Amores Roubados
2 Capítulo 2
Sentados à mesa, os quatro pareciam amigos de longa data.
Exceto pelo fato de que Robin encarava Regina de maneira descarada. Regina, atenta à tudo que acontecia, percebera que tanto David como Marian não tinham percebido e conversavam animadamente sobre as alterações climáticas da cidade.
"Vocês vieram de muito longe?"
"Na verdade não. Nossa cidade natal fica há 10 horas daqui. Mas Storybrooke é tão especial! Adoramos este lugar desde o momento em que chegamos! O Robbie está super entusiasmado!"
Regina ergueu os olhos e Robin retribuiu o olhar por alguns segundos. Instantaneamente, ela desviou o foco, entrelaçando seus dedos nos dedos de David.
"É uma bela cidade."
"Ah sim, e minha mulher faz um trabalho fenomenal também." Com isso, David delicadamente se debruçou e beijou a bochecha dela.
"A relação de vocês é linda. Que inveja! Parece que se casaram ontem!"
Regina bebericou um pouco do seu vinho frisante e se ajeitou na cadeira.
"Fazemos o melhor para manter a chama acesa, entende? É preciso muito esforço para domar este homem, acredite."
"É preciso o dobro para domar essa mulher, Marian."
O riso foi geral.
"Dear, me ajuda a pegar a sobremesa?"
"Claro. Com licença."
Enquanto tirava a bandeja da geladeira, Regina sentiu as mãos de David em sua cintura, puxando-a delicadamente contra si. Ela sentiu um beijo molhado pouco abaixo da sua orelha e suspirou.
"Não vejo a hora de ficarmos sozinhos. Você está uma delícia hoje."
"David..."
David tirou a bandeja da mão dela, colocando-a sobre o balcão. Ele a virou de frente para com ele, e a pressionou contra o balcão, enquanto seus lábios deslizavam por seu fino pescoço. Regina apoiava-se na borda do balcão, segurando com força, tentando manter o foco nos convidados que a esperavam na sala de jantar. David a segurou pelo maxilar e então a beijou. Com desejo. Um beijo que deveria ser simplesmente fraterno mas que na verdade tinha se tornado ardente demais. Regina cruzara os braços na nuca dele, e David apertava suas nádegas, pressionando-a contra a excitação evidente dentro do seu jeans. Inesperadamente, uma voz masculina afugentou o momento, fazendo com que pulassem assustados e se distanciassem.
"Estou procurando o..."
David deu um meio sorriso e Regina abaixou a cabeça, visivelmente embaraçada por ter sido pega.
"Eu só estava procurando o banheiro. Desculpe ter interrompido."
"Não seja por isso. Eu que peço desculpas pela afobação, eu...".
"O banheiro fica na segunda porta à direita." – Disse ela, séria e passando por eles com a bandeja na direção da sala de jantar.
Já era tarde da noite quando Marian e Robin deixaram a casa da prefeita. Elas haviam trocado telefones e dicas de compras, Robin conseguira alguns contatos de emprego com David. Marian já havia descido até o carro, mas havia se esquecido da echarpe.
Robin voltou até a porta e tocou a campainha. Novamente, Regina o atendeu.
"Acho que vocês esqueceram isso." Disse ela, colocando a echarpe na mão dele, mas antes que soltasse, o sentiu segurando delicadamente seu pulso, o polegar acariciando sua pele com movimentos circulares. Mas ela desvencilhou o braço violentamente.
"O que você pensa que está fazendo?"
Robin não respondeu. Ele parou de sorrir imediatamente, mas se aproximou um pouco mais dela, e ela continuou.
"Você acabou de chegar à cidade, e se não quiser sair daqui como um cometa, acho melhor parar com essa brincadeira."
"O seu desejo é uma ordem, Regina."
"É prefeita para você."
"Assim seja, excelentíssima prefeita."
Robin despediu-se dela com um beijo na bochecha, mas tão sacana que foi até o canto dos seus lábios. Ele desceu as escadas assoviando e entrou no carro.
Regina voltou para dentro da sua casa. Pisando duro, os saltos batendo firmes contra o chão de mármore branco e preto. Ela encontrou David no meio do caminho, e antes que ele dissesse alguma coisa, ela o pegou pela gravata e o puxou até o sofá, empurrando-o para cair sentado. Imediatamente, ela ergueu um pouco o vestido, e sentou-se no seu colo, colocando os joelhos contra o assento do sofá e tomando os lábios dele de maneira desesperada. David não iria se fazer de rogado, e deixou que suas mãos subissem e descessem pelas costas da amada, por suas coxas, por seu macio cabelo. Regina puxou a gravata e colocou sobre os olhos dele, vendando-o; com um puxão violento, ela abriu a camisa que ele vestia e seus lábios caíram sobre o pescoço forte e másculo dele. David desceu o zíper do vestido que ela usava e o arrancou dos seus ombros, embolando-o na cintura dela enquanto suas mãos tentavam desesperadamente arrancar o sutiã rendado.
