Robin estava sentado sobre uma cadeira de madeira rústica pregada no chão. Seus pulsos estavam algemados às barras de apoio que ficavam nas laterais da cadeira, de modo que ele permanecia com os braços abertos. Vestindo apenas uma calça de moletom leve e sem nada por baixo, ele respirava pesadamente. O local todo estava sobre uma penumbra misteriosa. Havia apenas um feixe de luz que iluminava uma espécie de pole à sua frente.

“Seu ladrãozinho.”

A voz rouca chamou-lhe à vida. Regina caminhou lentamente até o pole, usando um vestido preto curto e moldado ao seu corpo com um emblema policial. Suas pernas estavam delineadas por uma meia arrastão que cobria até a metade das suas coxas torneadas. Saltos altíssimos completavam o look. Em sua cintura, havia um cinto onde descansavam um par de algemas. Em suas unhas pintadas de um tom vivo de vermelho, havia uma chibata.

“Você tem sido um homem muito, muito mau.”

“Tenho?”

Regina bateu no tórax dele com a chibata, e Robin tentou mover-se. Ela deslizou o objeto pelo abdômen dele, descendo, e deslizando-o provocativamente sobre a calça dele.

“’Tenho, senhora?’ É assim que você deve falar comigo, seu meliante.”

“Me desculpe, senhora.”

“Melhorou. Parece que você aprende rápido, ladrãozinho.”

“Sim, senhora.”

Regina debruçou-se sobre ele. Ela deixou que as unhas deslizassem sobre o corpo dele, apenas acariciando. A maneira com a qual ela se curvou para atingir a parte baixo da barriga dele deixou seus seios expostos, e Robin os admirou faminto por contato.

“Gosta do que vê, vagabundo?”

“Muito.”

A mão dela atingiu com força o rosto dele. Robin mordeu o lábio inferior enquanto olhava para ela. Seus olhos pareciam estar em chamas. Regina segurou-o com força pela bochecha, puxando-o na sua direção, os olhos fixos nos dele.

“Muito o quê?”

“Muito, senhora.”

Ela beijou-o na bochecha, demoradamente e então se aproximou, sentando no colo dele com as pernas abertas. Montada sobre ela, ela deixou que a boca deslizasse sobre o pescoço dele enquanto ela rebolava contra a ereção firme que transparecia através do fino tecido da calça.

“Ouvi dizer que você é durão... Conte-me sobre os seus crimes seu bandidinho.”

“Regina...”

“Conte-me ou eu vou te torturar mais ainda.”

“Eu não vou contar nada!” Alertou ele, a voz alterada. Ele sorriu e ela piscou para ele. Continue no personagem, querido.

“Não vai?” Regina levantou-se. “Ah, seu ladrãozinho de meia tigela.” Ela virou-se de costas e sentou-se sobre o colo dele. Ela estava ciente de que o vestido era curto demais e que ele estava apenas vendo a sua nudez por baixo deste. “Eu vou te deixar tão duro que você vai implorar para que eu te deixe gozar.”

Regina rebolou sobre o colo dele, e sentiu que ele movia-se lentamente para acomodá-la melhor em seu colo. Ela continuou rebolando sobre ele, com as unhas fincadas nas coxas dele. Gemendo baixo e respirando com dificuldade, ela começou a esfregar-se contra ele. Ele encontrou um ponto ideal de fricção e investiu ali, esfregando-se com mais intensidade até que aprofundou as unhas ainda mais na carne dele enquanto gozava.

“Oh God.”

Ela levantou-se, sorrindo e o encarou com um olhar travesso. O volume na calça dele crescera um pouco mais. Regina caminhou até o pole e virou-se, apoiando as costas nele. Com o salto no ar, formando a posição de um quatro, ela deu uma volta completa e voltou ao mesmo local.

“Sabe o que quero, vagabundo?”

“O que, senhora?”

Ela sorriu. A voz de Robin estava incrivelmente controlada pelo tesão.

