Notas iniciais
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Regina estava em uma conferência com a secretária de finanças quando o celular tocou.

“Você me daria um minuto, Anastasia?”

“Todos, Prefeita.”

Regina levantou-se, elegante e andou até sua sala. Fechando a porta atrás de si.

“Oi.” A voz dela no telefone era tudo, menos a voz de uma prefeita sexy e poderosa, dominante sobre uma cidade. Era mais de uma adolescente conversando com a sua paquera da oitava série.

“Precisamos conversar, Gina.”

Ela odiava essa expressão.

“Robin, não acho que essa seja uma ideia boa agora.”

“Regina.” Robin respirou fundo, e ela ouviu tudo nitidamente. “Você não pode fugir do que já aconteceu. Nós precisamos falar a respeito.”

Ela olhou pela janela, e viu o olhar de curiosidade de Anastasia.

“Tudo bem.”

“Tem um café fora da cidade, perto da fronteira. Chama-se Candy Coffe. Daqui uma hora.”

“Estarei lá.”

Robin estava sentado quando a viu chegar. Com um vestido verde esmeralda justo ao corpo, ela parecia um pedaço de toda a luxúria do mundo. Os saltos stiletto cravados no chão só deixavam seu corpo ainda mais tentador, e ele percebeu todas as cabeças se voltando na direção dela enquanto ela caminhava até ele com um sorriso no rosto. Se eles estavam tentando ser discretos, haviam falhado consideravelmente.

“Oi.” Robin a cumprimentou, levantando-se. Era engraçado como ele parecia tímido após tudo, as mãos no bolso do jeans.

“Oi.” Respondeu ela, sorrindo e sentando-se na cadeira, ficando de frente para ele.

“Você está bem?” Ela pode perceber que ele estava relutante sobre o que dizer. “Você parece bem. Você parece linda, na verdade.”

Regina sorriu para ele.

“Parece meio surreal.”

“O que fizemos?”

“A minha vida, na verdade.”

“Eu te pedi para vir aqui porque é o seguinte: nós temos que ficar juntos.”

“Como? Quero dizer, como nós poderemos fazer isso acontecer?”

Robin a encarou por alguns segundos, se ajeitando no banco.

“Nós podemos. De fato, nós já ficamos.” O olhar dela cruzou com o dele, num misto de apreensão. “Do que você achou que se tratava? Não foi planejado, mas não me surpreendeu. Não tem como me surpreender mais. Nós não podemos nos deixar levar por surpresas, Gina. Temos que fazer isso do jeito certo. Tudo às claras. Em público.”

“Você basicamente quer dizer que eu tenho que me divorciar do meu marido. David. Seu melhor amigo.”

“Nós já tentamos fingir que nada estava acontecendo, e olha onde estamos agora.”

“Eu sei que te assusta, Gina. Mas chegou a hora. Hora de pegarmos todos os pedaços, as pequenas partes, e transformar em um todo. Você sabe que é verdade. Então pense a respeito. Eu sei que de imediato fazer isso parecia óbvio e fácil, mas vai se tornando cada vez mais difícil conforme o tempo passa.”

“Você está falando como se eu conseguisse não pensar a respeito disso todos os minutos.”

Ele sorriu.

“Quando você vai falar com ele?”

“Quem?”

“David.”

Regina parou de sorrir, e Robin percebeu.

“Robin, eu... não acho que posso ficar com você agora. David está numa fase muito ruim. Eu não quero abandoná-lo agora. Ele precisa de mim. Sei que não posso negar o que há entre nós, mas ele ainda é meu marido.”

“Eu espero.”

“O quê?”

“Não importa quanto tempo, eu espero.”

Regina segurou-se para não se levantar e beijá-lo ferozmente ali mesmo.

“Eu não sou digna da fé que você tem em mim, Robin.”

“Gina.” Chamou ele, segurando a mão dela por cima da mesa. Seus dedos roçavam os dela, e ela sorriu com o contato. “Não há nada mais que valha a pena esperar que não seja você.”

Regina recolheu os ombros, e sua mão desvencilhou-se da dele.

“Você transou com ele?”

Ela quase engasgou com a xícara de café.

“O quê?”

“Você transou com David depois que nós...”

“Isso é relevante de alguma maneira?”

Ele a olhou por alguns segundos. Seus ombros flexionaram quase imperceptivelmente. Ela ouviu o maxilar dele rangendo.

“Robin.”

Ele não tinha direito nenhum de ter ciúmes dele, tinha? Ele era o marido. Usava uma aliança de ouro com o nome dela marcado a ferro quente. Ele tinha o direito de usufruir dela. Porque isso o incomodava tanto? Ela não era sua. Ele a queria, mas isso não lhe dava nenhuma autonomia.

“Robin... ele é meu marido.”

“Eu sei.” Resmungou ele, visivelmente irritado.