Regina se contorcia sobre ele, e David a pegou pelo cabelo, dando-lhe um puxão e sugando a pele do seu pescoço. Ah, a cidade toda falaria daquele chupão, mas nenhum dos dois pensou a respeito naquele momento. David estava sugando os seios dela por cima do sutiã quando sentiu os delicados dedos desabotoando seu jeans e deslizando seu zíper. Poucos segundos depois, ele gemeu alto ao senti-la segurando a fonte da sua virilidade, petrificada de desejo. Regina levantou-se um pouco e se encaixou nele, descendo lentamente. David já havia puxado o sutiã e arremessado para longe quando Regina começou a movimentar-se, cavalgando nele, subindo e descendo, com ritmo, com força e ao mesmo tempo, vulnerável.
A língua dele circundava a aureola dos seus seios, fazendo-a gemer ainda mais alto. Regina rebolava provocativamente, subindo e descendo, sem parar, sem diminuir força ou intensidade, ou mesmo ritmo.
"Gina..."
Regina arqueou sua espinha, esticando-se no colo dele e segurando-se nos joelhos dele, sem parar com a movimentação constante. Seu corpo estava quase no ápice. Faltava tão pouco... David a puxou contra si, fechando a distância entre seus corpos com um abraço apertado e sugando o lóbulo da orelha dela, enquanto impulsionava seu quadril para cima, potencializando o encontro dos dois corpos.
"Você é... muito... gostosa" – Sussurrou ele, entre os dentes, segurando-se para dar a ela o maior prazer possível. Regina sentia seu corpo esgotado, suas forças chegando ao fim, ela deslizou a mão pela nuca do marido e o puxou para si mesma, beijando-o com malícia, sugando a língua dele.
"David... por favor..." – Gemeu ela, assim que David abocanhou seu seio.
"Hmm?"
"Me faça gozar."
"Será que você merece?"
"David!"
A urgência da voz dela o convenceu. David a virou e ficou por cima dela, e então saiu de dentro dela lentamente, o que a fez resmungar um pouquinho. Ela gemeu e choramingou, e ele colocou o dedo sobre os lábios dela, silenciando-a.
"Confie em mim."
David deslizou beijando o corpo dela, sua barriga, sua pele quente, sua virilha, suas coxas. E sentiu o grito que ela deu quando ele deslizou a língua pelo vale quente entre as pernas dela, separando seus grandes lábios com a língua e sugando, lambendo, penetrando. Ele lambeu repetidamente, sentindo o estomago dela trepidando, espasmos começando a se formar sob a pele sensível e então ele chupou o clitóris dela e sentiu-a desmoronar na boca dele, as unhas fincadas no sofá e o corpo formando um arco profundo; o grito dela preencheu toda a sala, e ela continuou gemendo o nome dele, murmurando palavras desconexas enquanto se recuperava.
David se sentou ao lado dela e observou a belíssima mulher deitada ao seu lado, ofegante, com os olhos fechados. Regina abriu os olhos, e o observou com ternura. Ele havia feito ela chegar à lua e ficara para trás. Tendo em vista o prazer dele, Regina levantou tranquilamente e se deitou no braço do sofá, deixando o quadril em riste.
"C'mon David."
David se aproximou e deslizou a palma da mão sobre o quadril perfeito.
"O que você deseja, amor?"
"Desejo que possua sua esposa. Do jeito que você adora."
David beijou as costas dela, e fez assim como ela dissera. Ele entrou mais uma vez em seu interior molhado, e então deslizou lentamente contra o ânus dela. Regina gemeu, e segurou-se na borda do sofá, o corpo ainda com espasmos do último orgasmo. David movimentou-se apenas algumas vezes dentro dela, estava tão perto que assim que Regina empurrou-se contra ele, rebolando, fora seu fim.
Ele segurou o quadril dela e penetrou-a mais uma vez, urrando como um animal.
Deitados na cama, Regina deitou a cabeça no peito de David, que lia algum tipo de processo policial. Ele beijou o topo da cabeça dela e ela o abraçou um pouco mais.
"Você estava sem calcinha no jantar?"
A pergunta fez com que ela sorrisse.
"O quê?"
"Você me entendeu, Regina."
Ela olhou para cima, sorridente e ele fingiu estar surpreso, mas sorriu depois.
"Regina!"
"Você não reclamou disso quando estava transando comigo no sofá."
"Xeque-mate."
"O que você achou dos nossos convidados, dear?"
"São encantadores, como você disse."
Regina ergueu a cabeça e beijou os lábios dele lentamente.
"Boa noite, dear."
"Amor, por acaso todo aquele sexo fenomenal tinha algo a ver com os nossos convidados de hoje?"
Regina gargalhou.
"O quê? David! Isso aqui não é Swingtown!"
David gargalhou e voltou a ler. Regina deitou-se de costas para ele, mas não estava sorrindo.
Estava mentindo para o próprio marido.
Porque tinha tudo a ver com o convidado de hoje.
Tinha tudo a ver com Robin.
Fale com o autor