Amores Roubados
24 Capítulo 24
Regina estava deitada nua sobre a mesa da cozinha, com Robin deitado sobre seu corpo. Olhando para o teto, ela respirava ofegante.
Ela deveria estar se sentindo culpada, devia estar arrependida, ou devia ter saído correndo. Mas não. O único pensamento que permeava sua mente era:
Estou apaixonada pelo Robin. Profundamente.
Ele começou a se levantar, e ajudou-a a descer da mesa. Ele entrelaçou os dedos nos dela e a puxou para si, beijando-a com malícia mas com ternura, arrancando um gemido suave dos lábios dela.
"O que será de nós agora?"
Regina olhou para ele por alguns segundos com um sorriso discreto nos lábios.
"Seremos nós. Apenas isso."
Ela se desvencilhou, e começou a vestir-se. Cada peça estava em um lugar, o que fez que ela desse uma pequena volta pelo cômodo. Ela subiu o vestido, e aproximou-se dele, virando-se de costas para que ele subisse o zíper do vestido.
"Você pode...?"
"Claro."
Robin delicadamente fechou o zíper e abotoou o botão que ficava logo abaixo da nuca dela. Ele não resistiu à proximidade, e deixou que suas mãos deslizassem pela cintura dela, abraçando-a e seus lábios deslizaram preguiçosos pela nuca da morena, escorregando para o pescoço. Regina colocou suas mãos sobre as mãos dele, e gemeu baixinho.
"Robin, eu preciso ir embora. Ou o David vai acabar vindo atrás de mim."
"Tudo bem."
Eles tentaram colocar as coisas em seus devidos lugares e Regina anotou mentalmente o fato de que precisa pedir que faxinassem o apartamento todo. Não era justo que Ruby voltasse para o local onde ela e Robin haviam transado sem que fosse limpo. A coitada não merecia. Ela olhou por cima do ombro e o avistou levando as malas para o corredor.
Robin estava encostado do outro lado do corredor, encarando-a.
Ela era insanamente atraente, e não havia nada a ser feito. Ele não conseguiria ficar longe dela. Mudar-se de cidade, agora, parecia absurdo. Parecia indecente.
O toque sonoro o despertou e ele assistiu enquanto ela arrastava as malas para dentro do elevador. Ele entrou, as mãos no bolso e ficou parado na frente, com os olhos dela cravados em suas costas e os olhos dele cravados na porta, que se fechava lentamente. Alguns botões depois, e o elevador começou a descer.
Por dois segundos apenas. Dois segundos, o tempo necessário para que Robin apertasse a parada de emergência. O elevador deu um solavanco, e Robin virou-se para trás, encontrando uma Regina com os olhos travessos e um sorriso safado. Ele a jogou contra a parede do elevador, prensando-a com o seu corpo.
Aquilo era rápido, quente e ousado. As mãos dele subiram pelas coxas endurecidas, trazendo o vestido para cima. Robin flexionou os joelhos e pegou-a pela cintura, suspendendo-a do chão e sentando-a sobre a barra de apoio. Regina cruzou os braços atrás da nuca dele, trazendo-lhe para um beijo inevitável. As línguas buscaram uma à outra, com fome e desespero. Era obscena a maneira como se desejavam e parecia que aquela fome só crescia. Robin desvencilhou-se do beijo dela, e alcançou seu pescoço, enquanto sussurrava, a voz rouca atiçando as terminações nervosas dela.
"Eu preciso te fazer gozar de novo."
"Robin..." Ela gemeu quando sentiu a mão dele acariciando-a por cima da calcinha.
"Por favor, Gina."
Antes que ela pudesse responder, Robin afastou a calcinha para o lado e penetrou-a com o dedo indicador. Ela mordeu o lábio inferior, a cabeça pendendo para trás e batendo na parede atrás dela. As unhas dela se apertaram em volta da gola da jaqueta militar dele.
"Robin!"
Robin lambeu o pescoço dela enquanto inseria mais um dedo, e começava a movimentar-se. Seus dedos entravam e saíam com força e ritmo, e ele usou a outra mão para segurá-la pelo pescoço, mas sem utilizar força.
