Amores e Reencontros, Pokémon a parte!
12 Perdidos
Notas iniciais
Sapphire abria lentamente seus olhos ao sentir leves bicadas em seus braços.
— To...ro? — ela murmura se virando para o pequeno pokémon que parecia intensificar as bicadas conforme ela demorava mais pra acordar – Toro tá tudo bem. Já acordei – ela o pega com um dos braços pondo-o sobre o colo enquanto com a outra mão massageava o pescoço que doía pela forma desajeitada que dormiu.
A morena observa o local em que estava, percebendo Ruby dormindo em uma árvore a sua frente, quando se apoiava no joelho para se levantar, percebe uma muda de roupas a sua frente que combinavam doentiamente com as dele (N/A: Seria por que são as roupas dele, não? Huehue). Ela olha para a muda de roupas e em seguida para o amigo a sua frente, repetindo esse processo várias vezes até que agarra as roupas e vai na direção oposta à de Ruby para se trocar. Já vestida, a roupa parecia perfeita para ela, era difícil de se imaginar que ele havia feito um trabalho tão bom como aquele.
— Gay...? Será? — ela acaba pensando alto enquanto se olhava sem perceber a presença do mesmo.
— Eu não sou gay! Sou muito hétero para sua informação! — ele responde irritado com o comentário dela se aproximando – Tó. Peguei água e algumas frutas pra você – ele entrega as frutas e uma grande folha espeça em forma de cunha com água.
— Desculpa – ela sussurra inaudivelmente – Você estava dormindo até agora pouco, como arranjou tudo isso?
— Na verdade eu já estava acordado a muito tempo, peguei isso um pouco antes de você acordar e estava só te esperando, na árvore da frente. Você que é lerda e não percebeu – ele afirma se encostando em uma árvore.
Sapphire bufa com a atitude dele, mas resolve não enfrentá-lo. Afinal, ele cuidou dela, fez roupas novas e o melhor de tudo, trouxe comida! Não havia o que contestar. O moreno apenas a observava comendo e novamente perguntas lhe vieram a cabeça.
— Sapphire. Você pode me dizer o que aconteceu depois que aquele homem lhe desafiou? — pede Ruby e Sapphire interrompe sua refeição, pensativa.
— Não me lembro – ela responde sem muita confiança nas próprias palavras, o que Ruby achou extremamente estranho.
Na verdade Sapphire se lembrava sim, mas preferia que Ruby não soubesse o quão desastroso foi depois que ele havia desmaiado. O silêncio pairou um pouco entre eles e Sapphire voltou a comer. Ruby suspira, resolveu não insistir no assunto, mas tiraria a limpo mais tarde.
— Você sabe onde estamos? — ele pergunta quando ela termina sua refeição.
Sapphire sem responder a pergunta do moreno, se levanta, olha em volta e começa a caminhar um pouco sendo seguida por Ruby que a olhava com curiosidade.
— Perguntei por que já que você nos trouxe até ali você saberia onde estamos e pra onde devemos ir… — ele justifica ainda seguindo-a junto com o Torchic.
A morena observa mais uma vez o local e massageia o queixo, com uma careta.
— É. Estamos perdidos.
— QUE?
— Não reconheço nada aqui – ela afirma normalmente.
— Ei, ei. Estamos ferrados sabia?! — Ruby corria em círculos visivelmente em pânico.
— Como é que eles falavam mesmo no passado? — ela se pergunta pensativa e depois levanta um dedo se lembrando do ditado — “Estamos num mato sem cachorros!”
Ruby para sua caminhada em círculos encarando-a com uma careta.
— “Quem não tem cão, caça com gato!” Vamos lá! Use seus instintos! — ele abre os braços.
— Eu não sou um animal seu jumento!
— Está insinuando que sou um?
— Cala a boca, to pensando! — ele faz silêncio e ela olha em volta de novo – Algo me diz que é por ali! — ela aponta pra certa direção que ao ver de Ruby era aleatória de mais.
— Viu! Eu disse! — ele a olha vitorioso – Instinto animal!
— Ai meu Deus, dai me forças para não matar este ser – ela junta as mãos e Ruby diz 'Amém'.
De repente os dois começaram a rir escandalosamente e Torchic os encarava como se fossem retardados.
Já caminhando pela direção apontada pela jovem, os dois conversavam sobre coisas triviais e sem importância, como o formato estranho de uma pedra qualquer. Riam de um Pidgey que bicou a cabeça de Ruby e em seguida fugiu, e vai indo.