Ela observou a maneira furiosa com a qual ele comia a salada de frutas. Pobres frutas. Ela observou a maneira bruta com a qual ele comia, o suco das frutas escorrendo pelo lábio dele, deslizando por seu queixo e parando em seu pescoço. Ah, ela queria lamber aquela gota.

Você está no meio do café, Regina.

Infelizmente, seu corpo reagia dessa maneira à raiva de Robin. Ele estava a odiando pelo fato de que ela deixara seu marido tocar nela, e ela estava adorando, esperando ansiosamente que ele a tomasse ali, sobre aquela mesa e na frente de todas essas pessoas. Era oficial. Ela tinha perdido totalmente a noção do bom senso.

“Vou ao banheiro.” Resmungou ela, com a voz sóbria.

Robin assistiu enquanto ela levantava sensualmente, e rebolava a caminho do banheiro. Ele captou a maneira lasciva com a qual ela o olhou, de cima a baixo, desafiando-o. Ele limpou os lábios com a face posterior da mão e se levantou também.

Regina mal tinha encostado a porta quando ele a abriu, entrando no banheiro junto com ela. Ele trancou o fecho sem sequer tirar os olhos dela. Era absurda a fome que ele tinha daquele corpo. Ela recuou, dando alguns passos para trás, até seu corpo encontrar com a parede revestida de azulejos brancos.

“Você não devia estar aqui.”

“E você não deveria transar com ele.”

“Ele é meu marido.”

Robin pressionou-se contra ela, apertando-a impiedosamente contra a parede. Uma das suas mãos segurava-a pelo maxilar, imobilizando-a e a outra segurava seus pulsos acima da cabeça. A língua dele correu para a orelha dela, lambendo, provocando, soprando bem lentamente fazendo-a gemer baixinho.

“E eu sou quem? Teu amante?”

“Robin...”

Ele soltou-lhe o maxilar, mas manteve as mãos dela atadas acima da cabeça. A boca dele encontrou o pescoço dela enquanto ele encaixava uma das pernas no meio das pernas dela, fazendo fricção contínua sobre a calcinha dela. Ela sentia seu corpo mandando ondas de prazer lá para baixo toda vez que a língua dele deslizava sobre seu pescoço. Ele continuou roçando sua coxa contra o clitóris protegido pela calcinha, e ela jurou que iria gozar muito em breve.

“Teu marido faz isso com você, milady?”

Ele não ia conseguir mantê-la atada muito tempo. Sua vontade de tocá-la era maior do que a necessidade de dominá-la. Relutante, Robin soltou os pulsos dela. Seus dedos puxaram a borda do vestido para cima, com pressa. As mãos circularam por baixo da sua coxa, apoderando-se das nádegas generosas. Os dedos dele eram de uma textura áspera, arrepiando-a por completo. Robin a ergueu, suspendendo-a entre ele e a parede. Ele sentia as mãos delicadas abrindo sua camisa desesperadamente. Regina puxou a camisa pelos ombros dele, a boca caindo sobre a clavícula dele enquanto seus dedos tentavam lhe alcançar o zíper.

“Cala boca e me come. Agora.”

Robin abriu o zíper do vestido e desceu-lhe o colo, mirando aquele sutiã vermelho sangue com rendas delicadas. Maldita fosse Regina Mills Nolan e suas demoníacas lingeries vermelhas. Ele puxou o bojo para baixo e abocanhou o seio dela, sentindo como ela se contorcia sobre ele. Ele chupava sua auréola, e depois o engolia todo, intercalando chupões e sucção, mordidas e esfregadas. Regina encostou a cabeça contra a parede.

“Meu Deus... faça isso de novo.”

Robin sorriu contra a pele dela, e pegou o outro seio, abocanhando-o. Ele lambeu o mamilo rígido, lentamente, e depois o pegou com os lábios, sugando-o. Quando a sentiu gemendo, chupou a auréola toda.

“Isso?”

“Isso, filho da puta. Isso mesmo.”

Ele repetiu o movimento no outro. Sua língua deslizava atrevida pela pele macia dos seios dela. E como ele poderia recusar-se? A mulher tinha o gosto do paraíso. Sua boca cobriu a auréola dela novamente, e sua língua brincou de vai e vem com o mamilo dentro da sua boca. Ele adoraria fazer aquilo por toda uma hora. Mas a maneira como ela puxou seu cabelo indicava que ele ia perder o ritmo dela se não parasse.

Regina puxou-o para si e chupou seu lábio inferior, gemendo. Ele a empurrou ainda mais contra a parede, e ela gemeu de novo contra o pescoço dele, onde ela puxou um pouco de pele com os dentes, para depois acalmar com a língua. Os dedos dele deslizaram pela coxa dela, causando-lhe calafrios. A boca dela estava sobre a orelha dele quando os dedos dele afastaram a calcinha dela e ele pode sentir a quão molhada ela estava.

