NARRAÇÃO EM: 3ª PESSOA

2022

Já diz o ditado: Quem tem dinheiro tem tudo e Anne Archibald é a definição desse dito popular. Calculista e manipuladora, Anne não mede esforços para atingir seus objetivos, mesmo que isso signifique destruir a felicidade de alguém, arrancar o direito de conhecer os entes queridos ou acabar com a vida de terceiros. E há de se admitir que conquistar todas as coisas sendo apenas bela e vivendo desde os primórdios da vida na alta sociedade é um feito e tanto, pois, nem todas detém esse poder.

Por fim, conclui-se que Anne Archibald e a mistura de estereótipos do clã dos poderosos de elite: bonita, rica, soberba e mau-caráter, e dessa forma, detêm de um mundo em suas mãos e homens aos seus pés.

Obviamente que apenas beleza e manipulação estão longe de ser as maiores arma para proteção e conquista, haja vista, que camuflar os reais sentimentos se faz uma de suas maiores táticas, e diante de situações escabrosas, Anne consegue encobrir o que sente, além de conquistar a confiança de qualquer um com carisma.

Anne sempre soube enganar e com Serena van der Woodsen não diferiu, porque, por muito tempo a mãe de Nate Archibald fingiu gostar da ex-nora. Nitidamente esse carinho era falso e como em qualquer situação, houve o ponto de ruptura entre Anne e Serena, momento no qual a Sra. Archibald retirou a máscara de boa pessoa.

Em 2007 ninguém podia imaginar o que viria pela frente e muito menos que a matriarca da família Archibald, nutria de uma raiva descompassada pela ex-namorada de seu filho. Naquele ano, ao ser comunicada sobre a gravidez da loira, Anne viu a oportunidade perfeita para tornar a vida de Serena dolorosa, amarga e vazia.

E dessa forma todo o caos, dor, medo e mágoa invadiram a vida de Serena, transformando-se num inferno que definitivamente não fora escrito por Dante.

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NARRAÇÃO EM: 1ª PESSOA

POV: Anne Archibald

Aconteceu há 13 anos.

05 de janeiro de 2009

Manhattan, Nova Iorque

Faz exatamente dois anos que Serena deixou a cidade e me sinto aliviada por saber que meu filho acreditou em todas as palavras que eu lhe disse a respeito de sua ex. O meu maior acerto como mãe foi criar uma criança totalmente dependente da aprovação minha e do Arnold e claro que acredita em tudo o que lhe digo, e mesmo que Nate me questione vez ou outra no fim tudo, de um modo ou de outro consigo contornar a situação.

Apesar de fingir muito bem, nunca aprovei o relacionamento entre Nate e Serena, e me mantive na espreita para na primeira oportunidade afastá-los. Pois, de um jeito ou de outro, eu faria com que ambos terminassem, mas, não pude me conter de felicidade quando soube através daquela menina idiota que Nate seria pai.

Naquela tarde chuvosa de 13 de janeiro de 2007 em que Serena me confidenciou que estava gerando um feto de quase três meses e que Nate era o pai foi sem sombra de dúvidas um dos melhores momentos de minha existência, foi hilário ver o medo, desespero e por último a esperança que aquela garota cretina sentiu quando eu disse que iria ajudá-la.

Obviamente a loura burra não faz ideia de meus planos para seu bebê, o convite para o café naquele dia e a confissão da gravidez foi o passaporte de embarque comprado para o inferno, fora que chega a ser cômico a falta de tato e inteligência que rondam Serena, porque, qualquer garota em seu lugar perceberia que uma mulher como eu jamais aceitaria que meu filho se case com uma qualquer.

Então, dizer que Serena abortou a criança motivada por dinheiro foi uma forma sagaz para colocá-los um contra o outro. Nataniel é um moleque influenciável, porém, se contasse a ele que a ex estava grávida em 2007 e estava disposta a uma reconciliação, aquele paspalho moveria mundos e fundos para ficar com ela e por consequência casar e criar a criança.

Felizmente agora Nate mantém um relacionamento com Mayena que é minha lacaia e com Serena mantém apenas rancor, sendo assim, o mundo conspira para que eu transforme a vida daquela vadia em total desassossego. O meu objetivo é fazê-la sofrer, a criança é uma consequência que será usada do modo mais doloroso possível para atingi-la.

