Amores Da Vida
4 Amor realmente é para os fracos :(
Notas iniciais
Estava parada no corredor tentando prender meu cabelo com uma pregadeira inútil quando uma mão quente passou por meus cabelos e num instante a pregadeira não estava mais em meu poder...
Soltei a mexa do meu cabelo que caiu por cima de meus olhos, tentei colocar minha franja pra trás, mas era impossível.
Franzi o cenho e deixei pra lá, aquele cabelo não tinha mesmo jeito.
Olhei por toda minha volta pra ver quem pegara minha pregadeira. E Greg andava de costas, olhando pra mim com um olhar malicioso enquanto me mostrava a pregadeira. Fiz uma careta quando ameacei a correr e sim ele correu. Mas gritava ao mesmo tempo, o que me fez correr atrás dele.
– Piranha, piranha! — ele berrava ao passar por alguns alunos — Um real, piranha um real!!
– Greg! — gritei e ele me olhou — Me devolva seu idiota.
– Vem pegar gatinha. — ele gargalhou ao continuar.
Bufei e apertei o passo, correndo mais rápido. Greg virou um pouco o rosto e arregalou os olhos quando viu que eu estava bem perto dele....
Pulei em suas costas e o derrubei no chão. Começamos a rolar pelo corredor quando me deu uma crise de risos, peguei minha pregadeira e me sentei, ainda rindo.
– Otario. — eu prendia meu cabelo emaranhado agora.
– O que esta acontecendo por aqui? — olhei pra cima parando de sorrir.
– Nada!
– Então por que Greg esta deitado no chão? — Grissom franziu a testa.
– Porque ele é um retardado! — me levantei.
Greg foi ficando de pé lentamente e tampava a boca com as mãos.
– Está bem? — Grissom pôs a mão no ombro dele. E Greg fez que não com a cabeça.
– Sara me machucou! — arregalei os olhos e ele mantinha a mão sobre a boca.
– Como? — o encarei com raiva.
– Quando me jogou no chão maluca. — agora eu vi um fio de sangue escorrer por sua mão. Minha vontade foi de pegar ele pelo cabelo e tacar a cara dele n...
– Meu Deus! Vamos pra enfermaria. — Grissom arregalou os olhos puxando Greg — E você, Sara me espere na sala de vídeo, quero conversar com você.
– Ah, fala serio! Minha mãe vai me matar. — eu reclamava.
– Agora Sara.
Grunhi alto nem ai pra o que ele iria falar. Fui pra sala de vídeo bufando de raiva, sentei-me à mesa e esperei.
– Sara! — olhei pra porta.
Nick acabava de passar pela soleira da porta e vinha em minha direção com um sorriso no rosto.
– Esta matando aula senhorita? — ele parou na minha frente, deixando um pequeno espaço entre nós.
– Não! Estou esperando Grissom pra me da um sermão. — falei seca, olhando pra uma cadeira.
– Parece que esta matando aul...
– O que esta fazendo aqui? — cortei ele franzindo a testa. Já estava cansado dos joguinhos de Nick, de fazer sempre sofrer.
– Estava andando por ai. — olhei pra ele e o desgraçado olhava em meus olhos.
– O que foi? — perguntei ficando encabulada.
– Sabia que você é linda? — ele tinha um sorriso vibrante, o que me deixou sem ar.
– Vai tomar no cu. — ri baixo olhando pro chão.
– É verdade. — ele ergueu a mão, passando por minha franja na testa e me fazendo vibrar e com a mesma pegou uma mexa de meu cabelo e ficou enrolando em seu dedo.
Minha respiração aumentou e ele se aproximou de mim.
– Nick preciso te dizer algo! — falei num sussurro. Ele por sua vez soltou a mexa, mas continuou próximo demais.
– Diga. — ele piscou, esperando.
– Eu... Eu... Bom... hã...
– Fale — ele arqueou as sobrancelhas.
– Eu gosto de você. — falei num jato.
– Eu também.
– Não! Eu te amo... eu gosto de você do jeito... — eu falava rápido demais, mas Nick me silenciou, encostando seu dedo em meus lábios pedindo silencio. Sua boca abriu em um "o" e seu sorriso se desmanchou, me deixando nervosa. Ele balançou a cabeça repetidas vezes, ele estava perdido em pensamentos. Mas logo recuperou seu foco. Olhou-me rapidamente de modo estranho.
– Sei! A gente se ver. — ele se virou e saiu da sala, levantei indo atrás dele, mas ao me virar pra sair da sala bati em algo que me derrubou.
