Amores Quebrados
3 Eu também.
Notas iniciais
Amores Quebrados – Nephilim13
Capítulo final – Eu também.
O sol que entrava pela janela aberta lhe incomodou, fazendo-o acordar. Naruto olhou ao redor, ainda sonolento. Não sabia bem o que esperava encontrar. Talvez Hinata ainda deitada, dormindo serenamente, porém o vazio que lhe abraçava lhe indicava que aquilo ainda era um desejo distante.
Suspirou.
As lembranças da noite anterior ainda dançavam por sua mente, nem sequer enquanto dormia as imagens lhe deram trégua. Sonhara com Hinata e seu belo corpo mexendo-se confortavelmente sobre seu colo.
Fazia mais ou menos dois meses que eles encontravam-se em seu apartamento e transavam. Desde o aniversário de seu filho, aquilo vinha acontecendo, com a freqüência de duas ou três vezes por semana.
Quando estavam na presença de outras pessoas agiam normalmente. Ela lhe desprezando e ele a provocando. No entanto, bastava apenas que ela lhe ligasse, marcando um encontro para que tudo mudasse, pois assim que se via a sós se pegavam como loucos. E no dia seguinte Naruto sempre acordava na companhia de um bilhetinho, lhe agradecendo pela noite e desejando um bom dia, com a escrita suave e delicada de Hinata.
Levantou-se de supetão, antes que a preguiça de levantar o invadisse por completo. Tomaria um bom banho, e depois ligaria para Boruto, queria saber se Hinata estava em casa e se estava agindo de forma costumeira. Com certeza sim, pensou
Assim que pôs os pés para fora do quarto, o cheiro de café sendo feito e torradas tocaram-lhe o olfato.
Naruto estranhou, não poderia ser que ela tenha ficado.
Passou a caminhar pelo pequeno corredor que dava à sala. Como seu apartamento era pequeno – pois para um homem solteiro era mais que suficiente – sua sala e cozinha eram separados por um balcão. Era uma cozinha America em uma versão embutida.
Sua boca quase foi ao chão quando seus olhos avistaram a mulher de cabelos negros e estatura baixa, cantarolando e coando café. Ela parecia distraída, por isso não notara sua presença.
Foi preciso apenas um segundo para que Naruto prestasse mais atenção ao que ela vestia: sua camiseta.
Aproximou-se devagar e silenciosamente, debruçou sobre o balcão a observando.
– Vejo que está aproveitando seu prêmio. – comentou.
Hinata virou-se assustada, com a mão entre os seios. Ela parecia envergonhada.
– Ah... é que... eu... – ela não soube o que responder. Seu plano era tirar a camiseta antes que o Uzumaki acordasse. Ele riu de seu constrangimento. – Droga, Naruto! Não ria. – exclamou pondo as mãos no rosto.
Sentiu-o aproximar-se. Sabia que naquele instante ele estava parado diante de si, a fitando.
– Você parece uma garotinha, constrangida dessa forma. Igual quando namorávamos. – disse pegando em seus pulsos e removendo as mãos que lhe impediam de apreciar o belo rosto.
– Cala a boca. – ordenou desviando os olhos para o chão.
– Quero beijar você. – confessou de repente, olhando-a intensamente.
Tal frase a fez olhá-lo. Os belos fios dourados já haviam crescido, e alguns fios grisalhos misturavam-se a eles. Sua barba estava por fazer. Odiava aquilo, porém de alguma forma lhe era familiar, o que a fazia gostar um pouco. Mas o que mais gostava naquele homem convencido eram seus olhos.
Sentia-o aproximar-se cada vez mais, sabia que ele a beijaria, e esperava por aquilo mais do que gostaria. O cheiro de sua colônia misturada com o suor ainda permanecia na pele bronzeada. Aquele cheiro invadia seu espaço, fazendo toda sua atenção voltar-se para ele. Diferente da outras vezes em que a colônia a excitara, dessa vez a trouxera uma sensação de sufoco, fazendo seu estômago revirar desconfortavelmente.
O desconforto passara a ser tão incomodo ao ponto de fazê-la afastar-se e correr em direção ao banheiro.
Naruto, que fora abandonado, viu-se confuso. Decidiu ir atrás da mulher.
A encontrou debruçada sobre a privada, nitidamente vomitando. A preocupação lhe atingira com força, o fazendo ir a seu socorro.
