Amores Da Vida 1.2
6 Odeio a bondade dele.
Notas iniciais
Então você só ganham beijos da titia Kary :P
-- Espero que gostem dessa jornada. Tenham uma boa leitura.
- Você compra as passagens. – parei sem fôlego, passando a mão na testa soada.
- Por que eu? – ele colocou as malas no chão tentando respirar.
- Porque foi sua culpa eu ter perdido o ônibus que me levaria...
- Ok. Já entendi. – ele revirou os olhos e foi se arrastando até a bilheteria, ficou um tempinho lá, mesmo o local estando completamente vazio. Completamente mesmo, chegando a dar medo.
Grissom vinha voltando com uma pequena garrafinha, com certeza de água e uma sacola. Sorri, mesmo não querendo, não me contive na verdade. Minhas pernas que estavam sem força ainda agora pela corrida, pediam pra serem movimentadas. Mas me esforcei a ficar quieta.
- Trouxe algumas coisas pra você comer. – ele parou me avaliando e franziu a testa – Que cara é essa?
- Que cara? – eu alternava o olhar, sacola, água, Grissom e sacola novamente.
- Por que esta com esse sorrisinho? Não gosto dele!
- Estou normal. – revirei os olhos – O que tem na sacola?
- Você esta com... – antes que ele terminasse o derrubei no chão – sem querer, é claro – e peguei a sacola de sua mão abrindo-a e vendo dois pães.
- Pão e água? – o encarei.
- Acho que pode sair de cima de mim, antes que eu comece a gostar da ideia. – ele sorriu.
- idiota. – levante tirando o primeiro pão da sacola.
- Um pra mim e outro pra você!
- É até Cristo estava melhor que a gente. – olhei seriamente pra ele.
- Sabemos de sua religião! – ele revira os olhos me deixando irritada.
- Não tinha outra coisa pra ser comprada não? – franzi o cenho olhando o pão.
- Se reparou não tem nenhum mercadinho, restaurante ou sei lá. Uma senhora me disse que só daqui a dois pontos que terá alguma coisa desse tipo e ela foi muito bondosa em me dar essa água e os pães. Disse que era só pra tapear nossa fome.
- Nossa que senhora mais legal!
- Não seja sarcástica.
- Não estou sendo. – dei uma mordida no pão – Isso não vai nem tapear minha fome. – arregalei os olhos.
- Pode ficar com o meu! – ele baixou o olhar ao ficar de pé e pegar nossas malas – Vamos logo, antes que o trem dê sua partida.
Grissom passou por mim, fiquei parada por alguns segundos, esperando que ele me chamasse, mas nada. Então o segui.
Ele deu os bilhetes a um homem que estava na porta do vagão e subimos. Tinha bastantes pessoas, algumas ficaram olhando pra mim e pra Grissom, eu desviei o olhar, era estranho.
Sentei ao lado de Grissom, quase no ultimo assento.
- Não esta com fome? – sussurrei.
- Você esta mais. – ele olhou pra paisagem que começava a se movimentar.
O apito foi soado. O trem rangeu e começou a pegar velocidade.
- Tome. – tirei da sacola o outro pão e o coloquei em cima de sua mão – Eu posso aguentar.
Grissom me olhou, pegando o pão e com a outra mão puxando minha mão.
- A gente pode dividir, certo? – fiquei vermelha, com certeza fiquei vermelha, porque senti meu rosto esquentar.
- Claro. – ele soltou minha mão voltando a olhar a paisagem.
- Vou deixar água pra você. –sussurrei.
- Você quem sabe, Sara. – ele colocou um pedaço do pão na boca. E eu só voltei ao meu lugar, olhando pra metade do meu pão, um pouco triste por estar ali. Por estar ali...
**~~
- Sara?! – abri os olhos, não foi preciso Grissom me cutucar ou me balançar pra eu acordar. Porque eu estava apenas cochilando.
- Chegamos?
- É que sua barriga fez um barulho estrondoso e levei um susto.
- Estou com muita fome. – passei a mão na minha barriga.
- Vamos sair então. – Grissom se aproximou de mim – Já tem mais de sete horas que estamos aqui dentro.
- Já chegamos? – perguntei mais uma vez.
- Sim! – ele se afastou um pouco olhando pela janela – Quer descansar aqui?
- Dormir numa cama? – arregalei os olhos, já sorrindo – Claro. Isso nem precisava ser perguntado.
- Então vamos. – ele queria que eu ficasse logo de pé.
- Você paga! – parei o olhando e me espreguiçando.
- Ok. – ele riu ao ficar de pé.
- Droga!
- O que foi? – ele me olhou.
- Estou ainda com a sua roupa. – fiz um biquinho.
- As pessoas daqui não ligam muito pra isso. – ele passou por mim pegando as malas.
- É, mas preciso...
- Desde quando você liga pra isso? – Grissom parou me olhando.
- Desde sempre. – desviei o olhar.
Grissom sibilou e continuou a andar.
- Depois você se troca. – ele deu de ombros saindo do trem – E a gente divide a conta.
O encarei. Fui atrás dele quando meu estomago fez mais uma vez seu protesto por comida.
- Ok, ok vamos comer. – sai correndo atrás de Grissom.
**~~
Pra ser sincero aquele lugar era banal e ridículo. Pequeno e com muitos caipiras fedorentos pra piorar a situação. Tive que me cheirar é claro e pra ser sincera eu ainda tinha aquele aroma fraco do meu perfume Frances que Nick me dera de presente.
Grissom podia ver minhas caretas, podia ver que minha mão queria chegar ao nariz, mas com certeza ele me repreenderia desse ato.
- Vamos! – ele puxou meu braço me pondo ao seu lado. Seu toque como sempre quente e cheios de vibrações. Uma sensação boa e ruim. Puxei meu braço me afastando um pouco dele. Um tipo estranho de formigamento começou na boca do meu estomago e meu coração acelerou. Corri pro banheiro. Mas que banheiro? Onde ficava a droga do banheiro?
Esbarrei em muitas pessoas, mas prossegui deixando as reclamações pra trás, deixando que a voz de Grissom sumisse atrás de mim com muitas outras. Por que fiz isso? Por que corri?
Parei, meus olhos estavam cegos, não de falta de visão, mas por meus pensamentos estarem longe. Não pensei, entrei com tudo no banheiro.
Encostei-me a parede abaixando a cabeça. Sentei no chão e fechei os olhos.
Mãos alarmadas pousou em meus ombros me dando um susto.
Levantei o olhar e Grissom tinha o rosto assustado. Minha culpa aposto.
Notas finais
~~ Por que ela correu só vamos saber no próximo capitulo. Beijos.
Obs.: Não prometo postar amanhã. Se eu for postar, no mesmo horário de sempre. Obrigada ;)
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