– Por que esta correndo? — Grissom me ajudou a ficar de pé. Olhei por cima de seu ombro.
– Nada! — falei colocando a mão na nuca — E Greg?
– Ah! Fez um escândalo e foi o aparelho que o cortou. — ele falava entrando na sala — Ele ficara bem.
O segui, e me sentei na primeira cadeira, bem a sua frente.
– Dê logo o seu sermão! — disse revirando os olhos.
– Não é sobre o tombo e a gritaria no corredor que eu queria falar. — ele tirou o óculo massageando as têmporas — Sabe que moro em Las Vegas?
– sim.
– Pois bem, ouvi você e seus amigos conversarem sobre pericia e essas coisas... — ele deu uma pausa quando viu meu olhar — Tem uma escola em Vegas que eles formam as pessoas que querem trabalhar nesta área. Mas precisam de autorizações e precisam fazer uma prova pra entrar nessa escola. — ele pigarreou — Eu trabalho em um laboratório.
– e o que esta fazendo aqui na escola? — perguntei franzindo a testa.
– Bom, é uma historia longa. Mas é só por este ano. No final voltarei pra Vegas e voltarei ao meu antigo trabalho.
– Ah, saquei! Ideia legal. — falei sorrindo — Então a gente já sai trabalhando em um laboratório?
– Sim.
– Por mim tudo bem, vou falar com o pessoal... — me levantei — E quando é a prova?
– Quando abrir as inscrições te falarei. — ele piscou e eu sai da sala.
**~
– que legal! — Wendy pulava — Puxa, imaginem nós estudando juntos e longe dos pais e... Nossa que perfeito!
– Por mim eu vou. — Warrick estava animado.
– Vou pegar muitas mulheres em Vegas, a cidade do pecado. — Greg dizia com a boca torta.
– Gente, um problema. — Nick ergueu a mão — Nossos pais vão deixar? Só temos 13 anos.
– Vamos receber autorizações e podemos morar na escola, até fazermos 18 anos. – Cath falou e todos olharam pra ela.
– Como sabe loira? – perguntei.
– Eu vou pra esta escola querendo ou não!
– E não nos contou? – Wendy soltou um berro.
– Ia nos abandonar sem dizer nada? – falei com raiva.
– Eu ia contar, mas agora vocês vão também. – a loira sorriu feliz.
– Ah, merda. Preciso ir pra casa. – Greg ficou de pé.
– Vamos. Estou com fome. – Warrick também se levantou pegando sua mochila.
– Vamos embora Cath. – Nick olhava pro longe.
Desde aquela hora, ele me ignorava e me deixava triste de alguma forma. Não era pra eu ter falado.
– Umm... Não posso ir com vocês. Tenho que ir na casa de Anita. – Nich fez cara de triste.
– Então vamos Sara. – Cath já andava.
– Vamos. – me despedi e acompanhei Cath.
**~
– Mãe?! – sentei na beira de sua cama.
– Fala. – ela abriu os olhinhos me encarando.
– Posso fazer uma prova, pra ir pra uma escola legal? – perguntei baixo.
– Não acredito que me acordou pra isso. – ela me deu um tapa, fazendo com que meus olhos se enchessem de lagrimas – Faz essa porra, não vai passar mesmo idiota. – ele gritava – Vai fazer a comida, daqui a pouco seu pai chega aquele desgraçado! E feche a porta!
Fechei a porta e olhei meu braço vermelho. Desci as escadas e fui pra cozinha.
– Sara, deixa-me ver. – Jamie me deu um susto e pegou o meu braço – ouvi a mamãe... Só esta vermelha – ele acariciou meu braço e depois soltou – E você irá passar sim... Quer ajuda? – ele sorriu.
Foi bem legal só nós dois na cozinha. Podia ser assim todos os dias, só nós dois, rindo e nos divertindo.
Fizemos macarrão com queijo e fritamos alguns bifes, jantamos e deixei um prato com comida pro meu pai na bancada.
– Vai sair? – perguntei ficando de joelhos no sofá.
– Sim. Com a Marie. – ele colocava o casaco.
– Não me deixa sozinha. – choraminguei.
– Vá para o quarto e tranque a porta, eu tenho a chave.
– Mas se papai...
Ele segurou meu rosto.
– Só fique no quarto. – ele me deu um beijo na testa e saiu, com medo fui pro quarto, trancando a porta e deitando na minha cama fria e solitária.
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