Não foi exatamente como um passeio, mas eles tentaram se divertir um pouco para não deixar que a atmosfera pesasse. Depois de um tempo Sapphire finalmente já sentia os efeitos da ferida em sua barriga e tentava ignorar o máximo possível.
— Sapphi você tá me ouvindo? — perguntou o moreno chamando a atenção da jovem.
— An? Sapphi? — ela o encara indignada.
— O que? Não posso te chamar assim? — ele faz uma careta – Você tá suando muito. Ta tudo bem?
— Claro. Por que não estaria? — ela dá um sorriso amarelo.
— Ah claro. Só tirando o fato de você estar com um corte enorme na barriga estaria tudo normal mesmo. Já está insuportável não é? — ele ia colocar a mão no ombro dela, mas a morena rebate a mesma não tão agressiva como queria.
— Eu estou bem! Sério mesmo! Vamos continuar! — ela volta a caminhar rapidamente na mesma direção que iam.
— Não se esforce muito! Não é como se eu tivesse dado pontos ou algo do tipo! — ele a alcança e para á frente dela – Eu só enfaixei o local. Não sei nem como você andou ate aqui!
— Você está me irritando! Eu to completamente bem! — ela contorna o moreno voltando a sua caminhada rápida sentindo várias pontadas ao longo do abdome.
As pernas de Sapphire bambeiam e ela cai. Ruby corre até ela imensamente preocupado e tenta ajudá-la.
— Eu to bem caramba! Posso me levantar sozinha! — após alguns segundos refletindo ela se levanta bruscamente retomando o passo acelerado de antes – Eu acho que sei onde estamos! É por aqui!
Ruby a seguia apreensivo, até que finalmente ela perde a consciência e o moreno tem que correr para segurá-la para não ir de encontro ao chão novamente.
— Que garota problemática eu fui arrumar – ele solta todo ar, cansado com tudo que lhe acontecera recentemente e acaba percebendo onde estava – É. Você me venceu. Seus instintos são realmente incríveis Sapphire – o moreno afirma com um sorriso, colocando-a em suas costas e seguindo a trilha.
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Green remexia suas mãos que estavam amarradas de forma desconfortável para trás, preso em um mastro. Que lugar era aquele? O que queriam dele? E como ou por que sabiam tanto sobre sua vida? Essas eram perguntas que estimulavam o raciocínio do jovem quase ao máximo.
— Que visão patética neto do Prof.Carvalho – um homem de idade avançada adentrava a grande sala.
— Ora, Tenha mais respeito com ele Leon – a mesma mulher de antes que havia atacado Green e Blue, também aparece ironizando suas palavras – Ele é o neto do Prof.Carvalho. Não tem o mínimo de dó? Haha.
— Oh, agora que me recordo – o homem se aproxima do jovem com as mãos atrás nas costas – Tive um breve encontro com um amigo ruivo seu – o mais velho sorri de forma falsa.
Green prestava atenção às afirmações tentando retirar alguma informação que lhe orientasse naquele momento.
— Leon. Felicia – uma voz alta e autoritária se fez presente no lado oposto da sala – Basta. Saiam por que quero conversar a sós com o neto do Prof.Carvalho.
Os dois membros saíram imediatamente da sala, deixando o moreno sozinho com o homem que permanecia falando pelas suas costas.
Realmente era algo extremamente irônico, em nenhum momento se referiram a Green pelo próprio nome, apenas o chamavam de “Neto do Prof.Carvalho”. Naquela hora Green confirmou o que tanto lhe atormentava. Sua família era realmente amaldiçoada por aquele sobrenome.
—----
Com Sapphire em suas costas, Ruby caminhava pela trilha que havia achado com a ajuda da amiga. Algum tempo andando ele pode ver a saída da floresta, correu animado para finalmente terminar aquele pesadelo e a luz do meio dia que era impedida de brilhar na floresta por conta das grandes árvores, reluziu fazendo com que seus olhos ardessem. Finalmente havia saído de lá e agora poderia levar Sapphire ao centro pokémon.
— Aguenta só mais um pouco – ele sussurra para a morena em suas costas e segue em direção ao centro pokémon que não se localizava muito longe.
A enfermeira Joy não mediu esforços para chamar os médicos de plantão para socorrer a dona de orbes safira. Enquanto Sapphire era tratada, Ruby apenas esperava na sala de espera para ser atendido em seguida quando a morena não corresse mais perigo.
— Por acaso você se chama Ruby? — a enfermeira surge tão repentina quanto a própria pergunta dela.
— S… Sou. Como sabe? — respondeu o mais novo meio surpreso.