"Você é tão gostosa, Regina... Eu quero comer você de todos os jeitos, em todos os lugares..."
"Faça isso..."
Ele revirou os dedos dentro dela, e sentiu quando ela quase convulsionou de prazer. Ele continuou a bombear os dedos para dentro dela.
"Você parecia me odiar até ontem a noite, Regina..."
Ela fechou os olhos e mordeu os lábios, concentrando-se no orgasmo que se construía metodicamente na parte baixa do seu ventre. Ele beijou o colo dela, a língua fazendo o contorno do decote. Os gemidos dela estavam cada vez mais altos, e ela apertava-se ainda mais contra ele, puxando a jaqueta com toda a sua força.
"Oh meu Deus..."
Ele sentia a excitação dela lambuzando seus dedos, mas não parou.
"Me chame de Robin mesmo."
Ele deixou que o polegar escorregasse para o clitóris, e então o apertou.
Regina deu um grito e abraçou-se contra ele, sua respiração pesada, os olhos fechados. O coração dela parecia estar saindo do corpo. Ele tirou os dedos dela, e a abraçou, suas mãos acariciando as costas dela, subindo e descendo carinhosamente, esperando que ela se recuperasse.
"Você tem certeza do que está fazendo, bonito?"
Zelena estava sorrindo, os cabelos ruivos jogados para o lado de um jeito sedutor. Usando um vestido longo com uma fenda enorme, era a imagem do perigo. Ela bebericou o chá verde, e olhou para Graham.
"Claro que tenho. O que eu tenho a perder? Tecnicamente, eu preciso sumir. Regina não pode saber que eu estou na cidade."
"Eu posso cuidar disso." — Respondeu Wale.
"O que precisamos agora é sumir com a Ruby. Ela se tornou um problema."
Todos olharam para ela.
"Glinda, querida... Não é tão fácil. Ela virou um pet da Regina."
"A Regina pode ser levada a achar que a Ruby é um problema."
Glinda bocejou.
"Quanto amadorismo. Ela adotou a menina. Não vai cair em qualquer besteira."
Graham arrumou o terno caro, e alisando a gravata, acrescentou.
"É da Regina que estamos falando, pessoal. A vadia que consegue dobrar a cidade toda há mais de dois mandatos e que provavelmente vai ganhar mais um."
Wale olhou para o relógio. Aquela reunião estava se tornando um desperdício de tempo.
"Quem são os pontos fracos dela?"
"David." Respondeu Graham.
"Robin." Acrescentou Glinda.
Wale sorriu e Zelena o acompanhou.
"Pronto, já temos dois alvos. Vamos trabalhar."
"Como estava minha casa?"
Regina sorriu com as lembranças. Ruby estalou os dedos na altura do nariz dela, chamando-lhe a atenção.
"Regina!"
"Ah, uma imundície. Uma faxina de vez em quando é essencial, sabe?"
"Aconteceu alguma coisa, Gina?"
"Não. Por que a pergunta?"
"Você está... diferente. Na falta de uma palavra melhor."
"Ruby, você esta neurótica."
"Sei."
Regina debruçou-se e beijou-a na testa.
"Por sinal, aquele poncho é horroroso."
Joseph Nolan tinha o costume infeliz de subir pelos andaimes e arrumar o telhado da sua própria fazenda.
Naquela manhã, um barulho infernal o havia acordado, e ele tinha certeza de que algum bicho havia subido no sótão. Com as ferramentas presas no cinto de utilidades, ele subiu pelo andaime. Sentiu uma leve inclinação, mas como o próprio havia montado aquele andaime, tinha certeza que era impressão sua. Do alto, ele pegou a lanterna e vasculhou o escuro com o feixe de luz.
Foi aí que sentiu uma picada no pulso. Ele tentou segurar-se no andaime, mas uma das madeiras soltou-se e ele foi arremessado contra o chão.
Caído, com uma dor insuportável e sem forças para gritar, Joseph segurava a madeira que havia se soltado. Seus olhos analisaram as fendas onde deviam estar presos os parafusos largos. Ele sorriu.
Podia até morrer, mas de uma coisa que ele tinha certeza.
Aquilo não havia sido um acidente.
Seu andaime havia sido sabotado.
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