Ela deslizou pelo pole, lentamente, finalizando com as pernas abertas para ele. “Sentir você” Começou ela, virando-se e subindo, as mãos firmes no pole enquanto rebolava para ele lentamente, requebrando de cima a baixo com movimentos firmes porem delicados. “Sentir seu pênis” Ela girou e cruzou as pernas ao redor do pole, mordendo o lábio inferior e fechando os olhos por alguns segundos enquanto o sentia no meio das suas pernas, contra a sua carne sensível. “Sentir como ele preenche cada centímetro meu, as suas veias grossas roçando contra as camadas internas da minha boceta”. Regina rebolou contra o pole, descendo lentamente até o chão. Ela jogou o cabelo para trás, subindo enquanto a coluna arqueava de maneira sensual.

Da cadeira, Robin não conseguia tirar os olhos dela. Ele temia piscar, porque significaria perder milésimos de segundos daquela cena. Por outro lado, ele começava a entender o plano dela. Ela mal havia começado e ele estava prestes a implorar que ela o soltasse.

Regina girou novamente a redor do pole, parando de frente para ele. Com a base das costas contra o pole ela rebolava na direção dele com as pernas abertas e as mãos nos seios, acariciando-se.

“Você me quer, Robin?”

Ela sorriu quando ele engoliu em seco.

“Não quer, pelo jeito.”

A cada rebolada dela, seu quadril desnudo roçava contra o ferro e Robin estava desesperado para que ela fizesse aquilo contra o pau dele. Seu corpo, tenso e excitado, chegava a doer. Mas Regina parecia estar se divertindo com aquilo, genuinamente. Ela rebolava e jogava o cabelo, girando excitada sobre aqueles saltos altos. Robin precisou morder forte o lábio inferior quando ela prendeu as pernas contra o pole e girou, suspensa e invertida, com as pernas para o alto.

“Porra, Regina!” Gritou ele.

Ela sorriu e continuou rebolando contra o poste, esfregando-se nele e dançando de maneira provocativa. Os movimentos precisos de seus quadris estavam o enlouquecendo, e ela também já estava demasiadamente excitada com aquela situação. “Você quer me comer, Robin Locksley?” Ela ficou de frente para o pole e de costas para ele, rebolando, subindo e descendo da maneira mais dissimuladamente sexual que conseguia. “Quer me jogar na cama e me fazer gritar a noite toda?”

“Droga, Regina! É o que eu mais quero!”

Regina deslizou até estar deitada no chão, e continuou dançando, a coluna formando um arco enquanto ela se contorcia, jogando o cabelo sensualmente para trás e rebolando. Ela começou a rebolar e engatinhar na direção dele, movimentando-se sensualmente. Seu quadril parecia ter criado vida própria.

“Você sempre quer o que não pode ter, dear.”

Regina enfiou-se entre as pernas dele, e puxou a calça com força, abrindo espaço para que um membro petrificado de desejo se fizesse presente. Ele estremeceu assim que ela o segurou em uma das mãos, movimentando-o para baixo e para cima antes de coloca-lo na boca. Ela sentiu, pela maneira que ele gemia e pela pulsação do pênis que ele não aguentaria muito tempo, mas ela ia tortura-lo até o limite. A língua dela deslizou sobre a extensão dele, preguiçosamente, chupando-o com delicadeza enquanto ela arranhava as bolas dele com a ponta das unhas; Robin começou a movimentar os quadris na direção dela aos poucos, necessitando de algum tipo de libertação. Regina o tomou na boca com profundidade, engolindo-o, o calor da sua boca eletrizando todo o sistema nervoso dele.

“Puta merda...” Suspirou ele, quando a sentiu criando velocidade, subindo e descendo, sem parar. A mão dela tomou a base do pênis dele, servindo de suporte e ela voltou a chupá-lo com força, empregando sucção e firmeza contra ele, a língua contornando a carne e impulsionando o prazer. Robin estava começando a forçar-se contra a boca dela, e ela entendeu isso como um prelúdio do orgasmo dele, de modo que deslizou a língua e sugou a cabecinha dele, fazendo-o se contorcer na boca dela. Quando sentiu que ela havia se afastado, ele abriu os olhos.

“Regina, Regina... Não se esqueça de que você vai me soltar em algum momento.”

“Por isso é melhor aproveitar enquanto você está preso.” Sussurrou ela contra a boca dele, tomando-o para um beijo.

Regina abriu o zíper do vestido, deslizando-o até o umbigo. Ela sentou-se no colo dele, abrindo o vestido de maneira que seus seios estavam agora livres e disponíveis para ele. Ela começou a esfregar-se contra a ereção dele enquanto beliscava seus próprios mamilos, gemendo manhosa contra a boca dele.