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— A senhora está me dizendo que Serena nunca abortou aquele bebê? — Mayena me questiona com os olhos arregalados.

— Exato. — Respondo com desdém. — O motivo pelo qual estou lhe contando é por confiar em você, mas quero que saiba de uma coisa: Mayena, se essa informação sair deste quarto considere-se fora da família Archibald.

— De jeito algum. — Mayena me rebate. — Serena tem que ficar bem longe, mas o meu choque se dá pelo fato de que se ela não abortou, por óbvio em algum momento irá retornar com o filho entre os braços e Nate vai descobrir a verdade.

Não tenho absolutamente nada com isso, nem mesmo e da minha conta toda essa confusão, não é como se a culpada deles não estarem juntos seja eu, mas, não sou idiota e reconheço que um filho o fará reconsiderar o término.

— Na sua concepção de fato não é a culpada pelo término entre os dois, mas quero que saiba que Serena não pensa dessa forma. — Comento e rapidamente vejo Mayena arregalar os olhos negros em completo espanto.

Quando marcou comigo na cafeteria para contar sobre a gravidez, Serena se queixou sobre o fato de encontrar Nate aos beijos com você, inclusive, não se espante se porventura aquela cretina lhe acusar de ter potencializado a vontade de ir embora.

— Acha que Serena é capaz de uma coisa dessas? — Mayena me pergunta soando indignada.

— Bom não sabemos se um dia Serena voltará para os Estados Unidos — Afirmo. — Porém, Mayena, aquela mulherzinha e uma manipuladora da pior espécie, então não descarte uma possível acusação futura. — Vejo Mayena morder os lábios e contínuo. —Pensa comigo: mãe solteira, um filho pequeno, um ex-namorado rico e uma família falida, é óbvio que se um dia Serena voltar pode colocar Nate contra nós, mas como já comentei, é uma possibilidade caso o seu noivo descubra sobre a gravidez, dessa forma, Nate só poderá reconsiderar voltar com a ex se descobrir a verdade, entretanto, isso jamais pode vir à tona. — Comento fitando minha nora pelo fundo dos olhos. — Nataniel nunca saberá que Serena teve um filho dele e o criou em outro lugar.

— Se a senhora diz quem sou eu para duvidar? — Mayena dá de ombros soando mais relaxada sobre o assunto.

— Temos um segredo? — Indago incisiva.

— Sim. Temos um segredo. — Mayena me responde sorridente e confiante.

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2022

NARRAÇÃO EM: 3ª PESSOA

Sobre acontecimentos de fevereiro de 2009

O mundo de Serena girava em total sincronia com a felicidade. E era compreensível, afinal, Serena tinha um lindo bebê de um ano e cinco meses que lhe enchia de alegria e sorrisos dia após dia, sua faculdade estava em dia no que diz respeito às atividades e no quesito financeiro também estava bem, pois detinha de renda que lhe ajudava a pagar as contas e não menos importante pouco a pouco tudo o que idealizou para o recomeço estava dando certo.

O passado não importava mais e como se fosse uma espécie de seleção natural, Serena van der Woodsen vivia uma metamorfose e sua vida dia a dia se modifica fazendo-a se transformar igual uma borboleta.

O medo de voar não lhe consumia mais, pois com o passar dos meses percebeu que o problema era ter coragem para dar início, porque o restante do percurso era consequência deste início. Sem sombra de dúvidas o que a loura sentia era basicamente gratidão por tudo que conquistou e estava pronta para enfrentar novas batalhas.

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2022

NARRAÇÃO EM: 3ª PESSOA

Sobre acontecimentos de abril de 2009

O mês de abril de 2009 começou como uma grande surpresa para Serena van der Woodsen, pois, nem nos sonhos mais profundos a futura advogada imaginou que conseguiria a vaga para estagiar no renomado escritório de advocacia "Richter & Vaz Perón advogados"

Obviamente que conforme novas etapas se iniciavam em sua vida os obstáculos também passaram a lhe atazanar. Felizmente a responsabilidade de cuidar do pequeno Arthur não foi um deles, visto que, o pequenino estava numa escolinha por meio período e depois Tara o olhava até Serena chegar em casa, este combinado se manteve mesmo após o casamento entre a loura e o escritor, já que Dan também não podia fazer muito pelo bebê nesse aspecto, porque também trabalhava e tinha contas a pagar.