“Ah, Robin...”

“Pare de gemer meu nome desse jeito, Regina. Vou gozar antes de comer você.”

“Gemer como? Assim?”

Regina tomou um impulso e gemeu choramingando sobre o ouvido dele, lambendo a pontinha do lóbulo da orelha dele. Ele a segurou pelo pescoço e a beijou, a boca sobrepujando a dela, as línguas conversando, dançando, o gosto ardente do desejo, do sexo, da temperatura entre eles. Um beijo era sexo para eles. Ela gemia, e a língua dele a invadia, e ela sentia a pressão dele dentro da sua boca.

“Nós não devíamos estar aqui, Robbie...” A voz dela era um sussurro gostoso contra o ouvido dele.

“Na verdade” A língua desenhando a clavícula dela antes de subir para sua orelha onde ele falava baixo e imperativo com ela. “Acho que eu deveria estar aqui”, disse ele enquanto penetrava um dedo dentro dela. ““Entrando”, continuou ele invadindo-a e então tirando o dedo, “ e saindo. Não acha?”

Ela gemeu alguma palavra desconexa.

“Você ainda é tão apertadinha...”

Os dedos dele entravam e saíam, rápidos, acertando o ponto exato dentro dela. A lubrificação natural apenas facilitou a intensidade do movimento, e Regina cravou as unhas ao redor dos ombros dele tentando abafar sua libido em chamas.

“Oh fuck”

“Isso, geme gostoso. Fala essas putarias que estão na ponta dessa sua boquinha.”

“Robin... por favor...”

“Ah, eu não quero te comer ainda. É tão gostoso te ver assim desestruturada.”

A maçaneta da porta girou algumas vezes. Alguém queria entrar.

Puta merda, eles estavam no banheiro do café.

Regina segurou-o pela nuca, e seus lábios quase se tocaram.

“Você vai se apressar e me foder contra essa parede primeiro. Só depois vai sair dessa porra de banheiro, Robbie.”

Ela era a dona dele, e não o contrário. No mesmo instante, Robin puxou a cueca para baixo e a penetrou, sem delongas. Ela mordeu o próprio pulso enquanto Robin entrava e saía, seu pênis rasgando sua parede interna, os anéis vaginais dela massageando sua extensão. Ela rebolava a cada investida, seu corpo clamava por mais. A cada entrada ela se sentia incrivelmente preenchida e a cada a saída seu prazer alcançava um patamar maior.

O quadril dele era incessante contra o dela, e ela estava gemendo tão alto que Robin temia estar alertando o café todo do que estava acontecendo ali dentro. Ele começou a rebolar contra ela também, acertando algum ponto sensível dentro dela, cujo gemido era mais agudo e sofrido que os outros.

“Está doendo?”

“Dane-se Robin, continua, não para!”

Ele adorava a veracidade dela. Toda a entrada dela formigava e queimava , o prazer acumulando-se, ardendo sobre todo o seu corpo. Robin continuou impassível, gemendo contra o pescoço dela. Ele estava tão perto de gozar que forçava-se a pensar em outra coisa para aguentar mais.

Regina fechou os olhos, sua vista começara a embaçar. Seu corpo todo parecia estar sendo invadido, as pernas estavam dormentes, e ela tinha um grito preso na sua garganta. Robin começou a diminuir o ritmo e esfregar seu clitóris, mas sem parar de rebolar o pau dentro dela, massageando-a, provocando-a de uma maneira absurdamente gostosa. Regina segurou-o, firme.

“Pare...”

Robin mordeu o pescoço dela.

“Calma, vamos devagarzinho.”

Ele bombeou para dentro dela mais um pouquinho, friccionando o clitóris já entumecido. Ela puxou-o pelo cabelo e gritou tão alto quanto pode contra a boca dele. Seu corpo todo estava tremendo, e a parte baixa do estômago tinha espasmos intermitentes. Ela tinha certeza que era um dos orgasmos mais violentos que já tivera.

Minutos depois, ela conseguiu colocar os pés no chão. Suas pernas ainda estavam bambas, mas Robin elegantemente a ajudou a colocar as roupas de novo. Assim que ela arrumou os cabelos, e limpou o rosto suado, Robin a segurou pela nuca e a beijou.

De uma maneira completamente diferente de tudo que já havia feito.

Sua boca encaixou-se na dela, lenta e preguiçosamente, sua língua acariciando a dela de um modo passional e calmo. Era como se estivessem em slow motion, mas com ritmo. Ela não saberia dizer do que se tratava, mas sabia dizer que quando suas bocas se afastaram, o gosto era tão doce quando jamais havia sentido.

“Não está se apaixonando, está?” Brincou ela.

“É tarde demais para negar.”