– Ei, Hinata. O que você tem? – perguntou passando a por os fios curtos do cabelo dela atrás da orelha, enquanto com outra mão acariciava suas costas.
Ela se afastou da privada, encostando as costas na parede e sentando-se. Respirou fundo algumas vezes, o cheiro que a fizera passar mal acompanhava Naruto, que estava próximo a si.
– Não é nada. – disse de forma simples, levantando-se e indo lavar o rosto e a boca.
Naruto a seguiu com os olhos, ainda agachado no chão.
– Como assim “nada”? – perguntou um tanto irritado. Odiava que Hinata lhe escondesse as coisas, obrigou-se a se controlar.
– Não precisa se preocupar, Naruto. Estou bem, vê? – disse dando uma volta encenada. – Vá tomar banho, seu cheiro está me deixando enjoada. – disse.
E saiu em seguida, deixando para trás um Naruto frustrado e confuso. Optou por acatar a sugestão de Hinata, após parar para sentir o próprio cheiro. Talvez ela estivesse certa.
[...]
Após sair do banho e trocar-se, Naruto seguiu em direção à cozinha novamente. Vendo a mulher sentada à mesa, já devidamente vestida, distraída com qualquer coisa que estaria lendo em uma revista.
– Sabe, Hinata... – chamou a atenção da mulher – Estava pensando, você vêm tendo esses enjôos já faz um tempo. – comentou.
– Sim, e daí? – perguntou.
– É que me lembrei de quando você ficou dessa mesma forma grávida do Boruto e...
– Nem pense em continuar. – o interrompeu. – Não estou grávida, Naruto. Cuido-me exatamente por isso. Não quero ter filhos com você novamente.
Aquilo pegara Naruto de surpresa.
– O que foi? – perguntara ela, o vendo surpreso. – Escuta, Naruto, não é só porque transamos que isso significa que vamos voltar. Estou somente descarregando meu estresse com você. Achei que já tivesse ciência disso. – disse, bebericando o café, para logo em seguida deixá-lo de lado. A estava enjoando também.
Em momento algum, Hinata o olhara nos olhos, tal atitude enfureceu o Uzumaki.
– Então você não passa de uma terrível vadia? – perguntou retoricamente.
– Pense como quiser. – disse.
– Você é a pior. – falou, levando-se e voltando para seu quarto.
– Se você vai se trancar em seu quarto, não vejo motivos para ficar aqui. Estou indo embora. – avisou, seguindo em direção a saída.
Naruto não podia acreditar naquilo. Hinata tornara-se alguém tão desprezível assim por sua culpa?
Sentia a fúria lhe invadir, trazendo consigo sua companheira: a dor.
[...]
Hinata fora direto para seu quarto assim que pusera os pés em casa. Não queria ver ou falar com ninguém. Desde então saíra poucas vezes. Boruto começava a ficar preocupado com a mãe. Várias vezes fora até seu quarto a fim de conferir se estava tudo bem, como naquele instante.
– Mãe? – chamou, sem receber uma resposta, com das outras vezes. – Escuta, a tia Hanabi fez bolo, então eu pensei que você poderia se animar, por isso trouxe um pedação pra você. – disse alegremente.
– Não precisa filho. Não estou a fim de comer doces. – respondeu lentamente.
– Mas mãe, você não tá comendo direito já faz duas semanas. Está me assustando! Por favor, abre a porta. – suplicou. – Quero te abraçar. – estava com medo pela mãe.
Por alguns instantes só o que ouvira fora o silêncio, porém ao ouvir a porta sendo destrancada, Boruto não pode conter o sorrido de alivio.
No entanto ao ver o estado de sua mãe o sorriso se esvaiu. Ela parecia tão frágil.
– Vem cá. – chamou-o. – Me desculpe por te preocupar. – disse quando sentiu os braços do filho ao redor de seu pescoço.
– Você tá doente? – perguntou a ela, que balançou a cabeça negativamente.
– Só cansada. – respondeu.
Boruto a analisou, ela parecia realmente cansada.
– A tia chamou minha madrinha. E ela é médica, então eu pensei que estivesse. –justificou-se.
Hinata ficara surpresa, por que Hanabi chamara Sakura, afinal? Não precisava dela.