Entretanto, enquanto Serena conseguia ajustar a vida financeira com a maternidade, o relacionamento a dois estava em frangalhos. Por óbvio, ela se negou a admitir que o casamento não ia bem, mas foi visível que o conto de fadas com Dan estava diante do fim sem nem um ano de casamento completo.

Em 2009 Serena ainda se sentia na obrigação de tentar manter as aparências e viver de conveniência, porque uma criança estava em jogo. Os motivos do declínio do matrimônio foram variados, mas, em primeiro lugar, porque por mais que Dan tentasse fingir, o rapaz não conseguia aceitar que a esposa se tornou uma mulher de responsabilidades, negócios e focada no trabalho.

O segundo motivo foi o ciúme exacerbado que o escritor nutria por Juan Henrique, o advogado e professor de Serena em Oxford e não menos importante, também chefe da loura, pois era dono do escritório onde a mãe de Arthur estagiava. Claro que o ciúme de Daniel Humphrey sofreu um revezamento, porque a cada segundo o esposo de Serena focava em pessoas diferentes que rondavam o círculo de amizade dela.

A primeira vítima de seu ciúme doentio foi Juan Henrique, depois Hanna, seguido por Benício e claro, Tara. Todos os citados foram vitimados pela amargura e descontrole do maridinho sem noção de Serena van der Woodsen.

De certa forma, se estivesse falando de Serena antes do fatídico fevereiro de 2007, com certeza o pensamento do rapaz se faz coerente, afinal, naquela época a loura se enfiava em relações vazias.

O ponto é que Daniel, não conseguia aceitar que a mulher não precisava dele para nada, mesmo com ele forçando a todo instante que Serena era uma mãe solteira que ao se ver necessitava da ajuda masculina, e ele, em seu papel de bom moço lhe estenderá a mão.

Por fim, na mente perturbada de Daniel Humphrey, Serena lhe devia respeito e gratidão, pois, foi o único homem que se dispôs a ficar e a cuidar de um filho que não o pertence. E pior, acreditava ter algum tipo de predominância sobre a esposa obviamente por ser homem, mas, Dan com certeza não conhecia bem a mulher com quem tinha se casado naquela altura do campeonato.

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NARRAÇÃO EM: 1ª PESSOA

POV: Dan Humphrey

Aconteceu há 13 anos.

Abril de 2009

Oxford (UK)

O relógio marcava 19:00 da noite e eu tomei a decisão de buscar minha mulher em seu trabalho, porque quero ter a certeza de que Serena e aquele advogado de meia tigela não tem nada. Juan Henrique desde início do relacionamento está sendo a pedra em meu sapato e ainda não consegui uma forma para sumir com esse cubano da cara de rato.

Se eu pudesse mandar esse filho de uma puta talarico para o inferno apenas com a passagem de ida, mandaria. Minha esposa, no que lhe concerne, se faz de boba e finge não perceber o quanto esse homenzinho ridículo a come com o olhar e faz de tudo para se manter dentro de nossa casa e a última cartada foi lhe arrumar um estágio, alegando que Serena precisa obter experiência na advocacia quando, na verdade, a atitude foi pensada para se manter próximo de minha mulher e cercá-la até levá-la para cama, porém, no que depender de mim isso nunca vai acontecer.

Depois de dez minutos buzinando vejo Serena surgir pela porta pronta para sair, entretanto, fico irritado ao vê-la sorrindo e dando beijos no rosto de Henrique, e por óbvio, sei que hoje teremos outra briga, porque ela irá dizer que eu estou vendo coisas onde não tem.

Buzino uma quinta vez e é neste momento que Serena nota minha presença ao olhar fixamente para o carro vermelho. Logo minha esposa aparece na porta do carro e eu abro e ela se senta no banco do carona ao meu lado.