— Como imaginei! Seus amigos já passaram por aqui! Eles me deram uma lista dos que foram no passeio e pediram que eu confirmasse quem aparecesse – ela diz mostrando uma prancheta com os nomes a serem confirmados – Então a menina lá dentro é a Sapphire?
— Sim. Quantos já estão registrados aí?
— Red, Yellow, Diamond, Emerald, Silver, Lyra, Gold, Crystal, Pearl, Platinum, Blue, e por último vocês dois – afirmou a enfermeira lendo os nomes na prancheta.
— Acho que ainda falta um… Espera, Lyra você disse? — Ruby pergunta curioso com o nome.
— Quem está faltando é o Green. Sim Lyra. Não é conhecida sua? — Joy eleva uma sobrancelha, estranhando – Todos já foram embora. Disseram que iam procurar pelo Green, só ficaram aqui Silver e a Lyra que ainda não acordou. O quadro dela era quase tão crítico quanto o da sua amiga que trouxe agora.
— Posso ir vê-los? — ele pergunta.
— Claro que pode! — a rosada responde com uma ponta de indignação pela dúvida do rapaz.
Ela o encaminhou até outra sala onde pode ver vários leitos. Entre eles estavam os dois mencionados antes. Silver segurava a mão de Lyra que ainda estava desacordada, sentado em uma cadeira ao lado da cama em que ela estava. A presença de Ruby notada rapidamente pelo ruivo, fez com que o mesmo soltasse rapidamente a mão da morena. Ruby ignorou esse fato e foi em direção ao casal.
— Já estou indo – Silver se levanta da cadeira indo embora antes que o moreno pudesse perguntar qualquer coisa.
Ruby senta na cadeira antes ocupada por Silver, extremamente confuso com a ação do ruivo, até levar um grande susto com Lyra se sentando na cama com um salto.
— Ai – reclamou a mesma massageando as costas.
— Você tava acordada? — Ruby pergunta surpreso.
— Tava – riu-se Lyra.
— E você não via a preocupação do menino?! Por que fingiu que tava desmaiada? — ralhou Ruby ainda não acreditando.
— Não é como se eu estivesse acordada desde que cheguei – ela corrige – Acordei tem pouco tempo com ele segurando minha mão, achei que se ele soubesse que eu tinha acordado ele soltaria, mas ai você apareceu e fez ele ir embora! — ela enche a bochechas de ar, irritada.
— Foi mal – Ruby riu sem graça – Mas pera ai! Mesmo assim não é motivo pra deixar o moleque morto de preocupação!
— Que nada. Silver nunca se preocuparia tanto com alguém tão chata como eu – ela ri sem ânimo – Mas achei que ele nunca mais faria isso então… Queria aproveitar o momento – Lyra dá um sorriso sem esperança.
— Hm – Ruby a encara silenciosamente.
— Quê?
— Você já tá nesse nível? — falou seriamente.
— Que nivel?
— De apaixonada – ele faz aquela carinha.
— O QU- — no momento de protesto de Lyra a enfermeira Joy aparece no quarto chamando Ruby para examiná-lo, interrompendo a conversa.
Ruby segue a enfermeira até outra sala e no meio do caminho viu Sapphire sendo levada em uma maca para a sala onde estava. O médico esterilizou alguns arranhões e depois examinou a nuca do moreno. Em seguida receitou alguns remédios para dores, e possíveis infecções e liberou o mais novo para voltar pra casa.
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— Muito bem! Agora que chegamos até aqui. Quem tem pokémons tipo voador? — questionou Blue liderando o grupo de busca por Green.
— Blue, você não tinha um ditto? — perguntou Crystal.
— Sim.
— Por que não o transformamos em um pokémon que possa voar levando todos nós nas costas? — comenta Crystal.
— Boa idéia! Mas qual? — questionou Blue.
— Que tal um charizard! — sugeriu Red.
— A última evolução do charmander? Acho que meu ditty já memorizou ele uma vez, mas ele não consegue levar muitos! Acho que no máximo quatro ele consegue!
— É a única opção que temos. Alguns vão ter que ficar para trás – afirma Red.
— Eu posso ficar para trás – Platinum se oferece.
— E vocês dois, cães de guarda? — Blue olha para Pearl e Diamond.
— Bom, se a mestra não vai, eu também não vou – disse Diamond.
— Se o Diamond não vai, também não vou – Pearl levantou os braços dando a desculpa.
— Então está resolvido. Vamos eu, Crys, Gold e Red – decide Blue.
A morena joga uma pokébola para cima e de dentro sai uma gosma rosa (Pokémon).
— Ditty, por favor, vire um Charizard – pede a morena e o pokémon se transforma no dragão de fogo.
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