– Uau! Você tá acabada, Hina. – exaltou Sakura, assustando-a.
– Boruto, vá lá para baixo, Hanabi disse que precisa da sua ajuda. – falou Sakura, sorrindo para o menino que mostrou-se hesitante.
– Pode ir filho, vou ficar bem. – disse Hinata.
Logo que se viram sozinhas, Sakura e Hinata fitaram-se.
Hinata a convidou para entrar em seu quarto, fechando a porta em seguida.
– Primeiramente, Hinata você enlouqueceu? – perguntou a ex-Haruno.
A morena ficara um pouco confusa.
– Estou falando da sua alimentação, mulher! – esbravejou a médica. – Sabe que não pode ficar sem comer, e ainda assim... Francamente, achei que fosse mais responsável. – comentou.
– Mesmo que eu quisesse comer, não sinto fome. – justificou-se Hinata, sentando-se na cama.
Sakura a fitou. Era evidente o sofrimento da mulher a sua frente.
– Me conta o que está havendo, Hina. Não posso te ajudar assim. – disse.
Hinata riu sem humor.
– Você definitivamente não pode me ajudar. – observou Hinata.
– Por que não? – perguntou.
– Você conhece a sensação de se abandonada? – indagou Hinata.
A outra mulher a olhou confusa.
– Não. – respondeu sinceramente.
– Eu sei. – disse. – A minha vida toda. Minha mãe. Meus amigos. Meu namorado... – pausou – Meu marido. Todos eles me abandonaram de alguma forma.
– Hinata eu sinto muito, mas ainda não entendo. – falou Sakura.
Hinata jogou-se na cama.
– Estou grávida. – confessou, passando a mão no ventre. – Dois meses.
De início Sakura apenas arregalou os olhos, logo após entendendo o que a morena queria dizer.
– Entendi. Você já contou ao Toneri? Tenho certeza que se você contar ele vai reconsiderar e voltar pra você. – confortou Sakura.
Hinata sentou-se de imediato. O que aquela cabeça-de-vento estava pensando?
– O que? Toneri? – ela havia entendido tudo errado – Isso não tem nada a ver com Toneri. O filho é do Naruto. – explicara rapidamente.
Viu Sakura arregalar os olhos verdes ainda mais.
– Naruto! Como assim? Vocês estão transando? Voltaram? – a mulher de cabelo colorido a enchera de perguntas.
– Não, não voltamos. Mas sim, estávamos nos encontrando sem que ninguém soubesse. – respondeu.
– E ele não sabe disso, não é mesmo? – questionou Sakura, já sabendo a resposta.
A morena suspirou.
– Não. – confessou. – E quero que continue assim. – dissera rápido, antes que a Uchiha lhe viesse com sermões.
– Por quê? — a ex-Haruno lhe perguntara indignada.
– Naruto não quer esse filho. – respondeu tristemente.
A mais ou menos três semanas antes do último encontro que tivera com o Uzumaki, quando descobrira estar grávida, Hinata havia ido até o apartamento do loiro de surpresa.
Ele a tinha dado a chave de seu apartamento para quando precisasse ir até lá e ele não estivesse em casa.
Eles tinham se reaproximado desde a noite em que “dormiram” juntos após anos. Hinata não queria admitir, mas o homem a estava reconquistando. E com a notícia que tinha em mãos, tudo em suas vidas mudaria. Se para melhor ou pior, a morena não sabia dizer. No entanto torcia para que o melhor acontecesse.
Entretanto, as coisas nem sempre acontecem de acordo com o que queremos.
Ela entrara no apartamento sem fazer barulho. Seu coração disparou ao ouvir a voz do loiro vindo do quarto. Seguira até lá, ansiosa.
Queria tanto saber o que ele faria, como reagiria a notícia que o daria. Mal podia se conter.
Assim que chegara à porta do cômodo, ouvira algo que a fizera parar e aproximar o ouvido da porta.
– Ela com certeza não está, Sasuke. Eu uso camisinha. – ele parecia discutir com o padrinho de seu filho pelo telefone – Eu não seria burro o suficiente para engravidá-la. Definitivamente não quero filhos. – aquela frase foi suficiente para abalar a confiança de Hinata.
– O que nós temos é apenas sexo, um filho a essa altura atrapalharia as coisas. – disse Naruto.