— O que faz aqui? — Serena me questiona, enquanto vejo Henrique nos olhando do lado de fora.

— Vim buscar minha mulher. — Respondo cordialmente.

— Eu não preciso que seja meu segurança. — Serena responde-me visivelmente irritada. — O que está fazendo não é gentileza, é controle, perseguição, assédio e eu preciso de minha liberdade.

— Assediar minha própria mulher? — Rio em deboche.

— Sim, você está me assediando. — Serena altera a voz. — Já que veio me buscar pise logo nesse acelerador e me leve para casa, pois tenho um filho para cuidar, mas não se preocupe, não é seu filho.

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— Vamos lá Daniel, diga de uma vez o que quer me falar, porque eu odeio quando fica me encarando, andando em círculos ou pisando em ovos para jogar em minha cara todas as suas frustrações. — Serena grita.

Com essa atitude eu pude perceber que diferente de nossas brigas anteriores, dessa vez minha esposa não vai dar um passo para trás e fingir que nada está acontecendo entre nós.

— Não tenho nada para lhe dizer. — Tento desconversar. — Pois você finge não ver o óbvio sobre aquele homem. E sabe o que é pior? é não me valorizar, logo eu que sou seu marido!

— Sim, você tem muita coisa para me dizer, não banque o cínico, mas já que se nega a começar essa discussão eu começo em seu lugar. — Serena gritou ainda mais brava. — Não ouse me fazer de idiota Dan. — Serena comenta olhando em meus olhos e visivelmente irritada. — Eu sei que resolveu me buscar no escritório por ciúme e para se certificar de que entre mim e Henrique existe algo, mas fique avisado, eu não vou largar o meu estágio e as oportunidades que tenho conquistado dia a dia por conta de suas infantilidades, sensação de posse e ciúme.

Sorri estarrecido com o que acabara de ouvir. — O que pensa que está fazendo? Eu sou seu marido e tenho o direito de te buscar no trabalho, Serena, tenho o direito de saber com quem sai e a hora que sai, também tenho o direito de saber com quem fala ao telefone, eu sou seu marido e você me deve respeito.

— Eu sou a porra da sua esposa, mas não sou sua propriedade! — Serena grita ainda mais alto e em seguida joga as chaves do carro em direção ao meu peito. — Você não manda em mim, não me controla e nunca irá me controlar ou decidir quem são minhas amizades. E tem mais: você não é meu dono!

— Quem vai falar aqui sou eu. — Grito de volta, enquanto segurava o queixo de Serena com força devido à raiva de receber as chaves do carro em meu peito. — Quem não aceita ser feito de imbecil e corno sou eu! Você me deve respeito, moral e amor, ou já se esqueceu que se não fosse por mim a senhorita seria apenas mais uma vadia por aí com filho e não sabe quem é o pai? Antes de se casar comigo você era só mais uma estúpida com um filho nos braços e vendendo quadros horríveis para sobreviver.

— Antes de me casar contigo eu era uma mulher livre, me graduando em Oxford e sabendo me virar sozinha sem a ajuda de um panaca obsessivo igual a você. — Serena rebate dando uma tapa em minha mão fazendo sair de seu queixo. — A verdade é que você é um homenzinho patético que acredita veemente que eu lhe devo algo, mas não Daniel, eu não lhe devo nada e não vou renunciar a nada por sua causa. E quanto ao meu filho: não se atreva a usá-lo como arma para me atingir, pois, nunca trocou uma fralda, nunca o registrou, nunca o levou para creche ou se preocupou nos dias de febre ou quando os dentes dele começaram a nascer, você nunca fez nada pelo Arthur.

— Antes de se casar comigo livre você não era, todo mundo naquela universidade sabe que você transava com aquele cubano metido a professor universitário e advogado. E quer saber a verdade? Eu me incomodo sim, com o seu estágio, ou melhor, o seu meretrício!

Serena fecha os olhos por alguns segundos e logo os abre novamente chegando próximo a mim e para minha surpresa um soco atinge meu lábio fazendo-me sentir a aliança cortar a pele do lábio inferior. Levei minha mão aos lábios e os sinto sujos de sangue.

