tem uma rua ali se eu correr muito rápido eu consigo virar a esquina e ele me perde de vista.
Felizmente a sorte estava do meu lado! Num momento de distração da parte do meu pai, eu diminuí a velocidade fui ficando para traz e entrei na bem dita rua e virei a esquina, minha felicidade era tanta de meu plano ter dado certo que eu simplesmente corria olhando para traz e não pra frente, e com isso não vi que se continuasse reto ia parar de baixo da terra num caixão.
Quando eu estava para cair num buraco gigante, uma garota – ela tava de olhos fechados – me pegou pela gola da camisa e me colocou de volta na rua.
— Que perigo, crianças não podem ficar correndo por aí sem olhar por onde andam.
Ela estava tão mal arrumada que me assustou, essa garota não deve nem saber o significado da palavra MODA.
— Ahh! Uma mendiga!!!
— É O QUE????!!! SEU BASTARDO!! É assim que você trata as pessoas que te salvam??!! GRRR!! – rosnou a estranha e escandalosa garota.
Ela avançou em mim e eu comecei correr sem parar.
— Além de mendiga é selvagem... – eu acabei soltando.
— BAKA!! Eu acabo com você!!! Volta aqui!!!
Para minha infelicidade, o trajeto pelo qual eu corria para fugir do “monstro” era o caminho da escola, ela me seguiu até dentro do colégio, minha única salvação foi me esconder no banheiro masculino. Ela ficou me xingando por um certo tempo, mas o sinal bateu e ela foi embora – graças a Deus – super estressada. O pior é que agora que estou na escola não tem volta vou ter que começar a estudar, então fui olhar no quadro a classe que estava e fui na direção da minha sala, chegando super atrasado o professor deixou com que eu entrasse.
— Então classe, esse carinha atrasado aqui é o novo aluno! – disse o professor fulano.
Uma pessoa se levanta da carteira com violência, apontando o dedo para mim, e eu conhecia muito bem aquela pessoa, ainda mais por que quase fui morto por ela alguns minutos atrás.
— VOCÊ!!! – nós dissemos ao mesmo tempo apontando um para o outro.
— Você o conhece Senhorita Sapphire? Bom, se conhece ou não, sente-se agora! Quanto a você Senhor Ruby, sente-se ao lado de Sapphire já que se conhecem.
NOOOOOOOOOO!!!!!!
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