Se a mulher não estivesse tão surpresa, teria ido de encontro ao chão. Naruto não queria filhos. Do ponto de vista dele o que existia entre os dois era apenas em to carnal sem qualquer profundidade. Naruto era o pior, com certeza.
Saíra dali depressa. Não queria acreditar.
Desde então vinha tentando o tratar de modo frio. No dia em que ficara em seu apartamento estava decidida a acabar com tudo. Não agüentava mais aquilo. Estar grávida e ter de esconder acabara sendo insuportável demais.
Quando ele tocara no assunto gravidez, seu interior se agitara, ela sabia que ele terminaria com ela, então tratou de fazê-lo primeiro.
– Impossível. – Sakura exclamou com certeza assim que Hinata terminara de lhe contar o ocorrido. – Naruto jamais faria algo assim. – mostrou-se convicta.
– Sakura, nem tente defende-lo. Sei que são amigos de infância, mas não quero o faça. – pediu Hinata.
– Hinata, você nem ao menos deu chance para ele se explicar. Tenho certeza que tudo foi um mal entendido. – insistiu a Uchiha. – Tente conversar com ele.
– Não e não! – exaltou-se Hinata. – Já dei chances demais a ele. Sei que ele não vai receber essa criança tão fácil.
– E o que vai dizer quando a barriga estiver a mostra? – perguntou Sakura.
– Vou embora daqui e criá-la bem longe dele.
Sakura andou em direção a Hinata, que levantou imediatamente.
– Você não pode decidir por si mesma. Vou contar a ele, e você vai ver como está enganada. Meu amigo não é o que está pensando. – avisou.
A morena desesperou-se.
– Você não pode! Não tem o direito. – vendo que a mulher não lhe dava ouvidos, seguiu em sua direção.
Hinata a alcançou, pegando em seus pulsos a virando para si. Sentia sua cabeça latejar e seu coração bater com força contra suas costelas.
Assim que seus olhos encontraram-se com os da Uchiha, Hinata sentiu tudo a sua volta girar. Sua visão ficara escura e seus joelhos cederam, levando-a ao chão.
Antes de perder a consciência, Hinata vira o vulto de Sakura exclamar algo desesperada, com os olhos arregalados.
[...]
Ainda confusa, o ex-Uzumaki acordara aos poucos. Sentia sua cabeça ainda latejar um pouco e uma leve vertigem. Quando se viu completamente consciente, olhara ao redor.
O quarto em que estava não era o seu. Tudo nele era branco, e havia um som de bip muito irritante a seu ver.
Ouviu a porta se abrir, virou a cabeça para ver quem era. Uma enfermeira.
Estava em um hospital, concluiu. Lembrou-se então de ter desmaiado enquanto discutia com Sakura em sua casa.
Tentou se levantar, mas a enfermeira rapidamente a impedira, alegando inda não estar cem por cento, e que deveria descansar mais um pouco.
– Tem pessoas lá fora que querem te ver, vou deixá-las entrar aos poucos. – informou a mulher – Se sentir alguma coisa, me chame imediatamente, certo? – Hinata afirmara.
A enfermeira saiu e logo em seguida seu filho, sua irmã e seu pai entraram.
Todos estavam assustados, principalmente seu filho. Seus olhos estavam vermelhos, assim como seu nariz. Ele havia chorado. Sentiu um nó na garganta, não queria ter preocupado sua família daquela forma. Eles a ajudaram a sentar-se.
Conversaram, com Hinata abraçada a seu filho, até que a mesma enfermeira informasse que deviam sair para que a outra pessoa entrasse.
Despediu-se de seu filho, dizendo que logo, logo estaria em casa.
Sorria enquanto seu filho saia, porém seu sorriso se fora ao ver a pessoa que entrava.
Naruto.
Seu coração pareça querer sair pela boca, tinha medo que o Uzumaki o ouvisse e tão forte que batia. Suas mãos passaram a soar a cada passo que ele dava em sua direção.
Sua expressão era um monte de nada, não saberia dizer o que ele pensava.
Quando ele estava perto o bastante, Hinata sentira as mãos grandes lhe tomarem o rosto e os lábios secos cobrir os seus.
Ele a estava beijando. Não era algo profundo, estava mais para um selinho demorado.
Assim que se separaram, ele encostara a testa na sua.