“E o que eu faço?”

“Assiste.” Sussurrou ela.

E foi isso que ele fez. Ficou observando a belíssima maneira que o corpo dela se transformava, a urgência dos toques, os dedos impiedosos contra os mamilos endurecidos, a carne macia e gostosa dela roçando em seu pau... Ah, essa mulher! Uma perdição! Com os olhos fechados e um sorriso safado no rosto, Robin mordeu o lábio inferior e ficou apenas aguardando que ela terminasse sozinha.

Sem avisar, Regina o pegou nas mãos e posicionou-a contra a sua entrada, sentando-se sobre ele e permitindo que ele a preenchesse lentamente. Ela respirou fundo enquanto ele ia invadindo-a, pressionando suas paredes internas e atingindo pontos hipersensíveis dentro dela.

“Robin...”

Ele alcançou o ouvido dela e o mordiscou antes de sugá-lo com a língua.

“Solta essas algemas que eu vou te fazer gritar, linda.”

Regina sorriu e tirou as chaves do cinto, abrindo o fecho das algemas. Robin levantou-se, com ela no colo e levou-a até a cama, deitando-a enquanto se deitava por cima. A mão dele posicionou-se sobre o pescoço dela, mantendo-a submissa enquanto ele voltava a se posicionar no meio das pernas dela. Um movimento brusco e ele estava novamente enfiando-se nela, penetrando-a sem delicadeza. A cada estocada, Regina gemia e apertava as unhas ainda mais contra a pele dele, arranhando, marcando; Robin abocanhou um de seus seios por dentro do vestido aberto e começou a suga-lo, mordiscando o mamilo aos poucos. Ele era grande e grosso dentro dela, rasgando-a e Regina mordia o lábio inferior deliciada com a sensação de tê-lo possuindo-a.

“Oh Robin...”

Era forte e era apaixonado. As mãos dele acariciavam todo o corpo dela, tocando-a em todos os lugares e excitando-a onde ela jamais imaginaria ter qualquer sensibilidade. A boca dele estava sobre o pescoço dela quando ele começou a sussurrar contra aquela pele com sabor de maçã...

“Regina, eu não vou aguentar muito mais...”

“Só mais um pouquinho, amor...”

Ela começou a mover-se de encontro à pélvis dele, e olhou para cima, avistando um espelho que ainda não tinha notado. Ela concentrou-se em assistir os movimentos dele contra ela, a bunda perfeitinha flexionada a cada vez que ele estocava mais fundo dentro dela. Mais e mais, e mais. Ela era apertada para um diâmetro como o dele, e o choque fazia com que ondas de prazer fossem despejadas sobre o corpo dela, excitando-a ainda mais. Ele estava atingindo alguma parte deliciosa dentro dela, e em poucos minutos ela estava pronta para gritar... E foi o que ela fez quando o sentiu penetrando-a com um dedo atrás, enquanto a invadia pela frente. Mais algumas estocadas e um movimento preciso do dedo dele, aprofundando-se nela e suas órbitas oculares quase escaparam, enquanto seu corpo todo parecia ter parado por um segundo ou dois, paralisados por uma sensação de plenitude quase sobrenatural, que esvaiu toda e qualquer força vital que ela tivesse no corpo.

Aquilo não podia ser um orgasmo.

Aquilo era um renascimento.

Robin continuou investindo contra ela, mas ela não sabia dizer por quanto tempo ou com que intensidade.

Ela nem saberia dizer se ele tinha gozado ou não.

O prazer a sequestrara.

Robin deitou-se por cima dela, respirando pesadamente. O ar parecia escasso, e Regina manteve os olhos fechados por alguns minutos, prolongando a sensação de pleno êxtase que se apoderara de cada partícula do seu corpo. Ela só voltou a si alguns minutos depois, quando o sentiu depositando beijos carinhosos contra a sua barriga. Ela acariciou a cabeça dele, os dedos dançando sobre os cabelos lisos.

“Preparando o terreno, dear?”

Sorrindo, ele deslizou a ponta do dedo sobre a área que havia beijado anteriormente.

“Com certeza. Um dia, vou plantar a nossa semente aqui.”