— Cretina. — Falo de volta empurrando-a para o sofá e dando-lhe um tapa no rosto. — O que pensa que está fazendo hein? Não passa de uma promíscua.

Serena não se intimida deixando-me surpreso e logo a loura me rebate:— Quem me deve respeito é você! — Serena berra e rapidamente me empurra. — Esse soco é para saber que eu não sou propriedade sua, não sou seu capacho, sua bonequinha. Eu sou uma mulher e tenho de ser tratada como tal. — Serena limpa a lágrima fria que escorre de seus olhos. — E tem mais: Não sou promíscua, pois nunca te trai, mas saiba, a próxima oportunidade de te meter um par de chifres não será desperdiçada.

— Não ouse. — Agarro em seu pescoço fazendo-a sufocar. — Se tentar me trair, eu te mato, Serena.

— Eu não nasci para ser subordinada a nenhum homem. — Minha esposa falou com certa dificuldade, porque eu ainda estou segurando em seu pescoço, entretanto, num momento de descuido senti uma enorme pressão em minha barriga.

Serena me chuta fazendo-me cair do sofá diretamente para o chão.

Ouvi passos de Serena indo em direção a cozinha, me levantei rapidamente puxando-a pelos cabelos longos, ouvi seu grito de dor. — Isso sua vaca, grite de dor. — Comento apertando as madeixas louras de minha esposa, enquanto escuto seus gemidos.

— Patético. — Serena diz segurando as lágrimas. — Me deixe em paz, seu maníaco obsessor de bosta.

— Não Serena! Eu não vou lhe dar o divórcio. Não vou deixar o caminho livre para outro chegar, será eu e você até que a morte nos separe, foi um juramento.

— O seu ciúme está lhe cegando, Dan, será que não consegue perceber? O nosso casamento está em frangalhos por sua culpa! — Serena diz me olhando nos olhos, seus olhos estavam tristes, mas também tinha rancor e medo.

— O ciúme está me cegando? O meu ciúme? — Berro olhando fixamente nos olhos de Serena. — Realmente não consegue perceber que aquele homem te come com os olhos? Henrique se faz de seu amigo, porque quando nós nos separarmos o caminho para ele estará livre e não é só ele quem faz isso, aquele Benício também se comporta na espreita para ficar com você.

— Deixa de ser louco. — Serena me empurra para cima da mesa fazendo-me bater as costas no móvel. — Benício é namorado de Hanna e padrinho do meu filho. Então deixe de ser ridículo. — Serena se aproxima mais um pouco — Se está infeliz ao meu lado e desconfia de qualquer passo meu, é só pedir o divórcio, Dan e seguimos a vida.

— Serena, qual a parte em que eu não vou dar o divórcio ficou difícil de compreender? Eu e você, até que a morte nos separe, amor.

Ao me ouvir dizer que não lhe concedo o divórcio, Serena empalideceu, pude sentir o desespero em seus olhos e o medo correndo por suas veias. — Não fique com medo boneca. — Digo sussurrando ao pé de seu ouvido, logo desci minhas mãos até sua cintura e junto nossos lábios num beijo frio e forçado de minha parte.

Serena engole seco a saliva visivelmente assustada, porém, eu continuo acariciando o seu corpo. — Você tem sido uma esposa muito má Serena, então acho que é bom me satisfazer depois dessa briga chata.

— Você tem razão. — Serena me diz beijando-me de volta. — Nós somos um casal que temos brigas feias, mas terminar? Não há necessidade!

Sinto Serena me beijar soando mais doce e ao pé de meu ouvido dizer: — “Na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza, até que a morte nos separe" e de repente algo pontudo é fincado próximo ao meu rim direito.

Serena me empurra para longe e rapidamente minha visão foi atingida por uma poça de sangue que escorre de minha barriga, minha esposa acabara de me dar uma facada.

— Nunca mais na sua vida imunda irá me agredir ou tentar me estuprar! Você tem uma semana para assinar o divórcio. — Serena grita, enquanto eu continuo no chão.

NARRAÇÃO EM: 1ª PESSOA

POV: Dan Humphrey

Aconteceu há 13 anos.

Abril de 2009

Oxford (UK)

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.