– No que você está pensando? – perguntara a ela, com os olhos fechados com força. – Sakura me mostrou seus exames. Hinata, você está com inicio de anemia. Sabe o quanto isso pode ser perigoso, sua louca. – dissera.
Hinata não sabia o que responder.
– Quando me ela me ligou dizendo que você estava aqui... Eu fiquei tão preocupado. – confessou.
Os olhos de Hinata ardiam. Queria chorar.
– Sinto muito. – foi só o que conseguira dizer.
Cobriu as mãos dele em seu rosto com as suas. O contraste entre elas era evidente. Enquanto as mãos de Hinata eram pequenas e macias, as de Naruto eram grandes e ásperas.
Hinata juntou todo sua força e coragem. Faria o que Sakura a aconselhara fazer.
– Preciso te contar uma coisa. – disse ela, afastando-se do toque do loiro.
Ele abrira os olhos, pondo-se ereto para fita-la e esperou que ele dissesse.
– Estou grávida. – desabafou. O peso que carregava nas costas diminuiria consideravelmente.
A principio Naruto não esboçara qualquer reação, e a morena começava a ficar arrependida. Talvez estivesse certa desde o inicio. Naruto não aceitaria a gravidez.
Porém seus olhos se arregalaram ao ver que dos olhos de Naruto brotavam lágrimas, que logo escorreram por seu rosto.
– Você é realmente a pior. – dissera ele, pondo um dos braços em frente o rosto e com o outro a puxara para um abraço.
– Naru...to. – ela estava sem reação.
– Sakura me contou. O médico que te atendeu fora nos confortar, dizendo que estava tudo bem com você e com bebê. – disse rindo – E então eu me perguntei: Que bebê? Sakura acabou contando o que ocorrera.
Hinata agarrou o roupa de Naruto com força. Lágrimas já escorriam por seu rosto.
– De onde você tirou que eu não iria querer um filho seu? – perguntou a abraçando com os dois braços.
– O que você disse ao Sasuke daquela vez... – Hinata não teve coragem de continuar, lembrar lhe causava dor.
Naruto riu.
– Você não ouviu errado. – a morena sentiu-se triste – Mas entendeu errado, com certeza. Quando eu disse a ele que o que tínhamos era apenas sexo, eu estava tentando me convencer sobre aquilo, pois eu achava que era o que você pensava. – confessou. –Depois dizer aquilo, me senti tão mal, que tive que ir contra. Confessei ao Sasuke o que eu realmente sentia. Se eu disse que não queira engravidar você, era por que tinha certeza que você não queria aquilo, e que se eu o fizesse você me odiaria. Você é tão boba, que acabou entendo errado e ainda por cima não ficou para ouvir a conversa toda.
Hinata não sabia o que dizer, apenas sentia. Sentia que tudo o que passara, toda a dor por esconder algo como aquilo, tivesse sido uma grande idiotice sua. Agora nenhuma de suas ações lhe fazia sentido.
– Hinata. – chamou, separando-se dela, fazendo-a olhá-lo. – Eu amo você, e amo nos filhos. Quero ter uma vida com você novamente, e eu prometo não estragar tudo dessa vez. – disse a olhando nos olhos.
Diante do silêncio da mulher, ele não vira opção. Queria beijá-la, e se ele o fosse rejeitar, gostaria de tê-la beijando uma última vez.
E o fez.
Seus lábios tomaram com saudade os da mulher a sua frente. Não esperou uma permissão, invadiu com sua língua a boca dela. E ela o correspondera.
Hinata agarrou ainda mais a camisa de Naruto. Apertava com tanta força, que o nó de seus dedos chegavam a ficar brancos.
Nunca se cansaria do sabor da boca de Hinata, ou de seu corpo. Queria ficar ali para sempre se possível, mas sabia que ela estava frágil, não queria machucá-la. Sentiu seu pulmão reclamar por ar, e concluiu que o dela estivesse na mesma, então interrompeu o beijo, que fora intercalado com pequenos e castos beijos.
Abriu os olhos, encontrando um belo sorriso regado a lágrimas a sua frente. Aquele sorriso era do tipo que lhe dava esperança. Ela sempre o presenteava com tal sorriso quando as coisas pareciam difíceis. Era como ela lhe dizia que tudo ficaria bem. Ele também sorriu.
– Eu também amo você.
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